Início: 20/01/2027Término: 31/12/2027Aceite: 23/04/2026
Realização do Festival Seridoense Itinerante de Patrimônio Cultural Afro-brasileiro, composto por um ciclo de ações que integram apresentações culturais, oficinas de gastronomia tradicional e rodas de transmissão de saberescom ações culturais em municípios do Seridó potiguar. O projeto prevê apresentações de capoeira, maculelê, samba de roda, dança afro e puxada de rede, realizadas em espaços públicos, comunidades tradicionais e eventos locais. Inclui participação de mestres e agentes culturais em momentos de mediação e transmissão de saberes, além de práticas de gastronomia tradicional e doação de mudas de plantas em territórios específicos. As ações serão gratuitas e abertas ao público.
O projeto consiste na realização de um festival itinerante de cultura afro-brasileira, com programação composta por apresentações culturais, performances e atividades de difusão do patrimônio imaterial, realizadas em espaços públicos, comunidades tradicionais e eventos culturais dos municípios participantes.As apresentações culturais incluem manifestações como capoeira, maculelê, samba de roda, dança afro e puxada de rede, desenvolvidas em formato coletivo, com acompanhamento musical ao vivo, interação com o público e valorização dos modos de fazer tradicionais.Nas ações realizadas em territórios tradicionais, como comunidades quilombolas e espaços de referência cultural, o projeto inclui também momentos de mediação cultural com participação de mestres, voltados à valorização e contextualização das práticas culturais apresentadas.Também integram a programação ações de gastronomia tradicional, com demonstração e degustação de alimentos vinculados à cultura afro-brasileira, evidenciando saberes relacionados ao preparo, uso de ingredientes e práticas culturais associadas.As atividades possuem caráter presencial, gratuito e aberto ao público, com classificação indicativa livre, possibilitando a participação de pessoas de diferentes faixas etárias.A realização é da Associação Desportiva Cultural dos Capoeiristas de Caicó – ADECAI, responsável pela organização e execução das atividades. Classificação indicativa: livre.
OBJETIVO GERALPromover a valorização e a salvaguarda do patrimônio cultural afro-brasileiro no território do Seridó potiguar, por meio da realização de ações culturais itinerantes que integrem apresentações, práticas culturais e momentos de transmissão de saberes tradicionais, ampliando o acesso da população à cultura e fortalecendo as manifestações culturais em seus contextos sociais e comunitários.OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Realizar 11 ações culturais itinerantes em municípios do Seridó potiguar, com acesso gratuito ao público, contemplando 8 municípios da região: Caicó, Parelhas, Acari, Jardim do Seridó, Equador, Ouro Branco, Serra Negra do Norte e Carnaúba dos Dantas.- Articular a realização de parte das ações com os calendários culturais locais, incluindo festejos tradicionais e datas comemorativas dos municípios, potencializando o alcance das atividades.- Realizar ações do projeto em praças públicas- Promover a participação de grupos culturais anfitriões em parte das apresentações, fortalecendo a integração territorial e o intercâmbio cultural.- Garantir a presença de mestres de capoeira e agentes culturais detentores de saberes tradicionais em todas as 11 ações- Realizar 4 ações com participação de agentes culturais de saber tradicional em comunidades específicas.- Desenvolver ao menos 4 ações com mediação cultural, incluindo práticas de gastronomia tradicional afro-brasileira, com preparo, degustação e contextualização dos alimentos, além da distribuição de mudas de plantas de uso tradicional.- Realizar ações em 3 contextos territoriais distintos, incluindo espaços públicos urbanos e comunidades quilombolas.- Garantir acessibilidade comunicacional em 100% das ações realizadas fora de festas populares, com presença de intérprete de Libras e de linguagem acessível.- Promover a difusão das atividades por meio de registro e divulgação digital ao longo de todo o projeto.- Realizar atividades com a participação de instituições sociais (APAE e CRAS/SCFV), ampliando o acesso à cultura para diferentes públicos.- Realizar no mínimo 4 ensaios abertos à comunidade nas fases de pré-produção e produção- Criação de perfil nas redes sociais Instagram e Facebook para divulgação, comunicação e postagem de vídeos e fotos do projeto- Realizar a proteção de árvores, mudas e canteiros durante as apresentações promovidas pelo projeto
O projeto Festival Seridoense Itinerante de Patrimônio Cultural Afro-brasileiro propõe a realização de ações culturais em municípios do interior do Rio Grande do Norte, com foco na circulação e difusão de manifestações culturais afro-brasileiras em territórios onde a oferta cultural tende a ser limitada ou concentrada em períodos específicos do calendário local.A proposta se justifica pela necessidade de ampliar o acesso à cultura, descentralizando a oferta cultural e promovendo a a interiorização das práticas, realização de atividades em espaços públicos, comunidades tradicionais e eventos locais, alcançando públicos diversos em seus próprios territórios. O projeto atua especialmente em comunidades quilombolas e comunidades vinculadas às tradições do Rosário, reconhecendo esses espaços como territórios de produção cultural e não apenas de recepção de atividades.Ao contemplar manifestações como capoeira, maculelê, samba de roda, dança afro e puxada de rede, além de práticas associadas à gastronomia tradicional e ao uso de plantas de referência cultural, o projeto contribui para a valorização e continuidade de práticas culturais que integram o patrimônio cultural imaterial brasileiro, entendidas como expressões vivas, transmitidas entre gerações e diretamente vinculadas à identidade e à memória das comunidades.Nesse sentido, o projeto se enquadra nos objetivos do Art. 1º da Lei nº 8.313/1991, especialmente nos seguintes incisos:Inciso I _ "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais"; Aplicação ao projeto: o projeto garante acesso gratuito às atividades culturais, realiza ações em diferentes territórios e viabiliza a participação do público por meio de estratégias como transporte, linguagem acessível, intérprete de Libras, inclusão de Mestres do Saber Popular e inserção em eventos de grande circulação em diferentes municípios.Inciso II _ "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais"; Aplicação ao projeto: a proposta se desenvolve integralmente no interior do Rio Grande do Norte, com participação de mestres, grupos culturais e agentes locais, valorizando conteúdos culturais do próprio território.Inciso III _ "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores"; Aplicação ao projeto: o festival promove a circulação de manifestações culturais afro-brasileiras e reconhece o papel dos mestres e grupos culturais como detentores e produtores de cultura.Inciso IV _ "proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira"; Aplicação ao projeto: ao atuar em comunidades quilombolas e espaços vinculados às tradições afro-brasileiras, o projeto contribui para a valorização e visibilidade dessas expressões culturais.Inciso V _ "salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira"; Aplicação ao projeto: a proposta fortalece práticas culturais tradicionais ao promover sua realização em contexto comunitário e sua circulação em diferentes territórios.Inciso VIII _ "estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal"; Aplicação ao projeto: manifestações como a capoeira, reconhecida como patrimônio cultural do Brasil pelo IPHAN e patrimônio cultural imaterial da humanidade pela UNESCO, evidenciam o valor universal das práticas culturais contempladas.Inciso IX _ "priorizar o produto cultural originário do País"; Aplicação ao projeto: todas as manifestações culturais contempladas são originárias da cultura brasileira, com forte vínculo com a formação social e cultural do país. Em relação ao Art. 3º da Lei nº 8.313/1991, o projeto atende aos seguintes objetivos:Inciso II, alínea "c" _ "realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres"; Aplicação ao projeto: o projeto consiste na realização de um festival itinerante com apresentações culturais em diferentes municípios.Inciso III, alínea "d" _ "proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais"; Aplicação ao projeto: a proposta atua diretamente na valorização de manifestações culturais afro-brasileiras e práticas tradicionais presentes no território.Inciso IV, alínea "a" _ "distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos"; Aplicação ao projeto: todas as ações são gratuitas e abertas ao público, ampliando o acesso à cultura.A proposta também se alinha ao editak da Lei Rouanet Interior no 2.2.4. Fortalecendo o fomento às ações culturais realizadas nos municípios contemplados por este Edital, por meio do apoio a agentes culturais que tenham sede nos municípios e cidades satélites e no 2.2.5. Quando promove a inclusão de novos agentes culturais em ações financiadas com recursos incentivados da Lei Rouanet, além do V - quando privilegia a participação direta de força de trabalho e de fornecedores de insumos do próprio território.A utilização de recursos públicos por meio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais se justifica pela natureza da proposta, que prioriza a gratuidade, a descentralização e a atuação em territórios com menor acesso a políticas culturais, não sendo viável sua execução exclusivamente por meio de recursos privados.Além disso, o projeto contribui para o fortalecimento de redes culturais locais e para a geração de trabalho e renda no setor cultural, envolvendo profissionais da cultura, mestres, grupos e prestadores de serviços ao longo de sua execução.O projeto está alinhado ao ODS 8 ao promover a geração de trabalho e renda por meio da contratação de artistas, mestres e equipe técnica, fortalecendo a economia criativa local. Em relação ao ODS 11, contribui para a valorização e difusão do patrimônio cultural imaterial, promovendo o acesso à cultura e a ocupação de espaços públicos e comunidades tradicionais.Por fim, destaca-se que as manifestações culturais contempladas são práticas vivas, dinâmicas e territorializadas, cuja continuidade depende de sua realização em contextos comunitários e de sua circulação em diferentes espaços. Nesse sentido, o projeto contribui para a manutenção, difusão e valorização do patrimônio cultural imaterial brasileiro, garantindo sua permanência e relevância social.
PRÉ-PRODUÇÃOPeríodo estimado: 2 meses - Ajustes do projeto conforme orientações do Ministério da Cultura, quando aplicável, e formalizações necessárias para execução, incluindo abertura de conta específica- Planejamento detalhado do cronograma das ações nos municípios participantes- Articulação e alinhamento com prefeituras, comunidades, instituições, espaços públicos, mestres, grupos culturais e equipe técnica e artística- Definição da equipe técnica, operacional e artística, com realização de reuniões de alinhamento- Levantamento, cotação e contratação de serviços e fornecedores necessários à execução, insumos relacionados às práticas culturais gastronômicas e mudas de plantas de uso tradicional- Planejamento e organização logística das ações, incluindo transporte, alimentação, estrutura- Criação da identidade visual- Planejamento e início da comunicação do projeto, incluindo elaboração de materiais de divulgação, atuação nas redes sociais e articulação com veículos de comunicação locais, com agendamento de entrevistas- Realização de ensaios abertos à comunidadePRODUÇÃODuração estimada: 9 meses- Realização de 11 ações itinerantes, incluindo as vivências gastronômicas, ervaria e momentos de transmissão de saberes com mestres da sabedoria popular- Realização das ações culturais nos 8 municípios em festas públicas municipais e religiosas, praças públicas e comunidades quilombolas- Execução das atividades do festival, incluindo apresentações, rodas, vivências, mediação cultural e integração com grupos locais- Atuação de mestres de capoeira e agentes culturais, com transmissão de saberes relacionados às práticas culturais apresentadas- Articulação contínua com festejos, eventos locais e parceiros institucionais- Desenvolvimento de ações específicas com práticas culturais gastronômicas e ervaria de plantas tradicionais, incluindo distribuição orientada de mudas- Implementação das medidas de acessibilidade, organização dos espaços e apoio à circulação do público- Transmissão de ações selecionadas nas redes sociais e continuidade da divulgação digital- Registro das atividades para fins de comprovação (relatórios, registros fotográficos e audiovisuais)- Organização e limpeza dos espaços ao final de cada ação (excessão para as ações que são parte de festejos municipais)- Realização de ensaios abertos à comunidadePÓS-PRODUÇÃODuração estimada: 1 mês -Organização e sistematização dos registros das ações realizadas, incluindo registros fotográficos, audiovisuais e materiais de comunicação- Elaboração de relatórios técnicos e consolidação de resultados, incluindo dados de público, ações realizadas e alcance do projeto- Organização e conferência dos documentos comprobatórios e registros de execução- Consolidação de clipping de mídia e registros de divulgação- Encerramento administrativo e financeiro do projeto- Prestação de contas junto aos órgãos competentes- Armazenamento da documentação do projeto pelo período exigido pela legislação vigente- Avaliação final das ações realizadas
DETALHAMENTO DO CÁLCULO DO TRANSPORTEO cálculo do transporte foi estruturado considerando 10 deslocamentos de ida e volta, partindo do município de Caicó para os demais municípios contemplados, bem como deslocamentos internos necessários para garantir o acesso do público às atividades.Além do deslocamento até as sedes municipais, foram considerados custos adicionais de transporte local (R$ 200,00 por ação) nos municípios onde as atividades ocorrerão em comunidades tradicionais, visando o deslocamento de participantes entre a sede e os locais de realização das ações, garantindo o acesso dos munícipes.No município de Caicó estão previstas três ações, sendo necessário transporte apenas em uma delas, destinada ao deslocamento entre a região central e a comunidade atendida, incluindo equipe e público.Os valores foram estimados com base em práticas de mercado regional para transporte por quilômetro rodado, incluindo custos operacionais e logística de execução.Valor totalR$ 12.600,00JUSTIFICATIVA DE AUSÊNCIA DE CITAÇÃO NA PLANILHA DESLOCAMENTOSDestaca-se que o sistema de cadastro de deslocamentos não contempla a possibilidade de registro de trajetos internos dentro do mesmo município (ex.: Caicó/ Caicó). Dessa forma, os deslocamentos realizados no município de Caicó, necessários para o acesso entre a região central e comunidades atendidas pelo projeto, não constam na tabela de deslocamento do sistema.O PROJETO ATUA EM TRÊS NÍVEISNo nível de território tradicional, com realização no município de Parelhas, especialmente na Comunidade Quilombola Boa Vista dos Negros, o foco está no protagonismo comunitário, na valorização de mestres locais e na transmissão de saberes. As atividades são desenvolvidas em diálogo direto com a comunidade, reconhecendo o território como espaço de produção cultural e priorizando a participação ativa dos sujeitos locais.No nível de território cultural, com ações no município de Caicó, o projeto se insere em contextos de maior circulação cultural, como eventos tradicionais e espaços de referência, a exemplo da Casa dos Negros do Rosário e da Festa de Sant’Ana. Nesse nível, o foco está na circulação das manifestações culturais e no alcance de públicos mais amplos, ampliando a visibilidade das expressões culturais afro-brasileiras.Já no nível de expansão cultural, que abrange os demais municípios participantes, o projeto prioriza a ampliação do acesso à cultura por meio da difusão de apresentações culturais em diferentes territórios. As ações são realizadas em articulação com eventos locais e espaços públicos, promovendo o encontro entre grupos culturais e comunidades, e contribuindo para a democratização do acesso às manifestações culturais.Essa organização em níveis permite estruturar o projeto de forma coerente com as especificidades de cada território, garantindo tanto a valorização das práticas culturais locais quanto sua circulação e difusão em diferentes contextos.CONTINUIDADEAlém da execução das atividades previstas, o projeto busca consolidar um modelo de atuação que possa ser replicado em futuras edições, contribuindo para a continuidade e ampliação das ações culturais no interior.METODOLOGIA NO CALENDÁRIO DAS FESTIVIDADES RELIGIOSASO projeto estrutura sua atuação a partir de uma lógica territorial organizada em três níveis de ação, que orientam a metodologia, a programação e a relação com os públicos envolvidos.No nível de território tradicional, com realização no município de Parelhas, especialmente na Comunidade Quilombola Boa Vista dos Negros, o foco está no protagonismo comunitário, na valorização de mestres locais e na transmissão de saberes. As atividades são desenvolvidas em diálogo direto com a comunidade, reconhecendo o território como espaço de produção cultural e priorizando a participação ativa dos sujeitos locais.No nível de território cultural, com ações no município de Caicó, o projeto se insere em contextos de maior circulação cultural, como eventos tradicionais e espaços de referência, a exemplo da Casa dos Negros do Rosário e da Festa de Sant’Ana. Nesse nível, o foco está na circulação das manifestações culturais e no alcance de públicos mais amplos, ampliando a visibilidade das expressões culturais afro-brasileiras.Já no nível de expansão cultural, que abrange os demais municípios participantes, o projeto prioriza a ampliação do acesso à cultura por meio da difusão de apresentações culturais em diferentes territórios. As ações são realizadas em articulação com eventos locais e espaços públicos, promovendo o encontro entre grupos culturais e comunidades, e contribuindo para a democratização do acesso às manifestações culturais.Essa organização em níveis permite estruturar o projeto de forma coerente com as especificidades de cada território, garantindo tanto a valorização das práticas culturais locais quanto sua circulação e difusão em diferentes contextos.METODOLOGIA EM COMUNIDADES TRADICIONAISAs ações serão realizadas em formato itinerante, com organização logística que contempla deslocamento do público, estruturação do espaço e execução das atividades culturais.O acesso será ampliado por meio de transporte fretado entre ponto central do município e comunidades atendidas. No local, a equipe realizará acolhimento, organização do espaço e orientação do público, garantindo acessibilidade e participação.As atividades serão desenvolvidas de forma contínua, iniciando com mediação cultural e seguindo com apresentações de capoeira e manifestações afro-brasileiras, conduzidas por mestres e grupos culturais.As ações incluem momentos específicos de valorização de saberes tradicionais e práticas de gastronomia cultural, integradas à programação, com participação dos agentes culturais.O público será envolvido por meio de participação guiada e interação com as manifestações, sem caráter formativo estruturado.Ao final, será realizado o retorno dos participantes por meio do transporte disponibilizado.METODOLOGIA EM ANIVERSÁRIO DOS MUNICÍPIOSAs ações integradas a eventos comemorativos serão realizadas de forma adaptada à programação local, respeitando horários, estrutura e dinâmica dos eventos.O projeto executará apresentações culturais com organização própria, garantindo qualidade técnica e artística das atividades.A condução das apresentações será realizada por mestres de capoeira e grupos culturais, com foco na performance e interação com o público, sem caráter formativo estruturado.A equipe atuará em articulação com a organização local, garantindo a execução adequada das ações dentro do contexto do evento.METODOLOGIA EM PRAÇAS PÚBLICASAs ações realizadas em praças públicas serão desenvolvidas em formato de apresentação cultural aberta, voltada ao público em geral, com foco na difusão das manifestações culturais afro-brasileiras em espaços urbanos.A programação será composta por apresentações de capoeira, maculelê, samba de roda e dança afro, com acompanhamento musical ao vivo e participação de artistas e mestres de cultura popular. As atividades priorizam a interação com o público, por meio da roda de capoeira e da integração espontânea dos participantes.A metodologia adotada prioriza a circulação cultural e o acesso democrático às manifestações, promovendo a ocupação de espaços públicos com atividades culturais e ampliando o contato da população com expressões tradicionais da cultura afro-brasileira.
As atividades do projeto serão realizadas em formato presencial, por meio de apresentações culturais e ações de difusão do patrimônio imaterial, organizadas em estrutura itinerante.Cada ação terá duração média de 1,5 a 2 horas, quando em festividades municipais e 4 a 6 horas nas comunidades tradicionais.As apresentações culturais serão desenvolvidas em formato coletivo, com participação de grupos de cultura popular, mestres e músicos instrumentistas, contemplando manifestações (capoeira, maculelê, samba de roda, dança afro e puxada de rede). As atividades contarão com acompanhamento musical ao vivo, utilizando instrumentos tradicionais da cultura afro-brasileira.A estrutura técnica será composta por sistema de sonorização e microfones (de responsabilidade do proponente), cadeiras para público, tenda para organização das atividades e espaço delimitado para apresentações. Nos territórios sem infraestrutura permanente, serão adotadas soluções adaptadas conforme as condições locais.Nas ações em comunidades tradicionais, o projeto contará com organização do espaço com áreas reservadas para o público composto por pessoas idosas, com deficiências ou dificuldades de locomoção e seus acompanhantes, priorizando acessibilidade e proximidade com a área de apresentação.As atividades de gastronomia cultural serão realizadas em formato de demonstração, com uso de utensílios básicos e ingredientes previamente organizados, seguidas de degustação para o público presente.O projeto adota abordagem de mediação cultural, com participação de mestres de cultura popular, promovendo a contextualização das manifestações apresentadas e a valorização dos saberes tradicionais, de forma integrada às apresentações.Todas as atividades possuem classificação indicativa livre e são voltadas à participação de públicos diversos.A configuração técnica das ações contempla:- Delimitação de área central para roda de capoeira e apresentações culturais- Organização do espaço para circulação e acomodação do público- Realização de apresentações em formato de roda e performance coletiva- Utilização de instrumentos tradicionais- Uso de indumentária e adereços característicos das manifestações- Condução das atividades por mestres de capoeira, agentes culturais e integrantes dos grupos participantes- Realização de mediação cultural- Interação com o público por meio de participação guiada nas práticas culturaisAs atividades possuem caráter presencial, performático e vivencial, não se aplicando paginação ou formato editorial.
A equipe do projeto é composta por agentes culturais com forte inserção territorial, incluindo mestres de capoeira e profissionais atuantes na cultura local, com participação de pessoas negras, mulheres e indígenas, contribuindo para a valorização da diversidade cultural e social no contexto do Seridó potiguar.COORDENAÇÃO GERALADECAI (proponente) Responsável pela gestão do projeto, articulação institucional, acompanhamento técnico-financeiro, tomada de decisões, planejamento, execução, contratação de serviços e aquisição de insumos e outros itens descritos na planilha orçamentária.A Associação Desportiva Cultural dos Capoeiristas de Caicó (ADECAI), uma entidade sem fins lucrativos, atua há mais de uma década na promoção, formação e difusão da capoeira e de manifestações culturais afro-brasileiras no município de Caicó/RN. Com trajetória consolidada, desenvolve ações culturais, sociais e educativas, incluindo projetos comunitários, formação de praticantes, realização de eventos culturais e articulação com grupos e mestres da região, contribuindo para a valorização do patrimônio cultural imaterial. A associação é fruto de uma trajetória de mais de 50 anos da capoeira no município, iniciada com a atuação do Mestre Sapão, um dos pioneiros da prática na região, que contribuiu para a difusão da capoeira no território.Formalmente fundada em 2011 e registrada em 2012, a ADECAI desenvolve ações voltadas à formação, inclusão social e valorização cultural, tendo realizado projetos como “Capoeira na Escola”, “Educando Através da Arte” e “Meninos do Canga Pé”, atualmente em sua 15ª edição.DIRETOR ARTÍSTICO Ivanaldo Mata de Medeiros - Mestre MataResponsável pela organização das atividades culturais, condução das apresentações e integração das manifestações no formato do festival.Formado em Educação Física, especialista em Educação Física Escolar e atuante na área da cultura afro-brasileira, com ênfase em capoeira, desde 1992.Profissional com mais de 30 anos de experiência na promoção, difusão e ensino da cultura afro-brasileira como; samba de roda, maculelê, puxada de rede, capoeira acrobática, encenação teatral dentro do contexto da capoeira. Possui ampla atuação em eventos culturais, congressos técnicos, campeonatos, oficinas e apresentações folclóricas, contribuindo para a valorização das manifestações tradicionais brasileiras. Desenvolve atividades formativas e culturais voltadas à capoeira e expressões associadas, promovendo inclusão social, educação cultural e preservação do patrimônio imaterial.Atuação internacional com realização de estágios e workshops na Europa, com destaque para atividades desenvolvidas na Espanha, Portugal e França, difundindo a cultura brasileira em contexto internacional.AGENTE EDUCATIVO: MESTRE DE CAPOEIRA SUPERVISOR Marcelino Neto de Azevedo - Mestre SapãoPessoa pretaPresidente da ADECAIMestre de capoeira com atuação iniciada na década de 1960, com formação no Rio de Janeiro, onde teve contato com mestres tradicionais como Jorge Pueira e Paulo Morfato, desenvolvendo sua base técnica e prática em academias e rodas de rua.Introduziu a capoeira no município de Caicó/RN em 1974, sendo reconhecido como um dos pioneiros da prática na região, responsável pela formação das primeiras gerações de capoeiristas locais.Possui trajetória contínua na formação de alunos, condução de rodas, realização de batizados e desenvolvimento de atividades culturais e sociais vinculadas à capoeira, com atuação em espaços comunitários, escolas e projetos sociais.Atuou na criação e fortalecimento de grupos de capoeira, contribuindo para a difusão da prática no território e para a formação de novos instrutores e praticantes.Foi reconhecido como mestre de capoeira no ano de 2008, consolidando sua trajetória na área.Recebeu a Comenda Vila do Príncipe, concedida pela Câmara Municipal de Caicó, em reconhecimento à sua contribuição cultural, e o título de Doutor Honoris Causa em 2024.Mantém atuação ativa na capoeira, com participação em atividades culturais e formação de novos praticantes, contribuindo para a preservação e transmissão dos saberes da capoeira.COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃOResponsável pela organização operacional das ações, acompanhamento das atividades nos territórios e suporte à equipe.Francisco Edino Dos Santos Félix - Mestre EdinoPessoa pardaMestre de capoeira e artesão com atuação desde 1995, desenvolvendo atividades de formação, organização de rodas, produção de instrumentos e participação em projetos culturais e sociais, tendo recebido o título de Doutor Honoris Causa pela Faculdade Brasileira e Internacional de Capelania e Ordem dos Capelães do Brasil. Vasta experiência como ministrante de cursos e oficinas em cultura afro-brasileira, musicalidade, criatividade artesanal e de ritmos afro-brasileiros. Atua com o ensino capoeira para crianças, jovens e adultos, desenvolve projetos sociais e culturais, organiza mensalmente eventos culturais..É coordenador do projeto social Meninos do Canga Pé e desenvolve projetos com jovens em situação de vulnerabilidade. Artesão, produz instrumentos de capoeira (berimbau, pandeiro, atabaque, Caxixi, etc.), confecciona peças artesanais com materiais recicláveis e naturais e participa ativamente de feiras culturais e exposições.Idealizador e coordenador do projeto Meninos do Canga Pé, há 16 anos, voltado à formação de crianças e adolescentes por meio da capoeira. O projeto atua no contraturno escolar em diferentes bairros da cidade, promovendo inclusão social, formação cidadã e difusão da cultura afro-brasileira, com realização de atividades regulares e eventos culturais, incluindo cerimônias de troca de cordas, apresentações e participação de mestres.Autor do livro Escola de Valores - Escola da CapoeiraASSESSOR DE PRODUÇÃOResponsável pelo apoio à produção nos territórios, articulação com produtores locais, organização local das ações e suporte à execução das atividades.João Batista da Silva Dantas - Juá TapuiaPessoa indígenaArtista, cineasta, produtor cultural e ativista socioambiental. Possui formação em Psicologia e atua no movimento pela retomada da identidade indígena da nação Otxakayana (Tarairiús) através do coletivo Tapuias do Seridó. Foi roteirista, diretor e produtor dos documentários Olho D’água (2021) e Kei Kwó (2024), e também foi produtor executivo nos projetos: I Mostra Inharé: Cinema, Sertão e Universidade (2022); Mostra Consciência Negra no Cinema Potiguar (2022); Cine Facisa (2023-24); Cineclube Inharé (2023) e Mostra de Cinema Itinerante Curta Inharé (2024). Atualmente trabalha como roteirista e assistente de produção na realização do projeto contemplado pela PNAB-RN “web-série Seridó é Terra Indígena” e também é integrante do grupo Capoeira Terra do Sol - Acari.ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃOResponsável pela divulgação, mobilização do público, cobertura e produção de conteúdo do projeto.Mônica Lins Araújo - Monyká Tapuia GaviãoMulher indígenaJornalista, artista e produtora cultural, é uma profissional multifacetada com atuação destacada no cenário cultural do Rio Grande do Norte, atua como Social Media nas agências Aponte e Calango, unindo comunicação estratégica e sensibilidade artística. É ativista pelo movimento de retomada da identidade do povo Tapuia do Seridó, afirmando sua existência como indígena em contexto urbano.Sua trajetória inclui a comunicação oficial da Festa de Sant’Ana (2023), apresentação e cobertura jornalística do Festival Curta Caicó (2024) e do Festival Gastronômico (2024). No setor audiovisual e de eventos, atuou como assistente de produção no filme "Lugares Fantasmas" (Lei Paulo Gustavo, 2024) e na produção de marketing da Mostra Vivo o Jone (EMCM/2025). Com vasta experiência em fotografia e social media para grandes eventos, como o Carnaval de Caicó (Bloco Canguru), Monyká também dedicou sua atuação à pauta ambiental como jornalista da Sabugy Ambiental, referência em agroreflorestamento no Seridó.
O projeto prevê a adoção de medidas de acessibilidade de forma integrada ao planejamento e execução das atividades, garantindo a participação plena de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, conforme orientações do Manual de Acessibilidade em Eventos Presenciais do Ministério dos Direitos Humanos .Serão consideradas as diferentes dimensões da acessibilidade (física, comunicacional e atitudinal)com ações adaptadas ao formato itinerante e aos territórios onde o projeto será realizado.ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL, DE CONTEÚDO E DIVULGAÇÃONo que se refere à acessibilidade comunicacional, as atividades contarão com intérprete de Libras nas todas as ações realizadas em comunidades tradicionais. A comunicação do projeto será realizada em linguagem verbal e escrita simples, com materiais digitais acessíveis, incluindo descrição de imagens (#ParaCegoVer) e conteúdos com legendas, conforme orientações do manual.Serão realizados momentos de mediação cultural antes e durante as atividades, com explicações sobre as manifestações apresentadas, incluindo origem, significados e elementos culturais (como roda, instrumentos e cantos), utilizando linguagem simples e acessível.As ações também permitirão a vivência das manifestações culturais de forma orientada e inclusiva, com demonstrações práticas de movimentos, ritmos e dinâmicas, sempre respeitando os limites e a segurança dos participantes.Os conteúdos publicados em redes sociais apresentarão descrições objetivas dos elementos visuais das ações, além de linguagem clara e acessível, ampliando o acesso remoto e a compreensão por diferentes públicos.As informações sobre datas, locais e horários serão organizadas de forma objetiva e acessível nas plataformas digitais do projeto e materiais impressos do Festival.ACESSIBILIDADE FÍSICANo campo da acessibilidade física, os espaços utilizados serão organizados de modo a garantir circulação segura, com áreas reservadas e sinalizadas para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, incluindo cadeirantes, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. Nos eventos realizados em comunidades tradicionals haverá reserve de cadeiras para pessoas com deficiências, TEA, idosos, mobilidade reduzida e demais condições. A reserva tembém se estende a seus acompanhantes. As praças públicas escolhidas levam em conta a acessibilidade arquitetônicaNos locais sem estrutura permanente, serão adotadas soluções adaptadas, como organização do espaço com cadeiras reservadas próximas à área de apresentação e rotas de acesso desobstruídas.Nas ações em comunidades, será garantido transporte acessível por meio de ônibus fretado, possibilitando o deslocamento de participantes com mobilidade reduzida, incluindo públicos de instituições como APAE e grupos de idosos, com acompanhamento adequado.Nos eventos organizados diretamente pelo projeto, como em comunidades tradicionais, quando não houver banheiros adaptados, serão disponibilizados banheiros acessíveis, conforme consta na planilha de custos. As ações realizadas em articulação com eventos municipais ou festejos tradicionaisocorrem em áreas centrais dos municípios onde já existem estrutura adequada.ACESSIBILIDADE ATITUDINALTambém serão adotadas medidas de acessibilidade atitudinal, com orientação da equipe para atendimento respeitoso e inclusivo, evitando práticas capacitistas e garantindo acolhimento adequado ao público, conforme recomenda o manual.De forma complementar, o projeto prevê a realização de ensaios abertos como estratégia de ampliação de acesso, permitindo a participação do público em momentos prévios às apresentações, em ambiente mais acessível e com menor fluxo de pessoas.As ações de acessibilidade serão ajustadas conforme as características de cada território e atividade, buscando eliminar barreiras e garantir o acesso equitativo às manifestações culturais propostas.O projeto adotará medidas de acessibilidade física e de conteúdo, considerando a diversidade de espaços onde as ações serão realizadas, incluindo praças públicas, comunidades tradicionais, instituições sociais e eventos integrados aos calendários culturais dos municípios.
Todas as ações do projeto serão realizadas de forma gratuita, não havendo comercialização de ingressos ou produtos vinculados às atividades, garantindo amplo acesso da população às ações culturais propostas. Mesmo voltado à comunidade em geral, o projeto tem como foco ampliar o acesso à diversidade cultural para minorias e, ao mesmo tempo, torna-los protagonistas das ações.O festival será desenvolvido em espaços públicos, como praças, comunidades tradicionais, zona rural, em articulação com instituições sociais - ampliando o acesso à cultura para públicos que, muitas vezes, não participam dos circuitos culturais tradicionais. - e com festejos e datas comemorativas dos municípios, facilitando o acesso de diferentes públicos e ampliando o alcance territorial das atividades.Como estratégia de descentralização, o projeto atuará em 8 municípios do Seridó potiguar, promovendo a circulação cultural e levando as ações a territórios com menor oferta de atividades culturais, incluindo áreas urbanas e comunidades quilombolas.Além das apresentações, o projeto promoverá momentos de vivência cultural e participação guiada do público nas manifestações, como rodas de capoeira e práticas rítmicas, ampliando o acesso ao conteúdo de forma prática, sensorial e inclusiva.A realização de ações em eventos comemorativos dos municípios amplia o acesso à cultura ao alcançar públicos diversos em espaços de grande circulação e participação popular.As apresentações são gratuitas e abertas ao público, permitindo o contato com manifestações culturais afro-brasileiras em contextos amplamente frequentados pela população.Em ações específicas realizadas em comunidades tradicionais, o projeto incluirá práticas culturais relacionadas à gastronomia afro-brasileira, com preparo, apresentação e degustação de alimentos típicos, acompanhados de contextualização cultural, ampliando o acesso do público aos saberes e modos de fazer associados a essas tradições.Como medida complementar de ampliação de acesso, parte das ações será publicada por meio de plataformas digitais, possibilitando o acompanhamento por públicos não presenciais.A divulgação do projeto será realizada por meio de redes sociais, veículos locais de imprensa, carro de som e articulação com parceiros institucionais, ampliando o alcance das informações e facilitando a participação da população.O projeto garantirá acesso gratuito a todas as ações culturais, adotando medidas de ampliação de acesso para diferentes públicos.Será disponibilizado transporte fretado entre pontos centrais dos municípios e as comunidades atendidas, possibilitando a participação de moradores, público em geral e grupos específicos, como alunos da APAE e pessoas idosas.As ações ocorrerão em comunidades quilombolas e espaços vinculados a tradições culturais locais, ampliando o acesso à cultura em territórios com menor oferta de atividades.Os espaços serão organizados com áreas prioritárias para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos.Além das apresentações, o projeto promove interação direta do público com as manifestações culturais, por meio de participação guiada, e inclui ações complementares como gastronomia cultural e distribuição de mudas de plantas de uso tradicional.O projeto prevê a realização de ensaios abertos durante as etapas de pré-produção e produção, permitindo a aproximação do público com os processos de preparação das atividades culturais. Esses momentos ampliam o acesso à cultura, possibilitando a participação em etapas que normalmente não são acessíveis ao público, fortalecendo o vínculo com as manifestações culturais apresentadas.