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2ª Feira Literária de Ibicoara - FLIBIC

Início: 10/09/2027Término: 11/09/2027Aceite: 28/04/2026

Resumo

A FLIBIC 2027 - Feira Literária de Ibicoara busca realizar sua segunda edição como um evento cultural gratuito voltado à democratização do acesso ao livro, à leitura e às artes no interior da Bahia, fortalecendo a formação de leitores e o acesso à produção literária contemporânea e tradicional. A proposta prevê dois dias de programação com mesas literárias, rodas de conversa, encontros com escritores, lançamentos de livros, apresentações culturais, saraus, cineclube, feira de livros e atividades de mediação de leitura com estudantes da rede pública. O projeto também inclui a FLIBrincante, espaço dedicado à infância com contação de histórias, oficinas e teatro, além de ações voltadas à valorização da literatura indígena, afro-brasileira e da oralidade. A proposta contempla ainda ações de acessibilidade cultural, formação de público, fortalecimento da economia local e valorização dos saberes culturais da Chapada Diamantina.

Sinopse

1. Oficina Cores da Terra - Vivência Criativa com Tintas Rupestres: Ação de educação patrimonial com Lia Guanacé que exalta a produção de pigmentos naturais via Ecotecnologia. O público aprenderá a sintetizar tintas atóxicas e biodegradáveis com solos locais, estabelecendo diálogo empírico direto com a preservação do patrimônio arqueológico rupestre da Chapada. 2. Oficina de Som em Cena: Capacitação em sonorização e iluminação para eventos com Guilherme dos Santos. Aborda operação, mixagem e montagem cênica. Opera como vetor de economia criativa, visando a inserção de jovens no mercado de trabalho técnico da cadeia produtiva da cultura, aliando fundamentação teórica e simulações reais. 3. Oficina de Introdução à Libras: Ação estruturante de acessibilidade cultural. Ministrada por Luana Amurim, ensina o alfabeto manual e expressões em Libras, visando a democratização da comunicação, formação cidadã e inclusão da comunidade surda no ecossistema escolar. 4. Exposição do artista Thiago Santana (BA): O artista visual explora a semiótica do cotidiano nordestino e do imaginário popular. A exposição dialoga com o território e a memória afetiva doméstica, ressignificando estéticas da cultura popular tradicional. 5. Performance de Mestre Chicão de Igatu: “A Arteologia do Garimpo”: Obra cênica focada na salvaguarda da memória oral. Articulando ancestralidade e vivências do garimpo histórico, a performance utiliza o fogo como signo de resistência e fundamenta-se no conceito de "arteologia" para traduzir, de forma sensorial, identidades imateriais da região. 6. Exibição Cineclube Coletivo Lumiarte (BA): Ação de democratização audiovisual pautada no cineclubismo. Sessões de curtas e médias-metragens conectadas à temática curatorial da feira, seguidas de debates críticos. Com histórico de 250 ações comunitárias, o coletivo atua ativamente na política de formação de público. 7. Show do Canto d’ Apoema (BA): A Família Apoema atua na difusão do forró pé de serra. Com instrumentação rica (rabeca, pífano, sanfona, ukulele, gaita e 8 baixos), a apresentação assegura a transmissão intergeracional e a contínua fruição desta matriz nordestina. 8. Show de Cátia de França (PB): Apresentação de consagrada artista paraibana de 73 anos, agraciada com o Prêmio Milú Villela. Com poética musical historicamente forjada na literatura, sua obra possui imenso valor na MPB. O show consolida a intersecção entre literatura e música. 9. Oficina: Confecção e Manipulação de bonecos (Pedro Boneco - SC): Arte-educação conduzida por profissional com três décadas de atuação. Focada em economia circular, ensina a confeccionar fantoches com materiais reaproveitados. A ação atua na preservação do teatro de animação popular e fomenta o desenvolvimento motor de forma ecológica e lúdica. 10. Contação de Histórias Ecológicas (Cristiane Ferreira - BA): Mediação de leitura para a primeira infância com foco em letramento ecológico. Utilizando narrativas infantis e os bonecos recicláveis, evidencia a literatura como metodologia ativa e multissensorial, essencial para a educação ambiental e para a formação cognitiva de novos leitores. 11. Espetáculo “Cadê Radbrin?” (Coletivo Cadeiradebrin - BA): O grupo de pesquisa cênico-musical, chancelado por duas décadas de atuação, apresenta obra baseada na "cultura da infância". Cumprindo diretrizes de direitos culturais do ECA, resgata folguedos e assegura o acesso à fruição artística através da brincadeira popular folclórica. 12. Lançamento "O Homem que Virava Toco” (Micaela Cajazeiras - BA): Sessão que consolida a documentação de saberes da oralidade regional. Explorando personagens extraordinários e memórias de povos originários, o livro opera como vetor de decolonialidade e registro da antropologia social local, vital para a salvaguarda do patrimônio simbólico baiano. 13. Bate-papo: Acesso à leitura infanto-juvenil (Thiago Siqueira e Brisa Aziz - BA): Mesa de debate sobre políticas de formação de leitores. A partir das escrevivências dos autores convidados, analisa-se a literatura infantojuvenil como instrumento de mediação pedagógica, fomento imaginativo e construção afirmativa de identidades socioculturais na juventude. 14. Lançamento "Óia pa tu Vê” (Gésia Cássia - BA): Publicação historiográfica que documenta a formação cultural do município de Ibicoara via relatos empíricos. Atua como mecanismo institucional de arquivamento comunitário e proteção do patrimônio imaterial, assegurando a preservação da memória e das tradições do povoamento. 15. Apresentação do Reisado As Ciganinhas (BA): Fruição cultural com grupo tradicional nativo de Terno de Reis. A execução cênico-musical de cânticos orais referentes aos Três Reis Magos promove a proteção do sincretismo e da religiosidade popular, garantindo o repasse geracional deste relevante bem cultural imaterial. 16. Show de Fatel (BA): Potência ascendente da MPB contemporânea e indicado ao Grammy Latino. A inserção do artista do Vale do São Francisco eleva a excelência estética da curadoria e fortalece as políticas de direitos culturais, garantindo expressiva representatividade LGBTQIAP+ na programação musical. 17. Mesa Palavras Sagradas: Literatura e Espiritualidade Afro-Brasileira: Diálogo dedicado ao combate à intolerância religiosa. Nailson Sanção expõe a cosmologia do Jarê (expressão afro-religiosa exclusiva da Chapada Diamantina), enquanto a autora Ana Torres expande o debate sob a ótica da mulher negra, articulando antropologia e literatura de terreiro. 18. Mesa “Oralituras e Escrevivências do Sul da Chapada Diamantina”: Painel focado na bibliodiversidade e produção literária independente. Micaela Cajazeiras, Gésia Cássia e Zeba debatem processos criativos, analisando como os acervos da tradição oral (oralituras) e a sociologia do território sul-chapadense embasam a epistemologia literária regional. 19. Mesa "Vozes Ancestrais: A Literatura Indígena e Suas Narrativas": Neste espaço, Juvenal Payayá e Iaru Takarijú debatem suas cosmovisões, proporcionando reflexão crítica sobre a vitalidade das narrativas originárias contemporâneas e a urgência constitucional de sua difusão. 20. Mesa "Fogo e Palavras: Proteção da Chapada Diamantina": Debate transversal unindo ecocrítica e práxis ambiental. O escritor Pablo Casella e brigadistas voluntários discutem estratégias contra incêndios. A literatura é aplicada como ferramenta de conscientização socioambiental, conferindo visibilidade histórica aos defensores florestais. 21. Contação com a escritora Emília Nuñez (BA): Mediação literária a partir do best-seller "A Menina da Cabeça Quadrada". A ação fomenta a literacia familiar e a saúde mental infantil, problematizando o uso excessivo de telas. Incentiva o resgate sociomotor de brincadeiras e a qualificação dos vínculos sociais fora do ambiente digital. 22. Apresentação circense Trupe do Circo Redondo (BA): Espetáculo de artes cênicas itinerantes englobando acrobacias, malabarismo e palhaçaria. A atividade consolida a democratização irrestrita do acesso cultural no espaço público, valorizando a estética do circo de rua tradicional e promovendo fruição e coesão social intergeracional. 23. Shows DJ Biro (BA) e Coletivo Reggae pelo Reggae (BA/PE): Encerramento sonoro enaltecendo a diáspora negra. O coletivo celebra o reggae (reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO). DJ Biro conduz discotecagem em vinil (foco na preservação de mídias analógicas) com afrobeat, assegurando o direito à ocupação festiva das praças.

Objetivos

Objetivo GeralRealizar a segunda edição da Feira Literária de Ibicoara, com o objetivo de democratizar o acesso ao livro, à leitura e às artes no interior da Bahia, promovendo a formação de leitores, a valorização da diversidade literária brasileira, o fortalecimento das culturas tradicionais e o estímulo à economia da cultura, por meio de uma programação gratuita e acessível voltada a estudantes, educadores e à comunidade da Chapada Diamantina.Objetivos Específicos-⁠ ⁠Realizar 01 feira literária gratuita com duração de dois dias no município de Ibicoara;-⁠ ⁠Realizar 04 mesas literárias com escritores, pesquisadores e agentes culturais;-⁠ ⁠Promover 05 lançamentos de livros de autores independentes e regionais;-⁠ ⁠Realizar 10 apresentações culturais, incluindo música, performance poética, teatro e manifestações da cultura popular e estudantis;-⁠ ⁠Realizar 05 atividades voltadas à infância, incluindo contação de histórias, oficinas criativas, teatro infantil e mediação de leitura;-⁠ ⁠Promover no mínimo 02 oficinas formativas, com carga mínima de 1 hora cada, voltadas a estudantes, educadores e jovens interessados em literatura e mediação de leitura;-⁠ ⁠Realizar 03 atividades de valorização das culturas tradicionais, incluindo literatura indígena, literatura afro-brasileira e tradições da oralidade;-⁠ ⁠Promover 01 feira do livro com participação mínima de 03 expositores entre editoras independentes e livrarias;-⁠ ⁠Garantir a participação direta de pelo menos 10 escritores, artistas e convidados na programação;-⁠ ⁠Atender diretamente cerca de 2.000 estudantes das redes públicas municipal e estadual;-⁠ ⁠Alcançar um público total estimado de 3.000 pessoas durante os dois dias de evento;-⁠ ⁠Promover ações de acessibilidade cultural, incluindo: tradução em Libras em pelo menos 04 atividades e reserva de 10 assentos acessíveis. -⁠ ⁠Realizar 01 atividade temática de educação ambiental integrando literatura, território e sustentabilidade;-⁠ ⁠Gerar cerca de 20 contratações diretas de profissionais da cultura e pelo menos 10 contratações indiretas de serviços locais;-⁠ ⁠Disponibilizar gratuitamente 200 exemplares de materiais pedagógicos para uso posterior das escolas participantes;-⁠ ⁠Estabelecer articulação institucional com mínimo de 15 escolas públicas para participação ativa no evento;-⁠ ⁠Garantir protagonismo estudantil por meio da realização de 08 apresentações escolares, entre perfomances, recitais, exposições, intervenções artísticas e lançamentos produzidos por estudantes;-⁠ ⁠Garantir a participação de pelo menos 10 autores baianos ou nordestinos na programação.-⁠ ⁠Realizar 1 intervenção visual permanente inspirada na identidade cultural da Chapada Diamantina e em referências gráficas ancestrais do território.-⁠ ⁠Realizar 01 campanha de comunicação com no mínimo:⁠* 40 publicações digitais; *⁠ ⁠⁠10 peças gráficas; * ⁠05 inserções em imprensa regional.

Justificativa

Ao longo de sua existência, o ser humano tem buscado registrar sua trajetória no mundo por diferentes meios. Uma das formas mais antigas desse registro é a arte rupestre, considerada uma das primeiras manifestações culturais da humanidade. Por meio dessas imagens, a História de povos originários chega ao presente, revelando aspectos do cotidiano simbólico, ritualístico e material das primeiras sociedades humanas, seus modos de vida e sua relação com a natureza. Muito antes da escrita alfabética, já existia a necessidade de comunicar experiências e preservar memórias, demonstrando que o impulso narrativo é uma dimensão fundamental da experiência humana. A arte rupestre pode, portanto, ser compreendida como uma das primeiras formas de narrativa, na qual imagem, símbolo e oralidade se articulavam na transmissão de conhecimentos e na construção da memória coletiva. Estudos arqueológicos apontam que essas representações constituem sistemas complexos de comunicação cultural, vinculados aos territórios, às cosmologias e às práticas sociais dos grupos indígenas que as produziram.Nesse contexto, o território de Ibicoara se destaca como importante depositário desses testemunhos, reunindo sítios arqueológicos que evidenciam processos culturais ancestrais que utilizaram as paisagens naturais como suporte para práticas simbólicas e gráficas. Essa dimensão territorial da memória permite compreender a literatura como continuidade desse processo humano de construção de narrativas. Se nas rochas os primeiros grupos registraram suas experiências por meio de imagens, na atualidade a literatura se apresenta como um dos principais instrumentos de reelaboração das memórias, identidades e visões de mundo.É a partir dessa perspectiva que a FLIBIC 2027 adota como tema "Literatura como continuidade das primeiras narrativas humanas", propondo um diálogo entre literatura, arqueologia, ancestralidade e identidade territorial. A proposta busca evidenciar como os processos narrativos seguem fundamentais para a construção cultural das sociedades e para a afirmação das identidades locais.Localizada no sudoeste da Bahia, Ibicoara possui cerca de 20 mil habitantes e destaca-se pela produção agrícola, especialmente café e hortigranjeiros, além do turismo ecológico impulsionado por atrativos naturais como as cachoeiras do Buracão e da Fumacinha. O município também preserva importantes manifestações da cultura popular, como os grupos de Reisado ainda ativos, demonstrando a vitalidade das tradições culturais locais.A segunda edição da FLIBIC pretende priorizar a formação de público leitor, especialmente entre crianças e jovens das redes públicas municipal e estadual. A participação das escolas será estimulada por meio de atividades pedagógicas integradas à programação, como oficinas, mediação de leitura, encontros com autores e apresentações culturais protagonizadas pelos próprios estudantes. Considerando as dificuldades de acesso da população local a eventos culturais e a necessidade de fortalecer a participação comunitária, o projeto propõe que os estudantes também assumam papel de protagonismo dentro da programação, com destaque para apresentações literárias, artísticas e culturais desenvolvidas pelas escolas, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a relação entre educação e cultura.A feira também busca aproximar a literatura da realidade local, com a participação de escritores negros, indígenas e autores regionais, ampliando o repertório cultural da população e promovendo representatividade.Apesar do seu potencial turístico, Ibicoara ainda enfrenta desafios relacionados à inclusão cultural e ao fortalecimento do seu mercado cultural. Muitos visitantes passam pela cidade sem conhecer sua cultura, evidenciando a necessidade de iniciativas que valorizem também o patrimônio cultural e os saberes tradicionais. Soma-se a isso o fato de que grande parte dos eventos culturais estruturados da Chapada Diamantina concentra-se na região norte, em municípios com maior infraestrutura cultural, enquanto cidades do sul da região ainda possuem menor inserção nesses circuitos.Nesse sentido, a FLIBIC contribui para a descentralização das ações culturais, ampliando o acesso da população local a uma programação literária gratuita e acessível. A realização do evento no próprio município também se mostra necessária diante das dificuldades de deslocamento enfrentadas por moradores, especialmente da zona rural, que muitas vezes não conseguem participar de eventos realizados em outras cidades. Assim, a proposta prevê ações de mobilização junto às comunidades rurais e articulação com escolas públicas para garantir a participação ativa de estudantes e educadores, onde as apresentações das escolas terão espaço de destaque na programação, funcionando como momento de valorização da produção estudantil e de reconhecimento do papel da escola como agente cultural no território.O projeto também contribui para o fortalecimento da economia criativa local por meio da contratação de profissionais da cultura, participação de editoras independentes, realização da feira do livro e incentivo à produção cultural regional.Diante desse cenário, o financiamento por meio do mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei nº 8.313/91 torna-se fundamental para a viabilização da FLIBIC 2027, especialmente por se tratar de um município do interior com poucas alternativas de financiamento cultural estruturado. A proposta dialoga diretamente com os objetivos do Programa Nacional de Apoio à Cultura ao promover o acesso gratuito à programação, incentivar a formação de leitores, fomentar a produção cultural regional e valorizar as expressões culturais afro-brasileiras, indígenas e populares. Também fortalece a cadeia produtiva cultural ao estimular a participação de artistas, produtores e técnicos locais, além de promover a circulação de obras e autores independentes.O projeto também contribui para a preservação do patrimônio imaterial ao valorizar manifestações tradicionais como os Reisados e ao promover ações educativas que relacionam literatura, memória e patrimônio cultural, a exemplo da mesa temática "Da Pedra ao Livro: narrativas do nosso território", que propõe o diálogo entre arqueologia e literatura como formas complementares de registro da experiência humana.Por fim, o projeto estimula o conhecimento dos bens culturais ao apoiar ações relevantes para o desenvolvimento cultural local, como a criação de murais artísticos e intervenções inspiradas na identidade da Chapada Diamantina e nas referências gráficas ancestrais do território. Desse modo, a FLIBIC 2027 se afirma como um espaço de continuidade das primeiras narrativas humanas, renovando, em chave contemporânea, o gesto ancestral de inscrever a experiência coletiva na paisagem e na palavra.

Etapas

1. Pré-produção (8 meses | janeiro a agosto de 2027) Etapa destinada ao planejamento estratégico, estruturação técnica e mobilização institucional da FLIBIC 2027. Neste período serão realizadas a análise de cenário e diagnóstico cultural do município, definição do tema curatorial, construção da programação geral e mapeamento de convidados. Também inclui lançamento e execução do Chamamento Artístico FLIBIC, seleção de propostas culturais, articulação com escritores, pesquisadores, artistas, editoras independentes e agentes culturais regionais.Serão executadas ainda as contratações de equipe técnica, produção executiva, assessoria de comunicação, designer gráfico, serviços de palco, som, iluminação, cenografia, segurança, limpeza e apoio operacional. Integram esta fase o desenvolvimento da identidade visual oficial, produção de peças gráficas, atualização de site e redes sociais, campanha de divulgação inicial e relacionamento com imprensa regional.No campo institucional, compreende reuniões e parcerias com Secretarias Municipais, escolas públicas, universidades, coletivos culturais e apoiadores privados. Também serão planejadas a logística de transporte escolar e de convidados, hospedagem, alimentação, licenças necessárias, plano de segurança, contratação de intérpretes de Libras e demais medidas de acessibilidade.Ainda nesta etapa serão realizadas ações formativas descentralizadas em escolas públicas de Ibicoara, como oficinas preparatórias de Libras, Geotintas e formação técnica em áudio, ampliando o alcance social do projeto antes dos dias centrais da feira.2. Execução (6 semanas | agosto a setembro de 2027, com a culminância nos dias 10 e 11 de setembro de 2027) Fase voltada à operacionalização final e realização pública da FLIBIC 2027. Nas semanas que antecedem o evento ocorrerão a intensificação da campanha de comunicação, confirmação logística de convidados, montagem de palco, tendas, estandes, pórticos, backdrops, sinalização visual e ambientação temática dos espaços públicos utilizados. Também serão instalados sistemas de sonorização, iluminação cênica, geradores, mobiliário, áreas expositivas, banheiros adaptados e estruturas de acessibilidade física.Inclui ensaios técnicos, passagem de som, credenciamento de equipes, treinamento de monitores e alinhamento operacional com voluntários, prestadores de serviço e órgãos públicos parceiros.Nos dias 10 e 11 de setembro de 2027, será realizada a programação oficial da FLIBIC, com feira do livro, mesas literárias, rodas de conversa, lançamentos de livros, sessões de autógrafos, oficinas, apresentações artísticas, contações de histórias, atividades infantis, ações estudantis protagonizadas por escolas locais, exposições, intervenções visuais e atividades voltadas à valorização da memória cultural e da identidade territorial. Durante toda a execução haverá monitoramento técnico, suporte logístico, recepção de público e acompanhamento das ações de acessibilidade.3. Pós-produção (3 meses | setembro a novembro de 2027) Etapa destinada ao encerramento técnico, administrativo e consolidação dos resultados do projeto. Compreende desmontagem de palco, tendas, estandes e demais estruturas temporárias, devolução de equipamentos locados, conferência de materiais e finalização de contratos operacionais.Também serão realizados pagamentos remanescentes, organização de notas fiscais, documentos comprobatórios, relatórios internos e sistematização financeira para prestação de contas. No campo avaliativo, inclui levantamento de público participante, indicadores de alcance, registro de metas executadas, coleta de feedback de escolas, convidados, equipes e parceiros institucionais.Serão organizados registros fotográficos e audiovisuais, clipping de imprensa, produção de relatório final institucional e divulgação pública dos resultados nas redes sociais e canais oficiais da FLIBIC. A etapa contempla ainda a manutenção do acervo digital da edição 2027 e reuniões de avaliação para planejamento das próximas edições do evento.

Estratégia de execução

1. Resultados esperados- Incentivo à leitura, produção e difusão do conhecimento (inclusive o popular);- Formação de leitores e leitoras no município (principalmente no âmbito escolar);- Valorização das tradições orais e da diversidade cultural local;- Estímulo à participação da comunidade em eventos culturais e literários;- Atração de turistas e promoção do turismo cultural em Ibicoara;- Promoção da inclusão social e valorização das diferentes vozes e narrativas. 2. Local de ExecuçãoA FLIBIC 2027 será realizada em espaços estratégicos do município de Ibicoara, mantendo a diretriz da edição anterior de garantir ampla participação pública e capilaridade territorial. As atividades principais ocorrerão no Ginásio Maciel Genuíno Novais, equipamento público de referência para eventos de grande porte no município, e no Colégio Estadual de Tempo Integral de Ibicoara (CETI), localizado na sede, espaço que possibilita a integração direta com a comunidade escolar e oferece infraestrutura adequada para atividades formativas, literárias e educativas.Com o objetivo de ampliar o alcance do projeto e garantir a inclusão de públicos da zona rural, parte da programação será descentralizada e realizada no Circo Redondo, situado na comunidade rural do Campo Redondo. O espaço é reconhecido regionalmente por sua atuação sociocultural contínua desde 2011, desenvolvendo ações formativas em artes circenses voltadas a crianças, adolescentes e adultos, e se configura como um importante polo cultural do território. A escolha desses locais responde a critérios de acessibilidade, capacidade de público, infraestrutura e relevância sociocultural, permitindo não apenas a realização qualificada das atividades, mas também a democratização do acesso e a integração entre diferentes comunidades do município, tanto da sede quanto da zona rural.3. Público AlvoO público prioritário são crianças e jovens das redes municipal, estadual e privada de ensino, além de professores, coordenadores, diretores e gestores da educação de Ibicoara e região, reforçando o caráter socioeducativo da FLIBIC. Contudo, o projeto também tem um alcance mais amplo devido ao seu caráter cultural e inclusivo, contemplando uma faixa etária que vai desde crianças pequenas (a partir dos 4 anos) até idosos (60+). Esperamos receber leitores ávidos, artistas e autores locais e regionais, amantes da cultura, homens e mulheres, indígenas, pretos, pardos e brancos, de diversas orientações de gênero, tanto residentes locais quanto visitantes de diversas localidades.4. ParceriasColetivo Baobá - Realização e CuradoriaColetivo Cine Lumiarte – Apoio CuratorialNTE – Apoio InstitucionalPrefeitura de Ibicoara – Apoio de infraestrutura e logísticaCirco Redondo – Espaço ParceiroAssociações de Guias de Ibicoara – Apoio divulgaçãoAssociação de Comerciantes de Ibicoara - Apoio divulgaçãoCOOPRIC - Cooperativa de Produtores Rurais de IbicoaraAMBAÍ - Associação de Moradores do Baixão5. Plano de Comunicação5.1. Expectativa de público: pelo menos 3.000 pessoas ao longo do evento5.2. Identidade Visual: A identidade visual da FLIBIC 2027 será desenvolvida pelo Coletivo Baobá durante a pré-produção, com base no tema “Literatura como continuidade das primeiras narrativas humanas”, garantindo coerência conceitual entre proposta estética, conteúdo programático e território.- Logo: Desenvolvida a partir de grafismos inspirados nas pinturas rupestres de Ibicoara, incorporando traços orgânicos, figuras simbólicas e elementos visuais que remetam às primeiras formas de registro narrativo.- Paleta de cores: Predominância de tons terrosos (ocres, marrons, ferrugens e avermelhados), em referência aos pigmentos naturais utilizados nas pinturas rupestres, associados a variações que dialoguem com a paisagem local.- Tipografia: Seleção de fontes com alta legibilidade, combinadas a elementos gráficos que remetam à manualidade e à estética ancestral, podendo dialogar com referências da xilogravura e de inscrições primitivas.- Elementos gráficos: Uso de ilustrações baseadas em grafismos rupestres (figuras humanas, animais e símbolos), articuladas a elementos contemporâneos da literatura, estabelecendo relação visual entre imagem e palavra.5.2.1. Aplicações da Identidade Visual:- Pórtico: Entrada principal do evento com a logo da FLIBIC, cores temáticas e informações de boas-vindas, ilustrações e marcas contendo realização, apoio e patrocínio.- Backdrop: Painel de fundo para fotos e entrevistas, exibindo a logo, ilustrações e apoiadores, mantendo a paleta de cores do evento.- Cartazes e Banners: Materiais de divulgação distribuídos pela cidade e região circunvizinhas, apresentando a programação, as marcas de realização e patrocínio, destacando as atrações principais;- Posts nas Redes Sociais: Cards, imagens e vídeos promocionais adaptados para diferentes plataformas, mantendo a identidade visual;- Site oficial: Cores, elementos e fontes seguirão o mesmo padrão da identidade visual;- Materiais Impressos: Programação do evento, panfletos de divulgação e brindes, todos com a identidade visual unificada e mantendo a aplicação das marcas de acordo com o edital. 5.3. Redes sociais:Para realizar uma ampla divulgação da FLIBIC, foi desenvolvido um cronograma de postagens abrangendo os três meses anteriores ao evento e os dois meses posteriores. Durante o pré evento teremos uma intensa divulgação da programação, dos artistas participantes, do tema escolhido e dos apoios e parcerias. Também compartilharemos dicas de onde se hospedar, como chegar e outras informações relevantes sobre a festa literária e o território, além de promover parcerias com influenciadores digitais e páginas de divulgação com um bom alcance no Instagram.Para estimular a interação com os seguidores e a criação de uma comunidade engajada com o tema, teremos posts interativos no feed e stories, utilizando caixa de perguntas e enquetes. Outra estratégia será a criação de conteúdo compartilhável com citações de livros, curiosidades sobre a cidade de Ibicoara e outros conteúdos relacionados ao tema do evento, estimulando que os seguidores compartilhem os posts com sua rede, aumentando o alcance das publicações.Durante o evento, a cobertura será em tempo real, priorizando vídeos curtos e/ou carrossel de fotos. O público também será estimulado a gerar conteúdo, para que tenhamos mídia espontânea do evento para repostar nos stories.Após o festival, divulgaremos intensamente até novembro as atividades que ocorreram na FLIBIC 2027, com fotos e vídeos das rodas de conversa, oficinas, lançamentos, shows, sessão de cinema, exposições e muito mais. Ao todo, serão no mínimo 110 posts no feed e 140 stories no Instagram, com descrição de imagem na legenda, voltada para pessoas com deficiência visual.

Especificação técnica

1. Oficinas Formativas: Formato: Presencial, com turmas organizadas por faixa etária (Fundamental II e Ensino Médio) Carga horária: 2h30 a 3h por turma Público-alvo: Estudantes da rede pública municipal e estadualProjeto pedagógico (geral): - Objetivo geral: Promover formação introdutória em linguagens artísticas, técnicas e inclusivas, estimulando criatividade, consciência cultural e iniciação profissional. - Objetivos específicos: desenvolver habilidades práticas; incentivar a expressão criativa; promover inclusão e ampliar repertório cultural. - Metodologia: abordagem teórico-prática com exposição dialogada, demonstração técnica, experimentação prática e trabalho coletivo. - Critério de seleção: estudantes regularmente matriculados, com articulação junto às escolas. - Produto final: vivências práticas, produção de materiais e desenvolvimento de competências iniciais.1.1 Oficina Cores da Terra – Vivência Criativa com Tintas RupestresConteúdo programático: - Tipos de pigmentos naturais (minerais e orgânicos); - História das tintas naturais (da pré-história à contemporaneidade); - Uso cultural dos pigmentos pelos povos indígenas e africanos; -Tintas sintéticas e impactos socioambientais; - Técnicas de obtenção de pigmentos (cocção, maceração e fricção); - Textura, cor, durabilidade e aplicabilidade; - Aglutinantes, fixadores e conservação; - Toxicidade dos materiais industriais; - Aplicações em diferentes suportes; - Atividade prática de produção de tintas. Materiais: solos, minerais, recipientes, fixadores naturais e suportes para pintura. Produto final: produção de tintas naturais e experimentações artísticas.1.2 Oficina Som em CenaConteúdo programático: - Introdução ao som e iluminação cênica; - Noções básicas de acústica; - Tipos de microfones, cabos e conexões; - Estrutura de sistemas de som (PA e retorno); - Noções de mixagem e equalização; - Montagem básica de palco; - Introdução à iluminação cênica; - Operação de equipamentos; - Simulação prática de montagem e operação; - Segurança no uso de equipamentos. Materiais: mesa de som, caixas acústicas, microfones, cabos e iluminações. Produto final: exercícios práticos de operação técnica.1.3 Oficina de Introdução à LibrasConteúdo programático: - Introdução à Libras e cultura surda; - Alfabeto manual; - Cumprimentos e expressões básicas; - Vocabulário cotidiano; - Expressão facial e corporal; - Construção de frases simples; - Prática em grupo; - Dinâmicas e jogos; - Simulação de diálogos; - Reflexão sobre inclusão. Materiais: recursos visuais e materiais de apoio. Produto final: desenvolvimento de comunicação básica em Libras.2. Mesas Literárias e Rodas de ConversaFormato: encontros presenciais mediados Duração: 40 a 60 minutos Especificações técnicas: - Estrutura com som, microfones, mesa e cadeiras; - Mediação e debate com o público; - Registro audiovisual. Produto: debates formativos e difusão de conhecimento.3. Lançamentos de Livros e Sessões de Autógrafos: Formato: encontros com autores Duração: até 60 minutosEspecificações: - Mesa, cadeiras e equipamento de som; - Disponibilização de livros físicos.Produto: difusão literária e interação com leitores.4. Apresentações Artísticas (Música, Performance, Cultura Popular e Circo)Formato: apresentações ao vivo Duração: 20 a 60 minutos por atraçãoCaracterização: - Programação composta por música popular cantada e música regional, incluindo gêneros como forró, reggae e expressões afro-indígenas; - Integra performances e manifestações culturais populares, como o reisado.- Contempla apresentação de escolas particulares e públicas, estaduais e municipais do município.Recursos técnicos: palco, sistema de som, iluminação cênica e backline. Produto: espetáculos culturais diversos.5. Programação Infantil – FLIBRINCANTE:Formato: atividades lúdicas e educativas Duração: até 4 horas por turnoProjeto pedagógico: - Estímulo à leitura, imaginação e expressão; - Metodologia interativa e sensorial; - Atividades lúdicas.Produto: experiências formativas, artísticas e literárias para o público infantil.6. Exposição ArtísticaFormato: instalação aberta ao público no Colégio de Tempo Integral de Ibicoara. Duração: período integral do evento.Produto: exposição visual com temática territorial.7. Exibição Audiovisual – CineclubeFormato: exibição de curtas e médias Duração: até 90 minutosEspecificações: - Projetor, tela e sistema de som; - Curadoria temática e roda de conversa.Produto: sessão audiovisual com mediação crítica.8. Feira do Livro:Formato: espaço expositivo e comercial Duração: funcionamento contínuoEspecificações: - Estandes, mesas e cadeiras; - Participação de editoras, autores e livrarias. Produto: comercialização, difusão e circulação de livros.9. Feira de Artesanato e Economia CriativaFormato: espaço expositivo e de comercialização integrado à feira Duração: funcionamento contínuo durante todo o eventoEspecificações técnicas: - Estrutura com estandes, tendas, mesas e cadeiras; - Organização por segmentos (artesanato, gastronomia, produtos da agricultura familiar e economia criativa); - Infraestrutura básica de apoio (energia, circulação e sinalização); - Curadoria e/ou seleção de expositores priorizando produtores locais e regionais. Projeto pedagógico (implícito à ação): - Valorização dos saberes tradicionais e fazeres culturais locais; - Incentivo à geração de renda e fortalecimento da economia criativa; - Promoção da relação entre cultura, território e sustentabilidade; - Estímulo ao empreendedorismo cultural comunitário. Produto: - Comercialização e difusão de produtos artesanais e criativos; - Fortalecimento da cadeia produtiva local; - Integração entre público, produtores e agentes culturais.

Ficha técnica

1. Marília Braga de Oliveira – Proponente, Coordenação Geral e Curadoria: Responsável pela concepção, planejamento estratégico, coordenação geral e execução do projeto. Atua diretamente na articulação institucional com órgãos públicos e parceiros, captação de recursos, supervisão das equipes, gerenciamento de cronogramas e definição das diretrizes curatoriais em diálogo com a equipe. Também acompanha todas as etapas do projeto, garantindo a integração entre produção, comunicação e programação. Currículo resumido: Lia é produtora cultural, arte-educadora, ilustradora e designer. Nascida no Ceará e indígena em retomada do povo Guanacé, atua profissionalmente desenvolvendo trabalhos que dialogam com território, memória, ancestralidade e educação. É formada em Artes Visuais, com ênfase em mídias digitais, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Entre seus principais trabalhos estão o livro infantil “Artistas Rupestres do Nordeste”, no qual atua como autora e ilustradora (2025/2026); participa dos projetos Agreste Rupestre, Catimbau Rupestre e Chapada Rupestre, como produtora, ilustradora e designer (2025/2026), desenvolvendo ações educativas e materiais educativos voltados à valorização do patrimônio arqueológico, cultural e ambiental e a Feira Literária de Ibicoara - FLIBIC, onde exerce a coordenação geral, além de atuar como oficineira, ilustradora e designer (2026). Integrou também a equipe da Oficina de formação musical Trilhas e Tons, como produtora executiva e diretora de arte e mídias (2025), e do curta-metragem “Retomada”, como produtora executiva e diretora de arte (2024/2025). Desde 2023, é produtora, ilustradora e responsável pelas mídias sociais do Arrastapé do Mundo Novo, além de atuar como arte-educadora em oficinas de pigmentos naturais e ecopedagogia, com foco em práticas manuais e educação ambiental. Por fim, atua desde 2020 como coordenadora de comunicação do programa de rádio Frequência Natural, na Rádio Frei Caneca FM. 2. Luiz Guilherme Matos Costa dos Santos – Direção Executiva e Gerente Administrativo: Responsável pela execução operacional do projeto, acompanhamento de contratos e fornecedores, controle de demandas técnicas e suporte direto à coordenação geral. Atua diretamente na gestão administrativa e financeira, elaboração e acompanhamento orçamentário e na mediação entre equipe técnica, prestadores de serviço e produção local, garantindo o cumprimento das etapas planejadas. Currículo resumido: É Produtor Musical/Cultural, Músico, Técnico de Áudio e em Agroecologia. Em 2012 fundou o Reggae pelo Reggae; em 2014 lançou a rádio online RpR; em 2015 fundou a Subcultura e o espaço cultural Mundo Novo; entre 2016 e 2017 atuou como produtor executivo e técnico de áudio do projeto Caldo de Cana e também na produção, apresentação e Edição de Áudio do programa Verde Amarelo & Vermelho veiculado na Rádio Frei Caneca FM em 2019. É apresentador e produtor do Programa Reggae pelo Reggae e produtor/técnico de áudio do Frequência Natural ambos no ar desde 2020 também pela Frei Caneca FM e atualmente estão na 4ª Temporada. Entre 2022 e 2025, o Reggae pelo Reggae Sounds, do qual Memis Etiópia é Produtor, DJ e Dubmaster, teve a oportunidade de se apresentar em grandes festivais como o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) 2022 e 2023, e o REC’n’Play 2022, onde conquistou o 2° lugar e apresentações no carnaval de Recife de 2023, 2024 e 2025. Em 2024 Executou os Projetos Catimbau Rupestre e Chapada Rupestre, produzindo cartilhas ecopedagógicas sobre a valorização do patrimônio rupestre do Vale do Catimbau e Chapada Diamantina, nas funções de Produtor Executivo e Direção de Áudio. Em 2025 aprovou e Coordenou a Oficina Trilhas e Tons com 20 horas, de teoria musical e prática instrumental, conduzida pelo cantor e compositor Nosly, financiada pela PNAB Recife. Atualmente está na produção Executiva e Direção de Áudio do Filme “Retomada”, com lançamento realizado dia 6 de dezembro de 2025. Por fim, é Cofundador da FLIBIC – Feira Literária de Ibicoara, no qual atua como Diretor Executivo e Gerente Administrativo/Financeiro. 3. Ana Luísa Redig de Campos Barrocas – Coordenação de Comunicação: Responsável pelo planejamento e execução da estratégia de comunicação do projeto, incluindo gestão de redes sociais, produção de conteúdo digital, articulação com assessoria de imprensa, acompanhamento de campanhas e monitoramento de alcance. Supervisiona a identidade comunicacional da FLIBIC e garante a visibilidade do evento junto ao público local e regional. Currículo resumido: Ana Redig é jornalista, gestora de projetos e especialista em gestão da sustentabilidade, com mais de 30 anos de atuação profissional, sobretudo no Terceiro Setor. Natural do Rio de Janeiro, construiu uma carreira sólida como repórter, redatora, editora e gerente de comunicação, sendo responsável por diversas publicações institucionais e editoriais, como o Jornal da Cidadania e as revistas Democracia Viva, Trincheiras e Brazilian Business, esta última durante sua atuação como gerente de Comunicação da Câmara de Comércio Brasil–Estados Unidos. É autora e coautora de seis livros, com destaque para "Ação da Cidadania – 20 anos" e "Ação da Cidadania – 25 anos" (com Nadia Rebouças), "Cidadania – A Fome das Fomes" (com Plínio Fraga) e "Belo Monte – Gigante de Energia Limpa" (com Silvia Noronha), além de cadernos da Coleção Rio Doce, produzidos pela Fundação Getúlio Vargas sobre o desastre de Mariana. Residente em Ibicoara (BA), atua de forma direta em iniciativas socioambientais locais. É coordenadora da Brigada Florestal da Associação Grupo Bicho do Mato e tesoureira da Associação de Mulheres Brigadistas de Ibicoara. Nessa função, foi responsável pela elaboração e gestão administrativa e financeira de projetos contemplados por fundos socioambientais, incluindo o apoio do Fundo Casa Socioambiental, aprovado em 2023 e executado em 2024, com foco no fortalecimento e capacitação da brigada florestal, tendo todos os relatórios aprovados com elogios. Também integrou a equipe gestora do projeto internacional SASA – Cultivando Conexões e Confluências, vinculado à Universidade de Keele (Reino Unido), atuando na coordenação administrativa e financeira. O projeto envolveu workshops no Brasil e debates finais no Reino Unido. 4. Pérola Lima Almeida – Produção Executiva: Responsável pela organização logística do projeto, incluindo planejamento e execução de transporte, hospedagem e alimentação de convidados, equipe e prestadores de serviço. Atua na gestão de deslocamentos, controle de cronogramas logísticos, suporte à recepção de artistas e convidados e acompanhamento das necessidades operacionais durante o evento. Currículo resumido: Produtora cultural com mais de 15 anos de atuação, construída de forma orgânica a partir dos bastidores de eventos culturais, artísticos e comunitários. Possui experiência em produção executiva, curadoria de experiências, gestão cultural e articulação de parcerias, atuando em feiras literárias, exposições de arte, eventos musicais, saraus e projetos de economia criativa. Ao longo de sua trajetória, trabalhou em agências de produção, projetos independentes e na gestão de espaços gastronômicos e culturais, integrando cultura, hospitalidade e identidade territorial. É fundadora e produtora executiva do projeto Conexão Chapada, que promove experiências culturais e sustentáveis na Chapada Diamantina, conectando visitantes à comunidade local. Entre seus trabalhos recentes, destaca-se a produção executiva da exposição "Luminosidade", de Babi Lima (2025), no Museu Igaraçu e a atuação como produtora executiva da 1ª Feira Literária de Ibicoara – FLIBIC (2025). Sua atuação é guiada pela valorização da cultura local, pelo fortalecimento do pertencimento e pela criação de encontros que unem arte, território e transformação coletiva.

Acessibilidade

Acessibilidade Arquitetônica/Física: - Disponibilização de dois banheiros adaptados durante o evento; - Instalação de rampa de acesso ao palco principal; - Reserva de assentos prioritários nas apresentações, mesas literárias, painéis e demais atividades; - Organização de percursos acessíveis entre os principais espaços da programação; - Áreas com circulação desobstruída para cadeiras de rodas e pessoas com mobilidade reduzida; - Sinalização adequada dos espaços de circulação do evento; - Priorização de espaços públicos com melhor condição de acesso físico. Acessibilidade Comunicacional: - Disponibilização de intérpretes de Libras em nas principais atividades da programação; - Produção de materiais informativos em linguagem simples e objetiva; - Aplicação de texto alternativo nas principais publicações em redes sociais, especialmente Instagram; - Utilização de legendas em vídeos institucionais e materiais audiovisuais, sempre que possível; - Sinalização visual clara e objetiva nos espaços do evento. Acessibilidade Programática / Atitudinal: - Participação de pessoas com portadoras de deficiência na programação cultural e educativa; - Inclusão de, no mínimo, uma apresentação artística inclusiva; - Inclusão na programação de uma mesa literária abordando acessibilidade e inclusão; - Orientação da equipe de produção para atendimento humanizado e acolhimento do público; - Realização de uma oficina de Introdução à Libras de forma gratuita; - Prioridade de atendimento e suporte quando necessário; - Mesas temáticas com linguagem acessível; - Programação gratuita e aberta à população.

Democratização

A FLIBIC 2027 será realizada com acesso totalmente gratuito, garantindo que toda a população de Ibicoara e municípios vizinhos possa participar da programação sem cobrança de ingressos ou taxas de inscrição. A proposta compreende a democratização do acesso como princípio central, buscando reduzir barreiras econômicas, territoriais, educacionais e simbólicas que historicamente limitam a participação em atividades culturais no interior.A programação será distribuída em diferentes espaços públicos e de fácil acesso, incluindo o Ginásio Poliesportivo, áreas externas e o Colégio Estadual de Tempo Integral de Ibicoara (CETI), permitindo ampla circulação de públicos diversos. As atividades contemplarão crianças, adolescentes, jovens, educadores, famílias, idosos e comunidade em geral.Como estratégia de ampliação de acesso, será realizada mobilização direta das escolas privadas, públicas municipais e estaduais, com articulação prévia junto à rede de ensino para garantir a participação organizada de estudantes, professores e equipes pedagógicas. Serão priorizadas turmas da zona rural e de comunidades com menor acesso a bens e equipamentos culturais. Para viabilizar essa participação, haverá diálogo institucional com a Secretaria Municipal de Educação visando à disponibilização de transporte escolar nos dias do evento, assegurando o deslocamento dos alunos até os espaços da programação e ampliando o alcance social da FLIBIC.Também serão realizadas no mínimo 3 oficinas gratuitas em escolas públicas municipais e/ou estaduais de Ibicoara, dando continuidade à metodologia da primeira edição da FLIBIC, que promoveu mais de cinco oficinas em diferentes unidades escolares do município. As oficinas funcionarão como ações formativas descentralizadas e preparatórias para a feira, ampliando o alcance social do projeto para além dos dias do evento.Entre as atividades gratuitas previstas, destacam-se:- Oficina Cores da Terra de Pigmentos Naturais (Geotintas), relacionando arte, território, sustentabilidade e referências visuais ancestrais (As Pinturas Rupestres), com a arte-educadora Lia Guanacé.- Oficina Som em Cena, voltada à capacitação de jovens para o mercado técnico-cultural, abordando noções práticas de sonorização, mixagem, operação de equipamentos, iluminação de palco e bastidores de eventos, com o técnico de áudio Guilherme dos Santos.A feira do livro contará com participação de editoras independentes, livrarias e autores convidados, oferecendo obras com diferentes faixas de preço, além de atividades gratuitas de mediação de leitura, sessões de autógrafos e encontros entre autores e leitores. Parte da programação incentivará a circulação gratuita de livros por meio de doações, trocas solidárias e ações de estímulo à leitura.Também serão realizadas mesas temáticas, contações de histórias, apresentações culturais e lançamentos de livros, todas gratuitas e abertas ao público. Como medida complementar de democratização, conteúdos selecionados poderão ser registrados e disponibilizados posteriormente em plataformas digitais e redes sociais da FLIBIC, ampliando o alcance para públicos que não puderem comparecer presencialmente. A comunicação do evento utilizará rádio local, redes sociais, materiais gráficos e articulação comunitária, buscando alcançar tanto a sede quanto comunidades rurais.