Início: 22/01/2027Término: 24/01/2027Aceite: 23/04/2026
O Oitavo Encontro de Verão: Territórios em Movimento _ Ancestralidade em Fluxo é um projeto cultural que visa valorizar, fortalecer e salvaguardar as expressões das culturas caiçara, quilombola e popular no município de Cananéia e Ilha comprida, Região do Vale do ribeira em São Paulo. Em sua oitava edição, o projeto busca promover o intercâmbio de saberes entre mestres, comunidades tradicionais e agentes culturais. Estruturado como espaço de encontro, formação e difusão, o evento reúne gastronomia tradicional, feira de economia criativa (Aquilombatê), oficinas gratuitas, vivências, rodas de conversa e apresentações culturais. As ações reconhecem a cultura como prática viva, articulando memória, identidade, território e sustentabilidade. O projeto fortalece o protagonismo comunitário, incentiva a economia solidária e amplia o acesso à cultura, contribuindo para a preservação do patrimônio imaterial e para o desenvolvimento sociocultural.
Palestra com o Grão Mestre Reginaldo Santana Reginaldo Santana nascido em 27 de junho de 1957 filho de Lindaura Gonçalves de Almeida e Renato Santana natural de Itabuna-BA, começou a capoeira por em 1965 por intermédio do seu irmão mais velho na academia do mestre Antônio Rodrigues,onde treinou até se formar mestre de capoeira, vindo para Ribeirão Preto para tocar um trabalho de capoeira pela academia oxu maré depois de algum tempo se tornou o grupo cativeiro deixando o trabalho em Ribeirão Preto, onde veio para Minas Gerais em 1978 onde fundou a associação de capoeira Nosso Senhor do Bonfim, e deu continuidade a seu trabalho com a capoeira e onde também constituiu família, casado com Marilene de Godoi, pai de Renato Gonçalves de Souza, Renê Godoi Santana e Reginaldo Santana Junior como capoeira mestre Reginaldo se sagrou 9 vezes campeão brasileiro, 8 vezes campeão da grande roda brasileira, 3 vezes campeão paulista, campeão da copa sena vox, campeão do troféu Antônio Carlos Magalhães. Territórios do Sabor: A alimentação consumida no 8º ENCONTRO DE VERÃO seguirá a gastronomia tradicional, ocupando, assim, um lugar expressivo no Projeto, sendo compreendida não apenas como alimentação, mas como expressão viva da memória, da identidade e dos modos de vida das comunidades caiçaras e quilombolas do Vale do Ribeira. No primeiro dia do evento teremos o Jantar com comida típica caiçara servida no Espaço Vila Canoa na comunidade de pescadores do Boqueirão Sul. No segundo dia do evento iniciaremos com o Café Caiçara, mantendo a tradição do pão feito no forno à lenha, da farinha de mandioca e do tradicional beiju (massa de mandioca). Neste dia, no almoço e no jantar, serviremos comidas típicas Quilombolas. No terceiro dia do evento será servido o almoço no restaurante Cantinho do Garoça com a tradicional Tainha recheada e o lambe-lambe (arroz com marisco). Os alimentos preparados e compartilhados ao longo do evento carregam saberes ancestrais transmitidos de geração em geração, envolvendo técnicas tradicionais, uso de ingredientes locais e o respeito aos ciclos da natureza. Práticas como o preparo da farinha de mandioca, o uso do pescado fresco, os pratos à base de banana, milho e outros produtos da terra, revelando uma profunda relação entre cultura, território e sustentabilidade. Feira Aquilombatê: A Feira AQUILOMBATÊ surge como um espaço de celebração, resistência e valorização das culturas tradicionais, integrando-se como um dos principais atrativos do Oitavo Encontro de Verão: Territórios em Movimento e a Ancestralidade em fluxo entre as culturas Caiçara, Quilombola e Popular. O nome Aquilombatê carrega em si um profundo significado simbólico: deriva da ideia de “aquilombar-se”, que remete ao ato de reunir-se em coletividade, fortalecer laços comunitários e construir espaços de proteção, troca e pertencimento. Assim, a feira se estabelece como um território de encontro, onde identidades, memórias e saberes ancestrais são compartilhados e fortalecidos. Reunindo artesãos, mestres da cultura e representantes de comunidades tradicionais, a Feira promove a exposição de produtos que carregam histórias, técnicas tradicionais e vínculos profundos com o território. Cada peça apresentada — seja no artesanato, na culinária ou nas manifestações simbólicas — traduz modos de vida que resistem ao tempo e reafirmam a importância da preservação cultural. Nesse contexto, a economia criativa se faz presente como eixo estruturante, valorizando a produção cultural como fonte de geração de renda, autonomia e desenvolvimento sustentável para essas comunidades, sem desvincular-se de seus saberes e práticas tradicionais. Paralelamente ao AQUILOMBATÊ acontecerá, também, a Feira de Troca e Saberes, um espaço dinâmico e participativo onde o valor das relações humanas se sobrepõe ao valor monetário. Nesse ambiente, o público é convidado a vivenciar experiências de compartilhamento, seja por meio da troca de produtos, sementes, objetos ou conhecimentos. Noite dos Tambores: A abertura do evento será marcada pela Noite dos Tambores, uma vivência dedicada à salvaguarda do patrimônio imaterial afro-brasileiro. Por meio de ritmos ancestrais e do conhecimento de mestres conceituados no cenário da cultura popular como os Mestres Gomes Rohem, conhecido como Mestre Marisco e Mestre Messias do Estado do Rio de Janeiro e dos Mestre Daniel e Mestre Adilson Loren do Estado de São Paulo, o Encontro promove a valorização da memória e da resistência negra, que através da troca de conhecimento e do som sagrado dos tambores, reafirma o valor do nosso patrimônio imaterial em uma celebração de força, ancestralidade e união. O evento terá como palco o Espaço Cultural Vila Canoa, localizado em uma comunidade de pescadores artesanais do bairro do Boqueirão Sul, no município de Ilha Comprida (SP). Roda de conversa: “Territórios em Movimento e a Ancestralidade em Fluxo”, concebida como um espaço de diálogo, reflexão e valorização das culturas caiçara, quilombola, indígena e popular. A atividade parte do entendimento de que os territórios são dinâmicos e vivos, indo além de delimitações físicas, constituindo-se como espaços de produção contínuo de saberes, práticas e identidades culturais. Nesse contexto, o conceito de “ancestralidade em fluxo” é abordado como um processo ativo de transmissão e renovação cultural, que permite às tradições se adaptarem às transformações contemporâneas sem perder sua essência. A roda de conversa tem como finalidade promover o debate sobre a importância da preservação dessas culturas, destacando a necessidade de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial e o fortalecimento das identidades coletivas. Para orientar o diálogo, será proposta a seguinte pergunta norteadora: “Como preservar a ancestralidade das culturas caiçara, quilombola e popular, garantindo sua continuidade e identidade, ao mesmo tempo em que ela se mantém em fluxo, se adaptando e dialogando com as transformações do presente?” A atividade contará com a participação de representantes e lideranças de comunidades quilombolas, indígenas, caiçaras e da cultura popular, além de gestores e fazedores de cultura, promovendo um intercâmbio qualificado de experiências, saberes e práticas. A Roda será aberta ao público, incentivando a participação ativa e o compartilhamento de conhecimentos, ampliando o acesso à reflexão cultural e fortalecendo a consciência coletiva sobre a importância da proteção, valorização e continuidade das tradições culturais. Vivência caiçara de pesca que envolve técnicas tradicionais como o cerco a despesca e Rede de arrasto. A vivência começa com um relato dos pescadores mais velhos (mestres) sobre a origem da prática, o respeito ao mar e a importância da pesca para subsistência, em seguida, à beira da praia. é realizada a demonstração do manuseio da rede. A vivência da pesca de rede é um pilar da identidade caiçara unindo técnica e tradição.
Objetivo Geral- Fomentar, valorizar e fortalecer as expressões da cultura popular, promovendo o intercâmbio de saberes e práticas entre Mestres, Griôs, fazedores de cultura e comunidades tradicionais, com vistas à salvaguarda do patrimônio cultural imaterial e ao fortalecimento das identidades culturais.Objetivos específicos:- Realizar 7 oficinas gratuitas:· 02 oficinas de Capoeira, ministradas por Mestres de diferentes linhagens e abordagens, visando o intercâmbio de técnicas e fundamentos;· 01 oficina de Samba de Roda;· 01 oficina de Coco de Roda;· 01 oficina de Inicialização e Apreciação Musical;· 01 Oficina Cultural para melhor idade;· 01 Oficina rítmica para pessoas com deficiência (PCD).· 01 Toque de Tambor Promover o acesso gratuito à 08 apresentações e shows de cultura popular local: · Jongo Tiduca;· Samba de Aguidá;· Roda de Capoeira;· Cortejo do Boi Arerê;· Grupo Ilu Obá de Min "Educação, cultura e arte negra para o fortalecimento das mulheres negras;· Banda Cheiro no Cangote;· Filhos de Cananéia "Puxada de Rede"- Filhos de Cananéia;· Fandango Caiçara Família Neves.Promover a valorização da gastronomia tradicional caiçara e quilombola por meio da oferta de refeições típicas ao longo do evento, evidenciando os saberes ancestrais, o uso de ingredientes locais e a relação entre cultura, território e sustentabilidade. Promover a valorização da produção artesanal local por meio da realização da Feira Aquilombatê e da Feira de Troca e Saberes, incentivando o intercâmbio de conhecimentos, o fortalecimento comunitário e a geração de renda a partir da economia criativa e solidária.Promover o diálogo e a reflexão sobre a preservação e a continuidade das culturas caiçara, quilombola, indígena e popular por meio da realização de roda de conversa, incentivando o intercâmbio de saberes entre comunidades tradicionais, lideranças e agentes culturais, e fortalecendo as identidades coletivas e a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial.Realizar uma vivencia de pesca tradicional promovendo a transmissão de saberes por mestres e a demonstração de técnicas como cerco, despesca e rede de arrasto, fortalecendo a identidade cultural e os conhecimentos ancestrais.Realizar a Noite de Tambores, um encontro de mestres de percussão tradicional, com o objetivo de valorizar e difundir os saberes rítmicos ancestrais, promovendo a preservação da memória e o fortalecimento da resistência afro-brasileira por meio da troca de conhecimentos, da vivência musical e da celebração das tradições culturais locais.
Vivemos em um País miscigenado, porém convivemos diariamente com o racismo estrutural, herdado da triste história que nos contam sobre a diáspora negra, o que leva muitas crianças e adolescentes a se envergonharem de suas origens, raça, cor, cabelo; não se apropriando, assim, da sua própria cultura e apresentando dificuldades de socialização e baixa autoestima; contudo essa realidade pode ser mudada com projetos socioculturais que oportunizem aprendizagens significativas em cultura popular, propiciando o desenvolvimento e a construção da identidade cultural da juventude do Vale do Ribeira. Os livros de História continuam com suas "meia-verdades", omitindo informações relevantes e trazendo os negros para a história do Brasil como escravos e não como seres humanos escravizados; seres humanos que foram vítimas de sequestro, tráfico humano, cárcere privado, trabalho escravo, maus tratos, tortura e assassinato, sem contar, o abuso e violência sexual, a pedofilia, o estupro e o abandono paterno. Além disso, os ancestrais negros tiveram suas vidas e memórias apagadas, proibidos de usarem seus nomes e sobrenomes, de falarem sua língua natal, de vivenciarem sua cultura, de proferirem sua fé e, muitas vezes, separados de suas famílias, ou seja, os negros escravizados foram vítimas de uma das maiores, senão a maior, atrocidade genocida da humanidade, que durou 353 anos, mas isso não está nos livros de história. O Projeto aqui apresentado, propõe trabalhar a importância da valorização cultural afrodescendente, com foco na cultura popular, por meio de vivências culturais, com vistas a contribuir para a ampliação e disseminação de práticas socioculturais e esportivas, através de processos formativos e inclusivos, que permitam trazer à tona aspectos educacionais, valores ligados à cidadania, identidade cultural, respeito ao meio ambiente, saúde e qualidade de vida, bem como a promoção da Cultura de Paz.A necessidade de fomento para este Projeto justifica-se pela urgência em promover a interiorização das políticas culturais em um território de imensa riqueza patrimonial, mas que ainda apresenta os menores índices de desenvolvimento e densidade demográfica do Estado de São Paulo.As barreiras geográficas e socioeconômicas do Vale do Ribeira demandam ações que utilizem a cultura como ferramenta de transformação. Portanto, a valorização das expressões locais e a proteção do patrimônio imaterial são indispensáveis para o desenvolvimento sustentável da região. Ao promover a horizontalidade nas relações entre os diversos saberes regionais, o evento mitiga o isolamento, fortalece a rede de fazedores de cultura e assegura a perenidade da identidade cultural deste território.Dentro dos ODS _ Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU _ Organizações das Nações Unidades para o ano de 2030, tal Projeto se encaixa:· Erradicação da Pobreza e Fome Zero e Agricultura Sustentável: Evidenciando o trabalho cultural dos grupos produtivos da região, promovendo visibilidade e geração de renda;· Igualdade de Género: Com ações culturais evidenciando o protagonismo negro feminino;· Trabalho Decente e Crescimento Económico: Promovendo o crescimento económico inclusivo de grupos produtivos, culturais e artesãos;· Redução das Desigualdades: Evidenciando a cultura negra e popular;· Cidades e Comunidades Sustentáveis: Garantindo a inclusão, acessibilidade e evidenciando práticas de produção e consumo sustentáveis;· Consumo e Produção Responsáveis: Assegurando padrões de produção e consumo sustentáveis.Para tanto, este Projeto oferece a quebra de estereótipos e auxilia na melhora do convívio, oportunizando a diminuição dos preconceitos, racismo e a prática de bullying, além de proporcionar o aumento da autoestima da comunidade, por meio da apropriação de suas identidades culturais.
Pré-produção: - Elaboração de Logomarca e identidade visual. Tempo estimado: 6 meses (julho a Agosto de 2026);- Elaboração de apresentação do Projeto (PPT/PDF). Tempo estimado: 1mês (julho 2026);- Envio de Ofícios/Contato com parceiros. Tempo estimado: 1 mês ( julho 2026);- Criação de página no Instagram e Facebbok para divulgação de informações sobre o evento. Tempo estimado: 1 mês (Dezembro de 2026)- Plano de divulgação:No Instagram: Inserção de posts (tipo carrossel), reels (semanais) e stories (diários), com início 1 quinzena antes da ação, utilizando identidade visual própria.Publicações contínuas antes e após a ação do projeto, evidenciando os resultados. Tempo estimado 17 dias (08/01/2027 até o final do Projeto):No Facebook: Inserção de com inserção de posts e stories, com início 1 quinzena antes, utilizando identidade visual própria. Publicações contínuas antes, durante e após a ação do Projeto, evidenciando os resultados. Tempo estimado 17 dias (08/01/2027 até o final do Projeto):No Whatsapp: Inserção de divulgação nos status da equipe do Projeto semanalmente. Publicações contínuas antes, durante e após a ação do Projeto evidenciando os resultados. Tempo estimado 17 dias (08/01/2027 até o final do Projeto):Nas Redes Sociais do Departamento de Cultura: Buscar a parceria do Departamento Municipal de Cultura, via conversa e formalização por ofício, para a divulgação da ação nas redes sociais oficiais. Tempo estimado 17 dias (08/01/2027 até o final do Projeto);Imprensa local e regional: Envio de releases para a imprensa local e regional (incluindo jornais, informativos, mídia televisiva e mídias digitais) semanalmente (terças – data de fechamento dos jornais da região). Encaminhamentos contínuos antes, durante e após a ação do Projeto, evidenciando os resultados.Tempo estimado 17 dias (08/01/2027 até o final do Projeto);Rádio local: Parceria com a Rádio local (Transmar FM) para inserção de spot gratuito dentro da programação da rádio, via conversa e formalização por ofício com, ao menos, 6 inserções diárias, durante a semana. Tempo estimado 14 dias (11/01/2027 até o final do Projeto);Carro de Som: Contratação de carro de som para divulgação da ação, com chamada curta, sempre no período de final de tarde, das 16h às 18h, durante a semana que antecede. Tempo estimado 14 dias (11/01/2027 até o final do Projeto);100 unidades - Cartaz físico: Elaboração de Cartaz Físico (A3) para colocação em pontos estratégicos – equipamentos públicos e particulares de grande movimentação na cidade, durante a quinzena que antecede a ação. Tempo estimado: 15 dias (08 a 22/01/2027);50 unidades - Camisetas da equipe do Projeto: Elaboração de camisetas do Projeto para a equipe executora da ação, utilizando identidade visual própria, para utilização no evento. Elaboração julho/2026 e utilização durante a ação do Projeto. 03 unidades - Wind Banner. Elaboração de Wind Banner do Projeto para a utilização durante o evento. Elaboração julho/2026 e utilização durante a ação do Projeto. 01 unidade - Painel Backdrop. Elaboração de Painel Backdrop do Projeto para a utilização durante o evento. Elaboração julho/2026 e utilização durante a ação do Projeto.12 unidades – autoadesivos de QR-Code. Elaboração de QR-Code para link de formulário virtual para os participantes do evento realizarem a avalição qualitativa do mesmo. Elaboração julho/2026 e utilização durante a ação do Projeto.Execução (22 a 24 de Janeiro de 2027):22 de Janeiro de 2027:Abertura, Palestra, travessia de balsa, jantar, oficina, shows.17:00h às 01:00h23 de Janeiro de 2027:Feira, Café, apresentações, oficinas, almoço, jantar.10:00h às 01:00h24 de Janeiro de 2027: Oficinas, travessia de balsa, almoço e apresentações e roda de conversa.09:00h ás 14:00hPós-produção: (25 a 31 de Janeiro de 2027)Divulgação dos Resutados:No Instagram. Tempo estimado: 7 dias (25 a 31 de Janeiro de 2027);No Facebook. Tempo estimado: 7 dias (25 a 31 de Janeiro de 2027);No Whatsapp. Tempo estimado: 7 dias (25 a 31 de Janeiro de 2027);Imprensa local. Tempo estimado: 7 dias (25 a 31 de Janeiro de 2027); Envio de ofícios e contato com parceiros: 7 dias (25 a 31 de Janeiro de 2027);Elaboração da prestação de contas: Divulgação dos resultados (quantitativos e qualitativos) para o financiador. 7 dias (25 a 31 de Janeiro de 2027);Elaboração de publicação tecnico científica com resultado do 8
O Coco de Roda O Coco de Roda do Mestre Severino Luiza da Silva, o Mestre Bidoga, foi nascido e criado na rua (localidade) conhecida como Bombeirense, na Zona Norte de Recife, conhecida e reconhecida por sua efervescência cultural, sendo território de grupos como a Tribo Carijós, o Boi Mimoso e o Maracatu Raízes de África. O coco de roda, a dança popular nordestina, destacando sua origem cultural, ritmo e passos básicos. Focada na vivência corporal, a apresentação propõe explorar a pisada, giros e o refrão, valorizando a cultura brasileira e promovendo o encontro de gerações. Público-alvo: Educação Infantil, Ensino Fundamental ou Educação de Jovens e Adultos (ajustável). • Objetivos: o Conhecer a origem do Coco de Roda (tiradores de coco) e sua importância cultural. o Explorar ritmos e movimentos (pisada, braços, giros). o Estimular a socialização, o trabalho em equipe e a valorização das raízes nordestinas. • Conteúdos: o História e contexto: A origem no trabalho e celebração. o Ritmo: Marcação de tempo (pisada forte). o Coreografia: Roda, passo base (base na perna direita), giros e "ir embaixo/em cima". • Acolhida e Roda de Conversa: Introdução sobre o que é o Coco de Roda. • Aquecimento: Movimentação das articulações (dedos, punhos, ombros, calcanhares, quadris); Vivência dos Passos: Ensinar a pisada base, movimentos de braço e giros; Vivência da musicalidade: Ensinar os ritmos do coco de roda em cada instrumento (pandeiro, alfaia e ganzá). • Apresentação Final: Roda cantada com os passos e a musicalidade aprendidos na oficina. A apresentação de samba de roda do grupo Samba do Sertão, traz uma apresentação vibrante e cheia de energia, mergulhando nas tradições culturais do sertão da Bahia. A performance é uma celebração das raízes Afro-indígenas do samba, destacando a musicalidade e a dança que compõem essa rica manifestação artística, focando na vivência cultural, rítmica e corporal, valorizando o caráter coletivo e histórico desta manifestação, reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade. Samba do Sertão • Público-alvo: Livre (pode ser adaptado para crianças ou jovens/adultos). • Duração: 30min de oficina e 30min para a apresentação final. • Objetivos Gerais: o Conhecer a origem e o contexto histórico do Samba de Roda do Recôncavo Baiano. o Experimentar os instrumentos básicos, cantos e o passo "miudinho". o Desenvolver a percepção rítmica, expressão corporal e socialização. 2. Conteúdos • História: Raízes afro-brasileiras, a roda como local de resistência e celebração. • Musicalidade: Palmas, toadas de samba de roda, instrumentos (pandeiro, atabaque, ganzá, agogô). • Dança: Passo básico (miudinho), deslize, jogo de quadril, "umbigada" (opcional, dependendo da faixa etária). 3. Metodologia (Sequência Didática) 1: Contextualização e Iniciação Corporal (Rodas de Conversa e Movimento) • Atividade: Roda de conversa sobre o que os alunos já sabem sobre samba. Apresentação de vídeos de sambas de roda tradicionais na Bahia (ex: Samba de Roda do Recôncavo). • Prática: Introdução ao passo básico: "miudinho" (pés colados ao chão, deslizando). Exercícios de soltura de quadril ao ritmo das palmas. 2: Musicalidade e Ritmo (Canto e Instrumentos) • Atividade: Aprender cantigas tradicionais de samba de roda (ex: "Samba Lê Lê", "O Samba de Roda da Bahia"). • Prática: Aprendizado da marcação rítmica com palmas (compasso 2/4). Uso de instrumentos de percussão simples (pandeiros, ganzás) para acompanhar o canto. 3: A Roda e a Performance • Atividade: Organização do espaço (a roda). Simulação da dinâmica onde uma ou duas pessoas sambam no centro enquanto as outras cantam, tocam e batem palmas. • Foco: Incentivar a livre expressão, o sorriso e a interação entre os participantes.Plano pedagógico da oficina de Inicialização e Apreciação MusicalObjetivo GeralDespertar o interesse pela música através da escuta ativa e da prática prática.Conteúdo Programático1. Parâmetros do Som• Altura: sons graves e agudos.• Duração: sons curtos e longos.• Intensidade: sons fortes e fracos.• Timbre: a cor do som.2. Ritmo e Movimento• Pulsação e jogos rítmicos corporais.• Uso de instrumentos de percussão.• Danças circulares e brincadeiras cantadas.3. Apreciação Musical• Escuta ativa de diferentes gêneros.• Identificação de instrumentos nas obras.• Expressão gráfica de sensações musicais.Metodologia• Aulas práticas e vivenciais.• Jogos e brincadeiras musicais.• Uso de materiais recicláveis para construir instrumentos.Carga Horária: Duração total: 01 hora Público alvo - crianças a partir dos 5 anos Oficina Cultural a pessoas com PcD1. IdentificaçãoA oficina propõe uma vivência cultural inclusiva voltada a pessoas com deficiência, por meio da capoeira e das danças populares brasileiras, reconhecendo o corpo como espaço de expressão, memória e pertencimento. 2. JustificativaAs práticas culturais populares permitem a participação de diferentes corpos, promovendo inclusão, socialização e bem-estar, especialmente no contexto da APAE.3. Objetivo GeralPromover expressão corporal, socialização e autoestima por meio da cultura popular.4. Público-AlvoPessoas com deficiência intelectual e/ou múltipla atendidas pela APAE.5. MetodologiaA atividade será desenvolvida em formato de roda, compreendida como um espaço simbólico e prático de encontro. A oficina cultural para a melhor idade foca na valorização da experiência de vida, no estímulo cognitivo/motor e na socialização. As atividades devem ser adaptadas para garantir acessibilidade, conforto e prazer.Estrutura do Plano Pedagógico: Oficina cultural para a "Melhor idade”1. Identificação• Nome da Oficina: Oficina cultural para a "Melhor idade”• Público-Alvo: Idosos (60+).• Carga Horária: Um encontro de 01 hora .• Temática: Artesanato, contação de histórias (storytelling) e estimulação cognitiva.2. JustificativaA oficina promove o envelhecimento saudável ao estimular a coordenação motora fina e a memória cognitiva através do artesanato e da narração de histórias de vida. O ambiente coletivo fortalece a autoestima, reduz o isolamento social e valoriza o patrimônio cultural imaterial trazido pelos participantes.3. Objetivos• Geral: Proporcionar bem-estar social e emocional através da expressão artística e partilha de memórias.• Específicos:- Estimular a coordenação motora fina (manuseio de materiais);- Fomentar a troca de experiências e o fortalecimento de vínculos;- Resgatar histórias pessoais relacionadas a tradições locais.4. MetodologiaA metodologia é baseada na pedagogia afetiva e participativa, priorizando:• Rodas de conversa: Início com partilha de histórias sobre um tema.• Atividades práticas manuais: Criação de objetos simples (artesanato, pintura, colagem).• Adaptação: Materiais com texturas fáceis, letras ampliadas e espaços acessíveis.5. Cronograma de AtividadesEncontro Tema Descrição da Atividade Prática1 Linha do Tempo Roda de conversa sobre infância + Criação de um varal de fotos ou desenhos ("Minha História em Fotos").2 Sabores e Memórias Partilha de receitas antigas + Confecção de um livrinho de receitas personalizado (scrapbook).3 Artesanato afetivo Oficina de modelagem em argila ou pintura em tecido, focada na coordenação motora.4 Mostra Cultural Finalização das peças + "Chá de Memórias" (exposição dos trabalhos e relatos).
A Associação Desportiva e Cultural de Capoeira “Filhos de Cananéia” será responsável pela apresentação de roda de capoeira no segundo dia do evento e tambpem pela apresentação "Puxada de Rede" no terceiro dia do evento. A associação se compromete em dar continuidade ao trabalho com a comunidade de Canenéia e outros municípios do Vale do Ribeira como tem feito em seus 26 anos de atuação. Além disso, a instituição atuará na coordenação geral, sendo responsável pelo planejamento, organização e execução de todas as etapas do evento.Zalber Santos – Gestor ambiental agroflorestal (Faculdade Scelisul/Registro-SP) e Arte educador (agente recreativo, professor de Capoeira e danças populares), agente recreativo formado pelo CEU (Centro Educacional Unificado) São Miguel , professor de capoeira formado pelo Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim , árbitro de capoeira formado e credenciado pela FECAESP (Federação de Capoeira do Estado de São Paulo) , especializado em Danças Brasileiras pelo Instituto Brincante e Danças Populares pela Cia Antonio Nóbrega de Dança. Experiência em projetos socioculturais dentro dos CEUs nas comunidades da Zona Leste de São Paulo e em várias cidades do Vale do Ribeira. Arte educador popular pelo PEF – Programa Escola da Família da Escola Estadual Professora Yolanda Araújo Silva Paiva, em Cananéia/SP, de 2014 a 2018. Arte educador e coordenador da Associação Desportiva e Cultural de Capoeira “Filhos de Cananéia” , onde trabalha junto à comunidade caiçara questões como resgate , disseminação e manutenção da cultura local, popular e afro , de 2000 a 2020. Faz parte junto a ADCC Filhos de Cananéia da Associação Rede Cananéia , onde trabalha junto a iniciativas culturais fazendo apresentações , vivências e oficinas culturais junto às comunidades , executando projetos culturais no município de Cananéia e no Vale do Ribeira .Hoje ocupa a cadeira de Bem Imaterial no Conselho Municipal de Cultura da cidade de Cananéia.Elaine Marques – Jornalista (Mtb 30.255) e educadora (Letras e Pedagogia), graduada em Aperfeiçoamento em Gestão escolar na Perspectiva da Eucação Inclusiva pelo IF - Instituto Federal da Bahia, pós-graduada em Comunicação Corporativa e Metodologia do Ensino Superior, especializada em Assessoria de Comunicação e Educomunicação. Experiência em assessoria de comunicação, comunicação comunitária, educomunicação, educação popular e gestão educacional. Diretora efetiva de Escola pela Secretaria de Educação de São Paulo, atuando na Escola Estadual Professor Zenon Cleantes de Moura, na cidade de Cubatão/SP, de 2019 ao momento. Assistente de Coordenação do Projeto Ciência para Todos pela Fundação Roberto Marinho, Canal Futura e Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Coordenadora de Comunicação da Associação Rede Cananéia, de 2004 ao momento, onde trabalha junto a iniciativas culturais e empreendimentos econômicos solidários, praticando vivências culturais junto às comunidades, executando projetos sociais, culturas e de empreendedorismo, trabalhando mais especificamente na área de comunicação e identidade dos Grupos e das Comunidades, com produção de conteúdos e metodologias para a realização de projetos educomunicativos populares. Educadora popular pelo PEF – Programa Escola da Família da Escola Estadual Professora Yolanda Araújo Silva Paiva, em Cananéia/SP, de 2004 a 2018, onde conviveu diretamente com a comunidade local e trabalhou a identidade cultural da mesma, desenvolvendo Projetos educativos, culturais, sociais e esportivos. Educadora junto ao Programa Ação Griô Nacional, onde trabalhou junto à comunidade caiçara a questão de pertencimento e identidade, através da cultura local, de 2006 a 2008. Professora pela Secretaria de Educação de São Paulo, com atuação nas Escolas Estaduais Professora Yolanda Araújo Silva Paiva e Bairro Cubatão, de 2005 a 2014. Oficineira pelo Projeto “Viva Praça”, realizado por meio do Edital ProAC 2018. Assessora de Comunicação pelo Projeto “Festivale – Vale do Ribeira”, por meio Edital ProAC 2020. Tanto pela Secretaria de Estado da Educação, quanto pela Associação Rede Cananéia articula a parceria com o Canal Futura, junto à Maleta Futura, desde 2012, com experiência na formação da Rede Protetiva da Criança e do Adolescente do Vale do Ribeira e Baixada Santista, nos temas desenvolvidos pela Maleta.Lilia Gomes de Souza - Profissional com ampla experiência no fortalecimento de coletivos, grupos comunitários e associações, com forte atuação em mobilização territorial e participação social. Ao longo da trajetória, desenvolveu práticas de articulação, engajamento comunitário e facilitação de processos coletivos. Possui conhecimentos adquiridos em cursos e vivências em empreendedorismo, gestão de pessoas e gestão cultural, atuando com planejamento, diálogo, organização, escuta ativa e trabalho em equipe.
O Projeto será realizado na Praça Tidulina Gomes de Souza, espaço público central de Cananéia, garantindo pleno acesso às Pessoas com Deficiência (PcD) e mobilidade reduzida, conforme a Lei nº 13.146/2015:· Acessibilidade Física: A praça possui topografia plana e pavimentação que permite a circulação de cadeirantes, além das rampas de acesso para as áreas de oficinas, apresentações e shows, além da reserva de áreas frontais com visibilidade privilegiada para PcDs e idosos. Serão disponibilizados banheiros químicos adaptados próximos à área principal do evento;· Acessibilidade Comunicacional: Todas as rodas de conversa, vivências e apresentações no palco principal contarão com Intérpretes de LIBRAS.
O Projeto garante a democratização do acesso aos bens culturais por meio das seguintes ações:- Gratuidade Irrestrita: Todas as 09 apresentações culturais, a Noite dos Tambores, a Vivência de Pesca e as 7 oficinas de formação serão gratuitas;- Realização de oficina rítmica específica para Pessoas com Deficiência (PcD);- Oficina cultural dedicada à Melhor Idade;- Protagonismo das mulheres negras (Grupo Ilu Obá de Mim) e comunidades quilombolas;- Acesso ao Patrimônio Gastronômico: Oferta de experiências e degustações da culinária tradicional (Café Caiçara e Almoço Quilombola) como forma de salvaguarda do patrimônio imaterial, sem custos impeditivos ao público;- Descentralização Cultural: Realização do evento no Boqueirão Sul (Ilha Comprida/SP), levando infraestrutura e investimento artístico para uma comunidade de pescadores artesanais fora dos grandes centros;- Economia Solidária: Viabilização da Feira Aquilombatê e da Feira de Troca de Saberes, permitindo a circulação de produtos e conhecimentos de artesãos locais sem taxas de participação.