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Primeiro Olhar nas Creches do DF

Início: 01/04/2027Término: 31/10/2029Aceite: 29/04/2026

Resumo

Realização de programa de circulação teatral e formação artística voltado à primeira infância, com apresentações e oficinas em creches públicas de Ceilândia e Planaltina (DF). O projeto levará espetáculos para crianças de 0 a 5 anos, articulados a oficinas práticas e ações de mediação cultural com educadores, promovendo o acesso qualificado à arte em territórios periféricos. A proposta integra fruição e formação, contribuindo para o desenvolvimento sensível na infância e o fortalecimento de práticas pedagógicas. A iniciativa é desdobramento do Festival Primeiro Olhar, já realizado com apoio institucional, evidenciando sua capacidade de execução e impacto.

Sinopse

O projeto propõe a realização de apresentações teatrais e atividades formativas voltadas à primeira infância, incluindo espetáculos cênicos e oficinas para educadores, com classificação indicativa livre, especialmente direcionada a crianças de 0 a 5 anos.As obras artísticas e os profissionais responsáveis pelas oficinas ainda não foram definidos no momento da inscrição, sendo sua seleção realizada posteriormente, de acordo com critérios curatoriais alinhados aos princípios do Festival Primeiro Olhar.A linha curatorial do projeto está fundamentada em uma perspectiva artística e política comprometida com o campo do Teatro para a Primeira Infância no Distrito Federal, no Brasil e na América Latina. A proposta busca integrar qualidade estética, pesquisa de linguagem e relevância cultural, priorizando trabalhos que dialoguem com as especificidades do público de 0 a 5 anos e que contribuam para o desenvolvimento sensível e expressivo das crianças.A curadoria será conduzida por Clarice Cardell, diretora do Festival Primeiro Olhar, com mais de 20 anos de atuação na pesquisa, criação e difusão das artes cênicas para a primeira infância no Brasil e na Europa. Sua trajetória inclui participação em processos curatoriais de festivais internacionais de referência, como o Festival Rompiendo el Cascarón (Madri), além da curadoria continuada do Festival Primeiro Olhar no Distrito Federal e em colaboração com grupos e instituições em outras cidades brasileiras. Também realiza a curadoria do filmes audiovisuais para a infância em 3 edições da Mostra Meu Primeiro Cinema.A seleção das obras considerará, inicialmente, critérios técnicos, como a adaptabilidade dos espetáculos aos espaços de creches e centros de educação infantil. No entanto, o principal eixo de escolha será o compromisso artístico das propostas com a pesquisa de linguagem, a qualidade estética e a adequação às especificidades da primeira infância, incluindo aspectos como duração, proximidade com o público, estímulos sensoriais e possibilidade de interação.Serão priorizadas obras que:dialoguem com a diversidade culturalexplorem diferentes linguagens cênicas (teatro, performance, musicalidade, movimento)apresentem pesquisa consistente no campo da infânciapromovam experiências sensíveis, não narrativas tradicionais ou didatizantesvalorizem a escuta, o tempo e a presença como elementos centraisNo campo formativo, as oficinas destinadas a educadores também seguirão essa orientação curatorial, priorizando profissionais com experiência na interface entre arte e educação, capazes de propor práticas que ampliem o repertório pedagógico e fortaleçam a presença da arte no cotidiano da educação infantil.A linha curatorial também assume o compromisso de fortalecer o campo das artes para a primeira infância no Distrito Federal, promovendo o intercâmbio entre artistas locais e referências nacionais, contribuindo para a consolidação da região como polo de criação e reflexão nesse campo.Além disso, o projeto busca fomentar o interesse das crianças pela arte como forma de expressão e compreensão do mundo, promovendo o acesso a obras de relevância cultural e incentivando a formação de público desde os primeiros anos de vida. A programação será pensada de forma a estimular a curiosidade, o encantamento e a participação, respeitando as necessidades e os tempos da primeira infância.Por fim, a proposta curatorial visa garantir uma programação diversa, acessível e de excelência, promovendo a integração entre crianças, educadores e comunidade escolar, por meio de experiências artísticas significativas e alinhadas às diretrizes contemporâneas das artes para a primeira infância.

Objetivos

Objetivo GeralPromover o acesso qualificado e descentralizado à arte na primeira infância em territórios periféricos do Distrito Federal, por meio da ampliação da circulação de espetáculos teatrais e da realização de ações formativas em centros de educação infantil de Ceilândia e Planaltina. O projeto busca contribuir para o desenvolvimento sensível, cognitivo e relacional de crianças de 0 a 5 anos, ao mesmo tempo em que fortalece as práticas pedagógicas de educadores da rede pública, ampliando a presença da arte no cotidiano escolar. Ao integrar fruição estética, formação e mediação cultural, a proposta consolida o diálogo entre arte, educação e primeira infância, promovendo experiências significativas e estruturantes no contexto da educação infantil. Objetivos EspecíficosRealizar 14 apresentações teatrais presenciais, especialmente concebidas para a primeira infância, em centros de educação infantil de Ceilândia e Planaltina, garantindo condições adequadas de fruição estética para crianças de 0 a 5 anos.Atender diretamente entre 900 crianças, respeitando as especificidades da faixa etária, a capacidade dos espaços e a necessidade de experiências mais íntimas e sensíveis, próprias do trabalho artístico com bebês e crianças pequenas.Realizar 5 oficinas formativas presenciais voltadas a professores e educadores da rede pública de educação infantil, abordando práticas artísticas, escuta sensível, mediação cultural e possibilidades de integração da arte no cotidiano pedagógico.Beneficiar diretamente entre 100 educadores, contribuindo para a ampliação de repertório artístico, o fortalecimento de práticas pedagógicas criativas e a valorização da arte como ferramenta estruturante na educação infantil.Promover o atendimento a centros de educação infantil situados em Ceilândia e Planaltina, com prioridade para unidades localizadas em contextos de maior vulnerabilidade social e menor acesso a bens culturais.Integrar às apresentações ações de mediação cultural, favorecendo a participação ativa das crianças, o envolvimento dos educadores e a construção de experiências compartilhadas entre arte e educação.Garantir acesso integralmente gratuito a todas as atividades do projeto, promovendo a democratização do acesso à cultura para a primeira infância.Implementar ações de acessibilidade, buscando ampliar as condições de participação de diferentes públicos, considerando aspectos físicos, sensoriais e comunicacionais.Produzir registro audiovisual e fotográfico qualificado das atividades realizadas, com vistas à documentação, memória e difusão da experiência.Sistematizar o processo e os resultados do projeto em relatório técnico-pedagógico, reunindo dados quantitativos e qualitativos, reflexões metodológicas e possíveis desdobramentos.Contribuir para a descentralização das políticas culturais no Distrito Federal, fortalecendo a presença de ações continuadas em regiões administrativas historicamente menos atendidas.Reforçar a continuidade e o impacto do Festival Primeiro Olhar, ampliando sua atuação para além do evento pontual, por meio de ações territoriais e formativas.

Justificativa

O presente projeto propõe a ampliação das ações do Festival Primeiro Olhar — referência nacional nas artes cênicas voltadas à primeira infância — por meio da realização de uma programação descentralizada de apresentações teatrais e atividades formativas em centros de educação infantil localizados nas regiões administrativas de Ceilândia e Planaltina, no Distrito Federal. A iniciativa busca responder a uma lacuna histórica no acesso à cultura por parte de crianças de 0 a 5 anos, especialmente em territórios periféricos, onde a oferta de bens e serviços culturais é significativamente reduzida e, muitas vezes, inexistente para essa faixa etária.Embora o Distrito Federal apresente uma cena cultural relevante, observa-se uma concentração das atividades artísticas em regiões centrais, o que restringe o acesso de grande parte da população. Ceilândia e Planaltina, duas das regiões mais populosas do DF, enfrentam desafios estruturais relacionados à oferta cultural, particularmente no que diz respeito à primeira infância. A ausência de programações continuadas e adequadas a esse público compromete o direito das crianças ao acesso à cultura desde os primeiros anos de vida, direito este assegurado por marcos legais nacionais e internacionais.A primeira infância constitui uma fase decisiva do desenvolvimento humano, período em que experiências estéticas, sensoriais e simbólicas exercem papel fundamental na formação subjetiva, cognitiva e relacional. A arte, nesse contexto, configura-se como linguagem essencial, capaz de promover a imaginação, a escuta, a sensibilidade e a construção de vínculos. No entanto, ainda é recorrente a compreensão equivocada de que a arte para bebês e crianças pequenas possui menor complexidade ou relevância, o que contribui para sua invisibilização nas políticas culturais e educacionais.O projeto enfrenta essa lacuna ao propor uma atuação especializada, baseada em práticas contemporâneas das artes cênicas para a primeira infância, que consideram as especificidades desse público: tempos de atenção diferenciados, necessidade de proximidade, ambientes acolhedores e mediações sensíveis. As apresentações previstas são concebidas para pequenos grupos, priorizando a qualidade da experiência estética e o encontro direto entre artistas e crianças. Essa escolha metodológica implica, necessariamente, um número reduzido de espectadores por sessão, o que, longe de representar limitação, constitui um diferencial qualitativo fundamental.Além da fruição artística, o projeto investe na formação de educadores como estratégia de ampliação de impacto. As oficinas formativas previstas buscam compartilhar práticas, metodologias e reflexões sobre a presença da arte na educação infantil, fortalecendo o papel dos educadores como mediadores culturais. Ao atuar nesse eixo formativo, o projeto promove efeitos multiplicadores, uma vez que os conhecimentos compartilhados podem ser incorporados ao cotidiano pedagógico, beneficiando um número ampliado de crianças ao longo do tempo.Outro aspecto relevante é o diálogo entre arte e educação, entendido não como sobreposição de campos, mas como construção de um território comum, onde a experiência estética pode contribuir para processos educativos mais sensíveis, criativos e integrados. Nesse sentido, o projeto se alinha a abordagens contemporâneas que reconhecem a importância da arte na formação integral da criança, não apenas como ferramenta pedagógica, mas como direito cultural e experiência de mundo.A realização das atividades em creches e centros de educação infantil também se configura como estratégia de democratização do acesso, ao levar a produção artística diretamente aos espaços frequentados pelas crianças, superando barreiras logísticas, econômicas e simbólicas que frequentemente impedem o acesso a equipamentos culturais. Essa escolha reforça o compromisso do projeto com a equidade territorial e com a construção de políticas culturais mais inclusivas.A trajetória do Festival Primeiro Olhar reforça a consistência da proposta. Ao longo de suas edições, o festival vem se consolidando como espaço de referência na difusão e reflexão sobre as artes para a primeira infância, reunindo artistas, educadores e pesquisadores, e estabelecendo parcerias institucionais relevantes. A ampliação de suas ações para territórios periféricos representa um desdobramento natural de sua atuação, fortalecendo seu compromisso com a democratização cultural e ampliando seu alcance social. O histórico de realização com apoio institucional em edições anteriores evidencia a capacidade de execução, gestão e articulação do projeto.A utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei nº 8.313/91, mostra-se fundamental para a viabilização desta proposta. Trata-se de um projeto de caráter eminentemente público, voltado a um público específico — crianças de 0 a 5 anos em instituições públicas — e com acesso integralmente gratuito, o que inviabiliza sua sustentabilidade por meio de receitas próprias ou bilheteria. Além disso, a natureza das atividades, que exige equipes especializadas, deslocamentos, adequação técnica dos espaços e processos formativos, implica custos que não podem ser absorvidos pelas instituições parceiras.Nesse sentido, o incentivo fiscal configura-se como instrumento indispensável para garantir a realização do projeto com qualidade artística e pedagógica, assegurando a remuneração adequada dos profissionais envolvidos e a execução das atividades em conformidade com seus objetivos. O apoio via Lei de Incentivo à Cultura possibilita, ainda, a articulação com a iniciativa privada, promovendo a corresponsabilidade no financiamento de ações culturais de interesse público.O projeto enquadra-se nos incisos II, III e IV do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, ao contribuir para a promoção do acesso à cultura, o fomento à produção cultural e artística e o apoio a ações de formação cultural. Além disso, atende a diversos objetivos do Art. 3º da referida norma, destacando-se: a democratização do acesso aos bens culturais; a valorização e difusão das manifestações culturais; o estímulo à formação de público; o incentivo à produção cultural regional; e a promoção da cidadania cultural.Ao priorizar regiões administrativas como Ceilândia e Planaltina, o projeto contribui diretamente para a redução das desigualdades no acesso à cultura, promovendo a descentralização das políticas culturais e fortalecendo a presença do Estado e da sociedade civil em territórios historicamente menos contemplados. Essa atuação territorializada dialoga com diretrizes contemporâneas de políticas públicas que buscam ampliar o alcance e a equidade das ações culturais.Por fim, destaca-se que o projeto não se limita à realização de atividades pontuais, mas propõe a construção de um processo consistente, que articula criação, circulação, formação e reflexão. A produção de registro audiovisual e a sistematização das experiências em relatório técnico-pedagógico ampliam as possibilidades de difusão e continuidade, contribuindo para o desenvolvimento do campo das artes para a primeira infância no Brasil.Dessa forma, o uso do Mecanismo de Incentivo à Cultura não apenas se justifica, mas se apresenta como condição essencial para a realização de uma proposta que alia qualidade artística, impacto social e compromisso com a formação cultural desde os primeiros anos de vida, contribuindo para o fortalecimento de uma política cultural mais inclusiva, descentralizada e estruturante.

Etapas

1. Pré-produção (duração estimada: 4 meses)A etapa de pré-produção compreende todas as atividades de planejamento, organização e articulação necessárias para a realização do projeto.Inclui:Planejamento geral e detalhamento do cronograma de execuçãoDefinição e contratação da equipe técnica e artísticaContato e articulação com as creches e centros de educação infantil de Ceilândia e PlanaltinaDefinição dos locais de realização das atividadesVisitas técnicas aos espaços para avaliação de condições (infraestrutura, acessibilidade, adequação cênica)Ajustes técnicos dos espetáculos para circulação em espaços educativosPlanejamento pedagógico das oficinas formativasOrganização logística (transporte, equipamentos, materiais)Desenvolvimento de plano de comunicação e divulgação institucionalElaboração de materiais gráficos e informativosPlanejamento das ações de acessibilidadeEstruturação dos processos de registro audiovisualAlinhamento com equipes pedagógicas das instituições participantesEssa etapa é fundamental para garantir a qualidade da execução, a adequação das atividades aos contextos locais e o bom funcionamento da logística do projeto. 2. Execução (duração estimada: 1 Mês)A etapa de execução corresponde à realização das atividades principais do projeto.Inclui:Realização de 14 apresentações teatrais em centros de educação infantil de Ceilândia e PlanaltinaRealização de 5 oficinas formativas presenciais voltadas a educadoresImplementação de ações de mediação cultural integradas às apresentaçõesExecução das ações de acessibilidade previstasRegistro audiovisual e fotográfico das atividadesAcompanhamento e coordenação de equipe durante toda a execuçãoArticulação contínua com as instituições participantesMonitoramento do público atendido e das atividades realizadasAs atividades serão distribuídas ao longo do período de execução, respeitando a dinâmica das instituições de educação infantil e garantindo intervalos adequados para deslocamento, montagem e adaptação dos espaços. 3. Pós-produção (duração estimada: 1 Mês)A etapa de pós-produção contempla as ações de finalização, avaliação e sistematização do projeto.Inclui:Organização e edição do material audiovisual e fotográfico produzidoSistematização das atividades realizadas e dos dados de públicoElaboração de relatório técnico e pedagógico finalAvaliação interna do projeto (equipe técnica e artística)Organização de documentação para prestação de contasFinalização administrativa e financeira do projetoEssa etapa assegura a consolidação dos resultados, a memória do projeto e o cumprimento das exigências legais e administrativas.

Estratégia de execução

O presente projeto se destaca por integrar, de forma consistente, criação artística, circulação, formação e atuação territorial, configurando-se não apenas como uma ação pontual, mas como parte de um processo continuado de desenvolvimento das artes para a primeira infância no Distrito Federal.Um dos principais diferenciais da proposta é sua inserção em uma trajetória já consolidada por meio do Festival Primeiro Olhar, que ao longo de suas edições vem contribuindo para a formação de público, a qualificação de artistas e o fortalecimento de redes entre cultura e educação. A presente iniciativa amplia esse percurso ao deslocar o eixo de atuação para dentro das creches públicas, aprofundando o impacto social e territorial do projeto.Outro aspecto relevante é a especificidade do campo da primeira infância, que exige abordagens artísticas, metodológicas e logísticas próprias. Diferentemente de projetos voltados a públicos mais amplos, as atividades aqui propostas são desenvolvidas a partir de parâmetros que priorizam a qualidade da experiência, a proximidade entre artistas e público e o respeito aos tempos e modos de percepção das crianças pequenas. Essa escolha implica uma estrutura de execução mais cuidadosa e especializada, o que qualifica o projeto do ponto de vista artístico e pedagógico.O projeto também se diferencia por sua capacidade de articulação com o campo educacional, estabelecendo diálogo direto com educadores e instituições de ensino. Ao incorporar ações formativas, a proposta amplia seu alcance e promove impactos que se estendem para além do período de execução, contribuindo para a inserção da arte no cotidiano das práticas pedagógicas.Destaca-se ainda o compromisso com a descentralização das políticas culturais, ao priorizar regiões administrativas como Ceilândia e Planaltina, que concentram grande parte da população do Distrito Federal e apresentam menor acesso a bens culturais. Essa atuação territorializada reforça o caráter público do projeto e sua contribuição para a redução de desigualdades no acesso à cultura.Outro ponto relevante é a viabilidade técnica e operacional da proposta. A equipe envolvida reúne profissionais com experiência comprovada na realização de projetos culturais, incluindo circulação de espetáculos, produção, coordenação técnica e formação. A estrutura do projeto foi dimensionada de forma realista, considerando as especificidades dos espaços de realização e garantindo condições adequadas para a execução das atividades.A proposta também demonstra sustentabilidade no sentido metodológico e institucional, ao prever a sistematização das experiências e o registro das atividades, contribuindo para a construção de conhecimento no campo das artes para a primeira infância. Esses materiais poderão servir como referência para outros projetos e iniciativas, ampliando o impacto da ação.Por fim, ressalta-se que o projeto está alinhado às diretrizes contemporâneas das políticas públicas de cultura, ao promover a democratização do acesso, a valorização da diversidade cultural, a formação de público e o fortalecimento da produção artística voltada à infância. Ao articular qualidade estética, impacto social e atuação territorial, a proposta se apresenta como uma contribuição relevante para o desenvolvimento cultural do Distrito Federal.Observação Importante: não foi anexado no orçamento nem gastos de hospedagem, nem de passagens para os artistas convidados de outras regiões. Estes valores estarão inclusos nos cachês das companhias convidadas.

Especificação técnica

O projeto contempla a realização de apresentações teatrais voltadas à primeira infância e atividades formativas destinadas a educadores, cujos conteúdos e especificações técnicas seguem diretrizes definidas, ainda que as obras e profissionais participantes sejam selecionados posteriormente. 1. Apresentações Teatrais (14 sessões)Linguagem: Artes cênicas para a primeira infância (teatro, performance, musicalidade e movimento)Duração: entre 30 e 45 minutos por sessãoClassificação indicativa: Livre, com foco em crianças de 0 a 5 anosPúblico por sessão: grupos reduzidos, entre 25 e 50 crianças, respeitando a especificidade da faixa etáriaEspaço de realização: salas multiuso, pátios cobertos ou ambientes internos das creches e centros de educação infantilConfiguração cênica:Montagem leve e adaptávelCenografia portátilUso de elementos visuais, sonoros e sensoriaisProximidade entre artistas e públicoRecursos técnicos:Equipamento de som portátilIluminação adaptada às condições do espaçoBaixa exigência técnica, permitindo circulação em espaços não convencionaisMaterial artístico:Objetos cênicos manipuláveisElementos sonoros e musicaisFigurinos adequados à interação com o públicoDiretrizes pedagógicas e estéticas:Foco na experiência sensorial e na fruição estéticaAusência de linguagem didatizante ou moralizanteEstímulo à escuta, à curiosidade e à participaçãoRespeito ao tempo e à atenção da primeira infância 2. Oficinas Formativas para Educadores (5 encontros)Formato: Oficinas presenciaisDuração: entre 2h e 4h por encontroPúblico-alvo: professores, educadores e profissionais da educação infantilNúmero de participantes por oficina: entre 15 e 30 participantesConteúdo:Introdução às artes na primeira infânciaPráticas de mediação culturalExperiências corporais, sonoras e sensoriaisEstratégias de integração da arte no cotidiano pedagógicoMetodologia:Abordagem prática e participativaExercícios de experimentação artísticaDinâmicas coletivasReflexão sobre práticas pedagógicasMateriais utilizados:Objetos simples (tecidos, papéis, elementos naturais, instrumentos sonoros)Recursos corporais e vocaisMateriais acessíveis e replicáveis no contexto escolarProjeto pedagógico: As oficinas serão estruturadas a partir de uma perspectiva que integra arte e educação, compreendendo a experiência estética como parte fundamental do desenvolvimento infantil. A proposta pedagógica valoriza a escuta, a experimentação e a construção coletiva de conhecimento, buscando fortalecer o papel do educador como mediador cultural. 3. Registro AudiovisualFormato: captação de vídeo e fotografiaConteúdo:Registro das apresentaçõesRegistro das oficinasDocumentação do processoFinalidade:Memória do projetoSistematização de práticasPossível difusão em plataformas digitaisCaracterísticas técnicas:Captação leve, adequada ao ambiente escolarRespeito à autorização de uso de imagemEdição básica para organização do material

Ficha técnica

Atuação do Proponente e Equipe PrincipalA empresa proponente, Primeiro Olhar Ltda., será responsável pela concepção, coordenação geral e execução integral do projeto, atuando em todas as etapas — da pré-produção à pós-produção. A direção geral e artística será exercida por Clarice Cardell, responsável pela orientação conceitual, metodológica e pedagógica da proposta, bem como pela supervisão de todas as atividades.A execução contará com equipe multidisciplinar, composta por profissionais das áreas artística, técnica, pedagógica, administrativa e contábil, garantindo a qualidade, a consistência metodológica e a viabilidade de execução do projeto. Currículos Resumidos dos Principais ParticipantesClarice Cardell – Direção Geral e Artística Artista, diretora, produtora e pesquisadora com trajetória consolidada nas artes cênicas e na primeira infância. Fundadora e diretora do Festival Primeiro Olhar, referência nacional na área. Atua na criação, direção e gestão de projetos que articulam arte, educação e infância, com ampla experiência em circulação de espetáculos, formação de público e articulação institucional. Edezio Araújo– Coordenação Técnica Profissional com ampla experiência em coordenação técnica de espetáculos e projetos culturais. Atua na adaptação de montagens para diferentes espaços, incluindo ambientes não convencionais como escolas e creches. No projeto, será responsável pela supervisão técnica, montagem, operação e garantia das condições adequadas para a realização das atividades.Claudia Leal – Direção de Produção Produtora cultural com sólida experiência na gestão e execução de projetos culturais. Atua na coordenação de equipes, planejamento logístico e articulação institucional. No projeto, será responsável pela direção de produção, acompanhamento do cronograma e execução operacional das atividades. Vem colaborando há 6 anos na realização do Festival Primeiro Olhar. Barbara Barbosa – Coordenação de AcessibilidadeProfissional com experiência em projetos culturais e atuação voltada à inclusão e acessibilidade. Desenvolve e acompanha a implementação de recursos de acessibilidade física e de conteúdo, articulando estratégias que ampliem a participação de diferentes públicos. No projeto, será responsável pela coordenação das ações de acessibilidade, garantindo condições adequadas de acesso, fruição e participação.. Vem acompanhando a realização do FEstival nos últimos 5 anos.Liana Farias – ProduçãoProdutora com experiência em projetos culturais, atuando na organização logística, articulação com instituições parceiras e acompanhamento de atividades. Possui trajetória em ações voltadas à infância e projetos educativos. No projeto, atuará na produção, apoiando a execução das atividades e a gestão operacional. Divino Vicente Neto – Técnico de Luz e SomProfissional com experiência técnica em espetáculos e projetos culturais, atuando na operação de luz e som em diferentes contextos. Possui prática na adaptação técnica de apresentações para espaços diversos, incluindo ambientes não convencionais. No projeto, será responsável pela operação técnica e garantia da qualidade dos recursos sonoros e de iluminação. Marcelle Lago – ProduçãoProfissional com atuação em produção cultural, com experiência em organização de atividades, acompanhamento de equipes e suporte à execução de projetos. No projeto, atuará na produção, contribuindo para a realização das ações, organização dos espaços e apoio às equipes durante as atividades. Equipe de Formação (Oficineiros - serão selecionados posteriormente pela curadoria do projeto) Profissionais com experiência em formação de educadores e atuação na interface entre arte e educação, desenvolvendo práticas voltadas à primeira infância, com foco em mediação cultural, escuta sensível e processos criativos. Inovar Contabilidade – Assessoria Contábil Empresa responsável pela gestão contábil do projeto, incluindo acompanhamento financeiro, organização documental e suporte à prestação de contas, garantindo conformidade com as exigências legais do mecanismo de incentivo à cultura.

Acessibilidade

AcessibilidadeO projeto prevê a implementação de medidas de acessibilidade física, comunicacional e de conteúdo, bem como de comunicação e divulgação acessíveis, em conformidade com a Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência), o Decreto nº 3.298/1999, o Decreto nº 9.404/2018 e demais normativas aplicáveis, além de seguir as diretrizes do Guia de Acessibilidade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.Considerando as especificidades do projeto — apresentações teatrais para a primeira infância realizadas em creches públicas e atividades formativas em ambientes educativos — as medidas propostas foram definidas com base no princípio das adaptações razoáveis, garantindo acessibilidade sem comprometer a viabilidade técnica e operacional. 1. Acessibilidade no Aspecto ArquitetônicoAs atividades serão realizadas em centros de educação infantil e creches públicas de Ceilândia e Planaltina, priorizando espaços que já possuam condições mínimas de acessibilidade.Serão adotadas as seguintes medidas:Seleção de espaços com acesso em nível ou com rampas, circulação adequada e sanitários acessíveis, sempre que disponíveisOrganização dos ambientes de apresentação com áreas livres para circulação de cadeiras de rodas e mobilidade reduzidaReserva de lugares acessíveis e de fácil entrada e saída, próximos às áreas de circulaçãoAdequação da disposição do público para garantir conforto e segurançaOrientação prévia às equipes das instituições sobre acolhimento de pessoas com deficiênciaApoio de educadores e equipe local para acompanhamento de crianças com mobilidade reduzidaConsiderando que as atividades ocorrem em espaços já existentes (creches), eventuais limitações estruturais serão compensadas por soluções organizacionais e operacionais, conforme previsto no princípio de adaptação razoável. 2. Acessibilidade no Aspecto Comunicacional e de ConteúdoAs medidas de acessibilidade de conteúdo foram definidas considerando as especificidades da linguagem artística e do público atendido.Para pessoas com deficiência visual:Realização de audiodescrição do ambiente e das ações cênicas, de forma pontual e adequada à dinâmica das apresentaçõesDescrição verbal de elementos cênicos (cenário, objetos, figurinos), integrada à mediaçãoPossibilidade de exploração tátil de elementos cênicos, quando pertinente e viável, em momentos orientadosOrganização do espaço com orientação verbal clara para deslocamentoPara pessoas com deficiência auditiva:Presença de intérprete de Libras nas atividades formativas (oficinas)Apoio comunicacional com uso de gestualidade ampliada, expressão corporal e recursos visuais, próprios da linguagem cênica para a primeira infânciaDisponibilização de informações prévias em linguagem acessívelPara pessoas com deficiência intelectual, autistas e neurodivergentes:Uso de linguagem simples e acessível nas mediações e comunicaçõesOrganização das atividades com ambientes acolhedores, sem estímulos excessivosControle de intensidade sonora e luminosa, respeitando a sensibilidade do públicoPossibilidade de permanência em locais com menor estímulo sensorialMediação sensível, respeitando diferentes tempos de atenção e interaçãoApoio de educadores e equipe local para acompanhamento individualizadoAspectos gerais de acessibilidade de conteúdo:Predominância de linguagem não verbal (corpo, som, imagem, ritmo), favorecendo múltiplas formas de compreensãoEstrutura das atividades baseada em experiência sensorial e relacional, ampliando o acesso a diferentes perfis de públicoMediação cultural adaptada à diversidade de participantes 3. Acessibilidade na Comunicação e DivulgaçãoO projeto prevê medidas de acessibilidade também na comunicação e divulgação das atividades, garantindo o acesso à informação.Serão adotadas as seguintes ações:Produção de materiais de divulgação com linguagem clara, objetiva e acessívelDisponibilização de informações em formatos digitais compatíveis com leitores de telaInclusão de informações sobre acessibilidade das atividades nos materiais de comunicaçãoUso de canais institucionais para divulgação com atenção à acessibilidade digitalPossibilidade de adaptação de conteúdos para formatos acessíveis, conforme demanda 4. Medidas Complementares e Justificativa TécnicaConsiderando a natureza do projeto — atividades realizadas em creches, com público de primeira infância e em espaços não convencionais — algumas medidas previstas na legislação para grandes eventos ou espaços culturais permanentes não se aplicam integralmente.Nesses casos, o projeto adota medidas compensatórias baseadas em:Organização espacial acessívelMediação sensívelLinguagem artística inclusivaApoio direto de educadores e equipeEssas soluções estão alinhadas ao princípio de adaptação razoável, garantindo acessibilidade efetiva sem gerar ônus desproporcional ou inviabilidade técnica. 5. Princípios NorteadoresO projeto compreende a acessibilidade como um princípio transversal, que orienta não apenas aspectos técnicos, mas também a concepção artística e pedagógica das atividades.Nesse sentido, busca:Garantir acesso, participação e fruição qualificadaPromover inclusão e equidadeRespeitar a diversidade de corpos, percepções e formas de interaçãoIntegrar acessibilidade à própria linguagem da proposta

Democratização

A proposta adota como princípio estruturante a democratização do acesso à cultura, compreendida não apenas como gratuidade, mas como a criação de condições reais para que diferentes públicos possam participar, fruir e se apropriar das atividades culturais oferecidas. Nesse sentido, o projeto organiza sua estratégia de distribuição e acesso a partir de três eixos principais: gratuidade integral, descentralização territorial e ampliação de alcance por meio de ações formativas e registros.No que se refere à distribuição dos produtos culturais — apresentações teatrais e atividades formativas —, todas as ações serão realizadas de forma integralmente gratuita, não havendo comercialização de ingressos ou qualquer tipo de cobrança ao público. A escolha pela gratuidade está diretamente relacionada ao perfil do público atendido, composto majoritariamente por crianças de 0 a 5 anos matriculadas em creches públicas, bem como por educadores da rede pública de ensino. Trata-se, portanto, de um público que, em geral, possui acesso restrito a atividades culturais e que dificilmente seria alcançado por meio de modelos tradicionais de comercialização.A estratégia de acesso baseia-se na ocupação de centros de educação infantil localizados nas regiões administrativas de Ceilândia e Planaltina, levando a produção artística diretamente aos espaços frequentados pelas crianças. Essa abordagem elimina barreiras logísticas, econômicas e simbólicas, como deslocamento, custo de transporte e distanciamento dos equipamentos culturais, que frequentemente limitam a participação de populações periféricas em programações culturais.A seleção das instituições participantes será realizada em articulação com gestores e equipes pedagógicas das redes locais, priorizando unidades situadas em territórios com menor oferta cultural. A distribuição das apresentações buscará garantir uma abrangência territorial equilibrada entre as duas regiões administrativas, ampliando o alcance do projeto.Além das apresentações, o projeto prevê a realização de 10 oficinas formativas presenciais voltadas a educadores, ampliando o acesso à cultura por meio da formação e do fortalecimento de práticas pedagógicas. Essas oficinas constituem uma estratégia fundamental de democratização, na medida em que promovem efeitos multiplicadores: ao incorporar práticas artísticas em seu cotidiano, os educadores passam a ampliar o repertório cultural das crianças de forma contínua, para além do período de execução do projeto.O projeto também prevê a sistematização das práticas e metodologias em relatório técnico-pedagógico, que poderá ser compartilhado com instituições parceiras, profissionais da educação e agentes culturais, ampliando o impacto da proposta para além de sua execução direta.Adicionalmente, o projeto incentiva a realização de momentos de troca e diálogo com as equipes pedagógicas das creches, fortalecendo o vínculo entre arte e educação e ampliando o alcance qualitativo das ações. Esses momentos funcionam como espaços de escuta e construção conjunta, favorecendo a continuidade das práticas artísticas no ambiente escolar.Cabe destacar que a democratização de acesso, neste projeto, está diretamente relacionada à qualidade da experiência oferecida. Considerando as especificidades da primeira infância, as atividades são realizadas em grupos reduzidos, o que garante maior atenção às crianças, melhor condição de fruição e maior efetividade das ações. Essa escolha metodológica, embora limite o número absoluto de participantes por sessão, amplia significativamente a qualidade do acesso, entendida como experiência significativa e transformadora.O projeto também incorpora medidas de acessibilidade, tanto física quanto de conteúdo, ampliando as condições de participação de pessoas com deficiência, o que reforça seu compromisso com a inclusão e a equidade.Por fim, ao priorizar territórios periféricos e públicos historicamente menos contemplados por políticas culturais, o projeto contribui para a descentralização da oferta cultural no Distrito Federal, alinhando-se às diretrizes de democratização e ampliação do acesso previstas nas políticas públicas de cultura. A ausência de comercialização direta dos produtos culturais, longe de representar uma limitação, constitui uma escolha estratégica que garante o caráter público, inclusivo e socialmente relevante da proposta.