Início: 01/02/2027Término: 30/06/2028Aceite: 23/04/2026
O projeto propõe a realização de uma exposição coletiva na Terra Afefé, localizada em Ibicoara, na Chapada Diamantina, como resultado de uma residência artística. A seleção será realizada por meio de chamada pública direcionada a artistas visuais de múltiplas linguagens, oriundos de diferentes regiões do Brasil, cujas práticas dialoguem com culturas tradicionais e populares e com vivências fora dos grandes centros urbanos. A exposição reunirá obras desenvolvidas durante o período de imersão e será aberta ao público, promovendo o intercâmbio entre artistas e a cultura local.
A exposição coletiva “Terra Afefé: Poéticas do Território” será resultado de uma residência artística realizada na microcidade Terra Afefé, situada na zona rural de Ibicoara, na Chapada Diamantina (Bahia). O projeto reunirá artistas visuais de diferentes regiões do Brasil, selecionados por meio de chamada pública, cujas práticas dialoguem com culturas tradicionais e populares e com vivências em territórios fora dos grandes centros urbanos.Durante o período de imersão, os(as) artistas desenvolverão pesquisas e produções em diálogo com o território, a comunidade local e os contextos ambientais, culturais e simbólicos da região. A convivência, a troca de saberes e a experiência direta com a paisagem e os modos de vida locais constituirão elementos centrais dos processos criativos.A exposição apresentará um conjunto de obras inéditas, elaboradas ao longo da residência, que se desdobrarão em múltiplas linguagens das artes visuais, como instalações, esculturas, objetos e registros. Os trabalhos refletirão investigações sobre memória, ancestralidade, território, natureza e modos de existência, articulando práticas contemporâneas com saberes tradicionais.Realizada na própria Terra Afefé, espaço que integra arte, arquitetura e vida cotidiana, a exposição proporá uma experiência de fruição que ultrapassa o formato expositivo convencional, convidando o público a percorrer um ambiente onde obra e contexto se entrelaçam.Aberta e gratuita, a exposição buscará ampliar o acesso à arte contemporânea no interior da Bahia, promovendo o encontro entre artistas, comunidade local e visitantes, e fortalecendo a circulação de produções artísticas em territórios rurais e fora dos grandes centros urbanos.
OBJETIVO GERALRealizar uma exposição coletiva na Terra Afefé, localizada em Ibicoara, na Chapada Diamantina, como produto final de uma residência artística direcionada a artistas visuais de múltiplas linguagens, oriundos de diferentes regiões do Brasil, cujas práticas dialoguem com culturas tradicionais e populares, promovendo a criação e difusão das artes visuais no interior da Bahia, em diálogo com a comunidade local e com as práticas culturais do território.OBJETIVOS ESPECÍFICOSOs objetivos específicos a seguir detalham as ações a serem realizadas para a execução da proposta, considerando as dimensões de criação artística, formação, intercâmbio cultural, difusão e valorização das culturas tradicionais e populares:• Realizar 01 chamada pública para seleção de 05 artistas visuais de múltiplas linguagens, oriundos de diferentes regiões do Brasil, com prioridade para aqueles que desenvolvem suas práticas fora dos grandes centros urbanos e cujas pesquisas dialoguem com culturas tradicionais e populares;• Assegurar que no mínimo 50% das pessoas selecionadas pertençam a grupos historicamente minorizados, incluindo mulheres, pessoas negras, indígenas, PCD e/ou LGBTQIAPN+;• Realizar 01 residência artística na Terra Afefé, com duração de 03 meses, reunindo os(as) artistas selecionados(as);• Realizar 01 acompanhamento curatorial, conduzido por curador(a) convidado(a) com experiência em artes visuais contemporâneas, práticas colaborativas e pesquisas relacionadas às culturas tradicionais e populares;• Promover 02 oficinas de troca e criação coletiva entre artistas participantes e a comunidade local;• Realizar 02 ações de intercâmbio cultural com grupos e práticas tradicionais locais, incluindo o grupo de reisado Estrela do Divino e representantes das casas de Jarê do município;• Realizar 02 atividades de imersão e reconhecimento do território no município de Ibicoara, incluindo visitas a áreas naturais como a Cachoeira do Buracão, a Cachoeira do Licuri e o Rio Preto;• Realizar 02 ações de mediação cultural durante o período expositivo, voltadas a públicos locais, incluindo estudantes da rede pública e comunidade do entorno;• Produzir 01 conjunto de, no mínimo, 05 obras em artes visuais, desenvolvidas pelos artistas participantes durante o período de residência, contemplando múltiplas linguagens;• Realizar 01 exposição coletiva aberta e gratuita ao público;• Produzir 01 registro audiovisual do processo da residência artística e da exposição final.
O projeto propõe a realização de uma exposição coletiva na Terra Afefé, localizada em Ibicoara, na Chapada Diamantina, como estratégia de difusão das artes visuais no território do interior da Bahia, contribuindo para a descentralização da produção cultural e para a ampliação do acesso da população a bens e experiências artísticas.A proposta será viabilizada por meio de uma residência artística com chamada pública direcionada a artistas visuais cujas práticas dialoguem com culturas tradicionais e populares, tendo como produto final uma exposição coletiva aberta ao público, com um acervo de obras de autoria dos artistas selecionados.Terra Afefé é uma microcidade idealizada pela artista Rose Afefé, nascida no interior da Bahia, construída a partir de memórias de infância e desenvolvida em colaboração com a comunidade local. O projeto ressignifica referências de moradia, pertencimento e dignidade, transformando essas experiências em linguagem artística e em prática coletiva de construção de território. Situada na zona rural de Ibicoara, a microcidade é composta por espaços como ateliê, galeria, biblioteca, cozinha coletiva e áreas de convivência, configurando um território cultural ativo onde arte e vida se entrelaçam.As construções da Terra Afefé são realizadas com técnicas tradicionais, como o uso do barro e do adobe, em diálogo direto com os saberes locais, evidenciando práticas construtivas sustentáveis historicamente desenvolvidas pelas comunidades. Essas técnicas, baseadas no uso de materiais naturais e de baixo impacto ambiental, demonstram que práticas contemporâneas de sustentabilidade já estavam incorporadas aos modos de fazer tradicionais. Nesse contexto, a Terra Afefé também desenvolve ações contínuas como a manutenção de horta orgânica e a implementação de sistemas agroflorestais em expansão, que atendem tanto às pessoas participantes das residências quanto à comunidade local, fortalecendo práticas de autonomia alimentar, cuidado ambiental e integração entre cultura e natureza.Inserida em um contexto geográfico distante dos grandes centros urbanos, a microcidade busca fortalecer circuitos culturais locais e promover a circulação de artistas e obras em regiões historicamente menos atendidas por políticas públicas de cultura.O projeto prevê a participação de artistas oriundos de diferentes regiões do Brasil, selecionados por meio de chamada pública, com prioridade para aqueles que desenvolvem suas práticas em territórios fora dos grandes centros urbanos e capitais. Ao reunir artistas de múltiplos contextos territoriais em diálogo com a comunidade local, a proposta amplia sua abrangência para além do município de Ibicoara, promovendo intercâmbios culturais entre diferentes realidades do país e fortalecendo a circulação de saberes e práticas artísticas em contextos não hegemônicos.O projeto também prevê a recepção de público regional e a disponibilização de registro audiovisual em meios digitais, ampliando o acesso às ações para diferentes territórios do país e contribuindo para a difusão ampliada dos conteúdos produzidos.O projeto adota como eixo estruturante o diálogo com as culturas tradicionais e populares, reconhecendo a importância dos saberes, práticas e expressões culturais presentes no território. Desse modo, propõe a articulação com produtores culturais locais e com grupos tradicionais do município de Ibicoara, como o reisado Estrela do Divino e representantes das casas de Jarê, promovendo o intercâmbio entre artistas e comunidade, fortalecendo a valorização destes movimentos culturais e a continuidade de suas práticas.A proposta também se orienta pelo compromisso com a promoção da diversidade e da inclusão no campo das artes visuais, assegurando que no mínimo 50% das pessoas selecionadas pertençam a grupos historicamente minorizados, incluindo mulheres, pessoas negras, indígenas, PCD e LGBTQIAPN+, contribuindo para o enfrentamento de desigualdades estruturais no acesso aos meios de produção e difusão cultural.Além disso, o projeto contribui diretamente para o fortalecimento da economia local, ao priorizar a contratação de mão de obra, serviços e aquisição de insumos no próprio território de Ibicoara, incluindo alimentação, transporte, serviços de apoio e fornecedores locais, gerando impacto econômico direto e fortalecendo a cadeia produtiva cultural da região.Ao culminar em uma exposição coletiva aberta e gratuita, com ações de mediação cultural voltadas à comunidade local e estudantes da rede pública, o projeto garante o acesso público aos resultados, promovendo a fruição artística, ampliando o repertório cultural da população e fortalecendo a relação entre arte, educação e território.O projeto está alinhado aos objetivos do Art. 1º e Art. 3º da Lei nº 8.313/91, ao incentivar a produção cultural, apoiar a criação artística nacional, valorizar a diversidade cultural e fortalecer iniciativas em territórios descentralizados.Alinha-se também aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente ao ODS 8, Trabalho Decente e Crescimento Econômico, ao fomentar a economia criativa por meio da articulação prioritária com fazedores de cultura locais, da geração de renda no território e da contratação de serviços e profissionais da região; e ao ODS 11, Cidades e Comunidades Sustentáveis, ao contribuir para a valorização do patrimônio cultural e natural, promovendo práticas que integram arte, modos de vida tradicionais e sustentabilidade ambiental.Por fim, ao se desenvolver em diálogo direto com o território, o projeto contribui para o fortalecimento de redes culturais, a valorização das práticas artísticas no interior da Bahia e a consolidação de iniciativas que promovem a arte como ferramenta de transformação social, reafirmando o papel da cultura como dimensão fundamental para o desenvolvimento sustentável e para a construção de futuros mais diversos e equitativos.
ETAPAS DO TRABALHOO projeto será desenvolvido ao longo de 16 meses, no período de março de 2027 a junho de 2028, dividido em pré-produção, execução e pós-produção.PRÉ-PRODUÇÃOPeríodo: março a agosto de 2027 (6 meses)Março/2027• Definição e contratação da equipe técnica• Mobilização de parceiros locais• Início da articulação com grupos culturais do município, incluindo o reisado Estrela do Divino e as casas de Jarê• Alinhamento inicial das ações do projeto com o territórioAbril/2027• Continuidade da articulação com agentes culturais locais• Elaboração da chamada pública para seleção dos(as) artistas participantes• Planejamento das estratégias de comunicação e divulgação do projetoMaio/2027• Revisão da chamada pública• Lançamento e divulgação em redes sociais e canais institucionais• Abertura do período de inscrições, com prazo de 30 diasJunho/2027• Encerramento das inscrições• Processo de análise e seleção das candidaturas (até 15 dias)• Organização e consolidação dos resultadosJulho/2027• Divulgação dos(as) artistas selecionados(as)• Realização de entrevistas e confirmação de participação• Início do planejamento das oficinas e atividades formativas• Estruturação das oficinas a partir de proposições iniciais dos(as) artistas, alinhadas às suas linguagens nas artes visuais• Cotação e compra de passagens para os(as) artistas participantes, com antecedência, visando otimização de recursos e viabilidade logística• Levantamento de necessidades específicas de acessibilidade dos(as) participantesAgosto/2027• Definição do cronograma detalhado da residência artística• Envio de passagens e orientações gerais aos(às) participantes• Alinhamento final da logística de execução• Preparação final do espaço da Terra Afefé para recepção dos(as) artistas residentes, incluindo organização dos ambientes de hospedagem, ateliês e áreas comunsEXECUÇÃOPeríodo: setembro a dezembro de 2027 (4 meses)Setembro/2027• Chegada dos(as) artistas participantes, marcando o início da residência artística em regime de imersão• Acolhimento inicial e integração entre equipe, artistas e comunidade local• Apresentação do território e da proposta do projeto• Realização de encontro inicial de apresentação, com compartilhamento de portfólios, trajetórias e pesquisas dos(as) artistas participantes• Início dos processos de criação artística• Realização de atividades de imersão e reconhecimento do território, incluindo visitas a áreas naturais do município• Início do acompanhamento curatorial, com encontros individuais e coletivos• Início do registro audiovisual das atividadesOutubro/2027• Continuidade e aprofundamento dos processos de criação artística• Aprofundamento do acompanhamento curatorial• Realização das 02 oficinas de troca e criação coletiva com a comunidade local• Realização das 02 ações de intercâmbio cultural com grupos e práticas tradicionais do município, incluindo o reisado Estrela do Divino e representantes das casas de Jarê• Continuidade das atividades de imersão e relação com o território• Consolidação do conjunto de obras produzidas, garantindo a realização de no mínimo 05 trabalhos em artes visuais• Organização e pré-produção da exposição coletiva, incluindo definição das obras e concepção expográfica• Registro audiovisual das atividades e processosNovembro/2027• Montagem da exposição• Abertura da exposição coletiva aberta e gratuita ao público• Início do período expositivo, com circulação de público local e regional• Realização de, no mínimo, 02 ações de mediação cultural, voltadas especialmente a estudantes da rede pública e comunidade do entorno• Continuidade do registro audiovisual da exposiçãoDezembro/2027• Continuidade do período expositivo na primeira quinzena, ampliando a circulação e o acesso do público local e regional• Recepção de público visitante e convidados• Encerramento da exposição coletiva• Finalização do registro audiovisual da exposiçãoPÓS-PRODUÇÃOPeríodo: janeiro a junho de 2028 (6 meses)Janeiro/2028• Organização e sistematização dos registros produzidos durante a residência artística e o período expositivo• Início da edição do material audiovisual, contemplando processos de criação, oficinas, intercâmbios culturais e exposição• Organização do acervo documental do projeto (textos, imagens, vídeos e registros técnicos)Fevereiro/2028• Continuidade da edição do registro audiovisual• Seleção e tratamento de imagens e conteúdos para difusão digital• Estruturação de materiais de comunicação para divulgação dos resultados do projetoMarço/2028• Finalização da edição do registro audiovisual• Preparação do material final para disponibilização em plataformas digitais• Organização dos conteúdos para circulação ampliada (redes sociais, site e outros meios digitais)Abril/2028• Divulgação pública dos resultados do projeto por meio de plataformas digitais• Disponibilização do registro audiovisual ao público• Compartilhamento dos processos e resultados com participantes, comunidade local e redes culturaisMaio/2028• Elaboração de relatórios técnicos e artísticos do projeto• Organização da documentação comprobatória para prestação de contas• Sistematização dos impactos culturais, formativos e territoriais do projetoJunho/2028• Finalização e envio da prestação de contas• Avaliação geral do projeto junto à equipe e parceiros locais• Encerramento administrativo das atividades
A Terra Afefé é um espaço em funcionamento contínuo, situado na zona rural de Ibicoara (BA), que já desenvolve, de forma independente, ações de acolhimento, convivência e experimentação artística. Idealizada e construída pela artista Rose Afefé, a microcidade se configura como um território vivo de criação, onde arte, cotidiano e natureza se articulam de forma integrada.Ao longo de sua trajetória, a Terra Afefé vem recebendo artistas, pesquisadores e visitantes, promovendo trocas com a comunidade local e fortalecendo práticas culturais situadas. Essa experiência prévia assegura a capacidade de execução do projeto, tanto do ponto de vista estrutural quanto relacional.A proposta apresentada se insere em um processo já em curso, ampliando e sistematizando práticas que vêm sendo desenvolvidas no território. Nesse sentido, o projeto não se configura como uma ação pontual, mas como parte de um movimento contínuo de fortalecimento de redes, circulação de saberes e valorização de práticas culturais em contextos não hegemônicos.Destaca-se ainda o compromisso com a economia local, uma vez que a maior parte dos serviços e insumos mobilizados no projeto será contratada no próprio território, contribuindo para a geração de renda e o fortalecimento da comunidade.A Terra Afefé também mantém iniciativas voltadas à sustentabilidade, como a ampliação de uma agrofloresta e a manutenção de uma horta orgânica, que atende tanto às pessoas envolvidas nas ações quanto à comunidade local, reforçando a integração entre práticas culturais, ambientais e sociais.* Informações adicionais: Os deslocamentos previstos no projeto referem-se à participação de artistas selecionados por meio de chamada pública, cuja abrangência é regional/estadual, não sendo possível, no momento da inscrição, determinar previamente suas cidades de origem.Para fins de planejamento orçamentário, foram adotados parâmetros estimativos com base em médias de deslocamento dentro do estado da Bahia, considerando a viabilidade logística e financeira do projeto.A definição específica dos trechos será realizada após o processo seletivo, respeitando os limites orçamentários aprovados e garantindo a execução adequada das atividades propostas. Mais informações sobre a Terra Afefé e suas atividades podem ser acessadas em:Site: www.afefe.com.brInstagram: @terraafefe @roseafefeVídeos:m.youtube.com/watch?v=ZfScx_wMyRc&pp=ygULdGVycmEgYWZlZmU%3Dm.youtube.com/watch?v=NePCkGVBpRI&pp=ygULdGVycmEgYWZlZmU%3Dm.youtube.com/watch?v=QYvyf3yM1Igm.youtube.com/watch?v=l3umytzgMMI&pp=ygULdGVycmEgYWZlZmU%3DPortfólios e currículos da equipe técnica:https://drive.google.com/drive/folders/1ywpe0oKwilN6ToRDDo4Sx-DlD7m872tp
EXPOSIÇÃO COLETIVA:A exposição coletiva será realizada na Terra Afefé, espaço localizado na zona rural de Ibicoara (BA), estruturado como uma microcidade composta por ambientes como ateliês, galeria, áreas de convivência e espaços abertos. O projeto expográfico será desenvolvido a partir das características do espaço, considerando sua arquitetura em adobe e a integração com a paisagem natural.A mostra será composta por, no mínimo, 05 obras inéditas produzidas pelos(as) artistas residentes, contemplando múltiplas linguagens das artes visuais, como instalação, escultura, objeto, fotografia e vídeo. As obras poderão utilizar materiais diversos, incluindo elementos naturais, materiais orgânicos, técnicas construtivas tradicionais e recursos contemporâneos.A exposição terá duração aproximada de 30 dias, com visitação gratuita. A montagem considerará critérios de segurança, acessibilidade e conservação das obras, respeitando as especificidades do ambiente e dos materiais utilizados. REGISTRO AUDIO VISUAL:O projeto prevê a produção de 01 registro audiovisual documental, com duração estimada entre 10 e 20 minutos, abordando o processo da residência artística, as atividades desenvolvidas, os intercâmbios com a comunidade local e a exposição final.A captação será realizada ao longo de todo o período de execução, utilizando equipamentos de vídeo e áudio adequados à produção documental. O material será editado posteriormente, incluindo captação de imagem, som direto, trilha sonora e finalização.O registro será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais, ampliando o acesso ao projeto e permitindo sua difusão para diferentes territórios. AÇÕES FORMATIVAS E MEDIAÇÃO CULTURAL: Serão realizadas 02 oficinas de criação coletiva propostas pelos(as) artistas participantes, a partir de suas linguagens nas artes visuais. As oficinas serão desenvolvidas em articulação com a comunidade local, com abordagem prática e participativa, promovendo a troca de saberes e a construção conjunta de experiências artísticas.As atividades terão caráter introdutório e acessível, com duração variável conforme a proposta de cada artista, podendo envolver práticas como fotografia, desenho, experimentações com materiais naturais, entre outras linguagens.Durante o período expositivo, serão realizadas, no mínimo, 02 ações de mediação cultural, voltadas especialmente a estudantes da rede pública e à comunidade do entorno. As mediações incluirão visitas guiadas, contextualização das obras e estímulo à participação do público.O projeto pedagógico das ações formativas e de mediação está fundamentado na educação não formal, na valorização dos saberes locais e na construção coletiva do conhecimento, priorizando metodologias horizontais, inclusivas e sensíveis ao contexto sociocultural do território.
PROPONENTE E DIREÇÃO GERAL:A proponente do projeto é a instituição Terra Afefé Produções, representada legalmente por Rosane de Oliveira Andrade (Rose Afefé), artista visual e idealizadora da Terra Afefé. Rose Afefé será responsável pela direção geral do projeto, atuando na concepção, articulação institucional e acompanhamento das etapas de execução. Sua atuação envolve a coordenação das ações no território, o diálogo com a comunidade local, a mediação entre equipe, artistas residentes e parceiros, além da supervisão dos processos artísticos desenvolvidos durante a residência. A artista também contribui diretamente com a metodologia do projeto, a partir de sua pesquisa em torno de memória, território, ancestralidade e práticas construtivas tradicionais, elementos que fundamentam a criação e manutenção da Terra Afefé enquanto espaço de arte, convivência e experimentação. Rose Afefé nasceu em Varzedo, no interior da Bahia, em 1988. Sua prática artística transita por diferentes linguagens, como instalação, pintura e fotografia, partindo do resgate de memórias da infância e de vivências no interior. Em 2018, iniciou a construção da Terra Afefé, microcidade situada na zona rural de Ibicoara, construída com técnicas tradicionais como o adobe e a cal, configurando-se como um espaço de encontro entre arte e vida, que valoriza os saberes do território. Sua trajetória inclui exposições em instituições como MASP, Pinakotheke Cultural, FGV Arte e Instituto Tomie Ohtake, além de participação em residências artísticas nacionais e internacionais, como Fundação Agnès b. (França), Hangar (Portugal) e JA.CA (Brasil). Foi vencedora do Prêmio FOCO 2023, indicada ao Prêmio PIPA e possui obras em acervos como o da Pinacoteca de São Paulo, MAMAM e Instituto Alexa. CURADORIA:Thayná Trindade (curadora convidada)Thayná Trindade é curadora, pesquisadora e educadora, com atuação voltada à arte, memória e representações afro-diaspóricas. Possui licenciatura em História da Arte pela UFRJ e mestrado pela UERJ, além de formação complementar em curadoria e práticas curatoriais contemporâneas. Sua trajetória inclui a curadoria de exposições como “Àmi: Signos Ancestrais”, além da participação em projetos curatoriais em instituições como o Museu de Arte do Rio (MAR). Atua também como professora e pesquisadora, desenvolvendo estudos sobre diáspora africana, estética e filosofia yorubana. No projeto, será responsável pelo acompanhamento curatorial da residência artística, conduzindo encontros coletivos e individuais com os(as) artistas participantes, contribuindo para o desenvolvimento conceitual das pesquisas e para a construção da exposição coletiva. PRODUÇÃO:Rosilene Queiros (produção executiva)Rosilene Queiros é profissional com formação em Psicologia e pós-graduação em Ciências Humanas (em andamento), com experiência em gestão de pessoas, desenvolvimento de projetos e articulação institucional. Atua na implementação de projetos estratégicos nas áreas de diversidade, inclusão e cultura organizacional, além de possuir experiência consolidada em gestão operacional, planejamento e coordenação de equipes. Sua trajetória inclui atuação em projetos com impacto social, com foco em mediação de processos, organização de fluxos e acompanhamento de metas. No projeto, será responsável pela produção executiva, incluindo planejamento operacional, gestão de cronograma, articulação com fornecedores, acompanhamento logístico e apoio à execução das atividades. AUDIOVISUAL:Helen Salomão (registro audiovisual) Helen Salomão é artista multidisciplinar, atuando com fotografia, vídeo, escrita e instalação. Sua pesquisa investiga relações entre corpo, identidade, espiritualidade, memória e território, dialogando com saberes ancestrais e práticas contemporâneas. Participou de exposições como “Axé Bahia: The Power of Art in an Afro-Brazilian Metropolis”, no Fowler Museum (EUA), e “Somos aquelas que permeiam o abismo em busca das frestas”, no Instituto Tomie Ohtake (Brasil). No projeto, será responsável pela captação e desenvolvimento do registro audiovisual, acompanhando os processos da residência artística, as atividades com a comunidade e a exposição final. ARTISTAS PARTICIPANTES: Serão selecionados, por meio de chamada pública, 05 artistas visuais de diferentes regiões do Brasil, com atuação em múltiplas linguagens. O processo de seleção priorizará artistas cujas práticas dialoguem com culturas tradicionais e populares, especialmente aqueles que desenvolvem suas pesquisas em territórios fora dos grandes centros urbanos. Os(as) artistas participarão da residência artística em regime de imersão, desenvolvendo trabalhos inéditos em diálogo com o território, a comunidade local e os processos propostos pela curadoria. MEDIAÇÃO E AÇÕES EDUCATIVAS: As ações de mediação cultural serão realizadas com participação da equipe do projeto e dos(as) artistas residentes, em articulação com a comunidade local e instituições de ensino do município. As atividades incluem visitas mediadas à exposição e ações voltadas a estudantes da rede pública, promovendo o acesso, a compreensão e a participação do público nas propostas artísticas desenvolvidas. EQUIPE COMPLEMENTAR E SERVIÇOS: Os demais serviços necessários à execução do projeto, como transporte, alimentação, limpeza, manutenção e apoio operacional, serão contratados após a aprovação da proposta, priorizando a contratação de profissionais, prestadores de serviço e fornecedores do município de Ibicoara e região. Essa diretriz reforça o compromisso do projeto com o fortalecimento da economia local, com a valorização dos saberes e práticas do território e com o desenvolvimento da economia criativa em contextos não hegemônicos.
O projeto adota a acessibilidade como princípio estruturante, considerando dimensões física, comunicacional e atitudinal, de modo a garantir o acesso amplo e qualificado às atividades propostas. No que se refere à acessibilidade física, a Terra Afefé dispõe de infraestrutura que favorece a circulação e permanência de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, incluindo áreas de circulação niveladas, pisos regulares, iluminação adequada e banheiros adaptados. As atividades da residência artística e da exposição serão organizadas em espaços que permitam deslocamento seguro e confortável, considerando as especificidades do território e buscando adaptações sempre que necessário.No campo da acessibilidade de conteúdo, o projeto prevê a adoção de recursos que ampliem a compreensão e fruição das obras e atividades. A exposição contará com mediação cultural acessível, com linguagem clara e inclusiva. Sempre que possível, serão disponibilizados recursos como audiodescrição para obras visuais, legendas descritivas em materiais audiovisuais e apoio de intérprete de Libras em momentos-chave, como a abertura da exposição e atividades públicas.O projeto também se orienta pela acessibilidade atitudinal como prática contínua. Serão realizadas ações de sensibilização com a equipe, artistas participantes e comunidade local, com o objetivo de promover uma cultura de acolhimento, respeito e inclusão. Antes do início das atividades, serão promovidos encontros de alinhamento para orientar sobre boas práticas no atendimento a pessoas com deficiência, contribuindo para a construção de um ambiente mais acessível e consciente.Durante a execução do projeto, será garantido apoio direto a participantes e público com deficiência, conforme suas necessidades específicas, assegurando condições efetivas de participação nas atividades formativas, nos processos de criação e na fruição da exposição.Dessa forma, o projeto compreende a acessibilidade não apenas como adequação estrutural, mas como compromisso ético e político com a inclusão, promovendo condições reais de participação e acesso às práticas artísticas e culturais desenvolvidas.
O projeto adota como princípio a democratização do acesso às artes visuais, especialmente no território rural, fora dos grandes centros urbanos, onde historicamente há menor acesso a equipamentos e ações culturais.A exposição coletiva resultante da residência artística terá acesso totalmente gratuito ao público, garantindo que a população local e regional possa usufruir das atividades sem barreiras econômicas. A realização da exposição na Terra Afefé, situada em Ibicoara, amplia o acesso à produção artística contemporânea em um território com menor oferta de equipamentos culturais.Além da exposição, o projeto prevê a realização de atividades formativas e de intercâmbio abertas à comunidade local, incluindo oficinas, encontros e momentos de troca entre artistas participantes e moradores do território. Essas ações contribuem para a circulação de saberes e para o fortalecimento da participação ativa da comunidade nas práticas culturais.Como estratégia de ampliação de acesso, o projeto prevê articulação com escolas da rede pública de ensino do município, promovendo visitas mediadas à exposição e incentivando o contato de estudantes com processos de criação artística contemporânea em diálogo com culturas tradicionais e populares.O projeto também contempla a produção de registro audiovisual das atividades e da exposição, que será disponibilizado em meios digitais, ampliando o alcance das ações para além do território local e possibilitando o acesso remoto por públicos de diferentes regiões do país.Adicionalmente, serão realizadas ações de mobilização e comunicação local, incluindo divulgação em redes comunitárias, articulação com produtores culturais do município e convite a grupos tradicionais, fortalecendo o vínculo entre o projeto e o território.Ao priorizar a gratuidade, a descentralização territorial, a formação de público e a circulação de conteúdos em plataformas digitais, o projeto contribui para a democratização efetiva do acesso à cultura, ampliando as possibilidades de fruição, participação e produção artística em contextos não hegemônicos.