Início: 01/03/2027Término: 31/08/2028Aceite: 26/04/2026
Projeto de restauro integral da instalação pública U Ura Muta Uê, de Denise Milan, criada em 2004 e implantada no Jardim Feliz Lusitânia, em Belém do Pará, no coração do Complexo Feliz Lusitânia, tombado pelo IPHAN. A obra é um marco singular da arte contemporânea brasileira na região Norte, articulando ancestralidade amazônica, saberes originárias e paisagem histórica. O projeto prevê diagnóstico técnico, elaboração de projeto executivo, execução do restauro com participação de artesãos locais e acompanhamento especializado. Como ações de difusão vinculadas ao restauro, prevê ainda a produção de documentário de média-metragem e a realização de mostra pública no Museu do Forte do Presépio.
Restauro da instalação U Ura Muta Uê (Classificação indicativa: Livre)A instalação U Ura Muta Uê, de Denise Milan, é um conjunto escultórico em cerâmica implantado no Jardim Feliz Lusitânia, em Belém do Pará, criado em 2004 a partir de diálogo entre arte contemporânea, cosmologia amazônica, saberes dos povos originários e tradições cerâmicas da região. A obra articula ancestralidade, natureza e paisagem histórica, constituindo marco singular da arte pública brasileira na região Norte. O restauro visa recuperar sua integridade material e preservar seus sentidos estéticos, simbólicos e territoriais para as gerações futuras.Documentário — U Ura Muta Uê: Restauro e Memória (Classificação indicativa: Livre)Duração prevista: 20 a 25 minutosDocumentário de média-metragem que narra a história da instalação U Ura Muta Uê, desde sua concepção até o processo de restauro. O filme percorre as pesquisas interdisciplinares que fundamentaram a criação da obra — envolvendo arqueologia, etnoastronomia, geologia e saberes das comunidades originárias —, registra as etapas de recuperação das peças cerâmicas e apresenta os profissionais e artesãos envolvidos no processo de preservação.Mostra pública — U Ura Muta Uê (Classificação indicativa: Livre)Duração: 3 mesesMostra pública realizada no Museu do Forte do Presépio, em Belém do Pará, reunindo obras da série U Ura Muta Uê, cerâmicas, estudos, desenhos, documentos e materiais de processo relacionados à concepção, à trajetória e ao restauro da instalação, além de exibição contínua do documentário. A mostra amplia o acesso do público à história da obra, aos saberes amazônicos que a fundamentaram e às práticas contemporâneas de preservação do patrimônio cultural.
Objetivo GeralRealizar o restauro integral da instalação pública U Ura Muta Uê, de Denise Milan, assegurando sua preservação material, integridade formal e permanência de seus sentidos estéticos, simbólicos e territoriais, e promover sua reativação pública por meio de ações de documentação, difusão e mediação cultural vinculadas ao processo de conservação.Objetivo específico1. Realizar diagnóstico técnico, estrutural e conservacional da instalação, com levantamento fotográfico e mapeamento de danos;2. Elaborar projeto executivo de restauro compatível com as características materiais e conceituais da obra;3. Executar o restauro do conjunto escultórico, composto por aproximadamente 8 elementos cerâmicos (4 de grande porte e 4 de menor porte), com acompanhamento técnico especializado;4. Envolver 4 artesãos ceramistas de Icoaraci na execução das peças, valorizando o saber-fazer local;5. Contar com a participação de representantes Tembé Tenetehara na consultoria cultural e validação simbólica do processo;6. Produzir documentário de média-metragem (20 a 25 minutos) sobre a obra, sua concepção e seu processo de restauração;7. Realizar 1 sessão pública gratuita de exibição do documentário durante a mostra;8. Realizar 2 sessões de exibição do documentário para escolas públicas da região;9. Realizar mostra pública no Museu do Forte do Presépio com duração de 3 meses, reunindo obras, estudos, documentos e registros relacionados à instalação, com exibição contínua do documentário em monitor;10. Contribuir para a salvaguarda de bem artístico de reconhecido valor cultural inserido no Complexo Feliz Lusitânia, tombado pelo IPHAN.
A instalação U Ura Muta Uê, de Denise Milan, criada em 2004, é um marco singular da arte contemporânea brasileira na região Norte. Implantada no Jardim Feliz Lusitânia, em Belém do Pará, no interior do Complexo Feliz Lusitânia tombado pelo IPHAN, a obra articula arte contemporânea, ancestralidade amazônica, cosmologia dos povos originários e paisagem histórica, constituindo referência cultural de reconhecido valor para a cidade e para a região.Seu processo de criação envolveu diálogo interdisciplinar entre arqueólogos, etnoastrônomos, geólogos, artesãos ceramistas de Icoaraci e representantes Tembé Tenetehara, com participação de instituições como Museu Paraense Emílio Goeldi, Museu de Geociência da UFPA e Planetário da UEPA. A obra integra o Sistema Integrado de Museus e Memoriais do Pará (SIMM/SECULT), e conta com anuência formal do Museu do Forte do Presépio para a realização do restauro.Após mais de vinte anos de exposição em área externa, a instalação apresenta deterioração material acumulada, com danos que comprometem sua integridade e demandam restauro profundo, incluindo reconstrução de elementos cerâmicos, uso de argila local e soluções de engenharia voltadas à durabilidade do conjunto. Sem intervenção especializada, a obra corre risco de perda irreversível.O financiamento por meio do mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei nº 8.313/1991 é o instrumento adequado para viabilizar esta iniciativa, dado seu porte, sua complexidade técnica e seu caráter de preservação do patrimônio cultural brasileiro. O projeto se enquadra nas seguintes finalidades do art. 1º da Lei nº 8.313/1991:inciso I — contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, por meio da reativação pública da obra e das ações de difusão e mediação vinculadas ao restauro;inciso III — apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, reconhecendo a contribuição de Denise Milan e das comunidades e saberes envolvidos na criação da obra;inciso VI — preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro, assegurando a conservação de obra de reconhecido valor cultural inserida em sítio tombado pelo IPHAN;inciso VIII — estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória, por meio do documentário e da mostra pública vinculados ao restauro.O projeto também atende aos seguintes objetivos do art. 3º da Lei nº 8.313/1991: - restauração de obras de arte e bens móveis de reconhecido valor cultural; - proteção do artesanato e das tradições populares nacionais; - levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura; - realização de exposições; e - produção de obra audiovisual de caráter cultural.
PRÉ-PRODUÇÃO Duração: 3 meses Levantamento histórico, artístico e documental da obra;Diagnóstico técnico, estrutural e conservacional com levantamento fotográfico e mapeamento de danos;Articulação institucional com os responsáveis pelo espaço e pelo bem;Definição e contratação da equipe técnica, artesãos e demais profissionais;Elaboração do projeto executivo de restauro com especificação de materiais, técnicas e soluções construtivas;Pesquisa, argumento e roteiro do documentário;Planejamento curatorial da mostra;Planejamento de cronograma, logística e acompanhamento técnico.EXECUÇÃO Duração: 10 mesesExecução das intervenções de restauro;Recomposição e recuperação dos elementos cerâmicos com participação dos artesãos de Icoaraci;Consultoria cultural e validação simbólica com representantes Tembé Tenetehara;Acompanhamento técnico, estrutural e artístico;Registro contínuo das etapas executadas;Captação de imagens e entrevistas para o documentário;Edição, finalização de som e imagem, LSE e audiodescrição do documentário;Seleção de obras, estudos e materiais para a mostra.Montagem expográfica da mostra no Museu do Forte do Presépio;PÓS-PRODUÇÃO Duração: 5 mesesAbertura pública e período de visitação com duração de 3 meses;Visitas mediadas para público geral e escolas públicas;Sessões de exibição do documentário para escolas e sessão pública gratuita;Desmontagem da mostra;Consolidação do acervo documental produzido;Relatórios finais e prestação de contas.
A instalação U Ura Muta Uê está implantada no Jardim Feliz Lusitânia, no interior do Complexo Feliz Lusitânia, conjunto arquitetônico e paisagístico tombado pelo IPHAN, que abrange os bairros da Cidade Velha e da Campina, em Belém do Pará. A obra integra o Sistema Integrado de Museus e Memoriais do Pará (SIMM/SECULT), e conta com anuência formal do Museu do Forte do Presépio e do SIMM para a realização do restauro, conforme carta anexa assinada pelo Diretor do SIMM/SECULT e pelo Diretor do Museu do Forte do Presépio.O projeto articula preservação material com valorização pública, envolvendo comunidades, instituições e saberes locais em todas as suas etapas. A participação de artesãos ceramistas de Icoaraci e de representantes Tembé Tenetehara não se restringe à execução técnica — ela reafirma o vínculo da obra com os territórios e as identidades que a originaram, conferindo ao restauro um sentido cultural mais amplo do que a simples recuperação material.A proposta também se articula com o momento de visibilidade internacional de Belém, cidade que tem sido palco de eventos de alcance global relacionados à sustentabilidade, à Amazônia e às culturas originárias. O restauro e a reativação pública da obra contribuem para fortalecer a identidade cultural da cidade e ampliar o repertório de experiências culturais disponíveis à população local e aos visitantes.Por fim, destaca-se que a proponente Denise Milan Studio Ltda reúne equipe técnica e artística de reconhecida qualificação, com experiência comprovada em projetos de arte pública de grande porte, restauro, curadoria e gestão cultural, garantindo as condições necessárias para a execução do projeto dentro dos padrões exigidos pela Lei nº 8.313/1991 e pela IN MinC nº 29/2026.
Restauro da instalação U Ura Muta Uê A intervenção compreende o restauro integral do conjunto escultórico, preservando e aproveitando as partes originais existentes, com recomposição dos elementos cerâmicos danificados utilizando argila local e técnicas tradicionais da região. O processo incluirá diagnóstico técnico detalhado, levantamento fotográfico e mapeamento de danos, elaboração de projeto executivo e aplicação de soluções de engenharia voltadas à durabilidade e estabilidade estrutural do conjunto. A execução será realizada por artesãos ceramistas de Icoaraci sob supervisão técnica especializada e acompanhamento artístico da autora. As dimensões, quantidade exata de elementos e especificações construtivas serão consolidadas na fase de diagnóstico, na etapa de pré-produção do projeto.Documentário Média-metragem com duração prevista de 20 a 25 minutos, em formato de arquivo digital de alta qualidade. O documentário será entregue com Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE) em português, legendagem em inglês e, conforme viabilidade, em espanhol, além de faixa de Audiodescrição (AD) em português. A produção abrangerá captação de imagens, entrevistas com a artista, equipe técnica e artesãos envolvidos no restauro, registros do processo de intervenção e conteúdos relacionados à concepção original da obra. A edição, finalização de som e imagem e inserção dos recursos de acessibilidade serão realizadas por produtora audiovisual especializada, a ser contratada na fase de pré-produção.Mostra pública A mostra será realizada no Museu do Forte do Presépio, em Belém do Pará, com duração de 3 meses. O conteúdo expositivo terá como foco a obra restaurada, o processo de restauro e o percurso criativo da artista, incluindo estudos, desenhos, documentos, registros fotográficos e materiais de processo relacionados à concepção da instalação. Prevê ainda conteúdo sobre as comunidades e saberes que participaram da criação original da obra. A configuração expográfica, a seleção de obras e materiais e a distribuição nos espaços disponíveis serão definidas pelo curador Luiz Armando Bagolin em diálogo com o Museu e com a artista, na fase de pré-produção. O projeto pedagógico das atividades de mediação será desenvolvido pela equipe local de Belém em parceria com a artista, contemplando visitas mediadas para público geral e grupos escolares. A comunicação da mostra incluirá material de divulgação impresso de formato reduzido, apresentando a artista e a obra restaurada, e catálogo digital disponibilizado ao público.
Denise Milan — Supervisão artística Artista brasileira contemporânea de renome internacional, nascida em São Paulo em 1954. Pioneira do movimento de Arte Pública no Brasil, seu trabalho abrange escultura, arte pública, performance urbana, artes cênicas, ópera, videoarte e arte multimídia. Participou das 20ª, 21ª e 33ª Bienais de São Paulo, da COP22 em Marrakech e da Glasstress durante a 58ª Bienal de Veneza. Sua arte está presente em 5 continentes, 32 cidades e 70 instituições, incluindo P.S.1/MoMA em Nova York e Adler Planetarium em Chicago. É a autora da instalação U Ura Muta Uê.Ary Rodrigo Perez — Supervisão técnica (Tero Engenharia e Design) Engenheiro, designer, artista plástico e cenógrafo. Graduado e pós-graduado em engenharia civil pela POLI-USP, com especialização na Architectural Association, na Inglaterra. Pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP por 15 anos, com expertise em materiais e cerâmica. Colaborou com artistas e arquitetos como Vito Acconci, Rem Koolhaas, Anish Kapoor e Oscar Niemeyer. Participou de exposições no Museum of Contemporary Art Chicago e no MAM-SP. Foi responsável pela supervisão técnica da instalação U Ura Muta Uê em sua criação original.Adal Rodrigues — Execução cerâmica Artesão autodidata com mais de 25 anos de experiência em cerâmica artística, com trabalhos em monumentos e arte pública no Pará. Responsável pela execução das peças da série U Ura Muta Uê em sua criação original (Belém, 2004). Tem obras em exposição permanente em praças de Cametá (2008–2014) e vasos Marajoara em via pública em Belém (2024). Premiado no 1º Salão de Arte Cerâmica de Icoaraci (1994).Levy Cardoso — Responsável pela queima Ceramista autodidata nascido em Belém, com formação em pedagogia. Premiado com o Grande Prêmio Arte-Pará (1993) e o Prêmio UNESCO de Artesanato para a América Latina e Caribe (2004). Representou o Brasil na Maison & Objet, Paris (2004). Autor do Projeto de Desenvolvimento Sustentável para o Distrito de Icoaraci. Atuou como consultor técnico para SEBRAE-PA, SENAI-PA, Museu Paraense Emílio Goeldi e MDIC.Adriane Freitag David — Gestão executiva Gestora cultural com mais de 7 anos de experiência em projetos culturais, graduada em Licenciatura em Artes Visuais pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, com pós-graduação em Administração de Empresas pela FGV e em História Cultural pela Universidade Tuiuti do Paraná. Atuou como Coordenadora da Unidade de Difusão Cultural, Bibliotecas e Leitura da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (2024–2025), Supervisora de Ação Cultural da Biblioteca Mário de Andrade e Produtora Executiva no Itaú Cultural, onde coordenou a exposição Luz e Matéria, de Sérgio Camargo, premiada pela APCA como melhor exposição de 2016. Tem experiência consolidada em gestão de projetos culturais com financiamento público, captação de recursos, negociação de patrocínios, prestação de contas e relacionamento institucional com esferas públicas e privadas.Luiz Armando Bagolin — Coordenação da mostra Filósofo, historiador da arte, artista e curador. Livre-docente em História da Arte Brasileira e professor associado e pesquisador do Instituto de Estudos Brasileiros da USP (IEB/USP). Doutor em Filosofia pela FFLCH/USP. Foi diretor da Biblioteca Mário de Andrade (2013–2016), onde criou a primeira biblioteca 24 horas da América Latina. Curador do Prêmio Jabuti (2017–2018). Pesquisador e curador com ampla atuação em artes visuais, história da arte brasileira e patrimônio cultural.Coordenação audiovisual A ser definida. Prevista a contratação de produtora especializada em documentário cultural.Equipe de mediação 4 monitores e 1 coordenador de mediação, a serem contratados localmente em Belém, com experiência em educação cultural e mediação em espaços museais.
Acessibilidade físicaAs atividades públicas do projeto — mostra e sessões de exibição do documentário — serão realizadas na Museu do Forte do Presépio, equipamento cultural público da SECULT/PA, dotado de estrutura física de acesso, incluindo rampas e banheiros adaptados. O jardim onde está implantada a instalação restaurada possui circulação em área aberta, com acesso sem barreiras físicas significativas. Será realizado levantamento prévio das condições de acesso e, quando necessário, serão adotadas medidas complementares de acessibilidade temporária, como sinalização e orientação no espaço.Acessibilidade de conteúdoO documentário contará com Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE) profissional, com identificação de falantes e descrição de sons ambientes, e com Audiodescrição (AD) em faixa separada. Os mesmos recursos serão aplicados aos conteúdos audiovisuais exibidos em monitor durante a mostra.A mostra contará com textos curatoriais e educativos em linguagem clara e acessível, com contraste visual adequado. Será avaliada a viabilidade de recursos táteis para aproximação sensorial com elementos da obra, compatíveis com sua conservação. As sessões para escolas públicas e as atividades de mediação contarão com mediação cultural presencial acessível. Será avaliada a inclusão de intérprete de Libras nas sessões públicas e atividades educativas.Os materiais de divulgação do projeto trarão informações sobre os recursos de acessibilidade disponíveis em todas as atividades.
A mostra será realizada no Museu do Forte do Presépio, equipamento público da SECULT/PA, com ingresso de R$ 4,00 para o público geral. Têm direito a gratuidade estudantes, professores, idosos e pessoas com deficiência. Às terças-feiras e no primeiro domingo de cada mês a entrada é gratuita para todos os públicos.Em atendimento à IN MinC nº 29/2026, serão reservados no mínimo 10% das visitas para ações sociais e educativas gratuitas, com prioridade para escolas públicas e organizações sociais de Belém, e 20% a preços populares, respeitando o teto de R$ 50,00 por beneficiário.A mostra contará com equipe de mediação composta por 4 monitores e 1 coordenador, responsáveis por conduzir visitas guiadas para o público geral e para grupos escolares, garantindo maior fruição e compreensão da obra e de seu processo de restauro.Serão realizadas 2 sessões de exibição do documentário destinadas a escolas públicas da região, com mediação cultural presencial, e 1 sessão pública gratuita de exibição durante o período da mostra.O documentário estará disponível em exibição contínua em monitor durante toda a duração da mostra. Será avaliada sua disponibilização em plataforma digital após o período de exibição, ampliando o alcance do projeto para além de Belém.