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Dois Irmãos - Montagem

Início: 01/03/2027Término: 05/09/2027Aceite: 23/04/2026

Resumo

O projeto irá realizar o desenvolvimento e montagem do espetáculo DOIS IRMÃOS, com roda de conversas e oficinas.

Sinopse

PEÇA TEATRAL – Dois irmãos gêmeos herdam uma herança maldita passada de geração em geração. Foram ignorantes desse fato até os 56 anos, quando Helena – a tia que os criou como mãe – revela o problema espiritual da família, já no leito de morte. Ela pede para irem fundo na história, buscando a orientação da Velha Virgínia, antiga parteira de Itajuípe. Divididos entre acreditar ou não no destino da família, os gêmeos mergulham nas consequências deixadas por seus ancestrais e nos atos necessários de serem executados para caminharem para frente. OFICINA DE INICIAÇÃO TEATRAL – A oficina de iniciação teatral será realizada em escolas públicas da cidade de Itabuna e Salvador, com intuito de atingir o público jovem entre 15 e 18 anos. A oficina contará com uma aula introdutória de práticas teatrais, demonstrando para os alunos quais as atividades que atores realizam na preparação de um espetáculo.RODA DE CONVERSA – A roda de conversa sobre teatro baiano será realizado em escolas públicas da cidade de Itabuna e Salvador, com intuito de fortalecer a formação de público e o pensamento crítico entre jovens de 15 a 18 anos. Com convidados do setor do teatro, como atores, encenadores e/ou dramaturgos, a roda de conversa irá abordar os desafios da produção teatral nos interiores baianos.

Objetivos

Geral:O projeto DOIS IRMÃOS - espetáculo teatral tem como objetivo realizar o desenvolvimento e montagem do espetáculo DOIS IRMÃOS, escrito e dirigido por Gabriel Galego, jovem encenador de Itabuna/BA. Visando movimentar a cena teatral entre o Litoral Sul da Bahia e a capital baiana, a dramaturgia épica terá conteúdo abordando temáticas como espiritualidade, família e destino hereditário. Com intuito de formar público jovem, sobretudo estudantes de escolas estaduais e municipais de Itabuna e Salvador, o projeto prevê ações de mediação cultural e ingressos acessíveis. Com isso, pretende-se fortalecer o circuito de economia criativa bahiano, criando espaço para a produção teatral original do Litoral Sul da Bahia.Específicos:1) Realizar a montagem de 01 (um) espetáculo teatral inédito, escrito e dirigido por Gabriel Galego;2) Realizar 01 (uma) temporadas da peça DOIS IRMÃOS, com doze apresentações, realizado nas sextas e sábados; 3) Produzir 06 (seis) apresentações em Salvador/BA; 4) Produzir 06 (seis) apresentações em Itabuna/BA;5) Produzir 02 (duas) oficinas de iniciação ao teatro, atingindo diretamente vinte estudantes jovens da rede pública;6) Produzir 02 (duas) rodas de conversa sobre teatro baiano em escolas estaduais ou espaços culturais de Salvador e Itabuna;7) Atingir diretamente 600 (seiscentas) pessoas de dois territórios de identidade da Bahia;8) Fortalecer a cadeia produtiva teatral do Litoral Sul da Bahia e de Salvador, gerando renda para cerca de 20 (vinte) profissionais.

Justificativa

O projeto DOIS IRMÃOS - espetáculo teatral desenvolverá uma nova encenação em Itabuna, com dramaturgia e encenação realizadas por Gabriel Galego. Com base em memórias pessoais e histórias ouvidas na região cacaueira, a dramaturgia épica trata da jornada espiritual de Pedro e Paulo, irmãos gêmeos nascidos em Itabuna _ último elo de uma herança familiar, marcada por uma maldição espiritual. O fio de resgate da ancestralidade esquecida está na parteira Virgínia, uma preta velha que cultua caboclos, os Erês e outras entidades. A cultura tradicional local _ encontrada nos terreiros, favelas e aldeias _ é a resposta para curar o sangue e transformar o destino. Nesse caso, a reconciliação dos irmãos com o culto aos erês, interrompendo um ciclo de doenças e mortes.A encenação será um experimento entre o teatro épico e o teatro-laboratório, marcado por nomes como Brecht e Grotowski, Meyerhold e Mouawad, Barba e Boal. A peça busca romper com o palco italiano, atraindo o espectador para dentro da cena e explorando composições cênicas rituais e filosóficas, gerando identificação e estranhamento. Inspirado no conceito de circularidade, presente na cultura de terreiro e afro-brasileira, pretende-se criar um ambiente de imersão atmosférica, utilizando diversos meios técnicos: iluminação, projeção, cenografia e figurinos, música ambiental e interpretação não-realista. Alinhados com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no 10, o projeto tem como intuito reduzir as desigualdades regionais, compreendendo a necessidade de fortalecer a economia criativa do interior baiano, especificamente o setor da produção teatral. Além disso, a concentração de recursos da Lei Rouanet nos grandes centros ainda é notável. Segundo o jornal O Globo (2023), 54% dos projetos aprovados e com recurso captado estão localizados no Sudeste, sendo o Nordeste responsável por apenas 13% do total de projetos, em sua maior parte concentrados nas capitais dos estados. Por isso, é fundamental avançar na descentralização dos recursos captados através da Lei Federal de Incentivo a Cultura, em consonância com o incenso II, do art. 01 na Lei No 8.313/91: "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais".Segundo o Mapeamento da Indústria Criativa (FIRJAN, 2022), o núcleo produtivo das Artes Cênicas teve uma queda de -26.6% na quantidade de empregos para o setor. Diante disso, torna-se imperativo a iniciativa de recuperaçãoeconômica por parte dos produtores culturais, estimulando o crescimento através de atividades culturais profissionais. Nesse sentido, estamos alinhados com a ODS no 08, em busca de contribuir para a política estabelecida na Agenda Bahia do Trabalho Decente e promover crescimento econômico através da realização de um espetáculo teatral no Litoral Sul da Bahia _ especialmente para jovens negros e negras, mulheres e LGBTQIAPN+.O projeto tem como intenção fortalecer o circuito da produção teatral independente de Itabuna e região, desenvolvendo um espetáculo com dramaturgia original e local. Além disso, contribui para a fruição da população itabunense, que tem pouco acesso ao teatro. Diante dessa realidade, o projeto pretende contribuir para a formação de público em artes cênicas, realizando atividades de mediação cultural em colégios estaduais ou espaços culturais, como oficinas de iniciação teatral e palestras sobre teatro baiano. Com isso, queremos fomentar a discussão acerca do teatro na região, criando condições para uma temporada bem sucedida, com público em todas as sessões. Essa ação, entendida como contrapartida social para a sociedade civil itabunense, corrobora também a ODS 04, porque iremos contribuir para a Educação de Qualidade da cidade _ numa ação conjunta entre a sociedade civil, empreendedores da cultura e gestão pública das escolas.Enfim, esse projeto tem como objetivo contribuir para a produção cultural no Litoral Sul da Bahia, especificamente o setor de produção teatral. Com isso, pretendemos fortalecer a cultura e educação regional, criar condições parao trabalho digno no setor cultural e aquecer a economia de Itabuna, fortalecendo artistas, técnicos, produtores e fornecedores locais.

Especificação técnica

A peça contará com cerca de 1h30min de duração. Proibida para menores de 14 anos. A peça é pensada para 32 pessoas por sessão.O cenário será pensado a partir de materiais de reuso, como plástico, ferro, aço e madeira, a serem descobertos no processo. Com palco moderno, sem distinção de palco-público, o público ficará em formato circular, com 8 espectadores em cada quadrante do cenário, que serão cortados por uma encruzilhada, espaço da ação corrente em múltiplos planos do cenário.Já o figurino e a maquiagem serão pensados a partir do processo em curso. O objetivo é usar roupas e objetos de costura simples, com uma paleta de cores coerente, se possível de material natural, baseando-se em estéticas não-realistas, como cenas circenses ou populares.

Ficha técnica

CAMILA CAMUSO - PRODUÇÃO EXECUTIVAGraduada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense. Atua há catorze anos no mercado de produção de espetáculos de dança e teatro e realização de projetos culturais. Trabalha desde 2010, comoprodutora executiva na Quintal Produções (RJ), onde desenvolve trabalhos de destaque no cenário artístico nacional (Lady Tempestade, Silvero Interpreta Belchior, Teoria King Kong, Staccato Paulo Caldas). Na Bahia, esteve à frente do Espaço Galpão 59 como Diretora de Produção, foi produtora executiva da Casa de Cultura Jonas e Pilar, Produtora de Eventos da Escola Curumim e, atualmente, dirige o espaço cultural ECOAR - Espaço Colaborativo de Arte em Itabuna, onde acontecem atividades culturais variadas e realiza produções independentes.RAFAEL MELO - COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃOGraduando no Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades (com foco em Gestão e Políticas Culturais) na Universidade Federal Da Bahia, trabalha com a produção de eventos desde 2016. Atualmente, faz parte daprodução executiva da Carranca Produções, tendo realizado diversos trabalhos como coordenador de produção, em diversos segmentos culturais, sobretudo a música. Entre seus principais trabalhos, pode-se destacar o Patuá – I Encontro de Cultura Popular (2022), FLIU (2023 e 2024), Usina Cultural do Vale do São Francisco (2024), entre outros. Trabalha também como produtor do poeta e cantador Maviael Melo e da banda Trupe Poligodélica.GABRIEL GALEGO - ENCENADOR E DRAMATURGOFormado em Letras Vernáculas pela UFBA, atua no campo da cultura desde 2016. Atualmente, é produtor na Carranca Produções e na Praça Produções Culturais, tendo realizado diversos trabalhos como produtor executivo. Enquanto artista, atua como escritor, dramaturgo, roteirista e encenador. Já foi publicado no Mapa da Palavra (FUNCEB/2015) e lançou os livros de poesia Coração Enigma (VISEU, 2019) e Tempestade Intempestiva (URUTAU, 2025), além do zine Peregun (ARROYO, 2021). No teatro, a partir do curso livre de montagem de espetáculo do Teatro Vila Velha dirigiu a cena Formigas (2021), tendo o primeiro contato com a encenação. Em 2022, dirigiu as leituras dramáticas de Histórias Grapiúnas, disponível no podcast Enfiados na Lama. Em 2023, dirigiu a cena 6 de Escola de Mulheres (15’), de Moliére, na Escola de Teatro da UFBA. No mesmo ano, escreveu a dramaturgia e produziu o espetáculo DIA DE FEIRA, teatro de rua dirigido por Rosa Douat, com recursos do PIBEXA/UFBA (2023). No audiovisual, foi roteirista e pesquisador do Enfiados na Lama Podcast (2020-2022) e é roteirista e diretor do curta-metragem Terra Adubada com Sangue, produzido pela Praça Produções Culturais e Malassombro (2024).RAFAEL DE SOUZA - ATORFruto da cena independente sul baiana, Rafael de Souza é ator, produtor cultural, percussionista e técnico em Teatro. Iniciou sua trajetória artística na Música, sendo aluno de Mestre Sabará, evoluindo erraticamente nesta área, e foi no Teatro, como ator, que pode se formar e circular seus trabalhos mais consistentemente. Trabalhou com nomes consagrados do teatro baiano, como José Carlos Ngão, Gideon Rosa e Ramon Vane, e participou de festivais diversos com montagens de textos importantes do Teatro Brasileiro, como “Dois Perdidos Numa Noite Suja” (Plínio Marcos) e “Avental Todo Sujo de Ovo” (Marcos Barbosa), além de textos locais, a exemplo de “As Fabulosas Viagens de Frederico” (Daniel Stivson). Como técnico, já colaborou como figurinista, cenógrafo e iluminador, mas é na relação com a Música que se concentra principalmente. Já integrou a Cia. Dramédia de Teatro, dirigida por José Carlos Ngão, e o Grupo de Arte Macuco, atuando como sonoplasta e operador de som em espetáculos como “O Nome da Morte” (Ronaldo Braga) e “Cena Íntima” (Elaine Bela Vista). Durante todo este período, esteve ativo como produtor teatral, com ações voltadas à ocupação de espaços não-convencionais, circulação de montagens independentes e projetos em escolas, podendo destacar os projetos “O Nome da Morte”, “Anjos no Aquário”, “Multifacetada 2014” e “Palco Grapiúna”, e diversas performances. Em 2021, concebeu e dirigiu artística e tecnicamente a leitura radiodramática “Assemblagem de Pastiche”, financiada pela Lei AldirBlanc - Itabuna. Em 2022, ministrou a oficina “O Som e o Teatro”, pela Casa de Cultura Jonas e Pilar. Desde 2023 participa do projeto Afro Encantarte, em que contribui como sonoplasta e técnico de gravação, e integra o elenco principal do teatro popular, o elenco de apoio do balé afro e a Quadrilha Junina Mel de Cacau. Pesquisa possibilidades cênicas na A.GRU.PE.CÊ - A Grupa de Pesquisa Cênica e no Ponto de Cultura Coletivo Afro(en)Cena.ANNE CIDIANE - ATRIZAnne Cidiane é Cidiane Pereira da Silva, nascida na cidade Itabuna - Bahia - Brasil, tem profissão artista há pelo menos 16 anos. Trabalhou como artesã na cidade de Cachoeira; através de oficinas, tem formação em teatro e atua como atriz em espetáculos teatrais e cinema; possui experiência como equipe de produção de peças e eventos de rua. Em seus trabalhos mais recentes, está a literatura, participando de recitais de poesia e como coautora de uma antologia poética. Atualmente, dedica seu fazer artístico aos projetos do coletivo Invasão Cultural.TAMIRES DE OLIVEIRA - DIREÇÃO DE ARTEGraduada em Ciências com habilitação em Biologia pela UNIFESP e, atualmente trabalha com audiovisual,fotografia e produção cultural. Alguns trabalhos são: Fundação e produção no Espaço Pinheirinho Compartilhado;Produção e desenvolvimento do Projeto de extensão “Artes e Ciências” (2018); Produção da IX Semana Científica eCultural da UNIFESP Diadema; Participação na Primeira exposição fotográfica coletiva em Caraguatatuba (2022) ena XI Semana Cultural do IFSP- Caraguatatuba (2023); Assistência de produção no projeto Me Reconheço noEncontro (2023); Assistência e produção de arte no Curta Batiscafo Escafandro - Lei Paulo Gustavo (2024); Direçãono Documentário “Pescadores”- Lei Paulo Gustavo (2024); Produção da Exposição “Coroas” de Uiler Costa-Santos noSesc Nova Iguaçu (2024) e Usina Cultural em Juazeiro-BA (2024).AUGUSTO SANTOS - VJGraduado em cinema e audiovisual pela UFRB, Method - à época conhecido como Daltro - iniciou sua vida artísticae profissional na cidade de Cachoeira, no recôncavo da Bahia. Fez parte do Cineclube Mário Gusmão, no qual fez acoordenação de curadoria da Mostra Permanente de Resistências, também fez parte do Coletivo Feito à Facão,junto ao qual dirigiu o curta metragem “Admin Admin” (2017, 11’), selecionados em diversos festivais como o VIIICachoeira Doc, o XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema e o Cardiff International Film Festival. Também fez adireção de fotografia do filme “Nunca Pare na Pista” (2021, 19’) de Thamires Santos, exibido em 11 festivais emostras brasileiras, além do 12th Annual Charlotte Black Film Festival e do Pan African Youths Film & Arts Festival2022.No campo da gestão cultural, sua atuação é voltada para a valorização do município como principal arena deconcretização dos direitos culturais. É sócio da empresa de realização cultural Praça Produções Culturais, junto aqual capta recursos e gere projetos artísticos, culturais e sociais, como o projeto Economia Criativa Independente:Caminhos Para o Trabalho Decente (2022-2023).NAHRAUJO - DIREÇÃO DE SOM Nahraujo é produtora musical, DJ, mestre em história e articuladora cultural. Iniciou seus estudos de música em2007 como percussionista no grupo de percussão REFÚGIO, na Comunidade Cultural Quilombaque em Perus,periferia de São Paulo. Entre os anos de Durante a pandemia fez parte do coletivo Uh!Manas (SP), na Twitch.Tvtendo se apresentado Festa da WME Conference Unreal 2021. Atualmente é Selecta e produtora no coletivoSaltoSoundSystem de Belo Horizonte (MG) e sócia fundadora da Praça Produções Culturais (BA), uma empresavoltada para a ocupação de espaços públicos urbanos através da realização de projetos artísticos, culturais,esportivos e sociais e do Selo BRAÇALISMO (BA), a partir dos quais movimenta o underground sul baiano.Paralelamente, tem se dedicando à produção e lançamento de fonogramas, tendo participado de coletâneas deBeatmakers e realizado parcerias com grupos musicais, como as bandas Samuca e a Selva e Buena Onda ReggaeClub para lançamento de remixes. Suas produções se dividem em 3 vertentes: O Rap e seus subgêneros, o Reggae eseus subgêneros e a música eletrônica underground, já seus DJ sets abrangem também gêneros dançantes e de altafrequência da África e da diáspora, passando do Jazz e World Music ao Afrobeat e Brasilidades.