Início: 01/02/2027Término: 13/08/2027Aceite: 30/04/2026
Rizomas Exposição Itinerante é uma mostra de bordado artístico realizada no Vale do Ribeira, estruturada em processos formativos e colaborativos. O projeto propõe ateliês em diferentes municípios, conduzidos por artistas locais, nos quais a comunidade desenvolve obras têxteis inspiradas na biodiversidade da Mata Atlântica. As peças produzidas integram a exposição, que circula entre as cidades em formato itinerante. A cada etapa, o acervo se amplia, seguindo uma lógica rizomática de expansão e conexão entre territórios, saberes e práticas. A iniciativa promove acesso à arte, valoriza saberes manuais e a biodiversidade local, ao mesmo tempo em que fortalece a circulação cultural no território.
Exposição: Rizomas Exposição Itinerante é uma mostra de bordado artístico em circulação pelo Vale do Ribeira, construída coletivamente a partir de processos formativos em artes integradas. As obras emergem do contato com a Mata Atlântica, articulando o conhecimento das espécies nativas, a extração de pigmentos naturais e práticas de fazer manual vinculadas ao bordado. A cada município, novas produções são incorporadas ao acervo, fazendo da exposição um conjunto em expansão contínua, atravessado pelo território e pela participação comunitária. Classificação indicativa: Livre. Oficina 1 – Territórios da Mata AtlânticaVivência de reconhecimento das espécies nativas da Mata Atlântica presentes no Vale do Ribeira, com foco na relação entre território, biodiversidade e práticas de plantio. Classificação indicativa: Livre.Oficina 2 – Tingimento Natural e Impressão BotânicaVivência de experimentação com corantes naturais a partir de espécies da Mata Atlântica, explorando processos de tingimento e impressão botânica em tecidos. Classificação indicativa: Livre. Oficina 3 – Bordando a Mata AtlânticaVivência de bordado em bastidor a partir de referências da flora do Vale do Ribeira, com foco na criação de composições têxteis inspiradas no território. Classificação indicativa: Livre.
Objetivo GeralPromover a democratização do acesso à arte e à cultura no Vale do Ribeira, por meio da realização de uma exposição itinerante de bordado artístico articulada a um percurso formativo em artes integradas, desenvolvido em municípios do território. O projeto integra práticas contemporâneas e saberes vinculados à Mata Atlântica, fortalecendo o vínculo dos participantes com o território e estimulando processos criativos coletivos em contextos com acesso limitado a ações culturais.Objetivos Específicos• Realizar a exposição itinerante de bordado artístico em 05 municípios do Vale do Ribeira: Registro, Pariquera-Açu, Iguape, Ilha Comprida e Cananéia. • Desenvolver, em cada município, um percurso formativo estruturado em ciclos interligados de criação, envolvendo: contato com a terra e plantio de mudas, tingimento natural e bordado artístico. • Garantir que o processo formativo resulte diretamente na produção de obras têxteis em bordado, que compõem o acervo da exposição itinerante. • Promover ateliês conduzidos por artistas locais convidadas, integrando saberes tradicionais, práticas contemporâneas e participação comunitária. • Estimular o contato direto com espécies nativas da Mata Atlântica, valorizando o patrimônio ambiental e cultural do território. • Incentivar a experimentação artística por meio da articulação entre práticas manuais, processos naturais e criação têxtil. • Fomentar a circulação de saberes entre artistas, arte-educadores, ambientalistas e comunidades locais ao longo do circuito itinerante. • Promover o protagonismo dos participantes na criação autoral e coletiva, fortalecendo a relação entre arte, território, memória e meio ambiente.
Em consonância com a Lei nº 8.313/91, que institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), o projeto está alinhado aos objetivos do Art. 1º, incisos I a V, ao ampliar o acesso a bens culturais, valorizar expressões regionais e incentivar a circulação de produções artísticas em diferentes localidades. Também dialoga com o Art. 3º, incisos I e III, ao incluir ações formativas em artes visuais e reconhecer saberes ligados a contextos culturais específicos. A proposta se justifica a partir da realidade do Vale do Ribeira, uma região com grande diversidade cultural e socioambiental, mas com acesso ainda limitado a atividades contínuas de formação e difusão artística. Esse cenário dificulta a criação de redes culturais mais estáveis e reduz as oportunidades de participação, especialmente em municípios fora dos grandes centros, onde as ações costumam ser pontuais. Diante disso, o projeto propõe uma forma de atuação que une criação e circulação em um mesmo processo, permitindo que diferentes cidades participem ativamente da construção da ação cultural. A escolha por uma exposição itinerante, combinada com atividades formativas, não apenas amplia o acesso à apreciação das obras, mas desloca a própria relação entre público e produção artística, ao incorporar os participantes como agentes diretos na construção do acervo. Nesse sentido, a experiência deixa de se limitar à fruição e passa a envolver a participação efetiva na criação das obras que serão posteriormente expostas e circuladas pelo território.É a partir dessa estrutura que se insere "Rizomas Exposição Itinerante", cujo próprio nome deriva do conceito de rizoma e orienta a lógica do projeto. Mais do que uma definição teórica isolada, o rizoma aqui opera como princípio organizador da proposta: um emaranhado de linhas em constante interação, sem início ou fim definidos, no qual fluxos ora se estabilizam em formas, ora permanecem como potência em movimento. Ao ser transposto para a prática expositiva, esse princípio se materializa em uma obra coletiva em expansão, que se constrói a partir das diferentes etapas realizadas nos municípios e da participação direta dos envolvidos, conectando experiências locais sem estabelecer hierarquias entre elas. Essa mesma lógica se reflete no bordado, linguagem central da exposição, onde fios se entrelaçam em percursos contínuos, constituindo tramas que não possuem origem ou término fixos, mas se estruturam justamente pela relação entre linhas, gestos e territórios.Essa proposta dialoga diretamente com o Vale do Ribeira, onde a relação entre natureza, saberes tradicionais e práticas manuais faz parte do cotidiano. Ao trabalhar com o bordado a partir de elementos da Mata Atlântica, o projeto valoriza conhecimentos já presentes na região e os insere em processos contemporâneos de criação artística, reforçando o território como campo ativo de produção simbólica.Ao mesmo tempo, a iniciativa contribui para ampliar o acesso à cultura em localidades com menor oferta de atividades regulares. Com isso, favorece a participação de artistas e moradores, estimula a circulação de profissionais e fortalece práticas culturais existentes, respeitando as dinâmicas de cada lugar. Esse movimento de ampliação e qualificação do acesso se articula também a compromissos mais amplos de desenvolvimento cultural e social, como os estabelecidos na Agenda 2030 da ONU, especialmente no ODS 4 (Educação de Qualidade), pelo caráter formativo das ações; no ODS 5 (Igualdade de Gênero), considerando a composição da equipe do projeto, majoritariamente formada por mulheres e pessoas LGBTQIA+, fortalecendo dinâmicas de representatividade e equidade; no ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), pela geração de oportunidades de trabalho, contratação de profissionais locais e circulação de renda nos territórios atendidos; no ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), pela descentralização do acesso cultural; no ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), especialmente pela adoção de práticas como o uso de tingimentos naturais, o aproveitamento consciente de recursos e a valorização de processos de baixo impacto ambiental; no ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), ao incentivar práticas artísticas que reduzem impactos ambientais e promovem maior consciência ecológica; e no ODS 15 (Vida Terrestre), pela valorização da biodiversidade da Mata Atlântica.O projeto se configura como uma ação integrada de formação, criação e circulação cultural, na qual território e prática artística se constroem de forma conjunta, promovendo relações, produção simbólica e a ampliação de experiências.
Pré-produção – 2 meses• Realização de reuniões de alinhamento com equipe técnica e arte-educadoras para definição conceitual, metodológica e operacional do projeto.• Revisão e consolidação da proposta da exposição itinerante e dos ateliês formativos.• Articulação institucional com Secretarias Municipais de Cultura dos municípios participantes.• Elaboração e definição do cronograma geral de execução nas localidades atendidas.• Produção de release e sinopse institucional para fins de divulgação prévia.• Reunião com profissional de design para definição de identidade visual e diretrizes gráficas.• Desenvolvimento e produção dos materiais de comunicação visual do projeto.• Encaminhamento de materiais para validação institucional junto ao Ministério da Cultura, quando aplicável.• Organização e coordenação do processo de inscrição e seleção de participantes em parceria com os municípios. Produlção/Execução – 2 meses• Execução de ações de mobilização e divulgação das atividades formativas nos municípios atendidos.• Contratação de serviço de transporte para deslocamento de equipe e participantes.• Aquisição e gestão de materiais pedagógicos e insumos necessários à realização das oficinas.• Realização dos ateliês formativos em artes integradas nos municípios participantes.• Condução dos processos pedagógicos e acompanhamento da produção das obras pelos participantes.• Montagem, abertura e desmontagem da exposição itinerante em cada localidade do circuito.• Circulação da mostra Rizomas Exposição Itinerante entre os municípios contemplados.• Registro fotográfico e audiovisual de todas as etapas do projeto.• Acompanhamento técnico e curatorial das ações formativas e expositivas. Pós-produção – 2 meses•Curadoria, seleção e tratamento dos registros fotográficos e audiovisuais.• Produção de vídeo institucional de síntese do projeto.• Levantamento e sistematização de clipping de mídia e repercussão pública.• Elaboração de relatório final de execução e avaliação técnica.• Encerramento administrativo, técnico e financeiro do projeto.
Informações adicionaisO projeto se insere no campo das culturas tradicionais e populares, compreendidas como práticas culturais baseadas em saberes comunitários transmitidos de forma oral e geracional, vinculados aos modos de vida dos territórios. Nesse contexto, propõe-se uma oficina de bordado que resulta na criação de obras de arte posteriormente expostas, valorizando e dando visibilidade a esse modo de fazer e à sua linguagem artística.No campo da sustentabilidade, o projeto dialoga com o território do Vale do Ribeira e com a Mata Atlântica enquanto bioma presente na região, promovendo reflexões sobre biodiversidade e incentivando práticas de produção e circulação artística que respeitam o meio ambiente e o uso consciente dos recursos naturais, como o uso de tingimentos naturais, ampliando o repertório dos participantes e estimulando modos de consumo mais sustentáveis.Além disso, a equipe do projeto é integralmente composta por mulheres e pessoas LGBTI+, reforçando o compromisso com a promoção da diversidade, da cidadania cultural e do protagonismo de grupos historicamente minorizados no campo das artes e da cultura.Esses aspectos estão diretamente incorporados à proposta do projeto e dialogam com os critérios de avaliação previstos no edital.
Produto: Exposição Cultural / de ArtesA exposição itinerante Rizomas é estruturada a partir de um processo de formação e criação artística realizado de forma sequencial em diferentes municípios do Vale do Ribeira. Em cada cidade, será realizado um ciclo de 1 dia de oficina artístico-formativa, com participação de moradores, resultando na produção coletiva de 15 obras de artes visuais.Após a produção, as obras compõem uma exposição local em espaço público, permanecendo em cartaz por 1 semana. Encerrado esse período, o acervo é integralmente transferido para o município seguinte, onde o processo se repete de forma contínua, com nova oficina, nova produção e nova exposição.O ciclo itinerante se encerra na cidade de Registro (SP), onde o conjunto total de 75 obras produzidas ao longo dos municípios será reunido em uma exposição final, também em espaço público, com duração de 1 semana.A proposta articula formação artística, produção coletiva e circulação de acervo, promovendo ocupação cultural dos espaços urbanos e valorização das produções locais.Duração: 5 semanas expositivas (35 dias)Público atendido: A estimativa é de que o projeto receba até 100 pessoas durante o período de visitação em cada município, totalizando 500 visitantes na exposição.Agente Educativo(a) – Arte Educador(a):Oficina 1 – Territórios da Mata AtlânticaPlano pedagógico: Oficina teórico-prática introdutória voltada à sensibilização ambiental e ao reconhecimento do território, tomando como referência a biodiversidade da Mata Atlântica no Vale do Ribeira. A atividade parte da apresentação dialogada de espécies nativas, articulando seus usos, características e relações com os modos de vida locais, de modo a situar o participante no contexto ecológico e cultural da região. Na sequência, realiza-se vivência de plantio de mudas, compreendida como experiência de aproximação com o ciclo de vida das espécies e com processos de regeneração do ambiente, consolidando uma base formativa inicial vinculada à percepção do território como organismo vivo.Duração: 1 horaOficina 2 – Tingimento Natural e Impressão BotânicaPlano pedagógico: Oficina teórico-prática voltada à experimentação com pigmentos naturais provenientes de espécies da Mata Atlântica. O processo inicia-se com apresentação dos princípios de extração de corantes vegetais e suas aplicações no campo têxtil, estabelecendo relações entre natureza, cor e matéria. Na sequência, os participantes desenvolvem vivência prática de tingimento de tecidos e impressão botânica, explorando variações cromáticas e processos de marcação a partir dos elementos naturais trabalhados, ampliando o repertório técnico e sensível do percurso.Duração: 2 horasOficina 3 – Bordando a Mata AtlânticaPlano pedagógico: Oficina teórico-prática de bordado em bastidor estruturada como etapa de síntese do percurso formativo. A atividade propõe a tradução das experiências anteriores em linguagem têxtil, tomando como referência visual e simbólica a flora do Vale do Ribeira e da Mata Atlântica. Os participantes desenvolvem composições autorais a partir de elementos naturais, articulando gesto manual, percepção estética e construção narrativa, consolidando o bordado como linguagem de expressão e registro do processo vivenciado ao longo das oficinas. A oficina se desdobra diretamente na produção de obras em bordado que integram o acervo da Rizomas Exposição Itinerante, constituindo o resultado expositivo do percurso formativo e estabelecendo a transição entre experiência pedagógica e obra final apresentada ao público.Duração: 2h30 As oficinas artístico-formativas receberão 15 participantes por município, totalizando 75 participantes/artistas expositores ao final do ciclo.
Maria Schibata - Função: Arte educadoraEstilista, professora de moda e pesquisadora de materiais tintórios naturais, com atuação voltada a práticas sustentáveis no campo do vestuário. Desenvolve oficinas de tingimento botânico a partir da extração de corantes vegetais, articulando técnicas tradicionais e abordagens contemporâneas voltadas à redução de impactos socioambientais. Realizou oficinas artístico-formativas no Sesc Registro e colaborou em projetos do IDESC Vale do Ribeira, com destaque para a oficina de tingimento botânico no projeto Quintais e Cultura. Atua também em iniciativas de economia solidária e educação popular, com foco no fortalecimento da autonomia econômica de mulheres, na equidade de gênero e no consumo responsável. Natalia Mara Mancini - Função: Arte educadoraGestora e educadora ambiental, com uma trajetória dedicada ao cuidado com a terra e com as pessoas. Vive há cinco anos no Vale do Ribeira, em Juquiá (SP), onde cultiva raízes ao lado da família, em um sítio que também é espaço de partilha e aprendizado.Há quase uma década atua em projetos socioambientais e ações educativas em escolas, ONGs e unidades do Sesc. Realizou em 2023/2024, ciclo de palestras lúdicas nas escolas municipais de Jacupiranga na temática da Fauna e Flora da Mata Atlântica. Atualmente , está como coordenadora do Projeto Horta Urbana 2, do IDESC, em Registro, um projeto de ação contra insegurança alimentar e incentivo à agricultura urbana.Desde 2020, também se dedica à produção de fitoterápicos, promovendo oficinas sobre plantas medicinais e farmácia viva, com foco em grupos de mulheres e iniciativas sociais, fortalecendo o acesso aos saberes tradicionais, à autonomia em saúde e ao cuidado coletivo. Letícia Leonor Brandão - Função: Arte educadoraDesigner e artista, formada em Design de Produto pela UFPR, atua na intersecção entre arte, território e inovação social. Possui experiência em gestão e coordenação de projetos, com passagem pela empresa MJV, nas áreas de design de serviços e futuros.Desenvolveu pesquisas em cerâmica e integrou iniciativas de impacto social, incluindo projetos com mulheres migrantes, utilizando práticas manuais como ferramentas de expressão e troca de saberes.Atualmente conduz o projeto autoral A.típico, voltado ao bordado e à criação artística, além de atuar em projetos independentes em design, cerâmica e estudos de futuros. É também criadora do podcast “Não Repara na Bagunça”, no qual compartilha experiências e narrativas de viagem. Thaís Pinheiro - Função: ProdutoraProdutora cultural, artista visual e arte-educadora, com experiência na gestão e operacionalização de exposições em instituições culturais como o Sesc. Sua atuação abrange diferentes etapas de projetos culturais, incluindo pré-produção, logística, montagem, coordenação de equipes e prestação de contas. Entre seus trabalhos, destacam-se as exposições Ofício Barro: Sallisa Rosa – Eixo Terra (Sesc Pompeia) e Abdias Nascimento – O Quilombismo (Sesc Franca), nas quais atuou na produção e acompanhamento técnico. Em 2025, prestou serviços pontuais de produção na 36ª Bienal de São Paulo, acompanhando a montagem e desmontagem de ativações de patrocinadores e contribuindo para a organização operacional e cumprimento de cronogramas em contexto de grande escala. Como proponente, realizou a exposição Curvas Livres, contemplada pela Lei Paulo Gustavo. Sua prática articula produção cultural e processos educativos, com interesse em temas relacionados a corpo, identidade e diversidade.José Victor Magalhães - Funções: Coordenador de produçãoÉ ator-pesquisador, diretor artístico e produtor cultural de Registro/SP. Formado em Atuação pela SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco (2014) e em Gestão de Planejamento Cultural pelo Senac Registro (2023). Em 2020, fundou o Pulso Coletivo de Teatro e a Diversa Cultural – Produtora de Arte e Cultura. Desde então, atua como ator e produtor independente na cidade de Registro e na região do Vale do Ribeira. É idealizador e coordenador de produção do Festival Mais Diversidade, o primeiro evento multicultural dedicado à comunidade LGBTQIAPN+ do Vale do Ribeira (2023 e 2025). Em 2024, foi contador de histórias e ator no espetáculo “As Três Mulheres Fortes”, sob a técnica do Kamishibai – teatro de papel. É ator e produtor do projeto “Sobre Viver Enquanto se Morre”, aprovado pelo ProAC nº 35/2020; produtor e diretor do documentário “Registro Sobre o Agora”, contemplado pelo ProAC nº 32/2021; e produtor e diretor do curta documental “Travessia”, aprovado no ProAC nº 41/2022. Foi produtor da 10ª edição do FLI – Festival Literário do Vale do Ribeira (2022) e ator na 9ª edição do mesmo festival, com o projeto teatral “Horizontes” (2021), dirigido por Janaína Leite. Em 2017, orientou o curso “Corpos em Evidência – Oficina de Iniciação Teatral”, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Registro/SP. Também integrou a Cia. do Baile, sob direção de Luciano Gentile, e, durante cinco anos, fez parte do Grupo Caixa Preta de Teatro, atuando em diversos trabalhos, entre eles os espetáculos “Os Dois Cavalheiros de Verona”, de William Shakespeare (2010), “O Despertar da Primavera”, de Frank Wedekind (2012), e “Pterodátilos”, de Nicky Silver (2013). Rafael Rizzieri - Função: ProdutorÉ multiartivista, produtor e arte-educador com especialização em Arte, Educação e Terapia pelo Instituto Paranaense de Ensino — IPE (2018). Graduado e habilitado em Artes Cênicas com Licenciatura Plena em Teatro pela Universidade Estadual de Maringá — UEM (2015). Cursou Gestão e Planejamento Cultural no Senac Registro (2023) e é estudante de Pedagogia no Instituto Federal, campus Registro/SP. Possui artigo publicado na ILINX, revista científica do LUME — Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP intitulado “Artaud, Grotowski, o ritual e o transe — um teatro de memórias em ação transformadora do corpo” (2016). É cofundador do Pulso Coletivo de teatro e da Diversa Cultural — Produtora de arte e cultura (2020). Colaborou como ator, diretor e dramaturgo no projeto audiovisual "Sobre Viver Enquanto se Morre" (2020) e na obra teatral homônima com estreia no Sesc Registro (2022). Roteirista e codiretor dos documentários “Registro Sobre o Agora” e “1ª Travessia — Memórias de Bia Oéde”. Produtor na 10ª e 11ª edição do FLI — Festival Literário do Vale do Ribeira (2022-2023). Organizador e coordenador de produção na 1ª e 2ª edição do Festival +Diversidade de Registro (2023-2024). Colaborou como ator em “Barba Ensopada de Sangue” dirigido por Aly Muritiba pela RT Features para a Globo Play, adaptação cinematográfica do livro homônimo de Daniel Galera (2024). Atualmente continua desenvolvendo projetos de Arte e Cultura nos grupos de teatro e produtora cultural que integra.
Acessibilidade de Conteúdo•Presença de intérprete de Libras nos ateliês formativos.• Mediação pedagógica com linguagem acessível e inclusiva, adequada à diversidade de participantes.• Produção de materiais institucionais e audiovisuais com legendas descritivas.• Garantia de acessibilidade comunicacional em vídeos, registros e peças de divulgação.• Desenvolvimento da identidade visual e conteúdos digitais com foco em compreensão ampliada e leitura facilitada.Acessibilidade Física• Seleção de espaços adequados à circulação de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.• Garantia de acesso físico aos locais de realização das oficinas e exposições.• Organização dos ambientes com atenção à fluidez de deslocamento interno.
Democratização de AcessoO projeto Rizomas Exposição Itinerante se estrutura a partir do princípio de acesso livre e não condicionado a custos, garantindo que todas as suas etapas ocorram de forma gratuita e, com isso, eliminando barreiras econômicas que historicamente restringem a participação de públicos em ações culturais no Vale do Ribeira. Essa diretriz orienta tanto a fruição da exposição quanto a vivência dos processos formativos, assegurando abertura contínua e inclusiva.Nesse mesmo eixo, o acesso é ampliado pela descentralização territorial das ações, que deslocam atividades expositivas e formativas para diferentes municípios do interior, evitando a concentração em centros específicos e aproximando a experiência cultural de comunidades com menor oferta de equipamentos e programas permanentes. Esse movimento reduz distâncias geográficas e facilita o contato direto com práticas artísticas contemporâneas.Outro aspecto fundamental está na reorganização das formas de participação, na qual os sujeitos envolvidos não se limitam à observação das obras, mas integram o processo de sua constituição. Ao incorporar produções realizadas nos ateliês ao acervo em circulação, o projeto amplia o entendimento de acesso como presença ativa, permitindo que os participantes sejam reconhecidos também como produtores de conteúdo cultural.Essa ampliação se estende ainda à circulação pública das ações, que ocorre em espaços coletivos e de uso comum, favorecendo o encontro entre diferentes públicos sem mediação institucional restritiva. A experiência cultural, nesse contexto, passa a integrar o cotidiano dos territórios, aumentando sua permeabilidade social.Como reforço dessa estratégia, o registro e a difusão das atividades ampliam o alcance da iniciativa para além do momento presencial, permitindo que parte do processo seja acessada em ambientes digitais e contribuindo para a expansão do público alcançado.• Gratuidade integral das atividades expositivas e formativas• Realização das ações em múltiplos municípios do Vale do Ribeira• Ocupação de espaços públicos e de uso coletivo• Integração dos participantes ao processo de criação das obras• Ampliação do acesso por meio de circulação territorial contínua• Difusão digital de registros das atividades realizadas