Início: 01/06/2027Término: 30/09/2027Aceite: 27/04/2026
O projeto "Livro da Vida _ Circulação e Acessibilidade Cultural" propõe a realização de 6 apresentações gratuitas do espetáculo cênico-musical "Livro da Vida" nas Regiões Administrativas de Ceilândia, Planaltina e Brazlândia, no Distrito Federal, com foco na democratização do acesso à cultura.Inspirado na cosmogonia da obra de Jane de Paula, mulher negra, o espetáculo constrói sua narrativa a partir de memórias, identidade e pertencimento, trazendo à cena experiências atravessadas pela negritude, ancestralidade e resistência.As apresentações ocorrerão na rua, em espaços de livre acesso, priorizando territórios periféricos. O espetáculo integra Libras à dramaturgia, com direção de profissional surda e presença de atriz surda em cena, além de recursos como audiodescrição, braile e QR code.O projeto inclui 3 oficinas, 3 palestras e rodas de conversa, além da produção de um mini documentário sobre a circulação.
O Livro da Vida é uma fábula contemporânea que se passa dentro do Programa de Reencadernação. Ideias convocadas a seguirem protocolos são desafiadas quando a Ideia 1341 escolhe cantar e desestabiliza a ordem, abrindo caminho para novas narrativas. As Escribas, tradutoras de Libras incorporadas como personagens, acompanham e intervêm nesse processo, tornando a cena inclusiva e criativa.Inspirado nas criações e na cosmogonia de Jane de Paula (in memoriam), o espetáculo dirigido por Hugo Casarisi transforma esse legado em arte, conectando saberes ancestrais, oralidade e linguagens contemporâneas.Personagens:1341 (Glória) – Protagonista que rompe a programação do sistema e funda uma nova narrativa.Bibliotecária – Guardiã do protocolo que se torna cúmplice da mudança.Acervista – Executor das ordens que, ao final, se transforma pela mudança.Escribas – Tradutoras de Libras e personagens da história.Executiva / Programa de Reencadernação – Força que mantém a ordem e resiste à mudança.Engavetados – Ideias esquecidas que resistem e guardam histórias inacabadas.
OBJETIVO GERAL : Promover a democratização do acesso à cultura por meio da circulação do espetáculo cênico-musical acessível "Livro da Vida" em territórios periféricos do Distrito Federal, especificamente nas Regiões Administrativas de Ceilândia, Planaltina e Brazlândia, integrando ações artísticas, formativas e de acessibilidade, com foco na valorização da diversidade cultural, no protagonismo de pessoas com deficiência e no fortalecimento da cultura como direito social.OBJETIVOS ESPECÍFICOS*Realizar 6 apresentações gratuitas do espetáculo "Livro da Vida" na rua de livre acesso e acessíveis nas Regiões Administrativas de Ceilândia, Brazlândia e Planaltina , garantindo acesso ampliado a públicos com menor oferta de bens culturais.*Assegurar a acessibilidade comunicacional e sensorial em todas as apresentações, por meio da incorporação da Língua Brasileira de Sinais (Libras) à dramaturgia, presença de atriz surda, direção de Libras realizada por profissional surda, audiodescrição, materiais em braile e disponibilização de conteúdos acessíveis via QR code.*Promover 3 palestras educativas sobre a importância da inclusão e da acessibilidade em projetos artísticos, voltadas a artistas, produtores culturais, estudantes e comunidade em geral.*Realizar 3 oficinas formativas com foco em experimentação artística e tecnológica, abordando inteligência artificial aplicada à arte e música eletrônica experimental, estimulando a formação de novos agentes culturais.*Fomentar o diálogo entre público e equipe artística por meio da realização de rodas de conversa acessíveis após as apresentações, promovendo reflexão sobre cultura, diversidade e inclusão.*Produzir e difundir um mini documentário sobre a circulação do projeto, com foco na acessibilidade cultural, registrando processos, impactos e a participação do público, ampliando o alcance da iniciativa.*Fortalecer a economia criativa local por meio da geração de oportunidades de trabalho para profissionais da cultura, com prioridade para pessoas negras, pessoas com deficiência, pessoas LGBTQIAPN+ e trabalhadores de territórios periféricos.*Contribuir para a formação de público e para a sensibilização da sociedade sobre a importância da acessibilidade como linguagem artística, consolidando práticas culturais inclusivas e sustentáveis.
O projeto "Livro da Vida _ Circulação e Acessibilidade Cultural" se fundamenta no princípio do acesso à cultura como direito fundamental, conforme estabelecido pela Lei nº 8.313/1991, que institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC). A proposta contribui diretamente para a ampliação do acesso aos bens culturais, a valorização da diversidade e o fortalecimento das expressões artísticas brasileiras, especialmente em territórios historicamente marcados pela desigualdade no acesso às políticas culturais.A realização do projeto nas Regiões Administrativas de Ceilândia, Brazlândia e Planaltina responde a uma demanda concreta por descentralização da produção cultural no Distrito Federal. Essas regiões possuem forte densidade populacional, intensa produção cultural local e, ao mesmo tempo, acesso reduzido a equipamentos culturais e a espetáculos com recursos de acessibilidade. Ao propor a realização das apresentações em espaços públicos abertos, especificamente em ruas e áreas de livre circulação, o projeto amplia significativamente o alcance das ações, eliminando barreiras de acesso físico, simbólico e econômico que muitas vezes afastam a população dos espaços culturais tradicionais.A ocupação cultural da rua como espaço de fruição artística fortalece a relação entre cultura e território, promovendo o encontro direto com o público em seu cotidiano. Ao levar o espetáculo para ambientes abertos e gratuitos, o projeto rompe com a lógica de centralização cultural e reafirma o direito à cidade, transformando o espaço urbano em palco de experiências artísticas acessíveis, inclusivas e democráticas. Essa escolha metodológica potencializa o alcance da iniciativa e favorece a participação espontânea de públicos diversos, incluindo pessoas que historicamente não acessam equipamentos culturais formais.A proposta também se destaca por sua dimensão simbólica e representativa ao trazer como base a obra de Jane de Paula, artista negra cuja produção dialoga com memória, identidade e pertencimento. O espetáculo constrói sua narrativa a partir de experiências e imaginários relacionados às vivências de pessoas negras, mobilizando uma cosmogonia que articula ancestralidade, afetos e modos de existir, contribuindo para a valorização de histórias frequentemente invisibilizadas nos circuitos culturais hegemônicos. Ao colocar essas narrativas no centro da cena, o projeto reafirma a cultura como espaço de reconhecimento, fortalecimento identitário e produção de sentido coletivo.A relevância da proposta também se evidencia pelo seu caráter inovador ao tratar a acessibilidade não como um recurso complementar, mas como elemento estruturante da linguagem artística. O espetáculo "Livro da Vida" integra a Língua Brasileira de Sinais (Libras) à dramaturgia, conta com direção de Libras realizada por profissional surda e presença de atriz surda em cena, além de incorporar audiodescrição, materiais em braile e conteúdos acessíveis por QR code. Essa abordagem rompe com modelos tradicionais e assistencialistas, posicionando pessoas com deficiência como protagonistas do processo criativo e da experiência cultural.Outro aspecto central do projeto é seu impacto formativo e multiplicador. As palestras e oficinas previstas ampliam o alcance da iniciativa ao promover a sensibilização e a capacitação de artistas, produtores culturais e da comunidade em geral para a incorporação de práticas inclusivas em seus próprios projetos. Dessa forma, o projeto não se limita à fruição artística, mas atua na formação de novos agentes culturais comprometidos com a acessibilidade e a diversidade.Além disso, o projeto contribui para o fortalecimento da economia criativa local, gerando oportunidades de trabalho e renda para profissionais da cultura, com prioridade para pessoas negras, pessoas com deficiência, pessoas LGBTQIAPN+ e trabalhadores de territórios periféricos. Essa dimensão econômica está alinhada ao papel da cultura como vetor de desenvolvimento sustentável, promovendo inclusão produtiva e valorização de saberes e trajetórias historicamente marginalizadas.A proposta também dialoga com a necessidade de construção de uma cultura mais inclusiva e representativa, refletindo a pluralidade da sociedade brasileira. Ao reunir uma equipe diversa e ao promover o protagonismo de grupos minorizados, o projeto reafirma a cultura como espaço de reconhecimento, pertencimento e transformação social.Por fim, a produção de um mini documentário sobre a circulação do projeto amplia seu alcance e consolida seu legado, permitindo que os processos e aprendizados relacionados à acessibilidade cultural sejam compartilhados com um público mais amplo. Trata-se, portanto, de uma iniciativa que articula arte, educação, inclusão e memória, contribuindo de forma consistente para o fortalecimento das políticas públicas culturais no país.
1. Pré-produção (Planejamento e organização) Nesta etapa serão realizadas as atividades iniciais de estruturação do projeto, incluindo reuniões de alinhamento da equipe, definição de cronograma detalhado, articulação com lideranças e parceiros locais nas Regiões Administrativas de Ceilândia, Brazlândia e Planaltina, além da formalização de autorizações para uso dos espaços públicos. Também serão iniciadas as ações de comunicação, elaboração de identidade visual, produção de materiais gráficos acessíveis e planejamento logístico das apresentações e atividades formativas.2. Produção (Ensaios e preparação técnica) Esta fase contempla os ensaios artísticos do espetáculo, com integração da acessibilidade à linguagem cênica, incluindo direção de Libras, preparação da atriz surda e alinhamento da equipe de audiodescrição. Serão realizados ajustes técnicos de som, iluminação e adaptação do espetáculo para apresentação em espaços abertos. Paralelamente, será organizada a logística das oficinas, palestras e rodas de conversa, incluindo definição de conteúdos, facilitadores e materiais pedagógicos.3. Execução (Apresentações e atividades formativas) Nesta etapa serão realizadas as 6 apresentações gratuitas do espetáculo “Livro da Vida” nas Regiões Administrativas de Ceilândia, Brazlândia e Planaltina, em espaços públicos abertos. As apresentações contarão com recursos de acessibilidade como Libras integrada, audiodescrição, materiais em braile e conteúdos acessíveis por QR code. Também serão realizadas 2 palestras sobre a importância da inclusão em projetos artísticos e 2 oficinas voltadas à experimentação em arte e tecnologia, além de rodas de conversa acessíveis após as apresentações, promovendo interação entre público e equipe artística.4. Registro e documentação (Produção audiovisual) Durante a execução do projeto, será realizada a captação de imagens e depoimentos, com foco na produção de um mini documentário sobre a circulação, destacando os processos criativos, as ações de acessibilidade e o impacto junto ao público. Esta etapa também inclui registros fotográficos e produção de conteúdos para divulgação digital.5. Pós-produção (Finalização e difusão) Nesta fase será realizada a edição e finalização do mini documentário, com inclusão de recursos de acessibilidade, além da organização dos registros do projeto para divulgação em plataformas digitais. Também serão sistematizados os dados de público e os resultados das atividades, contribuindo para a avaliação do impacto cultural e social da iniciativa.6. Avaliação e prestação de contas Etapa destinada à análise dos resultados alcançados, avaliação das ações executadas e organização da documentação necessária para prestação de contas junto aos órgãos responsáveis. Serão elaborados relatórios técnicos e financeiros, garantindo transparência e conformidade com as exigências do mecanismo de incentivo fiscal.
Jane, mulher preta, artista, ativista e ex-funcionária bancária, é a principal inspiração do espetáculo “Livro da Vida”. Sua trajetória de trabalho, dedicação à família e produção artística e filosófica construída ao longo da vida dá origem a uma obra que afirma a potência do pensamento de uma mulher negra. O espetáculo transforma suas vivências, reflexões, escritos e composições em cena, valorizando uma visão de mundo marcada pela resistência, pela autonomia, pela memória, pelo afeto e pela afirmação da vida negra como fonte legítima de criação, conhecimento e beleza. Assim, Jane se torna referência central de uma narrativa que celebra sua existência e amplia o reconhecimento de mulheres negras como produtoras de cultura e pensamento. O espetáculo “Livro da Vida” é uma obra multimídia, que articula teatro, música, projeções, recursos visuais, tecnologia e elementos de acessibilidade integrados à dramaturgia. Essa linguagem híbrida cria uma experiência cênica contemporânea, dinâmica e sensorial, em diálogo com diferentes formas de percepção e fruição artística. Por reunir múltiplos suportes e linguagens, o projeto amplia sua força expressiva e aproxima a cena de uma estética atual, experimental e acessível. Além disso, trata-se de um espetáculo voltado especialmente para o público jovem, por dialogar com temas como identidade, liberdade, desejo, tecnologia, subjetividade, pertencimento e transformação social. Sua forma multimídia, sua linguagem contemporânea e sua abordagem sensível favorecem a identificação de adolescentes e jovens adultos com a obra, estimulando reflexão, emoção e participação. Dessa maneira, o projeto fortalece a formação de público, amplia o alcance cultural da proposta e reafirma a arte como espaço de invenção, pensamento crítico e conexão entre gerações.
O projeto “Livro da Vida – Circulação e Acessibilidade Cultural” consiste na realização de apresentações do espetáculo cênico-musical “Livro da Vida” em formato adaptado para espaços públicos abertos, especificamente em ruas e áreas de livre circulação nas Regiões Administrativas de Ceilândia, Brazlândia e Planaltina.O espetáculo integra teatro, música e elementos visuais, com estrutura cênica pensada para circulação em ambiente urbano, permitindo montagem ágil, adaptação a diferentes configurações de espaço e interação direta com o público. A proposta artística incorpora a acessibilidade como elemento central da linguagem, com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) integrada à dramaturgia, presença de atriz surda em cena e direção de Libras realizada por profissional surda.Serão realizadas 6 apresentações, distribuídas entre os territórios atendidos, com estrutura técnica composta por sistema de sonorização adequado para ambientes externos, microfones, caixas de som, equipamentos de iluminação básica quando necessário e suporte de equipe técnica para montagem, operação e desmontagem.No campo da acessibilidade, o espetáculo contará com audiodescrição ao vivo, materiais informativos em braile e conteúdos acessíveis por QR code, garantindo diferentes formas de acesso à experiência artística. Antes de sessões selecionadas, será realizado circuito de ambientação tátil, possibilitando a interação do público com elementos cênicos.Além do espetáculo, o projeto inclui ações complementares de caráter formativo e participativo, sendo 2 palestras sobre acessibilidade em projetos artísticos e 2 oficinas voltadas à experimentação em arte e tecnologia, com foco em inteligência artificial e música eletrônica experimental. As atividades serão conduzidas por profissionais qualificados, com metodologia acessível e participativa.Após as apresentações, serão realizadas rodas de conversa com o público, promovendo diálogo sobre arte, inclusão e território. Todas as atividades serão registradas por meio de captação audiovisual e fotográfica, compondo o material para produção de um mini documentário sobre a circulação do projeto, com foco na acessibilidade cultural.A equipe técnica será composta por profissionais das áreas artística, técnica, produção e acessibilidade, com atuação integrada para garantir a execução qualificada de todas as etapas. A composição da equipe prioriza a diversidade, com presença significativa de pessoas negras, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIAPN+, fortalecendo o compromisso do projeto com inclusão e representatividade.
*DIRETOR: Hugo Casarisi é diretor de teatro e audiovisual, com atuação em espetáculos, videoclipes e documentários. Sócio da Blue Tape Media, dirige projetos desde a criação até a finalização, com destaque para o espetáculo “Livro da Vida” e a série “ADOBE”. Possui experiência em direção cênica, narrativa audiovisual e integração de acessibilidade. Atuou também em festivais, residências artísticas e formações em cinema comunitário, consolidando uma trajetória voltada à criação artística e direção de obras autorais.*DIRETORA LIBRAS SURDA: Mariana Siqueira Rolla é uma profissional surda, ativista e referência na promoção da acessibilidade e da cultura surda no Distrito Federal. Atua como intérprete e tradutora de Libras, diretora de Libras em roteiros, educadora, cerimonialista e consultora. Tem experiência em projetos culturais, educacionais e sociais, além de eventos, congressos e produções audiovisuais. É idealizadora do projeto Surdos no Cerrado e já coordenou ações como a campanha Legenda Nacional no DF. Seu trabalho fortalece a inclusão, a comunicação acessível e a valorização da comunidade surda.*ATRIZ SURDA: Adriana Marcondes Marques é artista surda, formada em Letras-Libras (UFSC, 2012). Atua como performer, poeta e educadora, centralizando visibilidade de pessoas negras surdas e a língua de sinais. Premiada campeã do Slam Espetacular (2020) e vencedora de poesia no Itaú Cultural (2020). Integra grupos como Surdos Show de Humor e Cia Libras Cena, com espetáculos em SESC e espaços culturais consolidados. Participou de palestras, oficinas e eventos do MEC, Novembro Negro e seminários de língua de sinais, reforçando engajamento em representatividade e resistência artística surda.*COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO:Gabi Cerqueira é produtora cultural, fotógrafa e cofundadora da Blue Tape Media. Atua na coordenação e execução de projetos culturais, com experiência em audiovisual, eventos e formação. Trabalhou com coletivos, festivais e produções financiadas por editais como FAC, Lei Paulo Gustavo e Fundação Palmares. Destaca-se na gestão de equipes, produção executiva e direção de fotografia em documentários, videoclipes e espetáculos, com foco em cultura popular, territórios tradicionais e inclusão social. *ATRIZ:Geise Prazeres é atriz e diretora com forte atuação no teatro, audiovisual e campanhas publicitárias. Participou de festivais e mostras nacionais, destacando‑se pela versatilidade, presença cênica e engajamento em temas sociais. Premiada como Melhor Atriz no FETUBA e no Prêmio SESC+CULTURA, mantém carreira ativa com espetáculos, oficinas e ações formativas. Sua trajetória combina técnica, sensibilidade e relevância artística contínua. *ATOR:Marcelo Oliveira (Maralto) é ator e performer com trajetória iniciada em 2012, atualmente integrando a CIA Corpo Solto. Nascido em 2000, desenvolve trabalhos voltados ao teatro do oprimido, explorando temáticas marginalizadas e socialmente relevantes. Possui Licenciatura em História pela UnB (em andamento desde 2018) e formação complementar em teatro, autismo, brigada e socorrismo. Acumula experiências em espetáculos teatrais desde 2017, participando de produções em venues consolidadas como SESC, Teatro Engrenagem e espaços culturais de Brasília. Destacam-se suas atuações em adaptações de obras clássicas e em performances com foco em pautas LGBTQIAPN+ e resistência artística. Sua obra ganhou repercussão em mídia local e nacional, com menções em portais como Metrópoles, G1 e Correio Braziliense.Felipe Eduardo é licenciado em Dança pelo IFB e pós-graduado em Enfermagem, com formação em Ballet Clássico e sensibilidade corporal. Atua como professor, bailarino e coreógrafo há mais de uma década em Brasília, passando por centros como Gênesis, Casa Azul, DNA e Studio Flávia Carvalho. Integrou companhias de destaque como The Class, Rodrigo Cruz Cia de Dança e Flyer Cia de Dança, além de ser ator e coreógrafo na Cia de Teatro TDAH desde 2025. Acumula dezenas de premiações em festivais nacionais como Taguatinga Dança, Sesc Aberto Para Balanço, Despertar da Dança, Festival Passo de Arte e Brasília em Dança. Participou do filme "A Lição" (CINE23) e de espetáculos como "Armorial", "O Rei do Show", "Nárnia", "CRI(S)E" e "A bela e a fera".*VJ:Rodrigo Fernandes Koshino (Kosha) é artista multidisciplinar formado em Artes Visuais pela UnB (2012-2016). Domina grafite, pintura, artes digitais 3D, design de games, videoarte e criptoarte. Co-fundou hicetnunc.xyz (2021), plataforma revolucionária para venda de arte em blockchain. Membro do Ateliê Xinela, desenvolveu 7 jogos premiados. Criou Residência Artística "Tibum" (2021) acolhendo artistas do sul global. Atua como VJ desde 2012, com produções em festivais nacionais e internacionais. Recentemente, trabalhou em experiências imersivas, instalações eletrônicas e curadoria artística, combinando tecnologia, ecologia e criatividade em suas práticas.*ATRIS LIBRAS:Sabrina Silva é intérprete de libras e educadora social em formação em Licenciatura em Dança. Possui especialização em rima e ritmo em libras, técnicas de tradução e interpretação. Atua em diversos projetos culturais promovendo acessibilidade, incluindo festivals, espetáculos teatrais como "Livro da Vida", contação de histórias, incubadora de acessibilidade cênica e exposições. Trabalha como educadora social na Escola Bilíngue do Plano Piloto. Dedicada à inclusão linguística e valorização da língua de sinais em espaços culturais e educacionais.*Miguel Haru é artista visual e designer gráfico com mais de duas décadas de experiência. Fundador da Amiru, especializada em comunicação visual acessível, atua na intersecção entre estética, causa social e direitos humanos. Domina design gráfico, artes visuais, motion design e comunicação acessível. Trabalhou com Oceana Brasil, Greenpeace Brasil, IEB, CFEMEA, Minority Rights Group e Instituto de Transmasculinidades. Na área cultural, criou identidades visuais para espetáculos como "Livro da Vida" e projetos musicais. Premiado pelo FAC Cultura Brasília 60, combina excelência técnica com compromisso com acessibilidade e transformação social, desenvolvendo soluções visuais para causas ambientais e direitos humanos.*ATRIZ Mila Ellen é atriz, diretora e produtora cultural formada em Artes Cênicas pela Dulcina de Moraes. Diretora do Coletivo Barril de Teatro e produtora no Coletivo Truvação, atua há anos no DF com destaque em teatro musical, cinema e projetos culturais. Participou de "O Livro da Vida" (primeiro teatro musical de Brasília com acessibilidade), "Borboletas de Concreto" (sobre Marielle Franco) e "Eternos" (circulação em escolas do DF). Passou 7 anos na Cia Fábula com mais de 300 espetáculos. Indicada a prêmios de melhor atriz, figurino, cenário e iluminação. Atua em projetos com temática social, inclusão e visibilidade de artistas negros.* DIREÇÃO DE ARTE :Jullya Graciela é atriz, produtora, iluminadora, arte-educadora e gestora, formada pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes e mestranda em Artes da Cena na UFG. Atua no teatro desde jovem, com experiência em atuação, produção, iluminação, operação de som e oficinas formativas. Passou por grupos como Calça Curta, Voar Teatro de Bonecos e Semente Cia. de Teatro, além de ser cofundadora do Baile Dionisíaco e integrante do Coletivo Ori-gens. Em sua trajetória, destacou-se também por projetos sobre iluminação cênica e identidade racial, com premiação no Sesc+Cultura. * Marcos Davi é bacharel em Interpretação Teatral pela UnB e licenciado em Letras. Atua como ator, professor, mediador e artista de teatro físico, mímica e comédia física, com formação em kung fu wushu, commedia dell’arte,improvisação e libras. Tem ampla experiência em espetáculos, cinema e projetos de formação de público, com destaque para o projeto Mediato, festivais premiados e montagens como Não Alimente os Bichos, Antígona e Adoráveis Ex-Namoradas.
O projeto “Livro da Vida – Circulação e Acessibilidade Cultural” adota a acessibilidade como eixo central de sua concepção, execução e fruição, garantindo que todas as atividades sejam planejadas para atender, de forma integrada, pessoas com deficiência auditiva, visual, motora e neurodivergentes, em consonância com a legislação vigente e com as diretrizes de inclusão cultural.No aspecto arquitetônico, as apresentações serão realizadas em espaços públicos abertos e acessíveis, priorizando locais com condições adequadas de mobilidade, circulação e permanência para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Serão organizadas áreas reservadas para cadeirantes, pessoas idosas e pessoas com necessidades específicas, garantindo conforto, segurança e visibilidade durante as apresentações. A equipe de produção será orientada para acolhimento e suporte ao público, assegurando uma experiência acessível desde a chegada até a saída.No aspecto comunicacional e de conteúdo, o projeto apresenta um diferencial estruturante ao integrar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) à própria dramaturgia do espetáculo. A direção de Libras será realizada por profissional surda, garantindo autenticidade e protagonismo na construção da linguagem cênica, e haverá presença de atriz surda em cena, promovendo representatividade e ampliação das formas de comunicação artística.Para pessoas com deficiência visual, será oferecida audiodescrição ao vivo durante as apresentações, permitindo a compreensão dos elementos visuais da cena, como cenografia, figurinos e movimentação dos atores. Além disso, será realizado um circuito de ambientação tátil antes de sessões selecionadas, possibilitando que o público tenha contato direto com elementos cênicos, ampliando a experiência sensorial.O projeto também prevê a disponibilização de materiais informativos em braile e conteúdos acessíveis por meio de QR code, com acesso a versões em áudio e audiodescrição, garantindo autonomia no acesso à informação.Para pessoas neurodivergentes, serão adotadas estratégias de acolhimento e organização do espaço, como priorização de áreas com menor estímulo sensorial, orientação da equipe para atendimento humanizado e adaptação do fluxo de acesso, promovendo conforto e inclusão.Adicionalmente, serão realizadas ações formativas, como palestras e oficinas, que abordarão a importância da acessibilidade nos projetos culturais, contribuindo para a disseminação de práticas inclusivas no setor cultural e ampliando o impacto do projeto para além das apresentações.Dessa forma, o projeto não apenas cumpre as exigências legais de acessibilidade, mas propõe uma abordagem inovadora, em que a acessibilidade é incorporada como linguagem estética, política e pedagógica, promovendo a inclusão de forma ativa, qualificada e transformadora.A execução do projeto “Livro da Vida – Circulação e Acessibilidade Cultural” será organizada em etapas integradas, contemplando planejamento, execução artística, ações formativas, registro audiovisual e finalização, garantindo a realização eficiente e qualificada de todas as atividades propostas.
O projeto “Livro da Vida – Circulação e Acessibilidade Cultural” adota como princípio estruturante a democratização do acesso, garantindo que todas as suas atividades sejam gratuitas e realizadas em espaços públicos abertos, especificamente em ruas e áreas de livre circulação nas Regiões Administrativas de Ceilândia, Brazlândia e Planaltina. Essa escolha elimina barreiras econômicas e amplia o alcance das ações, permitindo a participação espontânea e diversa da população.Como medida de ampliação de acesso, o projeto prevê a realização de 6 apresentações gratuitas do espetáculo em territórios periféricos, promovendo o acesso direto de comunidades com menor oferta de bens culturais. A ocupação da rua como espaço cultural fortalece o vínculo com o território e amplia a presença da arte no cotidiano da população, garantindo maior capilaridade e inclusão.Serão disponibilizados recursos de acessibilidade comunicacional e sensorial em todas as apresentações, incluindo interpretação em Libras integrada à dramaturgia, audiodescrição, materiais em braile e conteúdos acessíveis por QR code, garantindo a participação efetiva de pessoas com deficiência.O projeto também prevê a realização de atividades formativas gratuitas, como palestras e oficinas, voltadas à comunidade, artistas e produtores culturais, ampliando o acesso ao conhecimento e incentivando a formação de novos agentes culturais. Essas ações contribuem para a difusão de práticas inclusivas e para o fortalecimento da cultura como ferramenta de transformação social.Como estratégia de ampliação de alcance, será produzido e disponibilizado um mini documentário sobre a circulação do projeto, com foco na acessibilidade cultural, permitindo que o conteúdo gerado alcance públicos para além das apresentações presenciais, inclusive por meio de plataformas digitais.Após cada apresentação, serão realizadas rodas de conversa abertas e acessíveis, promovendo o diálogo entre público e equipe artística, incentivando a participação ativa da comunidade e fortalecendo processos de escuta e pertencimento.Adicionalmente, o projeto prevê ações de mobilização comunitária e articulação territorial, com divulgação direta nas regiões atendidas, buscando alcançar públicos historicamente afastados dos circuitos culturais formais, incluindo estudantes da rede pública, pessoas com deficiência, famílias de baixa renda e moradores de áreas periféricas.Dessa forma, o projeto atende e amplia as diretrizes de democratização de acesso previstas na política cultural brasileira, garantindo não apenas o acesso ao produto cultural, mas também à formação, à participação e à experiência artística em sua totalidade.