Início: 01/03/2027Término: 31/07/2027Aceite: 30/04/2026
O projeto conecta pessoas e territórios ao celebrar a Cultura de Roda como manifestação artística e tecnologia sociocultural afro-brasileira, com a realização de oficinas, rodas de conversa e apresentações circenses, artísticas e musicais, em circulação, por três meses, em Ceilândia, Distrito Federal.
Os portfólios completos dos artistas e músicos estão em arquivos em anexo ao projeto.APRESENTAÇÃO CIRCENSEA programação para circulação em Ceilândia inclui apresentações circenses do Circo Teatro Artetude, com os Irmãos Saúde, com seu ônibus estilizado e performances, integradas a encontros com artistas locais, como o Sarau-Vá – Voz e Alma, com poesia e linguagem, e com grupos de dança afro-brasileira e urbana, fortalecendo a cultura de roda como prática de interação e construção coletiva.Artistas: grupos circenses : GRUPO ARTETUDEO Circo Teatro Artetude é um grupo artístico que desenvolve espetáculos de rua baseados na linguagem do circo, teatro e cultura popular, com forte atuação em territórios periféricos e espaços públicos. Sua proposta valoriza a cultura de roda como prática central, promovendo encontros coletivos, interação direta com o público e construção de experiências compartilhadas.Com trajetória consolidada, o grupo circula por diversas regiões do Brasil, participando de festivais nacionais e internacionais e levando arte a comunidades, escolas e praças. Suas apresentações integram música, comicidade, acrobacias e narrativas do cotidiano, criando uma relação horizontal com o público e estimulando a convivência, escuta e participação. Seu trabalho contribui para a formação cidadã, valorização da cultura popular e promoção de um mundo mais inclusivo, criativo e sustentável.Grupo/Banda local: Sarau-váO Sarau-Vá – Voz e Alma é um movimento cultural que surge em Ceilândia, a partir da iniciativa de jovens. Sua base é a cultura de roda, que promove horizontalidade, escuta e participação ativa: o público não é apenas espectador, mas também pode se tornar protagonista, compartilhando textos, vivências e produções artísticas. Nesse formato, o sarau se transforma em um verdadeiro espaço de oralidade, onde diferentes vozes da periferia são valorizadas e reconhecidas.Ao longo de mais de uma década e centenas de edições, o Sarau-Vá passou a exercer um papel fundamental na formação cultural e no fortalecimento da identidade local, incentivando jovens a escrever, recitar e se expressar publicamente. Com ampla atuação, o projeto também contribuiu para a revitalização de espaços públicos, como a Praça da Bíblia, na Ceilândia, e inspirou o surgimento de outros movimentos culturais na região.APRESENTAÇÃO MUSICALA programação reúne importantes artistas e coletivos da cena cultural de Ceilândia, como as Sambadeiras de Roda, coletivo de mulheres negras dedicado à preservação do samba de roda e à transformação social por meio da cultura; o rapper Japão, referência do hip hop do DF, com mais de 35 anos de trajetória marcada por crítica social e atuação comunitária; o projeto Samba na Comunidade, que promove rodas de samba acessíveis e fortalece a cultura periférica; e a cantora Ana Cardoso, destaque do samba local e do protagonismo feminino negro.Grupo/Banda local: SAMBADEIRASAs Sambadeiras de Roda são um coletivo artístico-cultural formado por mulheres negras do Distrito Federal, dedicado ao estudo, preservação e difusão do samba de roda, especialmente em sua vertente rural . Idealizado por Regina Salgado e Camila Ferreira, o grupo integra música, dança e canto em uma prática que valoriza a ancestralidade, oralidade e cultura popular.O coletivo atua intensamente com oficinas, vivências e apresentações em comunidades, escolas e espaços culturais, priorizando mulheres, crianças e públicos em situação de vulnerabilidade social. Sua metodologia se baseia na cultura de roda, promovendo troca de saberes, pertencimento e transformação sociocultural.RAPPER JAPÃOJapão é rapper, produtor cultural e uma das principais referências do hip hop do Distrito Federal, com mais de 35 anos de trajetória artística . Natural de Ceilândia Norte, construiu sua carreira a partir da vivência periférica, transformando experiências da quebrada em letras marcadas por crítica social, resistência e identidade.Grupo/Banda local: SAMBA DA COMUNIDADEO Samba na Comunidade é um projeto cultural criado em Ceilândia a partir da iniciativa de artistas locais que buscavam fortalecer o samba de raiz e democratizar o acesso à cultura. Idealizado por nomes como Michael Santos e Negro Vatto, o projeto surgiu de encontros informais e se consolidou como uma roda de samba regular na Praça da Bíblia.Com mais de uma década de atuação, tornou-se um importante movimento cultural do Distrito Federal, promovendo eventos gratuitos que reúnem artistas locais e nacionais. A proposta valoriza a cultura de roda, criando um espaço horizontal de encontro, troca e celebração da música.Cantora : ANA CARDOSOAna Cardoso é cantora brasiliense com trajetória marcada pela diversidade musical e forte conexão com o samba . Iniciou na música em corais escolares, transitou por gêneros como rock e MPB, até se consolidar no samba, onde encontrou sua identidade artística e ancestral.Desde 2017, atua na cena cultural de Ceilândia, destacando-se como voz feminina do coletivo Samba da Guariba, onde se tornou referência local. Também integra e é fundadora do grupo Canto das Pretas, fortalecendo o protagonismo das mulheres negras na música.CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃOArte-educadora Brisa Santana (Brisa da Silva Santana) é empreendedora cultural e agente da economia criativa com atuação em moda circular no Distrito Federal, especialmente em Ceilândia. Desenvolve iniciativas voltadas ao empreendedorismo feminino, economia solidária e valorização da cultura periférica, articulando moda, sustentabilidade e impacto social.Arte-educadorOcimar Diógenes Feitosa, DJ Ocimar, é arte-educador, DJ, produtor cultural e uma das principais referências do hip hop no Distrito Federal, com atuação histórica em Ceilândia. É articulador de projetos socioculturais, com destaque para iniciativas como “DJ Ocimar nas Quebradas”, voltadas à formação artística, inclusão social e geração de renda por meio do hip hop, reconhecidas em editais públicos de cultura .Arte-educadoraNatalia Aparecida Carvalho é arte-educadora e musicista atuante no ensino de cavaquinho, integrando a equipe pedagógica do projeto Alvorecer – Mulheres na Roda, iniciativa voltada à formação e valorização de mulheres no samba . Sua atuação está centrada na transmissão de conhecimentos musicais em um ambiente coletivo, acolhedor e colaborativo, incentivando o protagonismo feminino e o acesso Arte-educadoraValéria de Assunção Campos, é arte-educadora, produtora cultural, coreógrafa e professora de dança, com atuação consolidada no Distrito Federal na área de cultura urbana e formação artística . Licenciada em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília, desenvolve trabalhos que integram educação, dança e produção cultural.Arte-educadorMarcelo Fernandes Rocha é cantor, compositor, produtor cultural e ativista das causas da negritude, com atuação consolidada no Distrito Federal. Sua atuação também se estende ao campo educativo, realizando oficinas, rodas de conversa e atividades em escolas públicas e na universidade, com foco em relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira. Arte-educadoraMarjorie, conhecida como Pensadora Negra, é historiadora, educadora popular e articuladora social, com atuação voltada às relações étnico-raciais, saúde da população negra e valorização de saberes afrocentrados. Desenvolve atividades formativas como palestras, rodas de conversa e oficinas, abordando temas como ancestralidade, corpo, identidade, gênero e políticas públicas de saúde.Arte-educadoraBianca D’Aya é empreendedora, comunicadora e articuladora cultural com atuação destacada no campo do afroturismo e da economia criativa no Distrito Federal. É fundadora do projeto Me Leva Cerrado, iniciativa que promove experiências turísticas baseadas na valorização do território, da cultura afro-brasileira e das comunidades tradicionais do Cerrado. Também integra o Guia Negro, plataforma nacional de turismo afrocentrado.
O objetivo geral do projeto é conectar pessoas e territórios pela Cultura de Roda, como manifestação artística e tecnologia sociocultural afro-brasileira e urbana, com a realização de oficinas, rodas de conversa e apresentações circenses, artísticas e musicais, em circulação, por três meses, em Ceilândia. Objetivos Específicos1) ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: Realizar 3 apresentações do Grupo Artetude (Irmãos Saúde), com convidados(as) artistas e músicos e com estrutura de ônibus estilizado, palco e som.2) FORMAÇÃO: Realizar 8 ações formativas (oficinas e rodas de conversa) com arte-educadores para público de 160 pessoas, com políticas afirmativas e inclusivas, em Ceilândia, DF.
O projeto fundamenta-se na relevância sociocultural da Cultura de Roda como expressão afro-brasileira constituída em territórios populares rurais e urbanos, como é Ceilândia - DF, marcada por desigualdades sociais, diversidade cultural e forte identidade criativa, resiliente, subvertente e periférica. A proposta promove acesso à cultura, valorização de saberes tradicionais e contemporâneos e fortalecimento de vínculos comunitários, por meio de oficinas, rodas de conversa e apresentações circenses, artísticas e musicais em circulação por espaços públicos, acessíveis e inclusivos, contribuindo para o desenvolvimento humano, social e cultural do território.A utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei nº 8.313/1991, justifica-se pela necessidade de viabilizar financeiramente ações gratuitas, inclusivas e descentralizadas, garantindo acesso democrático à cultura, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade social. Em regiões como Ceilândia, há limitações estruturais de financiamento contínuo, tornando o incentivo fiscal essencial para a realização de iniciativas culturais.O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da referida lei:Inciso I: contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;Inciso II: promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, valorizando recursos humanos e conteúdos locais;Inciso III: apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;Inciso IV: proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;A proposta articula formação de público, democratização do acesso e fortalecimento da identidade cultural local, por meio de ações formativas e reflexivas (oficinas e rodas de conversa) e de fruição (apresentações circenses, artísticas e musicais), em consonância com as diretrizes da política nacional de cultura. Reúne diferentes linguagens da Cultura de Roda em Ceilândia, promovendo encontros entre pessoas, territórios e expressões como circo, sarau, dança, música e performance, em perspectiva afrocentrada e participativa.A programação para circulação em Ceilândia inclui apresentações circenses do Circo Teatro Artetude, com os Irmãos Saúde, com seu ônibus estilizado e performances, integradas a encontros com artistas locais, como o Sarau-Vá _ Voz e Alma, com poesia e linguagem, e com grupos de dança afro-brasileira e urbana, fortalecendo a cultura de roda como prática de interação e construção coletiva. A programação reúne importantes artistas e coletivos da cena cultural de Ceilândia, como as Sambadeiras de Roda, coletivo de mulheres negras dedicado à preservação do samba de roda e à transformação social por meio da cultura; o rapper Japão, referência do hip hop do DF, com mais de 35 anos de trajetória marcada por crítica social e atuação comunitária; o projeto Samba na Comunidade, que promove rodas de samba acessíveis e fortalece a cultura periférica; e a cantora Ana Cardoso, destaque do samba local e do protagonismo feminino negro. Em conjunto, essas iniciativas evidenciam a potência da cultura de roda, da música e da organização comunitária como ferramentas de valorização identitária, inclusão e desenvolvimento cultural no território.Com isso, o projeto também atende aos seguintes objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;O projeto também fomenta a formação, por meio de Oficinas e Rodas de Conversa, gratuitas e inclusivas, baseadas em metodologia de roda como tecnologia social. A oficina afro-brasilidade, corpo e dança atende estudantes do EJA, promovendo valorização cultural, identidade e pertencimento. A oficina de cavaquinho, exclusiva para mulheres, promove iniciação musical e protagonismo feminino. A oficina de Hip Hop, destinada a jovens em medida socioeducativa, utiliza a cultura urbana como ferramenta de ressocialização e geração de renda. A oficina de economia circular atende mulheres em situação de vulnerabilidade, promovendo autonomia e empreendedorismo por meio da economia criativa.O projeto também realiza Rodas de Conversa abertas ao público, abordando temas como afro-brasilidade e saúde da mulher negra, saúde mental e mercado da música, afroturismo e afrofuturismo, além de racismo e justiça climática. Desenvolvidas em metodologia afrocentrada e dialógica, têm como objetivo promover reflexão crítica, troca de saberes e fortalecimento do protagonismo social.Portanto, a Lei de Incentivo à Cultura é fundamental para viabilizar o projeto, promover e celebrar a Cultura de Roda em Ceilândia, conectando pessoas e territórios, com alcance e impacto social, além de estimular a participação da iniciativa privada no desenvolvimento cultural pelos territórios criativos e culturais do país.
PRÉ-PRODUÇÃO. Tempo estimado: 30 diasReuniões de alinhamento com equipe de coordenação, produção e comunicação.Contratação de artistas, músicos, arte-educadores e equipe técnica.Formalização de parcerias e autorizações dos espaços Planejamento logístico geral (transporte, montagem, equipamentos de som, palco e estrutura).Elaboração e aprovação do plano de comunicação e identidade visual do projeto.Início da divulgação nas redes sociais e mobilização comunitáriaAquisição de materiais para oficinas Planejamento da acessibilidade e inclusão do público em todos produtosOrganização do cronograma detalhado de execução das atividades.PRODUÇÃO/EXECUÇÃO. Tempo estimado: 90 diasRealização de 3 espetáculos de artes cênicas, com músicos e artistas convidados.Montagem, operação e desmontagem de estrutura técnica (som, palco e iluminação) para 3 apresentações musicais e circenses.Realização de 4 oficinas e 4 rodas de conversa.Registro audiovisual (foto e vídeo) de todas as atividades e produtos culturais.Execução contínua do plano de comunicação, divulgação e cobertura do projeto.Acompanhamento técnico, produção executiva e gestão de equipe durante todas as ações.PÓS-PRODUÇÃO. Tempo estimado: 30 diasOrganização e edição dos registros audiovisuais.Elaboração de relatório técnico e de execução do projeto.Levantamento de indicadores de público e impacto social.Clipping de mídia e sistematização da comunicação realizada.Prestação de contas financeira (notas fiscais, pagamentos e relatórios).Avaliação interna da equipe e dos resultados alcançados.Finalização e entrega do relatório.
APRESENTAÇÕES CIRCENSES E MUSICAISA programação para circulação em Ceilândia inclui apresentações circenses do Circo Teatro Artetude, com os Irmãos Saúde, com seu ônibus estilizado e performances, integradas a encontros com artistas locais, como o Sarau-Vá – Voz e Alma, com poesia e linguagem, e com grupos de dança afro-brasileira e urbana, fortalecendo a cultura de roda como prática de interação e construção coletiva.Da mesma forma, a programação reúne importantes artistas e coletivos da cena cultural de Ceilândia, como as Sambadeiras de Roda, coletivo de mulheres negras dedicado à preservação do samba de roda e à transformação social por meio da cultura; o rapper Japão, referência do hip hop do DF, com mais de 35 anos de trajetória marcada por crítica social e atuação comunitária; o projeto Samba na Comunidade, que promove rodas de samba acessíveis e fortalece a cultura periférica; e a cantora Ana Cardoso, destaque do samba local e do protagonismo feminino negro.Os encontros artísticos e musicais serão realizados em formato de cultura de roda, configurando-se como estratégia metodológica de organização espacial, interação e fruição cultural em espaço público. A disposição circular elimina a separação convencional entre palco e plateia, promovendo proximidade entre artistas e público, favorecendo a escuta ativa, a participação espontânea e a democratização do acesso às linguagens artísticas.O Grupo Artetude atuará como núcleo artístico condutor dos encontros, sendo responsável pela abertura das ações e pela mediação cênica ao longo de toda a programação. A condução se dará por meio de intervenções de circo e teatro de rua, com ênfase em palhaçaria, comicidade física e interação direta com o público, estabelecendo o ambiente relacional e o fluxo artístico do evento. Conforme trajetória do grupo, marcada pela atuação em espaços abertos e pela adaptação de espetáculos para diferentes contextos, sua metodologia privilegia a acessibilidade, a mobilidade e a construção de vínculos com o território .A inserção dos artistas e músicos convidados ocorrerá de forma integrada à dinâmica da roda, sem segmentação rígida entre apresentações. O Grupo Artetude realizará a mediação entre as diferentes linguagens artísticas, garantindo fluidez entre os momentos circenses e musicais. Os convidados poderão ocupar o centro da roda ou dialogar com o público ao redor, em configurações variáveis (solo, coletivo ou participativo), fortalecendo a noção de compartilhamento e construção coletiva da experiência.A dimensão musical será orientada por princípios de interação, alternância e improvisação, característicos das tradições de cultura de roda, permitindo a circulação de protagonismo entre os artistas e a criação de momentos de troca entre músicos e público. O grupo anfitrião manterá a função de articulação dramatúrgica, assegurando a continuidade e coesão do encontro.Do ponto de vista técnico-operacional, os encontros serão realizados como ocupações culturais em espaço público, com estrutura leve, cenografia mínima e recursos portáteis, possibilitando rápida montagem e adaptação às características de cada local. A sonorização será planejada para garantir alcance e qualidade de escuta, preservando a proximidade entre artistas e público.A proposta metodológica prioriza a dimensão relacional, comunitária e territorial da experiência artística, compreendendo a roda como dispositivo de mediação cultural que promove integração entre artistas, público e território, estimulando o acesso, a participação e a valorização das expressões culturais locais.AÇÕES FORMATIVASOs Projetos Pedagógicos completos das Oficinas e Rodas de Conversa estão nos arquivos em anexo.OFICINASOficina Afro-brasilidade, Corpo e DançaArte-educadora: Valéria AssunçãoCarga horária: 2 horasPúblico-alvo: Estudantes de escolas públicas do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) de Ceilândia – DFCritério de seleção: Inscrição, por ordem de chegada, mediante apresentação de documentos obrigatórios a serem divulgados em chamada nas redes sociais do evento e no local do curso.Local: Casa Akotirene, Ceilândia – DF2) Oficina de Cavaquinho para mulheresTema: Aprendizagem, vivência e prática com o cavaquinho para mulheresArte-educadora: Natália Carvalho (Grupo Alvorecer – Mulheres na Roda)Carga horária: 2 horasPúblico-alvo: Exclusiva para mulheres estudantes do ensino público de escolas da Ceilândia – DFCritério de seleção: Inscrição por ordem de chegada, mediante apresentação de documentos obrigatórios. Informações divulgadas previamente nas redes sociais do evento.Local: Casa de Integrante do grupo Samba da Comunidade, Ceilândia – DF3) Oficina de Hip HopTema: Hip Hop como tecnologia de cultura afro-brasileira e cultura urbana para ressocialização e geração de rendaArte-educador: DJ Ocimar (Casa do Hip Hop – Ceilândia)Carga horária: 2 horasPúblico-alvo: Exclusiva para jovens com medida socioeducativa – Ceilândia – DFCritério de seleção: Inscrição por ordem de chegada, mediante documentação obrigatória. Informações divulgadas previamente nas redes sociais do projeto.Local: Casa do Hip Hop, Ceilândia – DF4) Oficina Economia Circular (biojóias e customização têxtil)Tema: Economia circular, economia criativa, autonomia e protagonismo feminino, geração de renda e sustentabilidade, biojóias e customização têxtil)Arte-educadora: Brisa Santana (Associação Empreendedoras do P Norte, Ceilândia - DF)Carga horária: 2 horasPúblico-alvo: Mulheres sêniores ou em vulnerabilidade social de Ceilândia – DFCritério de seleção: Inscrição por ordem de chegada, mediante documentação obrigatória. Informações divulgadas previamente nas redes sociais do projeto.Local: Cio das Artes, Ceilândia – DFRODAS DE CONVERSATema: Afro-brasilidade, Corpo, Circularidade, Matricentrismo, matripotência, oxunismo e saúde da mulher negraArte Educadora: Marjorie (Pensadora Negra)Carga horária: 2 horasPúblico-alvo: Pessoas interessadas na temática, em Ceilândia – DFCritério de seleção: Inscrição, por ordem de chegada, mediante apresentação de documentos obrigatórios a serem divulgados em chamada nas redes sociais do evento e no local do curso.Local: Casa Akotirene, Ceilândia – DFTema: Artista negro independente, racismo, cultura afro-brasileira e urbana, saúde mental da população negra, mercado da música e economia criaticaArte Educador: Marcelo CaféCarga horária: 2 horasPúblico-alvo: Pessoas interessadas na temática, em Ceilândia – DFCritério de seleção: Inscrição, por ordem de chegada, mediante apresentação de documentos obrigatórios a serem divulgados em chamada nas redes sociais do evento e no local do curso.Local: Casa do Hip Hop, Ceilândia – DFTema: Afroturismo, Povos e Comunidades Tradicionais, Sociobioeconomia, Sociobiodiversidade, Afrofuturismo, Protagonismo Negro e Feminino.Arte educadora: Bianca D’Aya (Me Leva Cerrado e Guia Negro)Carga horária: 2 horasPúblico-alvo: Pessoas interessadas na temática, em Ceilândia – DFCritério de seleção: Inscrição, por ordem de chegada, mediante apresentação de documentos obrigatórios a serem divulgados em chamada nas redes sociais do evento e no local do curso.Local: Ponto de cultura comunitário, Ceilândia – DFTema: Mudanças climáticas, Racismo ambiental, Povos e comunidades tradicionais, Justiça climática, Economia limpa e sustentável, Transição energéticaArte Educadores: Liderança Indígena e Liderança quilombolaCarga horária: 2 horasPúblico-alvo: Pessoas interessadas na temática, em Ceilândia – DFCritério de seleção: Inscrição, por ordem de chegada, mediante apresentação de documentos obrigatórios a serem divulgados em chamada nas redes sociais do evento e no local do curso.Local: Ponto de cultura comunitário, Ceilândia – DF
Coordenação GeralPablo Feitosa Nunes Amorim é gestor cultural e produtor de eventos com mais de 20 anos de experiência na concepção, planejamento e execução de projetos de médio e grande porte, atuando com logística integrada, gestão de equipes multidisciplinares, controle orçamentário e articulação entre setores público, privado e comunitário . Sua trajetória inclui a coordenação de grandes eventos culturais, festivais, feiras e projetos gastronômicos, com destaque para a gestão de praças de alimentação e implementação de sistemas tecnológicos como o cashless, inclusive em eventos de grande escala como a COP 30.Ao longo de sua carreira, esteve à frente de iniciativas relevantes como o Bloco Suvaco da Asa, a Feira Afro Empreendedora Coisa de Preto e o Festival Reggae Raízes, além de atuar em eventos nacionais e internacionais e projetos de cinema e cultura popular . Também possui experiência em articulação institucional e políticas culturais, tendo atuado no Senado Federal, e mantém forte atuação na economia criativa, cultura afro-brasileira e produção cultural, consolidando-se como um profissional estratégico na gestão e execução de projetos de grande impacto.Coordenador Administrativo-FinanceiroMarcelo Café, nome artístico de Marcelo Fernandes Rocha, é cantor, compositor, produtor cultural e ativista das causas da negritude, com atuação consolidada no Distrito Federal . Nascido no Rio de Janeiro e radicado em Ceilândia há mais de 30 anos, é graduado em Letras-Francês pela Universidade de Brasília (UnB) e desenvolve uma trajetória marcada pela valorização da cultura afro-brasileira por meio da música.Com mais de duas décadas de carreira, é reconhecido como um dos principais nomes do samba autoral e da música negra no DF, abordando em suas composições temas como identidade, racismo, cotidiano e ancestralidade. Possui dois álbuns lançados, Depois do Samba (2016) e A Revolução é Preta (2021), além de premiações relevantes em festivais musicais .Além da atuação artística, destaca-se na produção cultural e na articulação de projetos como o Festival Tardezinha do Samba, o Baile do Café e o Tardezinha do Samba vai à Escola, que promovem formação, circulação cultural e valorização da música negra nas periferias .Sua atuação também se estende ao campo educativo, realizando oficinas, rodas de conversa e atividades em escolas públicas e na universidade, com foco em relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira. Com circulação nacional e internacional, Marcelo Café contribui para o fortalecimento da economia criativa, da identidade cultural e do protagonismo negro na música.Produtora ExecutivaAline Camargos Borges é produtora cultural com mais de 16 anos de atuação no cenário artístico, especialmente em Brasília – DF, com experiência em produção de eventos, produção artística, coordenação de equipes, logística e backstage . Possui fluência em inglês e espanhol e vivência internacional, tendo residido na Espanha entre 2006 e 2010, período em que ampliou sua atuação profissional. Trabalhou na produção de shows nacionais e internacionais e integrou a equipe do América Rock Club (2011–2015), consolidando experiência em grandes eventos.Atuou como produtora executiva, coordenadora logística e band manager de artistas e bandas em diferentes regiões do país. Durante a pandemia, adaptou sua atuação para o audiovisual, produzindo lives, entrevistas e conteúdos digitais. Desde 2018, atua como freelancer em projetos culturais e corporativos, coordenando eventos relevantes como festivais, blocos de carnaval, shows e projetos no CCBB.Entre seus trabalhos, destacam-se produções com artistas internacionais, festivais como Moto Week, VOA Festival e eventos ligados à cultura popular e urbana. Também participou de iniciativas de grande porte, como o Festival do Futuro (posse presidencial) e o G20 Social Brasil 2024. Sua trajetória evidencia forte capacidade de gestão, articulação cultural e atuação em projetos de grande escala.Coordenação PedagógicaCléa Aguiar Leite é administradora, consultora, produtora cultural, gestora, pesquisadora e professora, com atuação consolidada em projetos socioculturais, ambientais e de turismo . Natural de Brasília – DF, possui formação acadêmica sólida, Doutorado em Sociologia pelo PPPGSOL/UnB (2018 - atualmente), Mestrado Profissional em Turismo (2017) pelo Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB) e Bacharelado em Administração (2013) pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (UniCEUB).Sua trajetória profissional integra planejamento estratégico, gestão, monitoramento e avaliação de projetos, além da elaboração e execução de eventos, cursos e formações. Atua com educação e pesquisa, utilizando metodologias participativas e abordagens voltadas aos direitos humanos, diversidade, equidade e inclusão.Possui experiência como docente no ensino superior, com atuação em cursos de turismo e coordenação de projetos de extensão voltados ao enfrentamento à violência contra a mulher, direitos humanos e fortalecimento de comunidades locais. Desenvolve ações com coletivos de mulheres, povos indígenas e comunidades rurais, articulando cultura, sustentabilidade e desenvolvimento territorial. Sua atuação evidencia competências em liderança, trabalho em equipe, comunicação estratégica e visão sistêmica, contribuindo para o fortalecimento da economia criativa e de iniciativas com impacto social.Coordenação de AcessibilidadeLuérgio de Sousa é profissional da cultura e acessibilidade, com ampla atuação no Distrito Federal como coordenador, consultor e agente cultural, especialmente voltado à inclusão de pessoas com deficiência (PCD) . Surdo, fluente em Libras e português, integra também pautas de diversidade como integrante da comunidade LGBTQIAPN+, atuando de forma interseccional na cultura.Possui experiência em diversas funções, como coordenação de acessibilidade, direção de produção e artística, interpretação em Libras, mobilização de público PCD e atuação como ator. Sua trajetória abrange múltiplas linguagens, incluindo festivais, shows, teatro, dança, cinema, oficinas e eventos culturais.Destaca-se pela atuação em grandes projetos e festivais, como Porão do Rock, CoMA, VOA Festival, Expoabra e Bloco do Silva, onde coordenou ações de acessibilidade, contratação de intérpretes de Libras, criação de espaços PCD e estratégias de inclusão de público .Também desenvolve projetos autorais e educativos, como o Festival Despertacular (em Libras), além de atuar como diretor, roteirista e produtor de obras audiovisuais com protagonismo de pessoas surdas. Sua trajetória evidencia compromisso com democratização do acesso à cultura, inclusão e inovação em acessibilidade cultural.COMUNICAÇÃOCoordenação de ComunicaçãoA Bara Comunicação é uma iniciativa voltada à valorização e visibilidade da cultura negra, de matriz africana e periférica, atuando no fortalecimento de narrativas, marcas e manifestações culturais por meio da comunicação estratégica . Surge com o propósito de ampliar vozes, combater o racismo e posicionar pessoas negras como protagonistas de seus processos de crescimento e expressão cultural.A organização é liderada por profissionais com sólida formação e atuação no campo da comunicação e cultura, como Juliana Silva, cientista política e especialista em comunicação, diversidade e cultura afro-brasileira, e Cléber Araújo, fotógrafo e diretor de arte com olhar voltado ao empoderamento de populações negras e periféricas .Com mais de uma década de experiência em comunicação digital e cultura popular, a Bara atua em áreas como estratégia de comunicação, social media, design, identidade visual, produção audiovisual e cobertura de eventos. Já participou de diversos projetos culturais relevantes no DF, como festivais, mostras, blocos afro e iniciativas comunitárias.
O projeto prevê a contratação de uma Pessoa com Deficiência (PCD), com experiência e competência, para a Coordenação de Acessibilidade do projeto, de forma a prezar pelo cumprimento das políticas de acessibilidade.A realização de todos os produtos culturais envolve a execução das mesmas medidas de acessibilidade.a. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:ii. Reserva de assentos em locais de fácil acesso para facilitar a entrada e saída depessoas usuárias de cadeiras de rodas ou mobilidade reduzida;b. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para pessoas com deficiência auditiva:i. Profissionais Intérpretes e tradutores em Libras capacitados para inclusão deouvintes nos contextos da Cultura Surda e acesso dos Surdos em todos os dias das ações culturais.
Conforme artigo 42 da IN 29/2026:VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC).O projeto está estruturado pela democratização do acesso em todos os seus produtos.A circulação do Cultura de Roda realizará na Praça da Bíblia, Praça do Trabalhador e da Praça Central de Ceilândia o encontro entre o grupo circense Artitude com artistas convidados(as) e músicos, configurando-se como pontos estratégicos para a vivência da Cultura de Roda.As praças públicas são espaços amplamente reconhecidos pela população como locais de convivência, circulação e acesso livre, permitindo alcançar públicos diversos em relação à raça/etnica, gênero/sexo, classe social, religião, idade e territórios, de forma espontânea, rompendo diferenças estruturais pela democratização do acesso, coletividade e interação.As Oficinas e Rodas de Conversa, com formação afirmativa para jovens, mulheres e vulnerabilidades sociais, acontecem em espaços comunitários e pontos de cultura, como a Casa do Hip Hop e a Casa Akotirene de Ceilândia, locais que utilizam arte, cultura e tecnologia ancestral e urbana como ferramentas de cidadania, diálogo e enfrentamento das desigualdades, sendo plenamente alinhados à proposta do projeto.Assim, a escolha dos locais e a própria concepção do projeto atendem plenamente aos princípios da política pública de cultura, especialmente no que se refere à interiorização, descentralização e democratização do acesso, configurando-se como uma ação de alto impacto social e cultural.