Início: 04/01/2027Término: 04/01/2028Aceite: 29/04/2026
"Rios de Sangue _ Adaptação teatral de Torto Arado em territórios quilombolas" propõe a criação e circulação de um espetáculo teatral gratuito em comunidades quilombolas de cinco municípios da Chapada Diamantina com imersão nessas comunidades e troca de conhecimentos entre os participantes a partir da realização de oficinas, rodas de conversas com moradores locais de todas as idades e a capacitação de jovens estudantes da educação básica, com reserva para PCD’s.
O projeto Rios de Sangue – adaptação de Torto Arado em territórios quilombolas propõe a realização de um processo artístico e formativo que articula teatro, educação e território, tendo como base a obra do escritor baiano Itamar Vieira Junior. A proposta envolve a formação de jovens estudantes da educação básica, no município de Iraquara, e a construção coletiva e inclusiva de um espetáculo de artes cênicas em diálogo direto com comunidades quilombolas da Chapada Diamantina.Como etapa inicial, serão realizadas oficinas formativas gratuitas, com carga horária total de 20 horas, voltadas à preparação dos estudantes para atuação no espetáculo, tanto no elenco quanto em funções técnicas. As oficinas serão divididas em cinco eixos: leitura dramática, com foco na aproximação com a narrativa da obra; preparação de elenco, voltada à construção de personagens e expressividade cênica; música, com formação para atuação na sonorização do espetáculo; dança, com ênfase na construção corporal e simbólica da cena do Jarê; e audiovisual, voltado à captação de imagens e construção de narrativas visuais.Após esta etapa, serão realizados ensaios sistemáticos no auditório do Colégio EStadual de Tempo Integral de Iraquara, com duração de 2 horas, duas vezes por semana, ao longo de 5 meses, totalizando 60 horas de preparação. Esse processo visa a construção coletiva da encenação, fortalecendo o protagonismo juvenil e a experiência artística dos participantes. Será direcionada a 15 estudantes do Ensino Médio, sendo 3 PCD’s.O projeto se desdobra em vivências nas comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, com duração de 3 dias em cada território, promovendo o encontro entre 15 estudantes, 14 pessoas da equipe do projeto e os moradores locais de todas as idades. Essas vivências serão orientadas pela escuta sensível, pela troca de experiências e pelo reconhecimento dos saberes tradicionais, por meio de rodas de conversa, dinâmicas participativas e práticas de reconhecimento do território. Serão conduzidas pelas diretoras e pelos oficineiros.Durante essas imersões, serão realizadas as Oficinas Integrativas, com carga horária de 4 horas cada, totalizando 25 oficinas. Essas oficinas se configuram como espaços de criação coletiva e troca horizontal de saberes, articulando arte e memória a partir das experiências das próprias comunidades. As oficinas integrativas se fundamentam em uma perspectiva de educação popular e decolonial, reconhecendo as comunidades quilombolas como produtoras de conhecimento e não apenas como público das ações culturais. Organizam-se nos seguintes eixos: leitura dramática e narrativas do território, conectando literatura e oralidade; dança e expressões do corpo ancestral, inspiradas em manifestações culturais locais como o Jarê; música e sonoridades do território, a partir de ritmos e práticas musicais presentes nas comunidades; audiovisual e memória, com foco na produção de registros pelos próprios participantes; e contação de histórias e oralidades, valorizando memórias, experiências e saberes compartilhados.O espetáculo de artes cênicas (produto principal) , resultado desse processo, possui duração aproximada de 45 minutos e é composto por 11 cenas que articulam diferentes linguagens artísticas, como teatro, música, dança e audiovisual. A obra aborda temas como ancestralidade, fé, luta pela terra, racismo ambiental, racismo religioso e relações de gênero, a partir de uma linguagem acessível e contextualizada, possibilitando a identificação do público e garantindo classificação livre.Todo o elenco e parte da equipe técnica serão compostos por estudantes do CETII, que passarão por formação prévia ao longo do projeto. A encenação contará com trocas dinâmicas de cenário e com projeções audiovisuais construídas a partir de imagens captadas durante as vivências, incorporando também falas, expressões e narrativas compartilhadas pelos moradores das comunidades.Como desdobramento, será realizado o registro audiovisual de todas as etapas do projeto — incluindo oficinas, vivências e apresentações —, resultando na produção de um material audiovisual que sistematiza a experiência artística e formativa. Esse material será posteriormente exibido nas comunidades participantes como forma de devolutiva e reconhecimento, além de ser difundido em plataformas digitais, contribuindo para a valorização, visibilidade e preservação das memórias e identidades quilombolas.Ao integrar formação, criação artística e vivência em território, o projeto se afirma como uma ação cultural comprometida com a valorização dos saberes tradicionais, o fortalecimento das identidades locais e a formação crítica e sensível da juventude, contribuindo também para a geração de emprego decente através da remuneração justa para esses jovens.
Objetivo Geral: Realizar a montagem e circulação do espetáculo teatral "Rios de Sangue _ Uma adaptação do romance Torto Arado" em cinco comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, promovendo processos de imersão artística em cada território, de modo a integrar saberes, vivências e expressões culturais locais à construção estética e dramatúrgica da obra, além de trazer capacitação para jovens estudantes de Iraquara, com reserva para PCD’s.Objetivos específicos:1- Realizar 5 Oficinas Formativas (leitura dramática, preparação de elenco, música, dança e audiovisual), com carga horária de 4 horas para cada oficina, totalizando 20 horas, destinadas a 15 jovens estudantes da educação básica. Entre esses 3 PCD’s );2- Desenvolver 2 encontros semanais para ensaio da peça com os estudantes, com duração de 2 horas por encontro, ao longo de 5 meses, totalizando 80 horas de preparação do espetáculo;3- Promover 2 rodas de conversa em cada uma das 5 comunidades, com duração de 4 horas cada, totalizando 40 horas;4- Garantir a participação de pessoas de todas as idades interessadas nas atividades, integrando o máximo da comunidade;5- Oferecer 5 Oficinas Integrativas em cada uma das 5 comunidades (leitura dramática, dança, música, audiovisual e contação de histórias), com carga horária de 4 hs para cada oficina, totalizando 25 oficinas e 100 horas de formação integrada às comunidades;6- Realizar o registro audiovisual (fotografia e vídeo) de todas as etapas do projeto — incluindo processos de imersão, oficinas e apresentações — em colaboração com as comunidades participantes, visando a produção de 1 produto audiovisual que sistematize a experiência artística e formativa;7- Promover a devolutiva através de 1 exibição do produto audiovisual às comunidades envolvidas, como forma de reconhecimento e valorização da troca de saberes, contribuindo para a preservação da memória local e incentivando a continuidade de iniciativas culturais e artísticas nos territórios;8- Difundir os registros produzidos por meio de plataformas digitais e redes sociais, ampliando a visibilidade das comunidades quilombolas e de suas práticas culturais, com o objetivo de fortalecer o reconhecimento público, estimular o interesse social e contribuir para a salvaguarda de suas memórias e identidades;9- Realizar 5 apresentações gratuitas do espetáculo em comunidades quilombolas dos municípios de:Lençóis - Comunidade Quilombola do RemansoPalmeiras - Comunidade Quilombola do CorcovadoAndaraí - Comunidade Quilombola Fazenda VelhaMucugê - Comunidade Quilombola da BarrigudaIraquara - Comunidade Quilombola Renascimento dos Negros;
O projeto Rios de Sangue _ Adaptação teatral de Torto Arado em territórios quilombolas surge da necessidade de fortalecer e valorizar as expressões culturais, os saberes tradicionais e as narrativas das comunidades quilombolas da Chapada Diamantina — territórios historicamente marcados por desigualdades, mas também por resistência, ancestralidade e luta: pelo direito à terra, à existência e à auto-narrativa.A peça Rios de Sangue nasce no chão da escola pública e se expande para além de seus muros, desembocando na criação de um Coletivo de Teatro que aproxima estudantes, professores e comunidades. Sua origem está vinculada ao projeto Leituras Negras, idealizado e conduzido por esta proponente, reconhecido nacionalmente com o Prêmio Viva Leitura 2025. Iniciado em 2021, o projeto teve como ponto de partida a leitura do romance Torto Arado, do escritor baiano Itamar Vieira Junior, articulada a diálogos com comunidades quilombolas do município de Iraquara. Em 2024, o espetáculo foi reconhecido nacionalmente ao ser selecionado no VI Prêmio Palmares de Arte, na categoria Abdias Nascimento de Artes Cênicas.A trajetória da obra está profundamente vinculada à atuação contínua da proponente junto às comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, desenvolvendo ações que integram educação, cultura e território. Nesse contexto, destaca-se também a realização do projeto Conectando Saberes _ Transformando Comunidades, desenvolvido em parceria com o Fundo Casa Socioambiental, promovido na 2ª chamada da Teia, que fortalece redes locais e amplia os processos de formação, escuta e criação coletiva com as comunidades quilombolas de Iraquara.As comunidades quilombolas dos municípios de Lençóis, Palmeiras, Andaraí, Mucugê e Iraquara preservam modos de vida e conhecimentos historicamente invisibilizados. Nesses territórios, o acesso às artes cênicas ainda é limitado, o que contribui para a manutenção de desigualdades no direito à fruição e à produção cultural. Ao incidir nesses espaços, o projeto atua diretamente na interiorização das políticas culturais, contribuindo para a redução dessas desigualdades e para a ampliação do acesso à cultura como direito.Alinhado ao compromisso com a democratização do acesso, a equidade e a inclusão social, o projeto estabelece a reserva de 3 vagas, dentre as 15 ofertadas nas atividades formativas, para estudantes com deficiência (PCDs). Estes estudantes também farão parte do elenco da peça, garantindo não apenas o ingresso, mas a permanência e a participação ativa desses sujeitos nos processos criativos e pedagógicos. Nesse sentido, serão consideradas adaptações metodológicas, mediação pedagógica inclusiva e flexibilização de linguagens, respeitando as especificidades de cada participante.A presença de estudantes com deficiência é compreendida não como exceção, mas como parte constitutiva da diversidade humana, enriquecendo os processos artísticos e formativos. Assim, a proposta reafirma a cultura como espaço de inclusão, justiça social e valorização das diferenças, contribuindo para o fortalecimento de práticas culturais mais acessíveis, plurais e socialmente comprometidas.Ao dialogar com a literatura contemporânea do Nordeste, a proposta reafirma a cultura baiana como produtora de conhecimento e contribui para o reconhecimento de vozes que historicamente permanecem à margem dos centros hegemônicos de produção cultural.Com base no Inciso I do Art. 1º da Lei nº 8.313/1991, o projeto garante acesso gratuito a todas as atividades, promovendo a democratização do acesso à cultura. A realização do espetáculo, articulada a processos formativos e imersivos, amplia o público e descentraliza ações culturais, ao mesmo tempo em que propõe uma construção coletiva fundamentada na incorporação dos saberes das comunidades tradicionais ao produto artístico. Nesse sentido, a proposta adota uma abordagem estética e metodológica que integra diretamente os territórios ao processo criativo, incorporando à cena artefatos e objetos cedidos pelas próprias comunidades, como camas, malas antigas, chaleiras, potes e panelas de barro, além da construção de um fogão de forquilha, elemento tradicional das práticas rurais da Chapada Diamantina. Essa escolha fortalece o vínculo entre obra e território, valoriza a cultura material quilombola e transforma o espetáculo em um espaço de memória viva, no qual os objetos carregam histórias, usos e significados, reafirmando o protagonismo comunitário na criação artística.Em consonância com o Inciso II do mesmo artigo, a proposta fortalece a regionalização da produção cultural ao desenvolver um processo criativo enraizado na Chapada Diamantina, dialogando com uma obra baiana e incorporando referências culturais locais, valorizando recursos humanos, práticas e conteúdos do território.De acordo com o Inciso III, o projeto reconhece as comunidades quilombolas como produtoras de cultura, não apenas como público, valorizando seus saberes e promovendo sua difusão por meio das oficinas, das vivências e da construção compartilhada do espetáculo.No que se refere ao Inciso IV, a proposta contribui para a valorização e a visibilidade das culturas quilombolas, reconhecendo sua relevância histórica e seu papel fundamental na formação social e cultural brasileira.Já em diálogo com o Inciso V, o projeto promove o intercâmbio intergeracional e a continuidade dos saberes tradicionais, ao envolver jovens estudantes, mestras e mestres das comunidades em processos formativos e criativos compartilhados.A adaptação da obra Torto Arado atende ao Inciso VIII, ao difundir uma narrativa de relevância nacional e internacional que, embora situada no interior nordestino, aborda temas universais como justiça social, pertencimento e resistência.Em consonância com o Inciso IX, o projeto prioriza a produção cultural brasileira, ao se basear em uma obra nacional e desenvolver uma criação artística fundamentada em referências culturais do interior da Bahia, valorizando expressões genuinamente brasileiras.Além disso, o projeto investe diretamente na formação de jovens da educação básica, especialmente do município de Iraquara, que participam da montagem e circulação do espetáculo como elenco e equipe técnica, com participação remunerada, fortalecendo o protagonismo juvenil e promovendo a inserção desses sujeitos na cadeia produtiva da cultura.As atividades propostas — oficinas, rodas de conversa e vivências — promovem a construção da memória coletiva, o intercâmbio de saberes e o reconhecimento dos territórios quilombolas como espaços legítimos de produção de conhecimento, cultura e identidade.O projeto também atende ao Art. 3º da Lei nº 8.313/1991, especialmente ao promover: (Inciso I) a formação artística continuada, com participação prática e remunerada dos jovens na cadeia produtiva cultural; (Inciso II) o fomento à produção artística no interior da Bahia; (Inciso III) a valorização e difusão do patrimônio cultural quilombola; e (Inciso IV) o estímulo ao conhecimento e à valorização dos bens culturais brasileiros por meio de práticas formativas e da criação artística.Por fim, ao garantir acesso gratuito e atuar em territórios historicamente desassistidos, o projeto reafirma a cultura como direito e como instrumento de transformação social, contribuindo para a construção de uma sociedade mais plural, inclusiva e comprometida com o reconhecimento das múltiplas identidades que compõem o Brasil.
O cronograma de execução do projeto está estruturado em três etapas — pré-produção, produção e pós-produção — distribuídas ao longo de 12 (doze) meses, de forma a assegurar a adequada implementação das atividades e o cumprimento dos objetivos propostos.A etapa de pré-produção será realizada no mês 1, contemplando as atividades iniciais de planejamento e articulação institucional. Nesse período, serão realizadas reuniões de alinhamento com a equipe técnica e artística, bem como a mobilização da assessoria de imprensa. Paralelamente, ocorrerá o contato e a articulação com as comunidades envolvidas, etapa fundamental para o estabelecimento de parcerias e pactuação das ações. Ainda nesta fase, serão desenvolvidos o planejamento pedagógico das oficinas e a organização logística necessária à execução do projeto.A etapa de produção ocorrerá entre os meses 2 e 10, concentrando a execução das atividades principais do projeto. Inicialmente, entre os meses 2 e 4, serão realizadas oficinas formativas, com carga horária total de 20 (vinte) horas, distribuídas em encontros semanais, abordando conteúdos como leitura, dança, música, audiovisual e preparação de elenco.Paralelamente, entre os meses 3 e 6, serão realizados 30 (trinta) ensaios, totalizando 60 (sessenta) horas de atividades, com frequência de dois encontros semanais e duração de duas horas cada.No âmbito das ações territoriais, as vivências nas comunidades terão início no mês 6, com a realização de atividades na Comunidade 1, ao longo de três dias consecutivos, incluindo chegada, oficinas, pré-produção e montagem/apresentação. Na sequência, serão realizadas ações de compartilhamento de experiências nas demais comunidades: Comunidade 2 no mês 7, Comunidade 3 no mês 8, Comunidade 4 no mês 9 e Comunidade 5 no mês 10, promovendo a integração entre os participantes e a valorização dos conhecimentos tradicionais.A etapa de pós-produção será desenvolvida entre os meses 11 e 12, compreendendo os processos de avaliação e encerramento do projeto. No mês 11 será realizada a avaliação dos resultados alcançados, considerando aspectos qualitativos e quantitativos. No mês 12 será efetuada a prestação de contas, em conformidade com as exigências legais e normativas vigentes, assegurando a transparência e a adequada aplicação dos recursos.
Foi realizada uma pesquisa prévia nas cinco comunidades quilombolas contempladas, com o objetivo de levantar informações estratégicas para a qualificação e viabilidade da execução do projeto. Esse mapeamento inclui aspectos como a contextualização histórica e sociocultural de cada território, fundamental para orientar uma abordagem artística sensível e alinhada às especificidades locais, bem como o levantamento das distâncias em relação ao município de Iraquara, cidade sede do projeto, permitindo o planejamento logístico e a estimativa de custos de deslocamento. Também foram consideradas outras informações relevantes, como dinâmicas comunitárias e possibilidades de articulação local, contribuindo para a construção de uma proposta mais consistente, viável e conectada às realidades dos territórios envolvidos.IRAQUARA: Quilombo Renascimento dos NegrosA comunidade surgiu por volta de 1925, a partir da migração de famílias quilombolas oriundas de Baixão Velho, no município de Seabra (BA). Esse deslocamento foi motivado por um contexto de instabilidade marcado pela passagem da Coluna Prestes pela Bahia e, posteriormente, pela grave crise de fome de 1932. Diante dessas dificuldades, a agricultura familiar consolidou-se como principal meio de subsistência e permanência no território. Com o tempo, outros grupos de quilombos da região de Seabra também se deslocaram para a área, contribuindo para a formação da comunidade.Inicialmente conhecida como “Rua dos Negros”, em referência à expressiva presença da população negra, a localidade passou a ser chamada de “Rua dos Morenos”, em um processo de tentativa de embranquecimento simbólico. Mais recentemente, o nome “Renascimento dos Negros” foi adotado como forma de reafirmação identitária e valorização das raízes quilombolas.Localizada no município de Iraquara (BA), a comunidade Renascimento dos Negros se organiza em torno de sua associação local, responsável por impulsionar ações voltadas à preservação cultural, à defesa de direitos e ao fortalecimento da agricultura familiar. O processo de reconhecimento oficial teve início em 2011, com a criação da associação, sendo concluído em 2013 com a certificação pela Fundação Cultural Palmares.A comunidade também se destaca por sua atuação em iniciativas socioculturais e de fortalecimento coletivo, como a participação no Ponto de Cultura Viva Quilombo e em editais de Segurança Alimentar e Nutricional. Essas ações incluem a formação de lideranças em associativismo, cooperativismo e elaboração de projetos, ampliando o acesso a políticas públicas e promovendo o desenvolvimento local com base na valorização da identidade quilombola.InfosFundação: 1925Reconhecimento oficial: 2013Quantidade de famílias: 60 famíliasLocalização (a partir do QG): 15 kmPrincipal fonte de renda: agricultura familiarPrincipais manifestações culturais: Mesa de Cosme e Damião; PALMEIRAS: Comunidade Quilombola CorcovadoA comunidade quilombola Corcovado, localizada em Palmeiras (BA), foi formada por volta de 1950, em um contexto marcado por dificuldades de acesso a serviços básicos e sobrevivência. Inicialmente chamada Serra Pelada, passou a ser conhecida como Corcovado. Sem estrada, transporte ou escola, os moradores enfrentaram longos períodos de exclusão, inclusive com restrições ao acesso à educação.Com a organização comunitária, foi criada a Associação Quilombola da Comunidade de Corcovado, que impulsionou conquistas importantes, como energia elétrica, abastecimento de água e o fortalecimento do artesanato, hoje principal fonte de renda local. A comunidade, composta por cerca de 50 famílias, também preserva sua identidade cultural por meio de símbolos ligados à sua história, como o café, as palmeiras e o diamante.Reconhecida pela Fundação Cultural Palmares em 04 de março de 2008 e já titulada, a comunidade segue mobilizada na defesa de seus direitos e na busca por melhores condições de vida, apesar dos desafios relacionados à geração de renda e trabalho. InfosFundação: 1950Reconhecimento oficial: 2008Quantidade de famílias: 50 famíliasLocalização (a partir do QG): 55kmPrincipal fonte de renda: artesanatoPrincipais manifestações culturais: Festejos de Réis e Festejos de Semana SantaLENÇÓIS: Comunidade Quilombola do RemansoA comunidade de Remanso tem origem na mistura de descendentes de negros nagôs e povos indígenas da região, possivelmente ligados a grupos cariri. Inicialmente, as famílias viviam na Fazenda do Limão, em Andaraí (BA), sob o “sistema de morada”, no qual trabalhavam para o proprietário em troca de moradia e pequenas áreas de cultivo, frequentemente em condições precárias.Por volta de 1942, seu Manoel migrou para o outro lado do rio, no município de Lençóis, dando início à formação da comunidade ao reunir outros familiares. O território inclui o Marimbus, uma extensa área alagada semelhante ao Pantanal, rica em biodiversidade e fundamental para o modo de vida local.A organização comunitária se fortaleceu com a criação da Sociedade Beneficente dos Pescadores de Remanso, em 1959, oficializada em 1969. Em 1991, a comunidade conquistou o título coletivo de 136 hectares de terra e, em 2005, foi reconhecida como quilombola pela Fundação Cultural Palmares. Desde então, tem ampliado a luta por direitos e melhorias, mantendo suas tradições e formas de subsistência ligadas ao território.InfosFundação: 1942Reconhecimento oficial: 2005Quantidade de famílias: 60 famíliasLocalização (a partir do QG): 75 kmPrincipal fonte de renda: agricultura e turismo de base comunitária (passeios no Marimbus)Principais manifestações culturais: Jarê e MarujadaMUCUGÊ: Comunidade Quilombola de BarrigudaA comunidade quilombola de Barriguda, localizada na divisa entre Mucugê e Palmeiras (BA), reúne cerca de 74 famílias e é representada pela Associação Comunitária de Barriguda, presidida por Maria Flaziana Silva. Foi reconhecida pela Fundação Cultural Palmares em 04 de fevereiro de 2011, mas ainda não possui a titulação de suas terras.Sua origem remonta à década de 1870, com a chegada de famílias negras e descendentes de pessoas escravizadas. O nome da comunidade vem de uma árvore antes abundante na região. Ao longo do tempo, Barriguda construiu uma rica tradição cultural, marcada por práticas como o Reisado, a Reza das Almas e as festas de Santo Antônio, embora algumas dessas manifestações tenham diminuído.A economia local baseia-se na agricultura familiar, com cultivo de mandioca, feijão, milho e café, além da produção em casas de farinha. A comunidade já participou de iniciativas como o projeto Agente de Cultura Griô Quilombola, mas atualmente enfrenta desafios e busca apoio para fortalecer a cultura, melhorar a infraestrutura e ampliar as condições de produção e qualidade de vida.InfosFundação: 1870Reconhecimento oficial: 2011Quantidade de famílias: 74 famíliasLocalização (a partir do QG): 67 kmPrincipal fonte de renda: agricultura familiarPrincipais manifestações culturais: Terno de ReisadoANDARAÍ: Quilombo Fazenda VelhaO Quilombo Fazenda Velha, localizado na zona rural de Andaraí (BA), na região da Chapada Diamantina, foi certificado como comunidade remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares em 2007.Formada no período pós-escravidão por descendentes de pessoas negras que atuavam na agricultura e no garimpo, a comunidade está situada às margens do Marimbus e do Rio Santo Antônio. Atualmente, abriga cerca de 47 famílias, que mantêm modos de vida ligados à agricultura de subsistência e ao extrativismo.Desde 2010, o quilombo busca a regularização fundiária de seu território, ainda em andamento. Nesse processo, enfrenta desafios como conflitos relacionados à terra e pressões decorrentes da atividade mineradora na região.InfosFundação: Reconhecimento oficial: 2007Quantidade de famílias: 47 famíliasLocalização (a partir do QG): 156 kmPrincipal fonte de renda: agricultura familiar
O projeto prevê uma carga horária total de 160 horas de formação, distribuídas entre oficinas formativas e integrativas, bem como rodas de conversa realizadas nos territórios quilombolas.Essa carga horária está organizada da seguinte forma:Oficinas Formativas (CETII): 20 horasOficinas Integrativas (comunidades quilombolas): 100 horasRodas de conversa (vivências nos territórios): 40 horasAs ações formativas serão desenvolvidas de maneira articulada aos processos de vivência e criação coletiva, promovendo a integração entre formação artística, escuta territorial e valorização dos saberes tradicionais.Cabe destacar que, além da carga horária formativa, o projeto contempla um processo continuado de ensaios para a construção do espetáculo (produto principal), com carga horária total de 80 horas, realizado ao longo de 5 meses. Esse processo, embora de natureza artística, também contribui significativamente para a consolidação das aprendizagens desenvolvidas nas oficinas.O projeto prevê o atendimento de aproximadamente 2.105 pessoas, entre público direto e indireto. Como público direto, estima-se a participação de cerca de 355 pessoas, incluindo 15 estudantes (3 PCD’s) nas oficinas formativas e no processo continuado de ensaios e vivências nas comunidades quilombolas, aproximadamente 125 participantes nas oficinas integrativas realizadas e cerca de 200 pessoas nas rodas de conversa. Como público indireto, estima-se alcançar aproximadamente 1.750 pessoas, considerando um público médio de 500 pessoas nas apresentações do espetáculo (cerca de 100 por comunidade), 250 pessoas nas exibições do produto audiovisual (média de 50 por comunidade) e um alcance estimado de 1.000 pessoas por meio da difusão digital dos registros do projeto. Esses números refletem um alcance significativo e coerente com a realidade dos territórios envolvidos, evidenciando o potencial de impacto social, cultural e formativo da proposta.PROJETO PEDAGÓGICO DAS OFICINAS 1. ApresentaçãoO presente projeto pedagógico orienta a realização das oficinas formativas e integrativas do projeto Rios de Sangue – Adaptação teatral de Torto Arado em territórios quilombolas. As ações articulam teatro, educação e território, tendo como eixo central a valorização dos saberes tradicionais das comunidades quilombolas da Chapada Diamantina e a formação artística de jovens estudantes da educação básica do município de Iraquara.A proposta pedagógica se fundamenta na educação popular e em perspectivas decoloniais, compreendendo as comunidades como produtoras de conhecimento e a arte como ferramenta de escuta, expressão e transformação social.Em consonância com os princípios da educação inclusiva, serão adotadas estratégias de acessibilidade que considerem as especificidades dos estudantes com deficiência, tais como adaptações metodológicas, flexibilização de linguagens, mediação pedagógica e uso de diferentes formas de expressão e comunicação, garantindo condições efetivas de participação nos processos formativos e criativos. 2. Objetivo GeralPromover a formação artística, técnica e crítica de jovens estudantes, integrando práticas das artes cênicas aos saberes tradicionais das comunidades quilombolas locais, por meio de processos formativos, vivências em territórios e criação coletiva. 3. Objetivos EspecíficosDesenvolver habilidades de expressão corporal, vocal e cênica;Capacitar jovens para atuação artística e funções técnicas (som, audiovisual e сenografia);Estimular a criação coletiva e o protagonismo juvenil;Valorizar e integrar os saberes tradicionais quilombolas ao processo artístico;Promover o diálogo entre escola, cultura e território;Incentivar a escuta, a memória e a oralidade como práticas formativas;Fortalecer identidades culturais e o pertencimento territorial;Contribuir para a formação crítica dos participantes. 4. Público-alvoEstudantes da educação básica do município de Iraquara, com reserva de vaga para alunos PCD’s;Moradores das comunidades quilombolas participantes, de diferentes faixas etárias, incluindo jovens, adultos, mestras e mestres da cultura local. 5. Estrutura das Ações FormativasO projeto pedagógico está organizado em dois eixos complementares: 5.1 Oficinas Formativas (CETII – 20h)Voltadas aos estudantes, com foco na preparação para o espetáculo.a) Leitura Dramática (4h) / Oficineira: Qircia Fonseca (atriz/ roteirista da peça e direção geral)Leitura dramática de trechos específicos da obra Torto Arado que foram utilizados na produção do roteiro da peça;Discussão sobre os personagens e temáticas abordadas na peça;Exercícios de leitura expressiva com base no personagem escolhido;b) Preparação de Elenco (4h) – Oficineira:Jogos teatraisExpressão corporal e vocalConstrução de personagensc) Música (4h) – Oficineira: Dj Góia (direção musical)Noções básicas de sonorizaçãoAmbiência sonoraOperação de equipamentosd) Dança (4h) – Oficineira: Mãe LílianExpressão corporalConstrução da cena do JarêConsciência corporal e simbólicae) Audiovisual (4h) – Oficineira: ShaeNoções de captação de imagemEnquadramento e narrativa visualRegistro de processos 5.2 Oficinas Integrativas (Comunidades – 100h)Realizadas durante as vivências nas comunidades quilombolas, com caráter participativo e intergeracional, se fundamentam em uma perspectiva de educação popular e decolonial, reconhecendo as comunidades quilombolas como produtoras de conhecimento e não apenas como público das ações culturais. Participarão destas atividades, os estudantes, a equipe e os moradores locais de todas as idades que queiram participar.Serão organizadas nos seguintes eixos:a) Leitura Dramática e Narrativas do Território (4hs) – Oficineira: Qircia FonsecaLeitura compartilhada de trechos do romance Torto Arado e escuta de histórias locais;Relação entre literatura e vivências no território.b) Dança e Corpo Ancestral – Oficineira: Mãe LílianVivências corporais inspiradas em práticas culturais locaisExpressão do corpo como memóriac) Música e Sonoridades do Território – Oficineira: Dj GóiaExperimentação de ritmos, cantos e sons locaisConstrução coletiva da ambiência sonorad) Audiovisual e Memória – Oficineira: ShaeRegistro de imagens e relatosProdução de narrativas visuais pelas comunidadese) Contação de Histórias e Oralidades – Oficineira: Qircia FonsecaPartilha de memórias e experiênciasValorização da tradição oral 6. MetodologiaA metodologia adotada é participativa, dialógica e colaborativa, inspirada na educação popular de Paulo Freire.As atividades serão desenvolvidas por meio de:Rodas de conversaExercícios práticosVivências corporaisCriação coletivaEscuta sensívelTroca de saberesO processo formativo valoriza a horizontalidade das relações, o protagonismo dos participantes e o reconhecimento dos territórios como espaços de produção de conhecimento. 7. AvaliaçãoA avaliação será processual e qualitativa, considerando:Participação e envolvimentoDesenvolvimento artístico e técnicoCapacidade de trabalho coletivoCompromisso com o processoNão haverá caráter classificatório, priorizando-se o acompanhamento formativo e a valorização das trajetórias individuais e coletivas. 8. Resultados EsperadosFormação de jovens capacitados para atuação artística e técnica;Criação de um espetáculo teatral construído coletivamente;Fortalecimento das identidades culturais quilombolas;Ampliação do acesso à formação artística no interior;Integração entre escola, cultura e comunidade;Produção de registros audiovisuais das experiências;Valorização dos saberes tradicionais como conhecimento legítimo.
Qircia Santana (MEI) - Proponente do projeto; direção geral e oficineira. Mulher negra, roteirista, atriz, professora de Língua Portuguesa, pesquisadora no Programa de Mestrado Profissional em Ciências Ambientais e Agente Cultural em Iraquara - BA. Mestranda que aborda os saberes tradicionais das mulheres no quilombo Escôncio (Iraquara). Teve projetos aprovados no edital Paulo Gustavo municipal (2024) e Makota Valdina (2024), onde desenvolveu ações e espetáculos teatrais em escolas de Seabra e Mucugê. Integra os Coletivos de Teatro Griô e de Mulheres Mãe Marieta. É professora colaboradora do Curso de formação para professores e coordenadores da Escola Nacional Nego Bispo junto com os IFs. Ministrou Curso de Elaboração de Projetos Culturais para o Programa Manuel Querino de Qualificação Social e Profissional (PMQ). Coordena o Projeto Conectando Saberes em parceria com o Fundo Casa Socioambiental, promovendo diálogos com transformação social. Atua na promoção de práticas pedagógicas antirracistas e decoloniais, desenvolvendo projetos que articulam escolas e comunidades quilombolas na Chapada Diamantina. É idealizadora, roteirista e atriz na peça Rios de Sangue, ganhadora do Prêmio Palmares de Arte 2024 e teve seu projeto Leituras Negras reconhecido pelo Prêmio Viva Leitura 2025 (Projetos Escolares).Góia - diretora musical e oficineira. Não binária com ancestralidade enraizada no sul-mato-grossense. É DJ formada pelo Senac RJ e produtora musical pela Escult (BA). Atua como DJ, pesquisadora e educadora, ministrando oficinas de discotecagem na AIMEC. Faz a direção sonora no documentário Mapeamento Cultural do Artesanato Brasileiro (Sebrae). Engajada politicamente, é feminista e LGBTQIAPN+, sendo idealizadora do Bloco Calcinha Molhada (Campo Grande/MS) e do Festival Independence Gay (Vale do Capão/BA). Sua pesquisa é focada em ritmos da cultura popular brasileira, principalmente Norte e Nordeste, o que resultou no projeto “Uma Nota Só”.Sharlene Melanie - Direção de audiovisual e Oficineira. Artista amazônida parda, Doutora em Design (UFSC). Ativista socioambiental em defesa dos povos da floresta. É Diretora de Comunicação do Instituto Zagaia com projetos como o Mapeamento Cultural do Artesanato Brasileiro (SEBRAE); o projeto Caruanas com mulheres amazônidas, em parceria com a UNESCO; e o projeto Amazônia Stock, atuante como professora das oficinas de fotografia. Foi professora universitária no UFSC; IFSC e Faculdade Energia; Palestrante e expositora em eventos como TEDx (AM e SC), Olhares Amazônicos (SP), L Diseño (Argentina) e Conferência Internacional em Design e Artes Gráficas (Portugal). Atua no projeto Uma nota Só, em parceria com Góia.Anne Félix - Direção de arte; mulher indígena do sertão da Chapada Diamantina, Iraquara - BA, artista multifacetada A Sol Kuaray, do povo Payayá, desenvolve sua poética a partir de processos relacionais em artes visuais, ativismo cultural, performance e direção de arte. Doutoranda em Artes Visuais pela UFBA e mestra em Artes Visuais pela UFMG, Doutora Honoris Causa pela Ordem dos Campelães do Brasil, fundou a Associação de Arte, Cultura e Meio Ambiente Casa de Tupã, onde atua como produtora e diretora de arte.Jéssica Menezes - Preparadora de elenco; mulher negra com 18 anos de carreira. Bacharel em Artes Cênicas (UFBA). Participou da primeira turma das Oficinas de Teatro da Cidade do Saber, onde foi aluna, estagiária e voluntária; atuante nas aulas de figurino, cenografia, adereço e artes visuais. Sua primeira produção independente foi Vestido de Noiva, do escritor Nelson Rodrigues dirigido por Maick Barreto. Sua primeira peça dirigida e adaptada para o teatro foi "Casmurro", baseado no livro Dom Casmurro do escritor Machado de Assis. Ganhadora do Edital Calendário das Artes (2014). Foi aluna especial do Mestrado em Artes Cênicas na UDESC. Integrou o elenco da Universidade Antropofaga do Teatro Oficina Uzyna Uzona (SP), do mestre José Celso. Atuou como Professora de Teatro do núcleo de formação audiovisual da Escola Aktoro (SC), onde dirigiu 15 espetáculos, formando mais de 300 atores profissionais. Interpretou a mãe de Antonieta de Barros na série Grandes Talentos para a NSC, filial da Globo em Santa Catarina. Atualmente é estudante de Pedagogia da Universidade Federal da Bahia e Diretora Geral da Buffo Cia de Teatro e do Projeto O Cortiço, uma poética marginal e Vidas Secas.Cínthia Ramos – Produção Geral Pessoa não binária, parda e integrante da comunidade LGBTQIAPN+. Produtora sociocultural e executiva, educadora popular e multiartista, com trajetória voltada à transformação social em diversos territórios do Brasil. Atua há mais de cinco anos no desenvolvimento de projetos culturais, eventos e feiras multiculturais, com foco na valorização das culturas locais, saberes afro-indígenas e manifestações populares.Mabel - Produção Local (Iraquara) - Mulher negra, Produtora cultural, artista e arte-educadora, com atuação voltada para o teatro e a produção cultural. Integra o Coletivo de Teatro Griô, onde desenvolve processos de criação, produção e organização de ações culturais, atuando na articulação de grupos, planejamento de atividades e realização de apresentações. Faz parte da Casa de Tupã, ponto cultural no território de Iraquara, onde atua como primeira secretária e colabora na construção e fortalecimento de ações culturais. Cursou Pedagogia em Salvador e possui formação em teatro pelo Teatro SESI Rio Vermelho e pelo CRIA – Centro de Referência Integral de Adolescentes, onde também participou de processos formativos e experiências cênicas, incluindo apresentações em Salvador e circulação com espetáculo na cidade de Recife.Michele Gomes - Produção local - Lençois - mulher preta, nativa de Lençois Ba, educadora e produtora audiovisual e documentarista. Graduada em Pedagogia, formada em Pedagogia Griô e mestranda em ciências ambientais pela UEFS. Desenvolve trabalhos voltados à formação comunitária e às práticas educativas no território. Atua como presidenta da Associação Grãos de Luz e Griô e gestora da TiVi Griô, fortalecendo o cineclube e a produção audiovisual com jovens.Juju Nasa - Produção local - Palmeiras - Mulher negra, produtora cultural, artista visual e arte-educadora com atuação consolidada no campo das artes afro-indígenas e da cultura popular. Possui formação em Geografia e Artes Visuais, desenvolvendo uma trajetória que integra educação, curadoria e produção cultural, com foco em práticas que articulam território, ancestralidade e criação artística. É idealizadora do Cazulo Amarelo – Kilumbu Criativo, Palmeiras (BA), espaço independente voltado à produção cultural, formação artística e ações comunitárias. Atua como curadora e oficineira na Yúna Galeria e Ateliê, iniciativa dedicada à valorização e difusão de artistas negros, indígenas e periféricos no território da Chapada Diamantina. Integra o Coletivo Pretas Diamantina, formado por mulheres negras e indígenas, com atuação em territórios quilombolas da região, desenvolvendo ações de formação, produção cultural e articulação comunitária, incluindo a realização da Feira Preta em Palmeiras e entorno.Rafaela Silva - produção local - Andaraí. Mulher negra da Chapada Diamantina vivendo em Salvador (BA), multiartista, produtora cultural, CEO e diretora criativa da Gruta, bacharelado em humanidades e agente territorial de cultura no primeiro ciclo. Produtora das 07 edições do projeto independente #Ocupeapraça. Realizou a primeira exposição individual como produtora do Artista Bernardo Oliveira, com a obra: Entre Mundos e residente da iAMO 2025.Daiane - produção local - Mucugê; Jovem negra, artesã de biojóias, musicista, Coordenadora do Ponto de Cultura de Mucugê, ex-Conselheira Municipal de Cultura, produtora cultural e realizadora da Feira das Artes. Doula, doceira e importante mobilizadora cultural no município.
a- Aspecto arquitetônico: As oficinas ocorrerão no auditório do CETII, onde existem rampas de acesso e corrimão; Neste espaço também tem assentos reservados para obesos, cadeirantes, idosos e/ou pessoas com mobilidade reduzida.b- Aspecto comunicacional e de conteúdo:Para pessoas com deficiência visual: Audiodescrição do ambiente onde serão realizadas as apresentações (desde o palco até a platéia) que permita o acesso a informações importantes para a compreensão do conteúdo, como: elementos do cenário, figurinos e trocas de cenas; Visita ao cenário: 30 min antes do início da peça, pessoas cegas e com baixa visão serão convidadas para subir no palco e tocar o cenário orientadas por um profissional de audiodescrição; Para pessoas com deficiência auditiva:-Contratação de uma profissional intérprete de libras para as apresentações e que também participará das vivências nas comunidades.
1- Oferecer transporte gratuito ao público que vem de outras localidades através de parceria com a prefeitura local;2- Disponibilizar na internet registros audiovisuais dos espetáculos, das atividades de ensaio, oficinas, rodas de conversas e vivências realizadas durante o projeto;3- Garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e dos espetáculos por jornal local;4- Realizar, gratuitamente, ensaios abertos e oficinas;5- Realizar ação cultural ( vivência imersiva de 3 dias) voltada para moradores de todas as idades das comunidades envolvidas;6- Garantir 20% das vagas entre os 15 estudantes para PCD’s.