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No Quilombo tem Arte - Culturas Quilombolas da Chapada Diamantina e Artes Visuais Integradas

Início: 11/01/2027Término: 28/01/2028Aceite: 27/04/2026

Resumo

O projeto No Quilombo Tem Arte _ Culturas Quilombolas da Chapada Diamantina e Artes Visuais Integradas tem na exposição de murais seu eixo central, mobilizando ações em cinco comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, nos municípios de Barra da Estiva, Iraquara, Mucugê, Lençóis e Palmeiras. Os murais são concebidos a partir da vivência nos territórios, tendo como metodologia um processo artístico que integra oficinas de saberes tradicionais, formação em turismo de base comunitária e assessoria técnica ambiental.

Sinopse

1. Murais Artísticos (produto principal)Produção de cinco murais autorais em comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, desenvolvidos por artistas visuais a partir de processos de imersão nos territórios. As obras são concebidas com base na escuta, nas vivências e no contato direto com as comunidades, incorporando elementos simbólicos relacionados à memória coletiva, às trajetórias de resistência, à ancestralidade, à fauna, à flora e aos modos de vida locais.Os murais atuam como dispositivos de valorização cultural, ao traduzirem visualmente narrativas quilombolas historicamente invisibilizadas, fortalecendo o reconhecimento público dessas identidades. Ao ocupar espaços comunitários, as obras também contribuem para o fortalecimento do pertencimento, da autoestima coletiva e da preservação das referências culturais e ambientais dos territórios.Os murais produzidos e obras expostas contarão com audiodescrição, disponibilizada por meio de QR Codes instalados próximos às obras, ampliando o acesso de pessoas com deficiência visual e pessoas neurodivergentes ao conteúdo artístico.2. Vivências de Saberes TradicionaisRealização de vivências conduzidas por mestres, mestras e lideranças quilombolas, destinadas a uma turma de estudantes da rede pública do município e aos artistas participantes das imersões. As atividades promovem a transmissão de conhecimentos tradicionais, articulando cultura, território e modos de vida.Cada comunidade compartilhará um saber específico, vinculado à sua identidade cultural:Quilombo do Remanso (Lençóis): Samba de beira de rioQuilombo do Mato Preto (Iraquara): Gastronomia Tradicional (Bolo de milho com licuri assado na palha de bananeira)Quilombo do Ginete (Barra da Estiva): Produção do óleo de Coco de LicuriQuilombo do Corcovado (Palmeiras): Artesanato com palha de licuri e cipóQuilombo da Barriguda (Mucugê): Cantigas do ReisadoEssas oficinas promovem o intercâmbio entre gerações, fortalecem a salvaguarda dos saberes e contribuem diretamente para o repertório conceitual e simbólico das obras visuais a serem produzidas.3. Oficinas de MuralismoRealização de oficinas de muralismo em escolas públicas dos municípios participantes, voltadas a estudantes da rede local. As atividades têm como base as vivências realizadas nas comunidades quilombolas e propõem a tradução simbólica e artística dessas experiências por meio da linguagem das artes visuais.As oficinas estimulam a formação artística, o pensamento crítico e a expressão criativa, ao mesmo tempo em que inserem, no ambiente escolar, conteúdos relacionados aos saberes e fazeres quilombolas. Dessa forma, contribuem para o reconhecimento e valorização das culturas tradicionais no contexto educacional, fortalecendo vínculos entre escola, território e comunidade.4. Diagnóstico Participativo e Capacitação em Assessoria Técnica AmbientalRealização de processos participativos em cada comunidade quilombola, com foco no reconhecimento das potencialidades ambientais, culturais e produtivas dos territórios. A partir de metodologias baseadas na escuta ativa, como rodas de conversa, caminhadas guiadas e mapeamentos coletivos, serão identificados elementos como recursos naturais, práticas tradicionais de manejo, saberes ecológicos e dinâmicas locais, em um processo que se inicia presencialmente na pré-produção e amadurece ao longo da produção nas capacitações e outros conteúdos produzidos nesse processo para o catálogo com o roteiro das exposições e tradições culturais locais.A assessoria técnica ambiental atuará na sistematização dessas informações e na sua tradução em estratégias de fortalecimento territorial, considerando possibilidades como turismo de base comunitária, educação ambiental, valorização de práticas sustentáveis e geração de renda. e o protagonismo das comunidades na construção de soluções e práticas ambientais e culturais sustentáveis, considerando a relação harmônica entre as comunidades quilombolas e a natureza como expressão de um modo de vida no qual não há separação entre cultura e meio ambiente, mas sim uma integração contínua entre território, identidade e existência.5. Diagnóstico Participativo e Capacitações em Turismo de Base ComunitáriaRealização de diagnóstico inicial ainda na pré-produção, seguido de encontros formativos voltados à estruturação e fortalecimento de iniciativas de turismo de base comunitária, considerando as potencialidades culturais e ambientais de cada território. As capacitações abordarão temas como organização comunitária, construção de experiências turísticas, hospitalidade, comunicação, valorização cultural e sustentabilidade.A partir desse processo, serão sistematizadas possibilidades de oferta de experiências como visitas guiadas, rodas de conversa, apresentações culturais, gastronomia tradicional, oficinas de artesanato, vivências ambientais, trilhas interpretativas e encontros com mestres e lideranças locais.A metodologia considera princípios fundamentais do turismo comunitário, como o protagonismo local, o respeito ao tempo e à organização das comunidades, a escuta sensível, a identificação de lideranças e parceiros, e o reconhecimento de oportunidades e desafios territoriais. Mais do que estruturar produtos turísticos, a ação busca fortalecer as comunidades como agentes ativos na gestão de seus territórios, promovendo geração de renda, valorização cultural e sustentabilidade.6. Catálogo expositivo dos murais - Roteiro cultural Como desdobramento estruturante das ações do projeto, será desenvolvido o catálogo da exposição dos murais, em formato de roteiro cultural que conecta os murais às informações sistematizadas das formações em turismo de base comunitária e assessoria técnica ambiental em cada território. O roteiro se materializa em um mapa cultural que sistematiza os conteúdos produzidos ao longo das oficinas, vivências e diagnósticos participativos, reunindo a localização dos territórios, os murais artísticos como marcos visuais no mapa, além de registros das comunidades, vivências e murais realizados durante o projeto. O material será disponibilizado em formato digital e impresso, com linguagem acessível, e amplamente difundido por meio das redes sociais do projeto — com destaque para o Instagram — além de distribuição em escolas públicas, associações comunitárias e redes municipais de turismo.Cada mural contará com QR Code que direcionará para publicações no instagram de cada mural produzido, que contarão com recursos de audiodescrição e legendas alternativas, onde estarão reunidas descrições detalhadas das obras e dos territórios, ampliando o alcance das informações ao público geral, incluindo pessoas com deficiência e fortalecendo a visibilidade das comunidades.

Objetivos

Objetivo geral: Promover a valorização e a visibilidade das culturas quilombolas da Chapada Diamantina por meio da integração entre artes visuais, educação, saberes tradicionais, sustentabilidade e turismo comunitário, fortalecendo o protagonismo comunitário e estimulando o desenvolvimento cultural, social e econômico dos territórios envolvidos. Objetivos específicos: Realizar 5 imersões artísticas em comunidades quilombolas (uma em cada município participante), com duração de 5 dias cada;Desenvolver 1 vivência de produção do óleo de coco de licuri - Quilombo do Ginete (Barra da Estiva), ministrada por 2 mestres/moradores locais, direcionadas a artista convidada e estudantesDesenvolver 1 vivência de cantigas do reisado - Quilombo da Barriguda (Mucugê), ministrada por 2 mestres/moradores locais, direcionadas a artista convidada e estudantesDesenvolver 1 vivência de produção de bolo de milho com licuri assado na palha da bananeira - Quilombo do Mato Preto (Iraquara), ministrada por 2 mestres/moradores locais, direcionadas a artista convidada e estudantesDesenvolver 1 vivência de samba de beira de rio - Quilombo do Remanso (Lençóis), ministrada por 5 mestres/moradores locais, direcionadas a artista convidado e estudantesDesenvolver 1 vivência de produção de artesanato de palha de licuri e cipó - Quilombo do Corcovado (Palmeiras), ministrada por 2 mestres/moradores locais, direcionadas a artista convidada e estudantesProduzir 5 murais artísticos por 1 artista visual diferente em cada comunidade, elaborados a partir das vivências e referências culturais, ambientais e históricas dos territórios;Realizar 5 oficinas de muralismo, uma por escol pública escolhida em cada município, conduzidas pelos artistas participantes das vivências nos quilombos e destinadas a estudantes da rede pública envolvidos nessas atividades. Executar 5 diagnósticos participativos ambientais e de turismo de base comunitária (1 por comunidade), com envolvimento de moradores, lideranças, agricultores, jovens e demais representantes locais;Promover 5 capacitações em turismo de base comunitária (1 por comunidade) direcionadas a moradores, lideranças locais e artistas;Oferecer 5 ações de assessoria técnica ambiental (1 por comunidade), com orientação para desenvolvimento de iniciativas sustentáveis e valorização dos recursos territoriais;Produzir 1 catálogo da exposição em formato de roteiro cultural, a partir das produções de murais e informações sistematizadas das formações em turismo de base comunitária e assessoria técnica ambiental;

Justificativa

O projeto "No Quilombo Tem Arte" assume as artes visuais — em especial a produção de murais — como eixo estruturante de uma proposta que articula mobilização social, valorização cultural e desenvolvimento sustentável em comunidades quilombolas da Chapada Diamantina. Mais do que uma linguagem estética, os murais são concebidos como dispositivos de escuta, síntese e projeção das narrativas territoriais, capazes de traduzir visualmente memórias, identidades e relações socioambientais, ao mesmo tempo em que impulsionam processos coletivos de criação e organização comunitária.Nesse sentido, o projeto compreende o território como espaço vivo de produção de sentidos, onde cultura, natureza e modos de vida estão profundamente interligados. A partir dessa perspectiva, adota uma concepção de produção artística construída em diálogo com as comunidades, orientada pelo protagonismo local e pela valorização dos saberes tradicionais como tecnologias culturais e ambientais fundamentais para a sustentabilidade dos territórios.Os murais constituem o eixo central do projeto, conectando todas as etapas e integrando arte, educação e sustentabilidade. Cada obra resulta de um percurso coletivo que envolve escuta, trocas de saberes e processos formativos, ao mesmo tempo em que se consolida como legado material e simbólico nos territórios, ampliando a visibilidade das culturas quilombolas e fortalecendo o reconhecimento de suas identidades.As oficinas de saberes quilombolas desempenham papel fundamental nesse processo ao promoverem a transmissão de conhecimentos ancestrais por mestres e mestras das comunidades, fortalecendo o intercâmbio intergeracional e contribuindo para a salvaguarda e legitimação dessas práticas. Ao integrar esses saberes ao processo artístico e educativo, o projeto reafirma seu valor enquanto patrimônio cultural vivo.Além disso, o projeto contribui para o fortalecimento das comunidades ao estimular possibilidades de geração de renda e dinamização econômica baseadas na valorização cultural e no respeito aos modos de vida locais, a partir das oficinas de turismo de base comunitária e assessoria técnica ambiental. Assim, ao integrar arte, cultura e território, a iniciativa evidencia o potencial das práticas culturais como vetores de desenvolvimento sustentável, promovendo autonomia e visibilidade para os grupos envolvidos.A proposta também se articula com o campo da educação pública, ao envolver estudantes em processos formativos que dialogam com a diversidade cultural brasileira, em consonância com a Lei nº 10.639/2003. Ao participarem das vivências e traduzirem artisticamente essas experiências, os estudantes tornam-se agentes ativos na valorização das culturas quilombolas, fortalecendo o diálogo intercultural e promovendo uma educação mais diversa, crítica e conectada com os territórios. As ações do projeto resultam na elaboração do catálogo da exposição em formato de roteiro cultural, que conecta os murais às informações sistematizadas das formações em turismo de base comunitária e assessoria técnica ambiental em cada território. O material reúne a localização das cinco comunidades quilombolas participantes na Chapada Diamantina, tendo os murais como marcos visuais e pontos de identificação no mapa. A partir das vivências, oficinas e diagnósticos participativos, o roteiro integra informações sobre saberes tradicionais, práticas culturais, referências ambientais e possibilidades de experiências em turismo de base comunitária. Dessa forma, o projeto se configura como um sistema integrado em que os saberes tradicionais orientam a criação artística; os processos formativos fortalecem a relação com o território; e os murais sintetizam e difundem essas experiências, consolidando a arte como ferramenta de transformação social e de fortalecimento das comunidades quilombolas.Alinhado aos princípios de ESG, o projeto contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) priorizados pela Neoenergia, com maior incidência em alguns e diálogo complementar com outros. Destaca-se a contribuição ao ODS 4 (Educação de qualidade), por meio das ações formativas com estudantes e da valorização de saberes tradicionais; ao ODS 11 (Cidades e comunidades sustentáveis), ao fortalecer territórios quilombolas como espaços de cultura, memória e desenvolvimento; ao ODS 15 (Vida terrestre), ao reconhecer e difundir práticas tradicionais de manejo e conservação ambiental; e ao ODS 17 (Parcerias), pela articulação entre comunidades, artistas, assessores técnicos, escolas e instituições. Também contribui de forma consistente para o ODS 1 (Erradicação da pobreza) e ODS 8 (Trabalho decente e crescimento econômico), ao incentivar estratégias de geração de renda baseadas no turismo comunitário e na valorização cultural. O projeto se enquadra no Art. 1º da Lei nº 8.313/91 ao:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais.- Garante acesso gratuito às atividades em comunidades quilombolas e escolas públicas, ampliando o acesso à cultura.II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais.- Desenvolvido na Chapada Diamantina, com protagonismo de mestres, lideranças e artistas locais.III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores.- Valoriza e difunde saberes quilombolas por meio de murais, registros e roteiro cultural.IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional.- Fortalece e dá visibilidade às expressões culturais de comunidades quilombolas.V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira.- Promove a transmissão de saberes tradicionais em processos formativos e artísticos.VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro.- Registra e sistematiza práticas culturais, contribuindo para sua preservação.VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.- Produz murais e conteúdos culturais com potencial de difusão ampliada.IX - priorizar o produto cultural originário do País.- Baseia-se em expressões culturais brasileiras, especialmente artes visuais e culturas quilombolas.Em consonância com o Art. 3º da referida norma, o projeto contribui para:II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.- Produção de murais como exposições a céu aberto e realiza oficinas formativas em artes visuais.III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.- Realização de vivências de saberes tradicionais, promovendo sua valorização e continuidade.IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos.- Sistematização de informações culturais e ambientais em catálogo de exposição em formato de roteiro cultural.

Etapas

1. Pré-produção (janeiro a abril/2027)Contratação de equipe de produção, artistas e facilitadores das oficinas e consultoria de acessibilidade;Planejamento geral do projeto (cronograma, logística e gestão) e alinhamento com parcerias;Capacitação da equipe em acessibilidade;Desenvolvimento do plano de comunicação, materiais gráficos e divulgação;Criação de identidade visual e do perfil do projeto no Instagram;Realização dos diagnósticos em turismo comunitário e assessoria técnica ambiental;Definição dos espaços e autorizações para os murais com as comunidades;Reuniões com a coordenação pedagógica das escolas e mobilização de estudantes;Mobilização social e abertura das inscrições das oficinas;Levantamento inicial de demandas (logística, acessibilidade e infraestrutura);Preparação dos materiais pedagógicos e aquisição de insumos (sprays, tintas, EPIs). 2. Produção (maio a outubro/2027)Realização de 5 imersões artísticas (1 por comunidade, com duração 5 dias cada);Realização de 5 vivências de saberes tradicionais;Realização de 5 oficinas de muralismo com estudantes da rede pública;Produção de 5 murais artísticos (1 por comunidade);Realização de 5 capacitações em assessoria técnica ambiental;Realização de 5 capacitações em turismo de base comunitária;Registro fotográfico e audiovisual das atividades;Ações de difusão em redes sociais e canais digitais durante o processo;Assessoria de imprensa;Produção do Catálogo impresso e digital (edição, design, revisão e impressão);Distribuição gratuita do catálogo para bibliotecas, escolas e centros culturais;3. Pós-produção (novembro/2027 a janeiro/2028)Edição dos registros audiovisuais e organização dos conteúdos;Divulgação dos resultados do projeto nas redes sociais;Avaliação final, elaboração de relatórios técnicos e de prestação de contas;

Estratégia de execução

Passagens de ônibus (trechos de ida e volta: Salvador - Mucugê; Salvador - Lençóis; Salvador - Palmeiras; Salvador - Iraquara; Salvador - Barra da Estiva) Funções: Artista convidado/Pintor de Arte: VanRobert Artista convidada/Pintor de Arte: Jací Artista convidada/Pintor de Arte: Ludmila Lima Produtora Executiva: Giulia Ventura Mobilizadora de turismo comunitário: Tatiane dos Anjos Observação: também foi orçado um valor de combustível para os transportes entre os municípios e as comunidades quilombolas para a equipe técnica e artística do projeto.

Especificação técnica

O projeto No Quilombo Tem Arte – Cultura Quilombola e Artes Visuais Integradas na Chapada Diamantina é composto por um conjunto integrado de produtos artístico-culturais, formativos e territoriais, articulados entre si. A metodologia do projeto é participativa, territorializada e interdisciplinar, integrando arte, educação e sustentabilidade. As atividades valorizam o protagonismo das comunidades quilombolas, promovendo a troca de saberes entre mestres locais, artistas, estudantes e agentes formadores. Perfil do público atendidoO projeto tem como público prioritário mestres e mestras de saberes tradicionais, lideranças comunitárias, moradores das comunidades quilombolas (Barriguda, Mato Preto, Remanso, Corcovado, Ginete), estudantes da rede pública de ensino dos municípios de Barra da Estiva, Lençóis, Mucugê, Palmeiras e Iraquara, agricultores familiares, mulheres, jovens e idosos. Inclui-se ainda como público participante os artistas visuais selecionados para as imersões, atuando como agentes culturais no processo de criação dos murais, ampliando seu repertório nas oficinas pelo intercâmbio com as comunidades quilombolas e agentes formadores. O público indireto inclui visitantes e interessados em exposições de artes visuais, turismo de base comunitária, pesquisadores, educadores e a sociedade em geral, que terão acesso aos murais e ao catálogo da exposição enquanto roteiro cultural.1. Murais ArtísticosQuantidade: 05 murais (01 por comunidade)Formato: pintura mural em paredes/fachadas previamente autorizadasDimensões: variáveis conforme o espaço (média entre 20m² e 30m²)Materiais: tintas acrílicas externas, látex, spray, selador, verniz protetor, pincéis, rolos e equipamentos de pinturaProcesso: criação autoral dos artistas a partir de imersão de 5 dias em cada comunidade, com pesquisa de campo, escuta e registro simbólico-culturalDuração de execução: 3 dias por muralConteúdo: representações visuais da cultura quilombola, incluindo saberes tradicionais, festividades, gastronomia, biodiversidade e identidade local. 2. Vivência de Saberes TradicionaisQuantidade: 05 oficinas (01 por comunidade)Carga horária: 4h por vivência Público: estudantes da rede pública e artistas participantesMetodologia: baseada na oralidade, prática e transmissão intergeracional, valorização dos saberes ancestrais como tecnologia social, integração entre cultura e territórioConteúdo programático:Quilombo do Remanso (Lençóis): Samba de Beira de RioQuilombo do Mato Preto (Iraquara): Gastronomia Tradicional (bolo de milho com licuri assado na palha da bananeira)Quilombo do Ginete (Barra da Estiva): Produção de óleo de licuriQuilombo do Corcovado (Palmeiras): Produção de artesanato com palha e cipóQuilombo da Barriguda: Cantigas do ReisadoMateriais: insumos específicos de cada prática (alimentos, fibras naturais, instrumentos musicais, etc)3. Oficinas de MuralismoQuantidade: 05 oficinas (01 por município)Carga horária: 6 horas por oficinaPúblico: estudantes da rede pública dos municípios atendidos pelo projetoMetodologia: prática artística orientada, com introdução a técnicas de muralismo (composição, desenho, cor, pintura)Conteúdo: criação de intervenções visuais inspiradas nas vivências nas comunidades quilombolasMateriais: tintas, pincéis, rolos, superfícies preparadas (muros ou painéis), equipamentos de proteçãoMetodologia: estímulo à expressão artística, formação estética e valorização das culturas quilombolas no ambiente escolar4. Diagnóstico Participativo (Assessoria técnica ambiental)Quantidade: 05 processos (01 por comunidade)Duração: 4hMetodologia: rodas de conversa, caminhadas diagnósticas, mapeamento participativo, escuta ativaConteúdo: levantamento de ativos ambientais e territoriais (nascentes, trilhas, áreas produtivas, espécies nativas), práticas tradicionais de manejo, usos do território, desafios e potencialidadesProduto técnico: sistematização de informações (relatório sintético por comunidade)Projeto pedagógico: reconhecimento dos saberes ecológicos quilombolas, fortalecimento do protagonismo comunitário e construção coletiva de uma leitura do território a partir de suas potencialidades5. Capacitação em Assessoria Técnica AmbientalQuantidade: 05 processos (01 por comunidade)Duração: 4hMetodologia: assessoria participativa com mediação técnica, rodas de diálogo, sistematização e orientação práticaConteúdo: desenvolvimento de estratégias para valorização dos ativos ambientais identificados, incluindo possibilidades de turismo de base comunitária, educação ambiental, geração de renda e conservaçãoAções: apoio à estruturação de trilhas ecológicas, roteiros comunitários, hortas e viveiros, proteção de nascentes, comunicação ambiental e acesso a políticas públicas e editaisProduto técnico: diretrizes e recomendações para uso sustentável do território, integradas ao roteiro cultural do projetoProjeto pedagógico: integração entre saberes tradicionais e ferramentas técnicas, fortalecimento da autonomia comunitária e promoção de práticas sustentáveis alinhadas ao território6. Diagnóstico Participativo (Turismo de base comunitária) Quantidade: 05 processos (01 por comunidade)Duração: integrada às oficinas (4h)Metodologia: atividades práticas de mapeamento participativo e construção coletivaConteúdo: identificação de potencialidades locais e formatação de experiências turísticas (visitas guiadas, gastronomia, vivências culturais, trilhas, entre outras)Produto: sistematização de possibilidades de experiências turísticas por comunidadeProjeto pedagógico: estímulo ao empreendedorismo comunitário, valorização dos saberes locais e integração entre cultura, território e geração de renda7. Capacitação em Turismo de Base ComunitáriaQuantidade: 05 encontros formativos (01 por comunidade)Carga horária: 4h por oficinaPúblico: moradores, lideranças, jovens e empreendedores locaisMetodologia: A metodologia da Rede de Turismo Comunitário da Bahia baseia-se nos princípios da participação popular, valorização cultural, sustentabilidade e geração de renda local. A oficina será desenvolvida de forma participativa, por meio de rodas de conversa, exposições dialogadas, dinâmicas em grupo e estudos de casos de experiências comunitárias bem-sucedidas no estado da Bahia. Serão abordados temas como identidade territorial, economia solidária, hospitalidade comunitária, preservação ambiental e organização coletiva. Os participantes também realizarão atividades práticas de mapeamento das potencialidades locais e construção de roteiros turísticos comunitários. A proposta busca fortalecer o protagonismo das comunidades, estimular o empreendedorismo social e promover o turismo como ferramenta de inclusão, desenvolvimento territorial e preservação dos saberes tradicionais.Conteúdo: organização comunitária, identidade territorial, economia solidária, hospitalidade, comunicação, sustentabilidade e geração de rendaProjeto pedagógico: fortalecimento do protagonismo comunitário e do turismo como ferramenta de valorização cultural e desenvolvimento territorialProduto: sistematização de possibilidades de experiências turísticas (visitas guiadas, gastronomia, vivências culturais, trilhas, etc.)8. Catálogo da exposição (Roteiro Cultural)Formato: material gráfico impresso e digital Paginação: estimada entre 12 e 20 páginasConteúdo: murais produzidos, localizações, apresentação das comunidades, informações sobre os e artistas responsáveis, descrição das experiências culturais disponíveis,informações sistematizadas das formações em turismo de base comunitária e assessoria técnica ambiental em cada território. Tiragem: 100 (distribuição local e institucional)Projeto gráfico: linguagem acessível, com uso de imagens, mapas e textos informativosDistribuição: comunidades participantes, associações de turismo e parceiros locaisFunção: instrumento de divulgação, orientação de visitantes e fortalecimento do turismo comunitário

Ficha técnica

FERNANDA MELISSA (COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO) Fernanda Melissa é produtora cultural e gestora de projetos, formada em Humanidades pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com ênfase em Políticas e Gestão Cultural, e com formação técnica em Produção Cultural, Gestão de Entretenimento e Arte Negra. Possui experiência na execução de projetos de relevância nacional, tendo atuado como produtora executiva em exposições como “Frans Krajcberg: Uma Semântica da Devastação” (Caixa Cultural Rio de Janeiro), “Mario Cravo Neto: Sob o Sol da Bahia” (Caixa Cultural Salvador), “Carolinas” (Caixa Cultural São Paulo, Salvador e Sesc Feira de Santana), “TransLaerte” (Funarte/MAC-BA) e “Nhe e Se” (Caixa Cultural São Paulo). Também integrou a produção de shows, festivais e feiras, como o Circuito de Artes Integradas Pagodão Pride (1ª e 2ª edições), a Feira de Quadrinhos no MAC-BA e o espetáculo “Essência”, de Calu Manhães (Sesc Pelourinho). Grande parte desses projetos foi realizada via editais, nos quais atuou diretamente na gestão, controladoria e prestação de contas, incluindo o projeto “A Roda – 26 anos de Teatro de Bonecos” (Funarte 2024/2025), que envolveu cursos, a exposição “Olga Gomez – Alegria da Criação” (Museu de Arte da Bahia) e o espetáculo “Rainha Vashti”. Sua atuação é marcada pela construção de projetos que fortalecem a diversidade cultural e ampliam o acesso à arte em diferentes territórios. FELIPE ALAÍDO (ARTISTA VISUAL, OFICINEIRO E ASSISTENTE DE PRODUÇÃO) Felipe Almeida “Alaido” (Bahia, 1990) é artista visual e ilustrador cujo processo criativo é influenciado pelo cotidiano, pela cultura nordestina e pelo imaginário popular. Desde 2016, desenvolve pesquisa artística com foco na ressignificação de materiais e na ocupação de espaços urbanos. Participou de exposições coletivas e individuais em instituições como Sesc Petrolina (PE), Sesc Triunfo (PE), Sesc Goiana (PE), CCBNB Sousa (PB), Galeria Arte & Memória (Igatu/BA), Galeria Carlo Barbosa – CUCA (Feira de Santana/BA), Salão das Artes da Bahia (Irecê/BA) e Salão Ubatuba de Artes Visuais (SP). Também integrou projetos e festivais de arte urbana como Cowparade Salvador, Festival Origraffes (ES), Festival Além da Rua (PB), Bahia de Todas as Cores, Tem Arte nas Ruas e Projeto MURAL. Atuou ainda em cenografia para os espetáculos “Povo de Santo”, “Purificação” e “Maria da Canção”, da artista Mariene de Castro. Vive e trabalha em Andaraí, Bahia. GIULIA VENTURA (PRODUTORA EXECUTIVA) Bacharela Interdisciplinar em Humanidades, com ênfase em Políticas e Gestão da Cultura (UFBA), e graduanda em Ciências Sociais (UFBA). Pesquisadora do grupo Griô: Culturas Populares, Ancestralidade e Educação (UFBA). Atuou como produtora executiva em projetos como “Patuá: I Encontro de Culturas Populares” (2022), III Oficina Introdutória de Ritmos e Toques do Candomblé (2023), Oficina Teatro de Terra (2023), além de ações culturais em escolas públicas de Salvador (2024). Também trabalhou como assistente de produção em eventos como “BAGUM + Lívia Nery + Vandal” (TCA), Festa das Caretas de Tubarão, Encontro de Samba de Roda de Tubarão e Encontro de Cantadores no Pelourinho. Estagiou na Giro Planejamento Cultural (2023–2024), participando do desenvolvimento de projetos com artistas como Mariene de Castro, Lia de Itamaracá, As Ganhadeiras de Itapuã e Olodum, além de festivais e ações no Carnaval de Salvador. Desde 2025, atua na elaboração de projetos culturais para editais e leis de incentivo na VIA Press. VONROBERT (ARTISTA VISUAL E OFICINEIRO) Nascido em 1993, em Itapetinga (BA), é artista visual autodidata. Iniciou sua trajetória como tatuador aos 22 anos e, durante a pandemia, passou a se dedicar à pintura e ao muralismo. Seu trabalho reflete vivências pessoais e a cultura do interior da Bahia, destacando identidade e cotidiano. Participou de festivais de arte urbana em cidades como Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Macarani. Atua também como produtor cultural, organizando mutirões de graffiti em bairros periféricos, e como arte-educador, desenvolvendo oficinas com crianças e jovens. LUDMILA LIMA (ARTISTA VISUAL E OFICINEIRA) Artista multidisciplinar e pesquisadora cuja produção atravessa ancestralidade, pertencimento e memória, por meio da pintura (aquarela e acrílica) e da cerâmica. Inspirada por histórias de seus ancestrais e pelas vivências na Bahia, constrói uma poética que articula terra, água e corpo. Realizou exposição individual na Casa da Cultura Galeno D’Avelírio (Cruz das Almas/BA, 2023), com itinerância no Museu Hansen Bahia (Cachoeira/BA), e participou de exposições como “Raízes” (MUNCAB/BA) e “Confluências e Fabulações Líquidas” (MAM/BA). Desenvolveu mobilidade artística no Instituto Guimarães Rosa (Maputo/Moçambique) e integrou exposições no Sesc Feira de Santana e na França. Participou de residências como Afrotonizar.Lab, Pivô Salvador e Terra Afefé. JUJU NSAA (ARTISTA VISUAL E OFICINEIRA) Jùjú Nsaa é artista visual e arte-educadora, mãe de Aruã e Akíndayo. Sua produção artística é atravessada por memórias, ancestralidade afro-originária e espiritualidade, expressas por meio de simbologias ligadas à natureza, ao corpo e ao sagrado. Fundadora do Kilumbu Criativo Cazulo Amarelo e curadora da Yúna Galeria e Ateliê, na Chapada Diamantina, desenvolve trabalhos que articulam arte, formação e território. Sua estética é intuitiva e ritualística, compreendendo a arte como expressão, cura e continuidade. JACÍ (ARTISTA VISUAL E OFICINEIRA) Artista visual de Alagoinhas, com trajetória marcada por deslocamentos e vivências em diferentes regiões do Brasil e países da América Latina. Vive entre Salvador, Vale do Capão e Alagoinhas. Sua prática dialoga com memória, território, corpo, natureza e espiritualidade. Estudante de Arte-Educação na UFBA, trabalha com pintura (aquarela e óleo) e ilustração. Participou do projeto “Narrativas Visuais” (2025), com o mural “Cartografia do Reencanto” e oficina no Sesc Alagoinhas, além de exposições no CUCA, Sesc e Museu Casa de Portinari (SP). Atuou por mais de 8 anos no SUS, experiência que atravessa sua prática a partir da escuta e do cuidado. PAOLLA ALMEIDA (ASSESSORA TÉCNICA AMBIENTAL) Bióloga, especialista em Gestão e Educação Ambiental, mestre em Ecologia (UFBA) e doutoranda em Modelagem em Ciências da Terra e do Ambiente (UEFS), com pesquisa sobre distribuição de abelhas no semiárido. Atua em ecologia aplicada, agroecologia, conservação da biodiversidade e educação ambiental, com experiência em projetos participativos junto a comunidades, escolas e territórios tradicionais. Integra o Núcleo de Estudos em Agroecologia NEA Trilhas/UEFS e desenvolve ações voltadas à ciência cidadã, monitoramento participativo e valorização de saberes locais. TATIANE ANJOS (REDE BATUC – TURISMO COMUNITÁRIO) Estudante de Comércio Exterior, integrante da comissão da Rede Batuc por meio do Alagados Turismo Comunitário. Atua como mobilizadora e articuladora, contribuindo para o fortalecimento do turismo de base comunitária e para a organização de redes territoriais.

Acessibilidade

O projeto No Quilombo Tem Arte – Culturas Quilombolas da Chapada Diamantina e Artes Visuais Integradas assume a acessibilidade como princípio estruturante. A proposta considera as especificidades dos territórios onde será realizada, adotando soluções acessíveis e adaptativas que respeitam as condições locais, sem abrir mão do compromisso com a inclusão plena.Acessibilidade Atitudinal- A equipe será orientada por consultoria especializada em acessibilidade, responsável por orientar adaptações metodológicas para os conteúdos e práticas das oficinas, comunicacionais e espaciais ao longo de toda a execução. Todas as etapas serão conduzidas de forma inclusiva, considerando diferentes ritmos, necessidades e formas de participação, incentivando um ambiente seguro e respeitoso.Acessibilidade Comunicacional - A divulgação nas redes sociais a serem realizadas no Instagram do projeto contará com legendas descritivas que contextualizam os conteúdos visuais e sonoros dos vídeos, beneficiando pessoas com deficiência auditiva.- Os textos das postagens serão estruturados de forma compatível com leitores de tela e utilizarão linguagem simples e objetiva, beneficiando pessoas com deficiência visual e pessoas neurodivergentes.- Os vídeos de divulgação terão legendas e audiodescrição, beneficiando pessoas com deficiência visual e auditiva e as imagens, fotos e cards publicados no perfil do instagram incluirão textos alternativos (descrição do conteúdo visual), beneficiando pessoas com deficiência visual. - As ações de acessibilidade adotadas no projeto serão devidamente sinalizadas ao público.- Após a inscrição dos participantes, será realizado um mapeamento das necessidades específicas do público, permitindo a adoção de medidas adequadas, como contratação de intérpretes de Libras, profissionais de apoio, recursos de acessibilidade comunicacional e adequações nos percursos.- Os murais artísticos contarão com descrição acessível em formato digital por meio de QR codes instalados nos locais, que direcionarão para postagens específicas de cada obra no perfil oficial do projeto. Essas postagens incluirão descrição detalhada da imagem (audiodescrição) e legendas acessíveis, permitindo a compreensão dos elementos visuais, simbólicos e contextuais por pessoas com deficiência visual e ampliando o acesso ao conteúdo artístico.Essa abordagem busca reduzir barreiras de acesso à informação, promover o engajamento e garantir que todos os públicos possam acompanhar e participar das ações do projeto.Acessibilidade de ConteúdoSerá realizado levantamento prévio das necessidades específicas dos participantes, possibilitando a oferta de recursos como: - Condução das atividades formativas com metodologias inclusivas, linguagem simples e acessível e recursos que favoreçam a compreensão por público geral e pessoas com deficiência. - Disponibilização de materiais informativos em linguagem simples e acessível, tanto em meios digitais quanto impressos, facilitando a compreensão do conteúdo do espetáculo por diferentes públicos- Comunicação direta com as comunidades por meio de WhatsApp, áudios e articulação com lideranças locais;- Mediação presencial e acompanhamento durante as atividades, assegurando compreensão das informações; Acesibilidade Física - Adaptação de espaços de realização com o objetivo de priorizar ou facilitar o acesso para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.

Democratização

O projeto No Quilombo Tem Arte – Cultura Quilombola e Artes Visuais Integradas na Chapada Diamantina adotará estratégias de democratização de acesso baseadas na gratuidade, na descentralização territorial e na ampla difusão dos conteúdos produzidos.Todas as atividades ofertadas no projeto serão completamente gratuitas, reafirmando o compromisso com a democratização do acesso à arte, à formação e ao mundo do trabalho criativo. A gratuidade compreende tanto a participação nas oficinas quanto o fornecimento de todos os materiais necessários para as vivências. Também está prevista, conforme a demanda identificada no processo de inscrição, a oferta de apoio para transporte e alimentação, garantindo condições para que as participantes permaneçam ao longo de toda a jornada formativa.As ações serão realizadas diretamente em comunidades quilombolas e escolas públicas de municípios do interior da Bahia, ampliando o acesso a diferentes perfis de público no que se refere a gênero, classes sociais e faixa etária.Como medida complementar, o projeto realizará uma estratégia de comunicação comunitária, utilizando ferramentas acessíveis como grupos de WhatsApp, listas de transmissão e contato direto com lideranças locais, garantindo que as informações sobre atividades e resultados do projeto cheguem de forma clara e eficiente aos moradores. Essa comunicação contínua também permitirá escuta ativa, mobilização e acompanhamento das ações.Com o objetivo de alcançar públicos sem acesso regular a dispositivos digitais ou à internet, o projeto também prevê a impressão e distribuição gratuita de cartazes informativos em pontos estratégicos das comunidades, como associações, escolas, centros comunitários e comércios locais. Esses materiais apresentarão de forma clara e acessível a programação, os locais de realização das atividades e as formas de participação, garantindo que a informação circule de maneira inclusiva e democrática.Os murais artísticos, por sua natureza pública, permanecerão acessíveis de forma contínua e gratuita, funcionando como equipamentos culturais abertos à visitação e à fruição estética, além de recurso pedagógico para escolas e visitantes.O catálogo da exposição dos murais será disponibilizado em formato digital, com acesso livre, e em versão impressa distribuída gratuitamente às comunidades participantes, escolas públicas, associações locais e iniciativas de turismo comunitário, ampliando o alcance do projeto e promovendo a circulação de informações sobre os territórios.A divulgação nas redes sociais terá papel estratégico na ampliação do acesso, por meio da produção e compartilhamento de conteúdos digitais (registros audiovisuais, imagens dos murais, relatos das oficinas e vivências), permitindo que públicos diversos acompanhem o projeto e ampliando a visibilidade das comunidades quilombolas. A divulgação será feita através de redes sociais do perfil oficial do projeto, das associações quilombolas, instituições e artistas participantes.Dessa forma, o projeto assegura não apenas o acesso gratuito às atividades presenciais, mas também a circulação ampliada de seus conteúdos, promovendo inclusão cultural, valorização da diversidade e fortalecimento dos territórios quilombolas.Em atendimento ao disposto na Seção III - Das Medidas de Ampliação de Acesso Art. 47, informamos que as ações desenvolvidas no projeto atendem aos seguintes incisos:III - disponibilizar na internet registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas;VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;VIII - estabelecer parceria visando à formação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público;IX - oferecer bolsas de formação, inserção e difusão para o mundo do trabalho em cultura voltadas para a pesquisa e a qualificação técnica, artística e cultural, que alcancem públicos prioritários e vulneráveis