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Outras Lógicas do Sensível - exposição-programa sobre mentes dissidentes

Início: 04/01/2027Término: 31/05/2027Aceite: 24/04/2026

Resumo

Realização do projeto Outras Lógicas do Sensível, programa curatorial em artes visuais composto por uma exposição-programa em Brumadinho, reunindo instalações, fotografia, videoinstalação e obras de artistas convidados sobre diversidade cognitiva e percepção. A proposta inclui laboratório de criação com jovens da rede pública, ações de mediação cultural, programação pública e instalação participativa. Como produtos culturais, prevê exposição aberta ao público, obras inéditas, atividades formativas e vídeo de registro do projeto.

Sinopse

Outras Lógicas do Sensível é uma exposição-programa em artes visuais que investiga mentes dissidentes e diferenças perceptivas como campo de criação estética, experiência sensorial e produção de conhecimento. Situado em Brumadinho, o projeto articula exposição, mediação, formação e publicação em um mesmo dispositivo curatorial, propondo ao público não apenas a contemplação de obras, mas a travessia de regimes sensoriais não normativos.A exposição é estruturada em cinco núcleos curatoriais — Limiar, Linguagens da Dissidência, Arquivos de Si, O que nos disseram e Corpos que Não Suportam — que organizam um percurso progressivo de deslocamento perceptivo. Cada núcleo opera como campo de experimentação, articulando diferentes linguagens e modos de relação entre obra, corpo e público.O núcleo Limiar introduz o visitante a partir de um enunciado que tensiona a ideia de percepção como experiência universal, instaurando a exposição como um campo de deslocamento sensorial. Linguagens da Dissidência reúne obras que exploram inscrição, repetição, ruído e multiplicidade como formas de presença, tensionando códigos visuais e regimes de legibilidade. Arquivos de Si apresenta uma série fotográfica de retratos de pessoas autistas adultas, acompanhada de dispositivos NFC com relatos em primeira pessoa e imagem descrição, articulando acessibilidade, escuta e autonomia narrativa como parte constitutiva da obra.O núcleo O que nos disseram configura uma instalação participativa composta por pinturas em pequena escala, paisagem sonora e dispositivos de intervenção do público, a partir de enunciados normativos e frases capacitistas. Ao longo da exposição, a obra se transforma por meio de rasuras, sobre-escritas e respostas dos visitantes, constituindo um arquivo vivo de linguagem social em disputa. Já Corpos que Não Suportam apresenta uma videoinstalação/filme-ensaio que investiga regimes de saturação sensorial em contextos cotidianos, conduzindo o espectador a uma experiência imersiva baseada em repetição, acúmulo e limite perceptivo.A exposição reúne obras inéditas em fotografia, instalação, videoinstalação, som e dispositivos participativos, comissionadas especialmente para o projeto, e articula acessibilidade como linguagem estética, integrando recursos como audiodescrição, Libras, imagem descrição, dispositivos sonoros e mediação acessível ao próprio desenho curatorial.Para além da exposição, o projeto desenvolve um programa de mediação composto por visitas mediadas, encontros públicos com artistas e ações educativas, voltado à formação de público e à ampliação do acesso à arte contemporânea. As ações são concebidas em perspectiva inclusiva e neuroacessível, incorporando diferentes modos de percepção, atenção e relação com o espaço expositivo.Como eixo formativo, o projeto realiza o Laboratório Matérias da Criatividade Atípica, voltado a 50 jovens da rede pública de Brumadinho. Estruturado em cinco encontros, o laboratório propõe a criação como experiência material, sensorial e experimental, explorando fotografia, tecer, aquarela, gravura e criação híbrida. Mais do que o ensino técnico, o programa promove processos autorais e repertório criativo, culminando em uma montagem-processo que articula os percursos dos participantes ao universo da exposição.Entre os produtos culturais, o projeto inclui ainda a produção de uma videoinstalação/filme-ensaio, um registro audiovisual dos processos e resultados, e uma publicação-zine distribuída gratuitamente ao público. O zine é concebido como extensão da experiência expositiva — um dispositivo portátil de percepção, que reúne fragmentos visuais, textos, proposições e contribuições dos participantes, permitindo que a experiência se desdobre para além do espaço expositivo.Ao integrar exposição, formação, mediação, publicação e audiovisual em um mesmo programa, Outras Lógicas do Sensível afirma a arte como campo de invenção, encontro e transformação, propondo não apenas visibilidade, mas deslocamento: um convite a perceber o mundo a partir de outras lógicas.Classificação indicativa: livre.

Objetivos

Objetivo GeralRealizar uma exposição-programa em artes visuais dedicada às mentes dissidentes e às diferenças perceptivas, articulando criação contemporânea, acessibilidade, formação e participação pública por meio de um programa curatorial em cinco núcleos, valorizando artistas neurodivergentes, ampliando o acesso à cultura e fortalecendo o ecossistema cultural de Brumadinho.Objetivos EspecíficosRealizar 1 exposição-programa em artes visuais estruturada em cinco núcleos curatoriais e aberta gratuitamente ao público.Produzir e apresentar cerca de 25 obras e dispositivos artísticos inéditos, incluindo fotografia, instalações, videoinstalação, obra sonora e instalação participativa.Comissionar e apresentar obras inéditas de artistas convidados, incluindo série fotográfica com dispositivos NFC, instalação participativa e filme-ensaio audiovisual.Realizar o Laboratório Matérias da Criatividade Atípica com 50 jovens da rede pública municipal.Promover 10 visitas mediadas para escolas, grupos agendados e públicos prioritários.Realizar 4 encontros públicos com artistas e curadoria, abertos à comunidade.Alcançar público estimado de 2.500 visitantes presenciais durante os 45 dias de exposição.Produzir e distribuir gratuitamente um zine-obra como dispositivo de mediação e extensão crítica da exposição.Produzir 1 videoinstalação inédita e 1 registro audiovisual dos processos e resultados do projeto.Garantir gratuidade e recursos de acessibilidade em 100% das atividades do projeto.

Justificativa

Outras Lógicas do Sensível justifica-se no âmbito da Lei Rouanet por viabilizar uma ação cultural de interesse público que articula produção artística contemporânea, acessibilidade, formação e democratização do acesso à cultura em território descentralizado.O projeto não aborda a neurodiversidade como tema, mas a incorpora como lógica de construção estética, curatorial e metodológica, estruturando a proposta a partir de outras formas de perceber, organizar e produzir experiência. Ao propor uma exposição-programa dedicada às mentes dissidentes e às diferenças perceptivas, contribui para ampliar repertórios no campo das artes visuais, respondendo à baixa visibilidade de artistas neurodivergentes nos circuitos institucionais.Sua relevância se dá tanto na dimensão artística — pelo comissionamento de obras inéditas e experimentação curatorial — quanto na dimensão pública, ao integrar exposição, formação, mediação e participação em um mesmo dispositivo cultural.Ao atingir diretamente 50 jovens da rede pública e público estimado de até 2.500 visitantes, o projeto atua simultaneamente na produção artística, formação de público e qualificação do ecossistema cultural local, gerando impacto cultural, educativo e social no território.A proposta dialoga com os objetivos da Lei nº 8.313/91 ao promover difusão cultural, valorização da produção artística brasileira, democratização do acesso e formação de público.O incentivo é fundamental para garantir a viabilidade de uma proposta cuja estrutura depende da gratuidade, do comissionamento artístico, da mediação qualificada e da implementação de recursos de acessibilidade como Libras, audiodescrição, dispositivos sensoriais e visitas neuroacessíveis.A proposta ancora-se em rede institucional consolidada em Brumadinho, garantindo condições reais de execução e forte enraizamento territorial.Mais do que uma exposição, o projeto configura-se como um programa cultural integrado, com potencial de replicabilidade e desdobramentos futuros em outros contextos e territórios.

Etapas

Cronograma de Execução (5 meses / 150 dias) Pré-produçãoMês 1 — Desenvolvimento e articulação Desenvolvimento curatorial e conceitual; confirmação de artistas, curadoria e equipe técnica; início da produção das obras e da videoinstalação; planejamento expográfico, de acessibilidade e mediação; estruturação do laboratório formativo; elaboração do plano de comunicação; início da divulgação institucional (anúncio do projeto e abertura de redes).Mês 2 — Produção e mobilização Continuidade da produção das obras e dispositivos expositivos; desenvolvimento do zine-obra; definição e testes de acessibilidade; mobilização e seleção dos jovens participantes; articulação com escolas e grupos; intensificação da divulgação (redes sociais, assessoria de imprensa, parceiros locais); organização logística e contratações. ExecuçãoMês 3 — Montagem e abertura Montagem expográfica e implementação dos cinco núcleos curatoriais; instalação dos dispositivos de acessibilidade; finalização e impressão do zine; abertura da exposição-programa; início da programação pública; início do laboratório formativo; divulgação de abertura e cobertura inicial (imprensa e redes).Mês 4 — Execução e programação pública Funcionamento contínuo da exposição; realização do Laboratório Matérias da Criatividade Atípica; visitas mediadas para escolas e grupos; encontros públicos com artistas; distribuição do zine ao público; realização de horários de visitação calma; registro fotográfico e audiovisual; manutenção das ações de comunicação (conteúdos digitais, imprensa, mobilização de público). Pós-ProduçãoMês 5 — Encerramento e difusão Desmontagem da exposição; sistematização dos registros; edição do filme-ensaio e vídeo de memória; avaliação de resultados e indicadores; prestação de contas; difusão digital dos conteúdos e resultados; articulação de desdobramentos e possibilidades de circulação.

Estratégia de execução

Como diferencial conceitual, o projeto propõe a diversidade cognitiva não apenas como temática, mas como perspectiva curatorial e campo de invenção estética. A proposta entende acessibilidade e diversidade como linguagem de criação — e não como mediação posterior — incorporando a experiência neurodivergente como metodologia de concepção e desenvolvimento do projeto.Essa abordagem posiciona a iniciativa de forma inovadora ao articular, em uma mesma arquitetura, arte contemporânea, neurodiversidade, formação de jovens e mediação cultural, configurando a exposição-programa como dispositivo integrado de criação, formação e participação.Outro aspecto relevante é seu potencial de replicabilidade. O projeto foi concebido como modelo metodológico passível de desdobramentos, podendo originar futuras itinerâncias, novas edições ou adaptações em diferentes territórios e contextos educativos e culturais, especialmente no campo da acessibilidade e das práticas curatoriais inclusivas.Destaca-se ainda a forte inserção territorial em Brumadinho, articulando excelência artística, acessibilidade e impacto local. Ao mobilizar artistas, educadores e instituições com atuação no território, o projeto contribui para o fortalecimento do ecossistema cultural local, promovendo formação de público, ampliação de repertório e consolidação de práticas culturais contemporâneas fora dos grandes centros.Mais do que a realização de uma exposição, a proposta busca experimentar um modelo de programa cultural capaz de gerar legado, tanto na formação de jovens quanto na consolidação de abordagens curatoriais e educativas alinhadas à diversidade perceptiva. Estratégia de Comunicação e Difusão O projeto adotará estratégia de comunicação integrada, articulando ações locais, regionais e digitais, com foco na formação de público, visibilidade institucional e registro de processos. A comunicação será concebida como extensão da proposta curatorial, incorporando linguagem visual e narrativa alinhadas às questões de percepção, sensorialidade e experiência. Mais do que divulgação, a estratégia busca ativar o público como participante do processo, acompanhando as etapas de criação, montagem e programação.Identidade visual e materiais gráficosDesenvolvimento de identidade visual própria, incluindo logotipo, paleta cromática e tipografia, com aplicação padronizada em todos os materiais do projeto. Produção de peças digitais (cards, reels e stories), materiais impressos (cartazes e folders) e sinalização expositiva (etiquetas, QR Codes e conteúdos curatoriais). A marca do patrocinador será inserida em destaque em todos os materiais gráficos digitais e impressos, conforme diretrizes do PRONAC e orientações institucionais, assegurando visibilidade consistente do patrocinador em todas as fases do projeto — pré-produção, execução e pós-produção.Assessoria de imprensaContratação de assessoria de imprensa com atuação regional em Minas Gerais, com expertise em cobertura cultural, para elaboração e distribuição de releases para veículos locais (Hoje em Dia, O Tempo, Estado de Minas), veículos especializados em arte contemporânea e diversidade (Arte!Brasileiros, Select, Agência Minas) e plataformas digitais de cultura. A assessoria cobrirá os momentos-chave do projeto: lançamento da chamada pública, abertura da exposição, realização do Laboratório Matérias da Criatividade Atípica, encontros públicos com artistas e encerramento. Todos os materiais de imprensa mencionarão o patrocínio como elemento central de viabilização do projeto.Comunicação digitalCriação de perfil dedicado do projeto no Instagram, com programação contínua estruturada em três fases:Na fase de pré-produção (meses 1 e 2), o conteúdo apresentará os bastidores da criação artística, os processos de desenvolvimento das obras e a construção dos cinco núcleos curatoriais, gerando antecipação e formação de público antes da abertura.Na fase de execução (meses 3 e 4), a programação incluirá cobertura da montagem expositiva, registros das visitas mediadas e do laboratório formativo, ativação dos encontros públicos e divulgação das sessões de visitação calma. Reels e stories serão produzidos com linguagem acessível, incorporando legendas e audiodescrição em consonância com a proposta curatorial do projeto.Na fase de pós-produção (mês 5), serão divulgados o vídeo-ensaio, o vídeo de memória do projeto e os resultados quantitativos e qualitativos alcançados, com destaque para o papel do patrocínio na viabilização do projeto.O perfil do projeto articulará ações de marcação e compartilhamento com os perfis do Instituto Cabra, do Instituto Inhotim e dos artistas participantes, ampliando o alcance orgânico da comunicação. Envio de e-mail marketing para redes institucionais, comunidade cultural e base de contatos dos parceiros do projeto.Visibilidade do patrocinadorA marca do patrocinador terá presença garantida em todos os pontos de contato do projeto com o público: identidade visual do perfil de Instagram, materiais impressos, sinalização expositiva, créditos do vídeo-ensaio e do vídeo de memória, publicação-zine, releases de imprensa e e-mails institucionais. O projeto reconhecerá publicamente o patrocinador na chancela principal em todos os materiais de comunicação, conforme diretrizes do PRONAC e acordos estabelecidos em contrato de patrocínio.Sistema de acesso e monitoramentoImplementação de plataforma gratuita de ingressos para organização e monitoramento da visitação, incluindo agendamento de escolas, grupos e sessões de visitação calma. A ferramenta permitirá controle de fluxo, qualificação da experiência do público e geração de dados para avaliação de impacto, incluindo relatórios de público presencial e alcance digital, contribuindo para a prestação de contas e mensuração de resultados junto ao patrocinador e ao Ministério da Cultura. O projeto propõe não apenas visibilidade, mas deslocamento: uma experiência cultural que tensiona padrões de percepção e afirma outras formas de existir, criar e perceber como parte ativa do campo da arte contemporânea.

Especificação técnica

Exposição (especificações técnicas) Exposição-programa estruturada em cinco núcleos curatoriais — Limiar, Linguagens da Dissidência, Arquivos de Si, O que nos disseram e Corpos que Não Suportam — distribuídos em aproximadamente seis ambientes expositivos. Reúne instalações, fotografia fine art impressa, videoinstalação, obra sonora, pinturas em pequena escala e dispositivos participativos.Inclui montagem expográfica completa (suportes, estruturas e fixações), projeto de iluminação expositiva, sistema de sonorização multicanal, dispositivos tecnológicos (NFC e QR Codes), sinalização e comunicação visual, mobiliário expositivo e implementação de recursos de acessibilidade.As obras fotográficas serão produzidas em impressão fine art em papel de alta durabilidade; a videoinstalação contará com projeção ou monitores de alta definição, sistema de áudio dedicado e ambientação imersiva; a instalação participativa envolverá suportes físicos, pinturas em óleo sobre tela e dispositivos de interação com o público.Duração média de visita estimada: 50 a 70 minutos. Período expositivo: aproximadamente 45 dias (6 a 7 semanas), com funcionamento regular e horários específicos de visitação calma (low sensory hours). Mediação (especificações técnicas) Programa educativo composto por 10 visitas mediadas agendadas para escolas, grupos e públicos prioritários, além de 4 encontros públicos com artistas e curadoria.Cada atividade terá duração média de 60 a 90 minutos, com roteiro de mediação estruturado a partir dos núcleos curatoriais e adaptado a diferentes perfis de público.Inclui elaboração de materiais pedagógicos e curatoriais, formação de mediadores, implementação de recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição, linguagem simples) e metodologias participativas orientadas à escuta, experimentação e múltiplos modos de fruição da exposição. Programa Formativo — Laboratório Matérias da Criatividade Atípica (especificações técnicas / projeto pedagógico) Laboratório de criação voltado a 50 jovens da rede pública de Brumadinho, com duração de 5 encontros formativos (carga horária aproximada de 20 horas), realizados ao longo do período expositivo.O projeto pedagógico é estruturado em torno da experimentação artística como prática de investigação perceptiva e criação autoral, abordando linguagens como fotografia, tecer, aquarela, gravura e criação híbrida.O laboratório prioriza processos colaborativos, repertório em arte contemporânea, atenção a padrões, repetição, acaso e materialidade, culminando em uma montagem-processo que articula as produções dos participantes ao contexto da exposição.Inclui fornecimento de materiais artísticos, acompanhamento pedagógico, mediação qualificada e integração com o programa curatorial. Videoinstalação / Filme-ensaio (especificações técnicas) Produção de 1 obra audiovisual inédita, concebida como videoinstalação e filme-ensaio, com duração estimada entre 10 e 15 minutos.O trabalho será desenvolvido em linguagem autoral, com captação de imagem e som, edição, desenho sonoro e finalização, resultando em obra exibida no espaço expositivo em formato instalativo (projeção ou monitor, com sistema de áudio dedicado).Além de sua apresentação como obra, será realizada versão adaptada para difusão digital, ampliando o acesso ao conteúdo. Registro audiovisual (memória do projeto) Produção de registro audiovisual documental do projeto, contemplando processos de montagem, atividades formativas, mediações, participação do público e programação.O material será editado em vídeo de memória (duração aproximada de 5 a 10 minutos) e disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais, com objetivo de difusão e prestação de contas cultural. Publicação — Zine-obra (especificações técnicas) Produção de publicação em formato zine, concebida como extensão da experiência expositiva e dispositivo de mediação.Formato aproximado A5 (ou sanfona), com 32 a 48 páginas, impressão em tiragem de 2.500 exemplares. Conteúdo composto por fragmentos visuais das obras, textos curtos, proposições de percepção e contribuições dos artistas. Inclui projeto gráfico, edição, impressão e distribuição gratuita ao público durante o período expositivo. Versão digital será disponibilizada online em acesso livre.

Ficha técnica

Bianca Veriato – Direção Curatorial e Concepção Artística (proponente)Bianca Helena Veriato é advogada (OAB/MG 145.401), produtora cultural e pesquisadora, atuante na intersecção entre arte contemporânea, neurodiversidade e direitos culturais. Autista, integra o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Brumadinho e a Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/MG Subseção Brumadinho (Portaria 015/2025).Na área cultural, coordenou o projeto Cinema na Praça (Instituto Cabra, Brumadinho), aprovado na Lei Paulo Gustavo — Edital 03/2023 de Minas Gerais (Processo 274747), com sessões semanais gratuitas de cinema brasileiro e debates abertos à comunidade de Casa Branca. Conduziu formação sobre neurodiversidade e práticas pedagógicas inclusivas para a equipe docente e de gestão da Escola de Música do Instituto Inhotim (2025), instituição de arte contemporânea de referência internacional sediada em Brumadinho. Participa como convidada dos Fóruns Anuais de Escuta do Inhotim desde 2023, integrando a rede cultural e comunitária do município.É tesoureira eleita do Instituto Cabra (ata registrada em cartório, 2023), organização cultural sediada em Casa Branca, Brumadinho, com atuação em exposições, oficinas e programação cultural comunitária desde 2019. É autora de Crie como um Autista (em publicação), obra de referência sobre criatividade e processos dissidentes de criação na perspectiva autista.Seu trabalho articula gestão cultural, acessibilidade, direito das pessoas com deficiência e curadoria conceitual, com reconhecimento formal da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Brumadinho e do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Curadora Convidada — [nome a confirmar]Curadora autista com vínculo ao Instituto Inhotim, Brumadinho. Responsável pelo acompanhamento curatorial, desenvolvimento expográfico e integridade conceitual da exposição. A confirmação está em negociação; carta de intenção será apresentada na documentação complementar.⚠ Substituir por nome e bio completos assim que confirmado.Gabriel Grassi — Artista Visual (pixação e linguagem urbana) | @grassi_rjArtista visual autista, sediado em BH, com produção centrada na pixação como linguagem estética e forma de presença urbana dissidente. Sua obra investiga os limites entre o ilegível e o visível, entre o corpo e a cidade. Apresentará obras de sua produção na exposição, incluindo trabalhos inéditos desenvolvidos especificamente para o projeto.⚠ Inserir bio completa após alinhamento com o artista.Cris.e.ponto — Multiartista | @cris.e.pontoMultiartista autista com produção que transita entre diferentes suportes e linguagens, investigando a multiplicidade de formas de existência e criação neurodivergente. Apresentará obras de sua produção na exposição, incluindo trabalhos inéditos desenvolvidos para o projeto.⚠ Inserir bio completa após alinhamento com a artista.Fred Amorelli — Fotógrafo ArtísticoFotógrafo sediado em Brumadinho, com produção artística documental e participação ativa na vida cultural do município. Cofundador e associado do Instituto Cabra, com trajetória ligada ao registro e à criação de imagens em contextos culturais e comunitários. Apresentará obras fotográficas autorais na exposição e realizará o registro fotográfico das atividades do projeto.Jhon Lennon Moreira Campos — Direção AudiovisualDiretor e documentarista sediado em Brumadinho, com formação em Cinema e Linguagem Audiovisual (Universidade Castelo Branco) e pós-graduação em Gerenciamento de Projetos (PUC). Sócio-proprietário da CinemUai Produtora e vice-presidente da Associação Brumadinhense de Audiovisual CinemUai.Possui dois documentários distribuídos nos streamings Prime Vídeo, ClaroTv+ e Box Brazil Play. Sua série documental "O que é a Felicidade?", produzida na APAE Brumadinho, conquistou premiações em festivais internacionais, incluindo:1º lugar — Abudhabi International Film Festival (Emirados Árabes) — melhor curta documentário1º lugar — Saudi Arabia International Film Festival (Arábia Saudita) — melhor curta documentário (Júri Especial)1º lugar — Goldfish International Film Festival (Índia) — melhor curta de conscientização social1º lugar — Thilsri International Film Festival (Índia) — melhor curta documentárioSemifinalista — Student World Impact Film Festival (EUA)Menção honrosa — Athens International Monthly Art Film Festival (Grécia)Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Brumadinho pelo documentário "O Poder do Esporte" (APAE)Tem parceria estabelecida com o Instituto Inhotim, é o atual Diretor da APAE Brumadinho, e é professor voluntário de cinema documental para jovens em Brumadinho. Responsável pela direção, filmagem, edição e color grading do vídeo-ensaio documental do projeto.Letícia Peixoto — Educadora e Mediadora CulturalEducadora com passagem pela equipe do Educativo do Instituto Inhotim, onde atuou na Supervisão de Educação. Traz metodologia consolidada em mediação de arte contemporânea, formação de público e trabalho com jovens. Responsável pela concepção pedagógica e condução do laboratório criativo com jovens da rede pública de Brumadinho, bem como pela mediação das visitas e encontros públicos da exposição.Instituto Cabra — Parceiro InstitucionalOrganização cultural sem fins lucrativos com sede em Casa Branca, Brumadinho, atuante desde 2019. Cede a Galeria Cabra como espaço expositivo do projeto — 400m² com galeria central, ateliês, laboratório de arte e tecnologia, banheiros acessíveis e área de convivência. Realizou sua primeira exposição coletiva em novembro de 2024 e mantém programação cultural gratuita e comunitária, incluindo o Cinema na Praça (Lei Paulo Gustavo, 2023). Assina carta de apoio institucional ao projeto.

Acessibilidade

O projeto adota a acessibilidade como dimensão estruturante da proposta curatorial e da experiência do público, compreendendo-a não como recurso complementar, mas como princípio de concepção, mediação e fruição. Seu desenho curatorial e direção geral são concebidos a partir de uma perspectiva de acessibilidade sensorial, tendo a experiência neurodivergente como metodologia de concepção, incorporada à equipe de criação e ao desenvolvimento do projeto.Acessibilidade física A exposição será realizada em espaço acessível, com circulação sem barreiras arquitetônicas, rampas, banheiros adaptados e organização expográfica com rotas de visita claras e seguras. O projeto contará ainda com área de acolhimento e espaço de regulação sensorial, destinado a visitantes que necessitem de pausa, redução de estímulos ou reorganização perceptiva durante a visita.Acessibilidade de conteúdo e fruição Serão oferecidos recursos de Libras nas ações programadas e conteúdos audiovisuais; legendas descritivas nas videoinstalações; audiodescrição; materiais curatoriais em linguagem simples; conteúdos selecionados em Braille; QR Codes acessíveis; além de dispositivos sonoros e táteis quando pertinentes. A mediação será concebida em chave inclusiva, com visitas adaptadas a diferentes públicos e modos de fruição.A série fotográfica do núcleo Arquivos de Si incorporará dispositivos NFC com relatos em primeira pessoa dos retratados e imagem descrição das obras, integrando acessibilidade e autonomia narrativa como parte constitutiva da proposta artística.O projeto contará com horários de visitação calma (low sensory hours) e sessões com estímulo sensorial reduzido, com adaptações de luz, som e fluxo de público, ampliando o acesso de pessoas autistas, neurodivergentes e demais visitantes sensíveis a estímulos.Serão disponibilizados abafadores sensoriais e a exposição contará com mediações e visitas neuroacessíveis, concebidas para acolher diferentes formas de percepção, atenção e relação com o espaço expositivo.A instalação participativa e o próprio percurso curatorial incorporam dimensões multissensoriais de fruição, compreendendo a acessibilidade também como linguagem poética e experiência estética.Prevê-se, ainda, formação específica da equipe para atendimento inclusivo e mediação acessível, assegurando que a acessibilidade esteja presente de forma transversal em todas as etapas do projeto — da concepção à recepção do público.

Democratização

A proposta adota a democratização de acesso como eixo estruturante, garantindo gratuidade integral em todas as atividades: visitação da exposição, participação no programa formativo, mediações, programação pública e distribuição de publicações.O acesso aos conteúdos e produtos culturais se dará por meio de visitação gratuita contínua, visitas mediadas, programação pública aberta, agendamento para escolas e grupos prioritários, além da distribuição gratuita de um zine-obra concebido como extensão da experiência expositiva. O projeto prevê ainda a disponibilização digital de conteúdos e registros em acesso livre, ampliando seu alcance para além do período expositivo.O Laboratório Matérias da Criatividade Atípica oferecerá vagas gratuitas para 50 jovens, com prioridade para estudantes da rede pública de Brumadinho, promovendo acesso qualificado à formação artística, experimentação e processos autorais.Como estratégia de ampliação de acesso, o projeto articula ações formativas, encontros públicos com artistas, visitas mediadas e atividades voltadas a escolas, educadores e comunidades locais, integrando diferentes públicos à experiência cultural de forma continuada.A proposta também contribui para a descentralização do acesso à arte contemporânea ao se realizar em território fora dos grandes centros, fortalecendo o ecossistema cultural local e ampliando a participação de públicos historicamente menos atendidos por programações culturais. Ao integrar exposição, formação, publicação e programação pública em um mesmo dispositivo, o projeto promove não apenas o acesso, mas a participação ativa do público, incentivando processos de criação, escuta e produção de sentido. A gratuidade integral, aliada à mediação acessível, ao sistema de agendamento e às ações voltadas a escolas e grupos prioritários, permite não apenas ampliar o acesso, mas qualificar a experiência cultural e fortalecer vínculos entre público, obra e território.