Início: 30/07/2027Término: 30/12/2027Aceite: 29/04/2026
O presente projeto visa a realização da 18ª Festa da Consciência Negra do Quilombo de Águas Claras, no município de Triunfo/PE, fortalecendo a salvaguarda, a valorização e a difusão das expressões culturais afropernambucanas e quilombolas por meio de uma programação gratuita composta por apresentações artísticas, ações formativas, mostra gastronômica, exposição de artesanato, registro audiovisual e atividades de memória comunitária.
A Festa da Consciência Negra do Quilombo de Águas Claras sintetiza um encontro entre memória, território, ancestralidade, arte e cidadania. Realizada desde 2009, no Sítio Águas Claras, zona rural de Triunfo/PE, a festividade nasceu do sentimento coletivo de reconhecimento da identidade quilombola da comunidade e se consolidou como uma das principais expressões de afirmação cultural negra do Sertão do Pajeú.Mais do que uma celebração alusiva ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a Festa constitui um espaço de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial quilombola. Em torno dela se reúnem práticas de oralidade, música, dança, culinária, artesanato, memória comunitária, religiosidades, sociabilidade, economia criativa e transmissão de saberes. O território torna-se palco e sujeito da própria narrativa: suas mulheres, jovens, mestres, mestras, lideranças e moradores não são apenas público, mas protagonistas de uma experiência cultural construída de dentro para fora.A edição de 2027 propõe uma programação estruturada em três eixos integrados. O primeiro eixo é formativo, com oficinas gratuitas de Dança Afro e Percussão Afro-brasileira destinadas a estudantes da rede pública e jovens do território, estimulando a educação das relações étnico-raciais, a valorização do corpo, do ritmo, da memória e do pertencimento. O segundo eixo é comunitário e patrimonial, com a ação Memória Viva de Águas Claras, a Mostra da Cultura Alimentar Quilombola e a Exposição de Artesanato e Saberes da Folha da Bananeira, valorizando mestras da comunidade, artesãs, agricultoras, pessoas idosas e guardiãs da memória local. O terceiro eixo é artístico-cultural, com 10 apresentações de grupos e artistas ligados à cultura popular, à música, à dança, à poesia, à oralidade e às matrizes afro-brasileiras.A programação principal será realizada no dia 21 de novembro de 2027, no próprio Quilombo de Águas Claras. O público será convidado a vivenciar apresentações de capoeira, maculelê, repente, embolada, forró de matriz regional, maracatu, coco de roda, afoxé, mestres e mestras da cultura popular, compondo uma paisagem artística que reafirma Pernambuco como território de diversidade, invenção, ancestralidade e resistência.A Festa também impulsiona a economia criativa local. A gastronomia tradicional, preparada por mestras da comunidade, será apresentada como patrimônio alimentar, memória afetiva e tecnologia de permanência comunitária. O artesanato produzido com a folha da bananeira ganhará visibilidade como saber-fazer sustentável, expressão estética e alternativa de geração de renda para mulheres quilombolas. Ao mesmo tempo, a contratação de artistas, técnicos, equipe de produção, comunicação, audiovisual, acessibilidade e fornecedores locais contribuirá para dinamizar a cadeia produtiva da cultura no território.Com essa proposta, a Festa da Consciência Negra do Quilombo de Águas Claras se afirma como uma plataforma cultural de impacto regional, orientada pela valorização da cultura afro-brasileira, pela salvaguarda de bens imateriais, pela democratização do acesso, pela formação de novas gerações e pelo fortalecimento da cidadania cultural em uma comunidade tradicional quilombola do interior de Pernambuco.
Objetivo GeralA proposta tem como objetivo geral ampliar o reconhecimento do Quilombo de Águas Claras como território de memória, criação, resistência e produção cultural, promovendo o acesso democrático aos bens culturais, o intercâmbio entre grupos da cultura popular, a formação de público, a educação das relações étnico-raciais, o protagonismo feminino e o desenvolvimento socioeconômico local, em plena consonância com os princípios da Lei Federal de Incentivo à Cultura, especialmente no que se refere ao pleno exercício dos direitos culturais, à valorização das manifestações culturais brasileiras, à regionalização da produção cultural e à preservação dos patrimônios materiais e imateriais do país.Objetivos Específicos· Realizar a 18ª Festa da Consciência Negra do Quilombo de Águas Claras, no dia 21 de novembro de 2027, no Sítio Águas Claras, zona rural de Triunfo/PE, com acesso gratuito e programação voltada à valorização da cultura quilombola, da ancestralidade afro-brasileira e das manifestações populares de Pernambuco;· Promover uma semana de mobilização cultural, pedagógica e comunitária em alusão ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, articulando escolas públicas, lideranças locais, artistas, mestras, artesãs, cozinheiras, jovens e moradores do território;· Realizar 10 (dez) apresentações artístico-culturais, contemplando linguagens como música, dança, poesia, oralidade, capoeira, maculelê, coco, afoxé, maracatu, embolada, repente e apresentações de mestres ou mestras da cultura popular;· Fortalecer o protagonismo do Grupo Tradição Quilombola e das manifestações culturais existentes no próprio território de Águas Claras, valorizando o coco de roda, a memória oral, a corporeidade, o canto, a percussão e a convivência comunitária como expressões de patrimônio cultural imaterial;· Oferecer 2 (duas) oficinas formativas, sendo uma de Dança Afro e uma de Percussão Afro-brasileira, cada uma com 2 (duas) turmas, totalizando 4 (quatro) turmas, destinadas a estudantes da rede pública de ensino, crianças, adolescentes e jovens do Quilombo de Águas Claras e adjacências;· Beneficiar diretamente até 80 (oitenta) participantes nas ações formativas, com certificação, atividades pedagógicas e culminância pública integrada à programação do projeto;· Realizar a Mostra da Cultura Alimentar Quilombola, protagonizada pelas mestras do Quilombo de Águas Claras, valorizando receitas, técnicas, memórias, práticas de agricultura familiar, sociabilidade comunitária e saberes culinários transmitidos entre gerações;· Promover a Exposição de Artesanato e Saberes da Folha da Bananeira, com artefatos produzidos por mulheres artesãs quilombolas, especialmente o Coletivo Margaridas Quilombolas, fortalecendo a economia criativa local e o reconhecimento dos modos de fazer tradicionais como patrimônio vivo;· Implantar uma ação intitulada Memória Viva de Águas Claras, em formato de roda de conversa, escuta compartilhada e registro comunitário, reunindo lideranças, pessoas idosas, mestras, artesãs, jovens e agentes culturais do território;· Produzir registro fotográfico e audiovisual das atividades do projeto, com a finalidade de documentar a Festa, preservar a memória coletiva da comunidade e ampliar o acesso público aos conteúdos por meio de plataformas digitais;· Gerar oportunidades de trabalho e renda para profissionais da cultura, artistas, técnicos, fornecedores, mestras cozinheiras, artesãs, equipe de produção, comunicação, acessibilidade, audiovisual e prestadores de serviços locais;· Fortalecer Triunfo/PE e o Quilombo de Águas Claras como rota de turismo cultural, turismo de memória e experiência de base comunitária, contribuindo para a descentralização das políticas culturais e para a valorização do Sertão do Pajeú;· Assegurar medidas de acessibilidade comunicacional, arquitetônica possível e atitudinal, garantindo melhores condições de participação para pessoas com deficiência, pessoas idosas, pessoas com mobilidade reduzida e demais públicos prioritários;· Adotar práticas de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental, incluindo orientação sobre gestão de resíduos, estímulo ao uso de materiais reutilizáveis, valorização de matérias-primas naturais e fortalecimento da economia circular comunitária;· Elaborar relatório final de execução, com registros, indicadores, comprovações, documentação fotográfica, registros audiovisuais, clipping de mídia, resultados alcançados e evidências de cumprimento das metas culturais, sociais e territoriais do projeto.
A cultura brasileira se constitui pela pluralidade de matrizes, linguagens, territórios e memórias que atravessam a formação social do país. Entre essas matrizes, as comunidades quilombolas ocupam lugar fundamental, pois preservam modos de vida, práticas culturais, sistemas de pertencimento, tecnologias sociais, saberes alimentares, expressões corporais, musicalidades, espiritualidades, formas de organização comunitária e mecanismos de resistência que permanecem vivos apesar de séculos de invisibilização histórica. Apoiar a Festa da Consciência Negra do Quilombo de Águas Claras significa reconhecer que a cultura não é apenas espetáculo: é direito, memória, reparação simbólica, cidadania e permanência territorial.Realizada desde 2009, a Festa da Consciência Negra do Quilombo de Águas Claras nasceu como ato simbólico de celebração do reconhecimento da comunidade como remanescente quilombola pela Fundação Cultural Palmares. Desde então, consolidou-se como a principal festividade de afirmação negra e quilombola da região, reunindo moradores, sítios vizinhos, grupos culturais, lideranças comunitárias, estudantes, mestres, mestras, artistas populares e visitantes em torno da valorização da ancestralidade afro-brasileira, da igualdade racial, da equidade de gênero, do pertencimento territorial e da cultura viva do Sertão do Pajeú.O Quilombo de Águas Claras é um território marcado por memória, oralidade, agricultura familiar, culinária tradicional, artesanato, vínculos de parentesco, sociabilidade comunitária e manifestações populares que atravessam gerações. O coco de roda, a presença das mulheres na produção cultural e econômica, os saberes culinários das mestras cozinheiras, a produção artesanal a partir da folha da bananeira e a atuação das lideranças locais constituem um conjunto de bens culturais que não pode ser tratado como elemento periférico da programação. Trata-se do próprio núcleo patrimonial do projeto: um sistema vivo de conhecimentos, práticas e expressões que precisa ser reconhecido, difundido, documentado e transmitido às novas gerações.Nesse sentido, a presente proposta se estrutura como uma ação de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial, pois articula celebração, transmissão de saberes, formação, documentação, fruição artística e desenvolvimento territorial. A Festa da Consciência Negra de Águas Claras não se limita à realização de um evento em data comemorativa. Ela atua como tecnologia social de memória, um espaço de reencontro da comunidade consigo mesma e de diálogo com outras expressões afropernambucanas, fortalecendo a imagem do quilombo como lugar de produção cultural, aprendizagem coletiva, economia criativa e afirmação de direitos.A programação proposta contempla apresentações de música, dança, poesia e oralidade, além de manifestações como capoeira, maculelê, coco, afoxé, maracatu, repente e embolada, compondo um mosaico de expressões ligadas à cultura popular afro-brasileira e à tradição cultural de Pernambuco. A presença de grupos do Sertão do Pajeú, de mestres e mestras da cultura popular e de expressões oriundas de comunidades tradicionais fortalece a regionalização da produção cultural e contribui para ampliar o intercâmbio entre diferentes territórios culturais do estado.O projeto se alinha diretamente ao Art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.313/91, ao promover o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; ao inciso II, ao estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; ao inciso III, ao apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; ao inciso IV, ao proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira; ao inciso VI, ao contribuir para a preservação dos bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; ao inciso VIII, ao estimular a difusão de bens culturais formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; e ao inciso IX, ao priorizar o produto cultural originário do país.A proposta também dialoga com o Art. 3º, inciso II, alínea "c", da Lei Rouanet, que prevê o fomento à produção cultural e artística mediante a realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de música, artes cênicas e folclore, bem como com o Art. 3º, inciso III, alínea "d", que trata da preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico por meio da proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais. Dessa forma, solicita-se o enquadramento da proposta no Art. 18 da Lei nº 8.313/91, considerando sua natureza de patrimônio cultural, sua finalidade pública, seu acesso gratuito e sua relevância para a salvaguarda de manifestações culturais tradicionais.O eixo formativo do projeto amplia sua relevância pública. As oficinas de Dança Afro e Percussão Afro-brasileira serão ofertadas gratuitamente para estudantes da rede pública de ensino e jovens do território, criando um ambiente de educação não formal em que corpo, ritmo, memória, ancestralidade e pertencimento são trabalhados como dimensões fundamentais da formação humana. As atividades dialogam com a Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, e contribuem para que crianças, adolescentes e jovens quilombolas reconheçam em sua própria comunidade uma fonte legítima de conhecimento, beleza, autoestima, história e futuro.Outro diferencial estratégico da proposta é o protagonismo das mulheres quilombolas. A Mostra da Cultura Alimentar Quilombola valoriza as mestras cozinheiras como detentoras de saberes, guardiãs de memória e agentes econômicas da comunidade. A Exposição de Artesanato e Saberes da Folha da Bananeira evidencia o trabalho das artesãs locais e reforça a importância dos modos de fazer tradicionais, da economia criativa comunitária e do uso sustentável de matérias-primas naturais. Essas ações fortalecem a autonomia econômica, a visibilidade e o reconhecimento social das mulheres de Águas Claras, ampliando a dimensão social do projeto.A Festa também possui relevância para o desenvolvimento territorial de Triunfo/PE. Localizado no Sertão do Pajeú, o município possui forte vocação cultural e turística, marcada por tradições populares, patrimônio histórico, paisagem serrana, festividades e circulação de visitantes. Ao inserir o Quilombo de Águas Claras como polo de fruição cultural, memória e turismo de base comunitária, o projeto contribui para descentralizar os fluxos culturais, diversificar a oferta turística e fortalecer a cadeia produtiva local, envolvendo artistas, técnicos, fornecedores, comerciantes, cozinheiras, artesãs, jovens e moradores da região.A realização da proposta no âmbito do Programa Rouanet no Interior é especialmente estratégica, pois desloca o centro da política cultural para um território rural, quilombola e sertanejo, ampliando o alcance da Lei de Incentivo à Cultura para além dos grandes centros urbanos. O investimento na Festa da Consciência Negra de Águas Claras representa uma decisão culturalmente justa e institucionalmente relevante: fortalece uma comunidade tradicional, promove acesso gratuito à cultura, valoriza artistas populares, gera renda local, forma novas gerações, documenta a memória quilombola e transforma uma festividade tradicional em plataforma de desenvolvimento cultural sustentável.
PERÍODO TOTAL: 5 meses – de julho a dezembro de 2027.PRÉ-PRODUÇÃO / PREPARAÇÃO – 3 meses: julho a outubro de 2027· Ações de articulação institucional com a Associação Quilombola, lideranças comunitárias, escolas públicas, Prefeitura de Triunfo, agentes culturais, fornecedores e instituições parceiras;· Realização de reuniões comunitárias de alinhamento, escuta territorial e validação das diretrizes culturais, pedagógicas e operacionais do projeto;· Planejamento executivo, administrativo-financeiro e jurídico do projeto, com definição de fluxos de contratação, documentação, pagamentos, comprovações e prestação de contas no SALIC;· Contratação da equipe principal, equipe de produção, comunicação, acessibilidade, audiovisual, técnica, apoio, segurança, limpeza, serviços gerais e demais profissionais necessários;· Curadoria e contratação das atrações artísticas, com prioridade para grupos e artistas do Sertão do Pajeú, mestres e mestras da cultura popular, expressões afropernambucanas e manifestações de comunidades tradicionais;· Planejamento das oficinas de Dança Afro e Percussão Afro-brasileira, com definição de ministrantes, escolas participantes, turmas, metodologia, carga horária, material de apoio, lista de presença e certificação;· Planejamento da Mostra da Cultura Alimentar Quilombola e da Exposição de Artesanato e Saberes da Folha da Bananeira, com mobilização das mestras cozinheiras, artesãs e empreendedoras comunitárias;· Elaboração do plano operacional do evento, incluindo mapa de ocupação, palco, som, luz, banheiros, acessibilidade, área de alimentação, área de artesanato, circulação do público e pontos de apoio;· Solicitação de autorizações, licenças, alvarás, plano de segurança e demais providências técnicas necessárias à realização do evento em espaço comunitário rural;· Criação da identidade visual, peças de divulgação, plano editorial, estratégia de imprensa, mobilização digital e materiais informativos do projeto.PRODUÇÃO / EXECUÇÃO – novembro de 2027· Execução das oficinas formativas entre os dias 15 e 18 de novembro de 2027, com 2 (duas) turmas de Dança Afro e 2 (duas) turmas de Percussão Afro-brasileira;· Realização de atividades pedagógicas de culminância e integração entre participantes das oficinas, escolas, famílias e comunidade· Montagem da infraestrutura geral da Festa, incluindo palco, sonorização, iluminação, pontos de energia, banheiros, sinalização, acessibilidade, área de gastronomia, área de artesanato, camarins/apoio e espaços de convivência;· Realização da ação Memória Viva de Águas Claras, com roda de conversa, escuta compartilhada, registro de depoimentos e valorização da memória oral comunitária;· Realização da 18ª Festa da Consciência Negra do Quilombo de Águas Claras, no dia 21 de novembro de 2027, com 10 (dez) apresentações artístico-culturais, Mostra da Cultura Alimentar Quilombola e Exposição de Artesanato e Saberes da Folha da Bananeira;· Execução das ações de acessibilidade, acolhimento do público, gestão de resíduos, registro fotográfico, gravação audiovisual e coleta de indicadores de participação;· Desmontagem da infraestrutura, organização do espaço, encaminhamento de resíduos, devolução de equipamentos e fechamento operacional do evento.PÓS-PRODUÇÃO – dezembro de 2027· Organização dos registros fotográficos, audiovisuais, documentos administrativos, notas fiscais, recibos, contratos, listas de presença e evidências de execução;· Edição do vídeo documental e/ou vídeo-memória do projeto, com foco na valorização da Festa, da comunidade, das mestras, artesãs, lideranças, grupos culturais e participantes das oficinas;· Elaboração de relatório de execução cultural, social, territorial e comunicacional, contendo indicadores quantitativos e qualitativos, registros das metas, público estimado, beneficiários diretos, resultados formativos e impactos gerados;· Consolidação do clipping de imprensa, relatório de redes sociais, registros de divulgação, comprovações de contrapartidas e documentação de acessibilidade;· Finalização dos pagamentos, conciliação financeira, organização documental e prestação de contas no SALIC, em conformidade com as regras da Lei Federal de Incentivo à Cultura;· Realização de reunião final de avaliação com a Associação, equipe técnica e representantes comunitários, com sistematização de aprendizados, desafios e recomendações para as próximas edições.MÍDIA E DIVULGAÇÃOA comunicação do projeto será concebida como ferramenta de mobilização social, democratização de acesso, valorização territorial e fortalecimento da imagem pública do Quilombo de Águas Claras. A estratégia de divulgação buscará evidenciar a Festa da Consciência Negra como uma experiência cultural de memória, ancestralidade, fruição artística, patrimônio imaterial e desenvolvimento comunitário, conectando a população local, a cidade de Triunfo, o Sertão do Pajeú, agentes culturais de Pernambuco e públicos interessados em cultura afro-brasileira, culturas populares e turismo cultural de base comunitária.· Elaboração da estratégia de comunicação e campanha institucional do projeto, com linguagem visual conectada à identidade quilombola, à cultura afropernambucana, à força das mulheres de Águas Claras e à simbologia do território;· Criação de peças gráficas digitais e impressas, incluindo cards, cartazes, banners, programação oficial, materiais de chamada pública, conteúdos educativos e peças de agradecimento institucional;· Execução de plano editorial para redes sociais, contemplando pré-evento, cobertura em tempo real e pós-evento, com conteúdos sobre a história da Festa, memória do quilombo, mestras cozinheiras, artesãs, grupos culturais, oficinas e programação artística;· Atuação de assessoria de imprensa junto a veículos locais, regionais e estaduais, buscando inserções espontâneas em portais, rádios, blogs, jornais, TVs e agendas culturais;· Mobilização comunitária presencial, com apoio da Associação, lideranças locais, escolas, grupos culturais, agentes de saúde, comerciantes e moradores do território;· Produção de registro fotográfico e audiovisual, com captação de depoimentos, imagens da programação, oficinas, gastronomia, artesanato, público e bastidores, garantindo memória pública e material de comprovação do projeto;· Publicação posterior de vídeo-memória ou conteúdo documental em plataforma digital gratuita, ampliando o alcance da Festa para públicos que não puderem comparecer presencialmente.
A sustentabilidade da proposta será trabalhada em três dimensões complementares: ambiental, sociocultural e econômica. No campo ambiental, o projeto adotará medidas de redução de impactos, orientação sobre descarte adequado de resíduos, estímulo ao uso de materiais reaproveitáveis, organização de pontos de coleta e valorização de práticas comunitárias associadas ao uso responsável de recursos naturais. No campo sociocultural, a sustentabilidade será expressa pela transmissão de saberes, pelo fortalecimento da memória quilombola, pela valorização das mulheres da comunidade e pela formação de crianças, adolescentes e jovens. No campo econômico, a proposta fortalecerá a geração de trabalho, renda e visibilidade para artistas, mestras cozinheiras, artesãs, fornecedores e profissionais locais.· Implantação de orientação básica para gestão de resíduos durante o evento, com pontos de descarte e equipe de apoio responsável pela organização do espaço;· Estímulo à redução de descartáveis e à priorização de materiais reutilizáveis ou recicláveis sempre que possível;· Valorização do artesanato produzido com folha da bananeira como exemplo de uso criativo, sustentável e territorializado de matéria-prima natural;· Fortalecimento da cultura alimentar quilombola, conectando gastronomia, agricultura familiar, memória e economia comunitária;· Contratação prioritária de profissionais, fornecedores, artistas e trabalhadores da região, estimulando circulação econômica local;· Produção de materiais de comunicação em quantidade responsável, evitando desperdício e priorizando soluções digitais quando adequadas;· Registro documental da Festa como mecanismo de sustentabilidade simbólica, preservando memórias, práticas e narrativas para futuras edições e para ações educativas;· Construção de relatório final com indicadores de impacto sociocultural, econômico, comunicacional e ambiental, criando base de governança para aprimoramento das próximas edições.
1. Realização da Festa da Consciência Negra do Quilombo de Águas Claras:· Quantidade de atividades principais: 1 (uma) festividade tradicional de cultura afro-brasileira e quilombola;· Data prevista: 21 de novembro de 2027;· Local: Sítio Águas Claras, zona rural de Triunfo/PE;· Acesso: gratuito;· Público estimado: 1.200 (mil e duzentas) pessoas em circulação ao longo do dia;· Formato: evento multicultural a céu aberto, com palco principal, área de gastronomia, área de artesanato, espaço de convivência, estrutura de acessibilidade, apoio operacional e registro audiovisual.2. Apresentações Artístico-Culturais:· Quantidade total: 10 (dez) apresentações;· Linguagens contempladas: música, dança, poesia, oralidade, percussão, cultura popular, capoeira, maculelê, coco, afoxé, maracatu, repente e embolada;· Duração estimada: de 30 minutos a 1 hora por apresentação, conforme natureza da atração;· Critério curatorial: valorização de grupos e artistas do Sertão do Pajeú, mestres e mestras da cultura popular, expressões afropernambucanas, manifestações de comunidades tradicionais e grupos com trajetória vinculada à cultura popular brasileira.3. Ações Formativas:· Quantidade: 2 (duas) oficinas formativas;· Oficina 1: Dança Afro;· Oficina 2: Percussão Afro-brasileira;· Número de turmas: 2 (duas) turmas;· Quantidade de participantes: até 20 (vinte) participantes por turma, totalizando até 40 (quarenta) beneficiários diretos;· Carga horária: 12h/aula por turma;· Público-alvo: estudantes da rede pública de ensino, crianças, adolescentes e jovens do Quilombo de Águas Claras e adjacências;· Metodologia: educação não formal, vivência coletiva, prática corporal, prática rítmica, contextualização histórica, sensibilização para a cultura afro-brasileira e culminância pedagógica integrada à programação do projeto;· Certificação: todos os participantes com frequência mínima receberão certificado de participação.4. Mostra da Cultura Alimentar Quilombola:· Quantidade: 1 (uma) mostra gastronômica;· Protagonistas: mestras da comunidade quilombola de Águas Claras;· Objetivo: valorizar receitas, práticas culinárias, ingredientes, memórias, agricultura familiar e saberes alimentares do território;· Formato: exposição, comercialização e apresentação pública de comidas típicas, com organização comunitária e registro audiovisual.5. Exposição de Artesanato e Saberes da Folha da Bananeira:· Quantidade: 1 (uma) exposição de artesanato;· Protagonistas: mulheres artesãs quilombolas, com destaque para o Coletivo Margaridas Quilombolas;· Produtos: artefatos, peças utilitárias e objetos artesanais produzidos a partir da folha da bananeira e outras referências do território;· Objetivo: promover visibilidade, geração de renda e reconhecimento dos modos de fazer artesanais como patrimônio vivo e economia criativa comunitária.6. Ação Memória Viva de Águas Claras:· Quantidade: 1 (uma) roda de conversa e escuta compartilhada;· Participantes: lideranças comunitárias, pessoas idosas, mestras da comunidade, artesãs, jovens, representantes das escolas e agentes culturais;· Objetivo: registrar memórias sobre a origem da Festa, a história da comunidade, o reconhecimento quilombola, o papel das mulheres e a transmissão de saberes no território;· Produto associado: depoimentos e registros que poderão compor o vídeo-memória e o relatório final do projeto.7. Registro Audiovisual e Fotográfico:· Quantidade: cobertura fotográfica e audiovisual das principais atividades;· Produto previsto: vídeo-memória ou vídeo documental de curta duração, com até 15min, sobre a Festa da Consciência Negra do Quilombo de Águas Claras;· Finalidade: documentação, prestação de contas, difusão digital, salvaguarda da memória comunitária e ampliação do acesso público aos conteúdos do projeto;· Disponibilização: plataforma digital gratuita, conforme plano de comunicação e direitos de imagem autorizados.
GESTÃO DO PROJETO – Associação Remanescente de Quilombo, Moradoras e Moradores do Sítio Águas Claras e Adjacências (Proponente)A Associação Remanescente de Quilombo, Moradoras e Moradores do Sítio Águas Claras e Adjacências é a entidade representativa da comunidade quilombola de Águas Claras, território rural localizado no município de Triunfo/PE. Sua atuação está vinculada à defesa da memória, da identidade, dos direitos culturais, da organização comunitária e da valorização dos modos de vida quilombolas. A trajetória cultural da Associação é marcada pela mobilização de moradores, lideranças, mestras, artesãs, agricultores, jovens, escolas, artistas e grupos culturais em torno de uma agenda de memória e pertencimento. A entidade atua como guardiã e articuladora de práticas que envolvem o coco de roda, a culinária tradicional, o artesanato com folha da bananeira, a oralidade, a convivência comunitária, a educação das relações étnico-raciais e a valorização da ancestralidade afro-brasileira na cidade de TriunfoAtividades: Realizar a gestão administrativa e financeira do projeto no que concerne ao planejamento, ordenação e controle das despesas, articulação com fornecedores e contratação dos serviços, supervisão e monitoramento das atividades, promoção do festival e elaboração dos relatórios físicos e financeiros.DIRETORA GERAL – MARIA SOLANGE FERRAZMaria Solange Ferraz é presidenta da Associação Remanescente de Quilombo, Moradoras e Moradores do Sítio Águas Claras e Adjacências, uma importante liderança comunitária do Quilombo Águas Claras, com atuação dedicada ao fortalecimento da cultura quilombola, à inclusão social e ao desenvolvimento sustentável da comunidade. Solange é uma das idealizadoras da Festa da Consciência Negra, teve participação ativa na criação do Grupo de Coco Tradição Quilombola, iniciativa voltada à preservação e transmissão dos saberes ancestrais por meio da música e da dança tradicional, e representa o Quilombo Águas Claras em fóruns, encontros e espaços institucionais, contribuindo para a articulação de parcerias, ampliação do acesso a políticas públicas e visibilidade das demandas da comunidade. Sua trajetória é marcada pelo compromisso, dedicação e luta em defesa da preservação cultural, da inclusão social e do fortalecimento da identidade quilombola, contribuindo diretamente para a transformação social e o crescimento da comunidade.COORDENADORA GERAL – VANILMA CAVALCANTE DOS SANTOSProdutora Cultural e Agricultora, residente da Comunidade de Remanescentes Quilombolas Águas Claras, localizada na zona rural do município de Triunfo, atua desde a infância em movimentos relacionados a luta de direitos e igualdade racial, e manifestações culturais da comunidade. Em 2008 fundou juntamente com outros membros da comunidade o Grupo Cultural de Coco de Roda Tradição Quilombola. E em 2009 participei da fundação da Festa da Consciência Negra do Quilombo de Águas Claras, junto com outros moradores da comunidade. Ministrou diversas atividades culturais dentro e fora do quilombo como oficinas, palestras e rodas de conversa sobre a valorização da cultura negra. Atualmente é Coordenadora de Políticas para a População Negra no município de Triunfo - PE, função que desempenha desde 2014, onde desenvolve o trabalho de fortalecimento das comunidades Quilombolas e a luta pela igualdade de direitos, incentivo e valorização dos grupos culturais das comunidades quilombolas e descentes de negros.PRODUTOR EXECUTIVO – ANTONIO PINHÊIRO DE CARVALHO NETOProfissional da área da produção cultural, natural da cidade do Recife/PE, com 15 anos de experiência em produção executiva, coordenação e supervisão em eventos culturais. Já atuou em grandes festivais no estado de Pernambuco, dentre eles, podemos citar, os: "No Ar Coquetel Molotov"; "Abril Pro Rock"; "FIG - Festival de Inverno de Garanhuns"; Rec'n Play; e o Carnaval da Cidade do Recife. Atualmente é sócio-diretor da PRO4, agência criativa pernambucana especializada em produção e marketing cultural, atuando na criação, concepção e gestão de projetos artísticos e culturais como estratégia de marketing para empresas privadas e de desenvolvimento socioeconômico para instituições do terceiro setor. É idealizador, curador e diretor do "Festival Panela do Jazz", idealizador e diretor da "MOA - Mostra Olegarinha de Artes" e fundador do projeto socioambiental "Jardim Secreto do Poço".COORDENADORA DE COMUNICAÇÃO – IZABELA RAPHEL COSTAIzabela Costa é assessora de imprensa e produtora cultural com mais de dez anos de experiência nas áreas de Música e Economia Criativa. Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero (SP) em 2013, ela traz em seu currículo passagens por redações como as das editoras Trip e Globo, pelo site Catraca Livre e pelos canais de TV paga Nickelodeon e HBO Brasil LTDA, além de ter atuado na equipe de conteúdo digital do Festival Lollapalooza Brasil. Desde 2017 ela trabalha de maneira autônoma por meio de sua própria agência, @assessoriza, que presta serviço de assessoria de imprensa e produção para projetos independentes de Música, Cinema e Literatura.PRODUTORA LOCAL – FABIANA MAIA PEREIRAFabiana, pertence a comunidade quilombola de Águas Claras, e desde muito cedo teve contato direto com a cultura tradicional quilombola, adentrando e se encontrado na música atraés do coco de roda de Águas Claras. Ativista em causas de luta por garantias de direitos, sempre foi atuante em programas como a ADESSU Baixa Verde e a Associação de Agricultores de Águas Claras dentre outros. É através da música e poesias que Fabiana expressa suas emoções, vivencias e lutas levando consigo as Raízes da Comunidade Remanescente Quilombola de Águas Claras por onde passa.ROTEIRISTA E DIRETOR AUDIOVISUAL – TIAGO MARTINS REGOTiago Martins Rêgo é jornalista com especialização em Estudos Cinematográficos e atuação consolidada como roteirista, diretor e produtor no audiovisual. Com mais de 15 anos de experiência, tem uma trajetória marcada pela criação de documentários, curtas-metragens, videoclipes e projetos culturais com foco na cultura pernambucana.
O projeto adotará medidas de acessibilidade física, comunicacional e atitudinal compatíveis com a natureza da atividade, com o território de realização e com a infraestrutura temporária prevista para a Festa. A proposta reconhece que a acessibilidade deve ser compreendida como direito cultural e condição de participação social, especialmente em eventos de acesso gratuito realizados em territórios comunitários e rurais.· Disponibilização de intérpretes de Libras durante a programação principal da Festa e em momentos institucionais de fala pública, garantindo acesso comunicacional a pessoas surdas;· Previsão de legendagem no vídeo-memória ou nos conteúdos audiovisuais publicados posteriormente em plataforma digital, sempre que houver depoimentos, falas e trechos narrativos;· Reserva de área preferencial para pessoas com deficiência, pessoas idosas, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida e acompanhantes, com assentos e melhor visibilidade do palco;· Instalação de banheiro químico acessível ou estrutura sanitária adaptada, conforme disponibilidade técnica e contratação de infraestrutura;· Organização de rota de circulação acessível dentro das condições do território, com sinalização, orientação da equipe de apoio e redução de barreiras na área de maior circulação do público;· Atendimento prioritário para pessoas com deficiência, pessoas idosas, gestantes, lactantes e pessoas com crianças de colo;· Capacitação/orientação básica da equipe de produção e apoio para acolhimento respeitoso, condução do público prioritário e eliminação de barreiras atitudinais;· Divulgação de informações acessíveis em linguagem clara, com programação objetiva, horários, local, gratuidade, serviços disponíveis e indicação dos recursos de acessibilidade oferecidos;· Realização de mediação oral da programação por apresentador(a)/mestre de cerimônia, contextualizando as atrações e a importância cultural das manifestações para públicos diversos, incluindo pessoas com deficiência visual que estejam presentes no evento.
Todas as atividades previstas no projeto serão gratuitas, incluindo as oficinas formativas, a ação de memória comunitária, a exposição de artesanato, a mostra gastronômica em seu formato de visitação e a programação artístico-cultural da Festa. A proposta assegura que a população do Quilombo de Águas Claras, sítios vizinhos, estudantes da rede pública, moradores de Triunfo e visitantes tenham acesso direto à fruição cultural em um território historicamente afastado dos grandes circuitos de produção e circulação de bens culturais.· Acesso gratuito a todas as atividades do projeto;· Prioridade de mobilização para estudantes da rede pública de ensino, crianças, adolescentes e jovens do Quilombo de Águas Claras e adjacências;· Realização das atividades formativas no próprio território ou em escolas públicas próximas, reduzindo barreiras de deslocamento e ampliando a participação de beneficiários locais;· Programação principal realizada no Quilombo de Águas Claras, fortalecendo a descentralização cultural e o direito de acesso à cultura em território rural e quilombola;· Divulgação comunitária por meio de lideranças, escolas, redes sociais, cartazes, rádios locais, imprensa regional e mobilização presencial;· Disponibilização posterior de conteúdos audiovisuais em plataforma digital gratuita, ampliando o acesso de públicos que não puderem comparecer presencialmente;· Valorização de artistas, grupos e agentes culturais locais e regionais, promovendo intercâmbio, visibilidade e circulação de expressões culturais do interior pernambucano;· Previsão de indicadores de acesso, incluindo público estimado, participantes das oficinas, número de empreendedoras envolvidas, grupos contratados, empregos gerados e alcance digital dos conteúdos publicados.