Início: 11/01/2027Término: 22/06/2027Aceite: 23/04/2026
O FLIQ - Festival Literário de Interculturalidades Quilombolas é um evento cultural descentralizado que será realizado de forma itinerante em quatro comunidades quilombolas da Chapada Diamantina (Tejuco, Barriguda, Riacho do Mel e Remanso), nos dias 23, 24, 29 e 30 de Abril de 2027, promovendo o encontro entre literatura, oralidade e saberes tradicionais. A programação inclui mesas de debate, oficinas formativas, contações de histórias, apresentações artísticas e instalações multimídia em homenagem a importantes referências da literatura negra brasileira. O projeto valoriza o protagonismo de mestres, mestras, artistas e lideranças quilombolas, fortalecendo a memória coletiva, a identidade territorial e a preservação do patrimônio cultural imaterial. Ao integrar tradição e contemporaneidade, o FLIQ amplia o acesso à cultura, estimula a formação de público e fomenta redes de interculturalidade, educação e economia criativa nos territórios envolvidos.
Produto FestivalO FLIQ – Festival Literário de Interculturalidades Quilombolas é uma iniciativa cultural itinerante que promove o encontro entre literatura, oralidade e saberes tradicionais em quatro comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, Tejuco, Barriguda, Iraquara e Remanso, respectivamente, nos municípios de Palmeiras, Mucugê, Iraquara e Lençóis, durante quatro dias, um dia em cada localidade. Realizado diretamente nos territórios quilombolas, o festival nasce com o propósito de valorizar a diversidade cultural brasileira a partir das experiências, memórias e práticas vivas dessas comunidades, reconhecendo a palavra — escrita e falada — como ferramenta de resistência, identidade e transformação social.Com uma programação plural e integrada, o FLIQ reúne mestres e mestras da tradição oral, escritores, artistas, educadores e lideranças comunitárias em uma série de atividades que incluem mesas de diálogo, oficinas formativas, contações de histórias, apresentações artísticas e instalações culturais. Cada edição do festival se ancora em um território específico, promovendo o intercâmbio entre diferentes comunidades quilombolas e fortalecendo redes de colaboração, troca de saberes e construção coletiva.O caráter itinerante do festival amplia o acesso à cultura ao levar a literatura e as artes a locais onde não há bibliotecas, livrarias ou equipamentos culturais estruturados, contribuindo para a democratização do acesso e a formação de novos públicos. Ao mesmo tempo, o projeto valoriza o protagonismo local, colocando as comunidades no centro da criação e difusão cultural.Inspirado por referências da cultura negra brasileira e por conceitos como ancestralidade, território e interculturalidade, o FLIQ propõe uma experiência imersiva que conecta tradição e contemporaneidade. Mais do que um festival, configura-se como um espaço de escuta, aprendizado e celebração, onde diferentes linguagens e gerações se encontram para reafirmar a cultura quilombola como patrimônio vivo, dinâmico e essencial para a construção de futuros mais justos e plurais.
Objetivo GeralRealizar a 1ª edição do FLIQ - Festival Literário de Interculturalidades Quilombolas, promovendo a valorização, salvaguarda e difusão das expressões culturais, literárias e dos saberes tradicionais de comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, por meio de uma programação integrada de atividades formativas, artísticas e reflexivas. O projeto visa fortalecer a oralidade, a memória coletiva, a identidade territorial e o protagonismo comunitário, fomentando o diálogo intercultural entre tradição e contemporaneidade, ampliando o acesso à cultura e contribuindo para a preservação do patrimônio cultural imaterial.Objetivos Específicos1- Produto Festival - Realizar uma programação cultural gratuita e descentralizada em quatro (04) comunidades quilombolas em diferentes municípios da Chapada Diamantina, por meio de seis (06) mesas de debate, quatro (04) oficinas lúdico-pedagógicas, doze (12) apresentações artísticas, quatro (04) contações de histórias e quatro (04) instalações multimídia, promovendo a valorização da literatura, da oralidade e dos saberes tradicionais. O festival busca fortalecer o protagonismo de mestres, mestras, artistas e lideranças locais, estimular a formação de público diverso, incentivar o diálogo intercultural entre tradição e contemporaneidade e contribuir para a preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial, ampliando o acesso à cultura e fomentando redes de cultura e economia criativa nos territórios envolvidos.
O FLIQ - Festival Literário de Interculturalidades Quilombolas nasce da necessidade de fortalecer, valorizar e dar visibilidade às expressões culturais, literárias e aos saberes tradicionais das comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, historicamente marcadas por processos de invisibilização e desigualdade no acesso às políticas culturais. Embora esses territórios sejam ricos em patrimônio cultural imaterial, grande parte de suas práticas — especialmente a oralidade, as cosmologias, os modos de vida e as expressões artísticas — ainda carecem de espaços estruturados de difusão, reconhecimento e salvaguarda.O festival propõe uma atuação descentralizada e itinerante, realizada diretamente nos quilombos, promovendo o acesso democrático à cultura e levando a literatura a territórios onde não há bibliotecas ou livrarias. Além disso, o projeto fomenta o intercâmbio entre diferentes comunidades quilombolas, criando espaços de encontro, troca de experiências e fortalecimento de redes culturais entre os territórios participantes.Como diferencial, o FLIQ incorpora instalações multimídia imersivas que funcionam como dispositivos pedagógicos e sensoriais, aproximando o público do conhecimento milenar que a literatura proporciona. Por meio da integração entre elementos visuais, sonoros e textuais, essas instalações criam experiências que ampliam o acesso à leitura e à escuta, traduzindo conteúdos complexos de autores e autoras negras em vivências acessíveis, especialmente em contextos onde o livro nem sempre está presente fisicamente. Dessa forma, a literatura é expandida para além da página, tornando-se experiência viva, coletiva e territorializada.Inspirado no pensamento do intelectual quilombola Antônio Bispo dos Santos, o FLIQ reconhece o território não apenas como espaço físico, mas como lugar de existência, produção de conhecimento e continuidade de mundos. Ao dialogar com a ideia de contra-colonização, o festival se posiciona como prática cultural que rompe com lógicas hegemônicas de produção e circulação do saber, valorizando epistemologias quilombolas baseadas na coletividade, na oralidade, na ancestralidade e na relação integrada entre cultura e natureza. Nesse sentido, o FLIQ não apenas difunde conteúdos, mas afirma modos próprios de pensar, viver e narrar o mundo, fortalecendo a autonomia cultural dos territórios.Ao articular literatura, tradição oral e linguagens contemporâneas, o FLIQ cria pontes entre diferentes gerações e saberes, fortalecendo o protagonismo de mestres, mestras, artistas e lideranças locais como agentes centrais da produção cultural. O projeto também dialoga com a urgência de preservação das identidades culturais frente aos impactos da globalização, das pressões sobre os territórios tradicionais e das transformações socioambientais.Ao valorizar conceitos como território, ancestralidade e interculturalidade, o festival contribui para o fortalecimento da cidadania cultural, da autoestima comunitária e da construção de narrativas próprias. Além disso, atua como ferramenta de formação e mobilização social, estimulando o pensamento crítico, a educação patrimonial e a construção de redes locais de cultura, educação e economia criativa, podendo ser replicado em outros territórios.Devido a sua magnitude e o impacto que o projeto pretende gerar, é de extrema importância a utilização do mecanismo de incentivo à cultura. Portanto, naturalmente a proposta se enquadra nos objetivos expressados no art. 1 da Lei 8.313, sendo:Inciso II: "a proteção das expressões culturais das minorias étnicas e sociais, grupos portadores de tradição, e demais manifestações da cultura popular."Inciso V: "a preservação dos bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro."Inciso VIII: "a promoção e a difusão da cultura nacional e regional."Inciso X: "o estímulo à produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória."O projeto também se enquadra plenamente nos objetivos do art. 3 da mesma Lei:Inciso I: "contribuir para a preservação da memória cultural brasileira."Inciso II: "promover a ampla difusão das expressões culturais e assegurar o pleno exercício dos direitos culturais."Inciso III: "proteger as expressões culturais das minorias e das demais manifestações da cultura popular, indígena e afro-brasileira."Inciso IV: "estimular a produção e a difusão de bens culturais de valor universal."Inciso V: "priorizar o produto cultural originário do País."Inciso VI: "garantir aos setores populares o produto de sua participação ativa na cultura."
1. Pré-produção (Janeiro a início de Abril)Janeiro:- Planejamento geral, contratação da equipe principal e definição da curadoria e concepção do festival;- Articulação inicial com lideranças e associações quilombolas;- Início das autorizações institucionais;Fevereiro:- Confirmação da programação e contratação de artistas e prestadores de serviço; - Intensificação da mobilização comunitária;- Criação da identidade visual e materiais de divulgação;- Planejamento logístico (transporte, alimentação, hospedagem e estrutura).- Início da divulgação e mobilização do público.Março:- Divulgação do festival e alinhamentos finais com comunidades;- Inscrições para participação das oficinas;- Fechamento de cronograma executivo;- Preparação das equipes.Início de Abril:- Ajustes finais da programação;- Planejamento logístico e montagem;- Organização das ações de acessibilidade.2. Produção (Abril – dias 23, 24, 29 e 30)- Montagem das instalações e organização dos espaços;- Recepção de participantes e equipe;- Realização do festival;- Acompanhamento técnico, operacional e de acessibilidade;- Registro audiovisual e documental.3. Pós-produção (Maio e Junho)Maio:- Desmontagem das instalações; - Organização de materiais e sistematização dos registros; - Avaliação com equipe e comunidades;- Organização inicial dos relatórios .Junho:- Finalização dos relatórios técnicos e financeiros; - Prestação de contas no Salic; - Divulgação dos resultados e consolidação da memória do projeto e articulação de desdobramentos futuros.
DivulgaçãoA divulgação do FLIQ – Festival Literário de Interculturalidades Quilombolas seguirá o plano de comunicação (em anexo) e será realizada de forma integrada, combinando estratégias digitais, comunitárias e institucionais, com o objetivo de alcançar públicos diversos e garantir ampla visibilidade ao projeto.Serão desenvolvidas identidade visual e peças gráficas (cartazes, cards digitais, banners e programação) para circulação nas redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais, além da criação de conteúdos audiovisuais para engajamento do público. O festival contará com perfis em redes sociais e parcerias com coletivos, mídias independentes e influenciadores regionais para ampliação do alcance.Nos territórios, a mobilização será fortalecida por meio de divulgação comunitária, com uso de rádios locais, carros de som, distribuição de materiais impressos e articulação direta com associações quilombolas, escolas e lideranças. Essa estratégia garante o acesso à informação mesmo em locais com acesso limitado à internet.Também serão estabelecidas parcerias com instituições culturais, educacionais e órgãos públicos para apoio na difusão, além de envio de releases para imprensa regional e veículos especializados. Durante e após o evento, serão realizados registros fotográficos e audiovisuais para divulgação dos resultados e fortalecimento da memória do projeto.Todas as ações de comunicação respeitarão as diretrizes de visibilidade exigidas pelo sistema Salic, incluindo a aplicação das marcas institucionais e dos apoiadores em todos os materiais de divulgação.Impacto AmbientalO FLIQ – Festival Literário de Interculturalidades Quilombolas adota práticas orientadas pela sustentabilidade e pelo respeito aos territórios tradicionais onde será realizado, reconhecendo a relação intrínseca entre cultura, natureza e modos de vida quilombolas. Por se tratar de um evento de pequeno porte, descentralizado e realizado em espaços comunitários já existentes, o impacto ambiental direto tende a ser reduzido.Ainda assim, o projeto prevê a adoção de medidas para minimizar possíveis impactos, como a gestão adequada de resíduos, com incentivo à coleta seletiva e à redução do uso de materiais descartáveis, priorizando utensílios reutilizáveis ou biodegradáveis. Também será estimulada a utilização de recursos locais, reduzindo a necessidade de transporte de longa distância e fortalecendo a economia da própria comunidade.As ações de alimentação priorizarão produtos da agricultura local, contribuindo para circuitos curtos de produção e consumo. A equipe e o público serão orientados quanto a práticas conscientes, como o descarte correto de resíduos e o uso responsável dos recursos naturais.Além da mitigação de impactos, o festival possui caráter educativo, incorporando em sua programação debates e práticas que valorizam a relação sustentável com o meio ambiente, os saberes tradicionais e a conservação da biodiversidade.
Duração e formato:O FLIQ será realizado ao longo de 4 dias de programação, distribuídos em datas distintas, com duração média de 8 horas diárias, totalizando aproximadamente 32 horas de atividades culturais e formativas. O festival possui caráter itinerante e descentralizado, sendo realizado em quatro comunidades quilombolas da Chapada Diamantina (Tejuco, Barriguda, Riacho do Mel e Remanso), com acesso gratuito ao público.Estrutura do projeto:O festival articula uma programação integrada composta por:- Mesas de diálogo e reflexão;- Oficinas formativas;- Contações de histórias;- Apresentações artísticas e culturais;- Instalações multimídia temáticas. Cada território recebe uma instalação central, que funciona como eixo simbólico, estético e pedagógico do festival.Projeto Cenográfico das Instalações Multimídia (Tributos):O FLIQ contará com quatro instalações cenográficas e multimídia, concebidas como espaços imersivos de experiência estética e educativa, homenageando importantes referências da literatura negra brasileira, como Conceição Evaristo, Milton Santos, Antônio Bispo dos Santos e Ana Maria Gonçalves. As instalações — “Raiz que Escreve”, “Barriguda de Saberes”, “Colmeia Contracolonial” e “Rios de Memórias” — serão desenvolvidas a partir de conceitos que dialogam com território, ancestralidade, oralidade e natureza.O projeto cenográfico prioriza o uso de materiais naturais e de baixo impacto ambiental, como madeira, fibras, tecidos, barro e elementos orgânicos do próprio território, integrando-se à paisagem local. As estruturas serão pensadas de forma modular e adaptável, permitindo montagem e desmontagem ágil em diferentes comunidades.Cada instalação contará com:- Elementos escultóricos e simbólicos (como árvores, colmeias, rios e raízes);- Suportes para textos literários, poesias e narrativas orais;- Recursos audiovisuais simples (áudios, projeções ou caixas de escuta);- Espaços interativos para circulação e contemplação do público;As instalações funcionam como ambientes de aprendizagem sensorial, estimulando a escuta, a leitura e a reflexão, além de servirem como ponto para as atividades da programação.Projeto Pedagógico:O FLIQ estrutura-se como uma ação de educação patrimonial, formação cultural e valorização da oralidade, fundamentada em princípios de interculturalidade, aprendizagem horizontal e protagonismo comunitário.Objetivo pedagógico:Promover processos de aprendizagem que reconheçam e valorizem os saberes tradicionais quilombolas, estimulando a leitura, a escrita, a escuta e a expressão artística como ferramentas de fortalecimento identitário, pensamento crítico e transformação social.Metodologia:Educação não formal e participativa;Valorização da oralidade e da memória;Aprendizagem intergeracional;Integração entre teoria e prática;Contextualização territorial;As atividades são conduzidas de forma dialógica, estimulando a participação ativa e a construção coletiva do conhecimento.Conteúdos abordados:Literatura negra e escrevivência;Tradição oral e contação de histórias;Cosmologias afro-quilombolas;Cultura alimentar e saberes da terra;Territorialidade e identidade;Feminismo negro;Afrofuturismo;Cultura popular (reisado, samba de roda, maculelê, entre outros);Público-alvo:Comunidades quilombolas (crianças, jovens, adultos e idosos), educadores, agentes culturais e público interessado em cultura e literatura.Resultados esperados:Fortalecimento da identidade cultural;Valorização dos saberes tradicionais;Ampliação do acesso à cultura e à leitura;Formação de público;Intercâmbio entre comunidades;Registro e preservação da memória cultural;Estímulo à continuidade de práticas culturais;Equipe técnica:Coordenação geral e produção executiva; coordenação de produção e curadoria; produção local; coordenação de comunicação; oficineiros; debatedores; mediadores, artistas; técnicos; equipe de apoio; registro audiovisual.Infraestrutura:Utilização de espaços comunitários (associações, escolas ou áreas abertas), com estrutura básica de som, cadeiras, equipamentos audiovisuais, materiais pedagógicos e instalações multimídia.Projeto Pedagógico das Oficinas:As oficinas do FLIQ constituem um eixo estruturante do festival, com caráter formativo, participativo e territorializado, voltado à valorização dos saberes quilombolas e ao estímulo à criação artística e literária. Serão ofertadas 30 vagas por oficina em cada comunidade (ao total 120 vagas) com necessidade de inscrição prévia, e direito a certificado. Objetivo GeralPromover processos formativos que fortaleçam a expressão criativa, a valorização da oralidade e dos saberes tradicionais, estimulando a produção cultural a partir das vivências, identidades e territórios das comunidades quilombolas.Objetivos EspecíficosEstimular a leitura, a escrita e a narrativa oral como ferramentas de expressão e identidade;Valorizar saberes ancestrais e práticas culturais locais;Desenvolver habilidades criativas e críticas em diferentes linguagens;Incentivar o protagonismo de jovens e adultos na produção cultural;Promover o intercâmbio de conhecimentos entre mestres, artistas e participantes.MetodologiaAs oficinas serão conduzidas a partir de uma abordagem de educação não formal, participativa e intercultural, baseada nos seguintes princípios:Aprendizagem horizontal: troca de saberes entre facilitadores e participantes;Oralidade e escuta ativa: valorização das narrativas e experiências individuais e coletivas;Vivência prática: atividades dinâmicas que integram teoria e prática;Contextualização territorial: conteúdos conectados à realidade das comunidades;Intergeracionalidade: participação de diferentes faixas etárias;Ambiente acolhedor: estímulo à expressão livre e respeitosa.Estrutura das OficinasCada oficina terá duração média de 1 a 2 horas, organizada em quatro momentos:Acolhimento e sensibilização (dinâmicas de integração e escuta);Apresentação de conteúdos e referências (contextualização temática);Atividade prática e criação (produção individual ou coletiva);Partilha e reflexão (socialização dos resultados e troca de experiências).Oficinas ofertadasEscrevivência – a escrita de nós: escrita criativa a partir de experiências pessoais e coletivas;Criação de roteiro afrocentrada: desenvolvimento de narrativas audiovisuais com enfoque em identidade e território;Tradição oral – a arte de contar histórias: técnicas de narração, memória e construção de histórias;Escrita afrofuturista: criação de narrativas que conectam ancestralidade, imaginação e futuros possíveis.Conteúdos trabalhadosLiteratura negra e escrita autobiográfica;Oralidade e memória;Narrativas afrocentradas;Identidade, território e pertencimento;Criatividade e construção de personagens;Ancestralidade e futuridade;Público-alvoJovens, adultos e educadores das comunidades quilombolas, além de demais interessados em processos criativos e culturais.Resultados esperados:30 pessoas certificadas por oficina, ao total 120 pessoas;Desenvolvimento de habilidades de escrita, oralidade e criação artística;Fortalecimento da autoestima e identidade cultural;Produção de narrativas autorais;Estímulo à continuidade de práticas culturais e educativas;Formação de novos agentes culturais nos territórios.
Ayrã Nery - Coordenação de Produção Ayra Nery é produtor cultural e Nganga Nkanda Meianvulê no terreiro de Candomblé Angola Nzo Nkongo Kadyambuka Junsara, espaço de aquilombamento dedicado à preservação da memória ancestral e à valorização dos saberes e tradições africanas. Atua na criação, produção e articulação de projetos culturais que integram arte, espiritualidade e identidade afro-brasileira. É responsável pela produção de quatro edições da Feijoada Cultural do Vale do Capão, realizadas no terreiro, com destaque para a Exposição Nkanda e apresentações artísticas — sendo a edição mais recente contemplada com apoio da SECULT-BA, por meio da PNAB/MinC. Também produz o Sarau Cultural Kadyambuka Junsara, que reúne contação de histórias, rodas de conversa e expressões artísticas diversas. Entre outras iniciativas, está à frente da produção de celebrações tradicionais como a Festa dos Cablocos e a Festa do Tempuu, fortalecendo o terreiro como território vivo de cultura, resistência e promoção das expressões afro-diaspóricas.Douglas Castro - Coordenação Geral/Produção Executiva Ecologista com atuação consolidada na Chapada Diamantina, com experiência em coordenação, elaboração e gestão de projetos culturais e socioambientais voltados à valorização de territórios tradicionais, regeneração etnoecológica e fortalecimento de redes comunitárias. Possui especialização em gestão de grupos e saúde mental em interface com povos e comunidades tradicionais, promovendo processos participativos e integrados entre cultura, meio ambiente e desenvolvimento local. Idealizador e coordenador do projeto “Regeneração Etnoecológica do Quilombo de Serra Negra e Requalificação de seu Sítio Arqueológico no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina”, iniciativa apoiada pelo ISPN que articula conservação ambiental, patrimônio cultural e protagonismo comunitário. Produção Geral: Exposição Eco Vozes (2024) - 5 mostras de artes visuais com fotografias, pinturas, esculturas, ilustrações e mosaicos de artivistas e mestres da cultura popular da Chapada Diamantina; Festa Literária Flora (2024) - lançamentos de 3 livros de escritores da Chapada Diamantina com programação diversa; Festa do Equinócio (2023, 2024) - festival socioambiental que reuniu música, pintura, cinema, gastronomia tradicional, oficinas educativas e ações ambientais; Ecocine Capão (2022, 2023, 2024, 2025) - mostra de curta metragem com temática socioambiental para o público infantil acompanha de atividades educativas; Campanha Ambiental Plante Água (2024, Festival de Jazz do Capão e Suzano S.A); Curso para coletores de sementes nativas em seis municípios da Chapada Diamantina (2023-2024); Rede de Sementes da Chapada Diamantina, envolvendo 18 comunidades tradicionais da Chapada Diamantina (2022-2025) - gestão e mapeamento social.Caio Carvalho - Coordenação de Comunicação Coordenador de Comunicação e Produtor Audiovisual. Formado em Criação Publicitária e Design Gráfico, possui experiência em produção cultural e criação audiovisual. Acumula experiência na coordenação de produção executiva de projetos visuais como o Para Choque Cultural (2019), em São Luís. Diretor Artístico do programa Daqui (2018-2020), exibido na TV Mirante, afiliada da Rede Globo no Maranhão. Atuou como diretor e coordenador de pós-produção audiovisual na Captura Produções, durante quatro anos na capital maranhense, atendendo clientes como Vale do Rio Doce, Alcoa, Equatorial e Potiguar. Atualmente, faz parte do núcleo de criação do projeto Narrativas de Brasis, tendo atuado na equipe de arte do webprograma audiovisual homônimo exibido pela Mídia Ninja, em 2021, e pela TVE Bahia, em 2022, e do livro digital Conversações (2023) e Mostra Itinerante Revoada Brasileira (2024).
O FLIQ – Festival Literário de Interculturalidades Quilombolas será estruturado com estratégias de acessibilidade que garantam a participação ampla e diversa do público, considerando as especificidades dos territórios onde será realizado. As atividades serão gratuitas e acontecerão em escolas ou espaços comunitários de fácil acesso, com organização pensada para acolher pessoas idosas, crianças e pessoas com mobilidade reduzida.O festival adotará recursos de acessibilidade comunicacional, como tradução em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) em mesas e atividades principais, além de linguagem acessível e mediação cultural voltada à inclusão de diferentes públicos. Sempre que possível, serão disponibilizados materiais de apoio em formatos acessíveis e incentivo à participação ativa do público.Também serão consideradas acessibilidades atitudinais, com equipes sensibilizadas para o acolhimento respeitoso e inclusivo, valorizando a diversidade de corpos, identidades e modos de participação. A programação, que inclui atividades lúdicas, sensoriais e intergeracionais, contribui para tornar o festival um espaço inclusivo, promovendo o direito à cultura de forma democrática e ampliada nos territórios quilombolas.
O FLIQ – Festival Literário de Interculturalidades Quilombolas promove a democratização do acesso à cultura ao realizar uma programação gratuita, descentralizada e itinerante em comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, territórios que historicamente enfrentam limitações no acesso a bens e equipamentos culturais, como bibliotecas, livrarias e centros culturais.Ao levar atividades literárias, formativas e artísticas diretamente para esses territórios, o projeto amplia o acesso à leitura, à produção cultural e ao conhecimento, alcançando públicos diversos, incluindo crianças, jovens, adultos e idosos. A proposta valoriza a cultura local e reconhece mestres, mestras, artistas e lideranças comunitárias como protagonistas, garantindo que a produção cultural seja feita com e para as comunidades.O festival também estimula a participação ativa do público, promovendo espaços de troca, escuta e construção coletiva, fortalecendo o vínculo entre cultura e território. Dessa forma, contribui para reduzir desigualdades no acesso à cultura, fomentar a formação de público e incentivar a continuidade de práticas culturais nos territórios tradicionais.