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Andanças do matulão, tecendo memórias e cantando histórias - Circulação de espetáculo teatral

Início: 04/02/2027Término: 21/12/2028Aceite: 30/04/2026

Resumo

O projeto Andanças do matulão, tecendo memórias e cantando histórias consiste na criação e circulação de espetáculo cênico-musical a partir de memórias e saberes do Quilombo do Corcovado, em Palmeiras-BA, com apresentações e oficinas gratuitas para crianças de escolas públicas. O projeto compreende atividades de teatro, música, poesia, brincadeiras tradicionais e musicalização com referências do coco, da ciranda e do boi. As ações contarão com acessibilidade em Libras e valorizam a cultura quilombola, a tradição oral e a relação entre infância e ancestralidade.

Sinopse

Sinopse da obraEspetáculo cênico-musical “Andanças do matulão, tecendo memórias e cantando histórias”Obra cênico-musical criada a partir de memórias, histórias e saberes do Quilombo do Corcovado, em Palmeiras-BA, que costura teatro, música, poesia, bonecos e brincadeira cênica em diálogo com referências do coco, da ciranda e do boi. O espetáculo valoriza a cultura quilombola, a tradição oral e a relação entre infância e ancestralidade, contando com a participação da Mestra Dinha em cena e afirmando o protagonismo de uma mulher negra e quilombola na própria narrativa que inspira a obra.Classificação indicativa: LivreOficinas artístico-pedagógicas “Andanças do matulão, tecendo memórias e cantando histórias”Oficinas gratuitas voltadas prioritariamente a crianças de escolas públicas, especialmente da primeira e segunda infância, com atividades de brincadeiras tradicionais, introdução lúdica à poesia, criação poética oral e escrita e musicalização em ritmos da cultura popular, como coco, ciranda e boi. As ações serão conduzidas de forma lúdica, sensível e participativa, inspiradas na escuta ativa, nas culturas da infância e em princípios da Pedagogia Griô, com participação da Mestra Dinha.Classificação indicativa: Livre

Objetivos

Objetivo geralPromover a valorização e a difusão de memórias, histórias e saberes do Quilombo do Corcovado, em Palmeiras-BA, por meio da criação e circulação do espetáculo cênico-musical Andanças do matulão, tecendo memórias e cantando histórias e da realização de oficinas gratuitas para crianças de escolas públicas em municípios da Chapada Diamantina.Objetivos específicosRealizar 1 imersão artística de escuta no Quilombo do Corcovado, em Palmeiras-BA, com levantamento de memórias, histórias, cantos, práticas culturais e referências simbólicas do território, em diálogo com moradores, lideranças, mestres e mestras locais.Criar e montar 1 espetáculo cênico-musical com duração de 1 hora, a partir dos materiais recolhidos na imersão, com elementos de teatro, música, poesia, brincadeira cênica, bonecos e referências do coco, da ciranda e do boi.Realizar 5 apresentações públicas e gratuitas do espetáculo nos municípios de Palmeiras, Ibicoara, Lençóis, Rio de Contas e Vila de Igatu/Andaraí, com estimativa de público total de 300 a 500 pessoas.Oferecer 5 oficinas artístico-pedagógicas gratuitas, com duração de 1 hora cada, para crianças de escolas públicas, com atividades de brincadeiras tradicionais, criação poética oral e escrita e musicalização em ritmos da cultura popular, atendendo diretamente de 100 a 150 crianças.Garantir intérprete de Libras nas 5 apresentações e nas 5 oficinas, bem como realizar as atividades em espaços com acessibilidade arquitetônica e condições de acolhimento para pessoas idosas, pessoas obesas e pessoas com mobilidade reduzida.Alcançar público estimado total de 400 a 650 pessoas, entre participantes das oficinas e público das apresentações.Fortalecer o contato de crianças da primeira e segunda infância com saberes da tradição oral, da cultura quilombola e das culturas populares, por meio de ações intergeracionais de teatro, música e poesia.

Justificativa

O projeto Andanças do matulão, tecendo memórias e cantando histórias solicita o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, nos termos da Lei nº 8.313/91, por se tratar de uma proposta de criação, circulação artística e formação de público voltada à valorização de memórias, histórias e saberes do Quilombo do Corcovado, em Palmeiras-BA, com apresentações gratuitas e oficinas destinadas a crianças de escolas públicas em municípios da Chapada Diamantina. O uso da Lei de Incentivo à Cultura se justifica pela natureza pública da proposta, pela opção pela gratuidade, pela circulação em cidades do interior e pela necessidade de assegurar estrutura técnica, deslocamentos, cachês, acessibilidade em Libras e condições adequadas de realização das atividades.Nos termos do Art. 1º da Lei Rouanet, o projeto se enquadra porque:Inciso I _ contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais: o projeto realiza apresentações gratuitas em espaços públicos e oficinas voltadas a crianças de escolas públicas, assegurando acesso a bens culturais sem barreiras econômicas e promovendo fruição, participação e formação cultural.Inciso II _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais: a proposta nasce de uma escuta direta do Quilombo do Corcovado, em Palmeiras-BA, mobiliza referências culturais da Chapada Diamantina e circula por municípios contemplados pelo edital, fortalecendo a produção artística no interior da Bahia e valorizando conteúdos vinculados ao território.Inciso III _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores: o espetáculo e as oficinas se estruturam a partir de memórias, narrativas, musicalidades e práticas simbólicas do território, difundindo expressões da cultura popular e afro-brasileira, como coco, ciranda e boi, e reconhecendo a centralidade dos saberes de moradores, mestres e mestras locais no processo criativo.Inciso IV _ proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional: ao tomar a cultura quilombola como fonte de criação e transmissão, o projeto protege e projeta expressões culturais historicamente formadoras da sociedade brasileira, afirmando seu valor artístico, simbólico e social.Inciso V _ salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira: a proposta reconhece a tradição oral, os modos de narrar, cantar, brincar e lembrar presentes no quilombo como formas vivas de conhecimento e criação, contribuindo para sua continuidade por meio de uma obra artística e de ações intergeracionais com crianças.Inciso VIII _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória: o projeto transforma memórias e saberes do território em espetáculo cênico-musical e oficinas artístico-pedagógicas, produzindo um bem cultural que difunde conhecimento, memória e referências coletivas.Inciso IX _ priorizar o produto cultural originário do País: a proposta se ancora em manifestações culturais brasileiras, em narrativas locais e em matrizes populares e afro-brasileiras, afirmando a centralidade do produto cultural originário do território nacional.Já em relação ao Art. 3º da Lei Rouanet, o projeto atende aos seguintes objetivos:Inciso I _ incentivo à formação artística e cultural: a realização de oficinas gratuitas para crianças de escolas públicas, com brincadeiras tradicionais, criação poética oral e escrita e musicalização em ritmos da cultura popular, promove experiência formativa, iniciação artística e ampliação de repertório cultural.Inciso II _ fomento à produção cultural e artística: o projeto viabiliza a criação, montagem e circulação de um espetáculo cênico-musical originado de pesquisa de campo, escuta sensível e elaboração coletiva, fortalecendo processos de criação artística no interior da Bahia.Inciso III _ preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico: ao partir de memórias, narrativas e saberes do Quilombo do Corcovado, a proposta contribui para a preservação e difusão de referências culturais ligadas à tradição oral, à cultura quilombola e às expressões populares da Chapada Diamantina.Inciso IV _ estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais: o espetáculo e as oficinas favorecem o contato de crianças, famílias e comunidades com saberes afro-brasileiros, quilombolas e populares, contribuindo para o reconhecimento de valores culturais vinculados ao território.Inciso V _ apoio a outras atividades culturais e artísticas com vistas à diversidade cultural e regional: ao circular por municípios da Chapada Diamantina e reunir teatro, música, poesia, infância, tradição oral e acessibilidade, o projeto reforça a diversidade cultural e a dimensão regional do fazer artístico.A proposta também se alinha ao critério de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente previsto no edital, ao prever práticas de execução comprometidas com o uso responsável de recursos, com a valorização da cultura local e com a ocupação cuidadosa de espaços públicos por meio da arte. Sempre que possível, o projeto priorizará a contratação de serviços e fornecedores dos próprios territórios de circulação, o reaproveitamento de materiais de cena, figurino e adereços, a redução do uso de impressos por meio de comunicação digital acessível e a adoção de procedimentos que evitem descarte desnecessário de materiais. Dessa forma, o mecanismo de incentivo é fundamental para viabilizar a criação, circulação gratuita, acessível e territorialmente distribuída da proposta em municípios do interior da Bahia.

Etapas

Pré-produçãoDuração: 3 mesesAtividades:Planejamento detalhado do projeto e organização do cronograma geral de execução.Contratação da equipe artística, pedagógica, técnica e de produção.Definição e reserva dos espaços de realização das oficinas e apresentações nos municípios contemplados.Contratação de serviços técnicos, incluindo operação de som, iluminação, tradução e interpretação em Libras e demais funções necessárias à execução.Planejamento logístico de deslocamentos, hospedagens, alimentação e transporte da equipe e dos materiais.Produção dos materiais de divulgação do projeto, incluindo artes gráficas, textos de comunicação e conteúdos audiovisuais acessíveis.Articulação com escolas públicas, lideranças locais, comunidades e parceiros institucionais para mobilização de público e alinhamento das ações.Definição de diretrizes de sustentabilidade para a execução, com prioridade para fornecedores locais, redução de materiais descartáveis e planejamento de reaproveitamento de elementos cênicos e de comunicação.ExecuçãoDuração: 9 mesesAtividades:Realização de 1 imersão artística de 3 dias no Quilombo do Corcovado, em Palmeiras-BA, para escuta de memórias, histórias, cantos, referências simbólicas e fortalecimento do vínculo com a mestra Dinha e demais referências locais.Sistematização dos materiais colhidos na imersão e desenvolvimento da criação artística a partir das memórias, narrativas, gestos, cantos, brincadeiras e demais elementos reunidos no território.Roteirização do espetáculo e criação de personagens, cenas, musicalidade, movimentação, elementos de bonecos e proposições de cenografia.Realização de 3 meses de ensaios e montagem do espetáculo cênico-musical, com amadurecimento da encenação e preparação da obra para circulação.Realização de 5 oficinas artístico-pedagógicas para crianças de escolas públicas, com foco na primeira e segunda infância.Realização de 5 apresentações públicas e gratuitas do espetáculo nos municípios previstos para a circulação.Implementação das medidas de acessibilidade física, comunicacional e de conteúdo, com tradução integral em Libras nas oficinas e apresentações e uso de materiais acessíveis de divulgação.Divulgação contínua das ações do projeto por meio de artes, reels, conteúdos legendados, comunicação em redes sociais e mobilização local em cada território de circulação.Adoção de práticas de uso responsável de materiais, gestão cuidadosa de resíduos e ocupação respeitosa dos espaços públicos utilizados nas oficinas e apresentações.Acompanhamento e registro das atividades, do público participante e dos desdobramentos das ações realizadas.Pós-produçãoDuração: 2 mesesAtividades:Avaliação dos resultados alcançados e elaboração de relatórios de execução.Organização dos registros, documentos comprobatórios e materiais produzidos ao longo do projeto.Prestação de contas financeira e documental junto aos órgãos responsáveis.Reunião final com a equipe para análise crítica da experiência, registro de aprendizados e sistematização dos desdobramentos do projeto.Planejamento de possíveis continuidades, circulação futura e reaplicação da experiência em outros contextos.Duração total da ação: 14 meses.

Estratégia de execução

O projeto Andanças do matulão, tecendo memórias e cantando histórias incorpora a sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente como dimensões práticas de sua execução, articulando circulação cultural, valorização da cultura local, geração de trabalho e cuidado com os espaços públicos ocupados.No plano ambiental, o projeto prevê a contratação da empresa Recicla Capão para atuar em todas as apresentações da circulação. A empresa será responsável por disponibilizar cestos de lixo nos espaços ocupados, realizar o recolhimento dos resíduos gerados direta e indiretamente durante as ações, separar os materiais e encaminhá-los para reciclagem. Também realizará medidas preventivas de proteção dos espaços, como isolamento de áreas mais sensíveis à ação humana, proteção de árvores e instalação de placas informativas orientando o público a não pisar em gramados e áreas passíveis de dano. Dessa forma, o projeto busca deixar os locais de realização limpos, preservados e com impactos minimizados após cada atividade, contribuindo para uma ocupação cultural cuidadosa dos espaços públicos.No plano da sustentabilidade econômica e territorial, a proposta prioriza a contratação de serviços e profissionais dos próprios territórios de circulação, fortalecendo a economia local e a cadeia produtiva da cultura no interior da Bahia. Além da equipe artística principal, o projeto mobiliza trabalho e renda por meio da contratação de serviços de produção, assistência de produção, contabilidade, comunicação, gestão de redes, design, fotografia, registro audiovisual, operação de som, iluminação, tradução e interpretação em Libras, transporte, alimentação, confecção de figurinos por costureira local, gestão de resíduos e demais apoios técnicos necessários à execução. A proposta também valoriza saberes e fazeres do território ao inspirar cenografia, elementos visuais e processos de criação em práticas do artesanato quilombola, em diálogo direto com a Mestra Dinha e com referências culturais do Quilombo do Corcovado.Considerando a estrutura de execução prevista, o projeto gera postos diretos de trabalho e contratação entre funções artísticas, técnicas, criativas, administrativas e de acessibilidade. Entre os profissionais e serviços diretamente mobilizados estão: 6 integrantes principais da criação e circulação; produção executiva; assistência de produção; profissional de dramaturgia; coordenação de comunicação; gestão de redes sociais; design gráfico; contabilidade; tradução e interpretação em Libras; operação de som; operação de luz; equipe audiovisual; fotografia; costureira local para figurinos; e serviço ambiental especializado para manejo e reciclagem de resíduos. Essa rede de trabalho fortalece o campo cultural local e amplia os efeitos econômicos do projeto para além da cena artística imediata.Além dos postos de trabalho e serviços contratados diretamente pelo projeto, a proposta também gera impactos econômicos indiretos nos municípios de circulação, ao movimentar restaurantes, lanchonetes, mercados, pequenos comércios e demais serviços do entorno dos espaços públicos escolhidos para a realização dos espetáculos e oficinas. A presença da equipe, do público e das atividades culturais tende a estimular o consumo local de alimentação, água, transporte, insumos e serviços de apoio, contribuindo para a dinamização econômica dos territórios contemplados. Dessa forma, o projeto amplia seus efeitos para além da cadeia cultural imediata, beneficiando também trabalhadores e comerciantes locais e fortalecendo economias de pequena escala nos municípios do interior.A proposta também se alinha ao ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico, ao promover contratação de profissionais da cultura, técnicos e prestadores de serviço em condições remuneradas e organizadas, com definição prévia de funções, cronograma, responsabilidades e pagamentos compatíveis com a complexidade das atividades. O projeto estimula trabalho decente, criatividade, produção cultural e circulação de renda em municípios do interior, fortalecendo agentes culturais, fornecedores e serviços locais.Da mesma forma, a proposta se alinha ao ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, ao promover a ocupação qualificada de espaços públicos, a valorização de patrimônios vivos da cultura popular e quilombola, a circulação cultural em municípios do interior e a proteção simbólica e material de saberes tradicionais. Ao retornar com o espetáculo ao Quilombo do Corcovado e circular por outros municípios da Chapada Diamantina, o projeto contribui para o fortalecimento comunitário, para a ampliação do acesso à cultura e para a salvaguarda de memórias, modos de fazer e referências do patrimônio imaterial local.Com esse conjunto de ações, o projeto, além de realizar atividades artísticas e formativas, também opera como prática de geração de trabalho, valorização da cultura local, mobilização econômica do território e cuidado ambiental, buscando coerência entre processo criativo, circulação cultural, responsabilidade social e sustentabilidade.

Especificação técnica

Espetáculo cênico-musical “Andanças do matulão, tecendo memórias e cantando histórias”Estrutura: Espetáculo organizado em introdução, desenvolvimento e encerramento, integrando teatro, música, poesia, brincadeira cênica, bonecos e participação da Mestra Dinha em cena. A obra é construída a partir de memórias e saberes do Quilombo do Corcovado, com referências do coco, da ciranda e do boi.Duração: Aproximadamente 60 minutos.Material: Equipamentos de som e iluminação; sanfona, rabeca, flauta, pandeiro e bumbo; cinco microfones headset; um microfone para o pandeiro; cabos para conexão da sanfona e da rabeca; pedestais, caixas e mesa de som; esteiras, pequeno teatro para mamulengos, matulão, burrinha Justina, mesa, cinco cadeiras, figurinos e elementos cenográficos inspirados no artesanato do quilombo.Projeto pedagógico: O espetáculo favorece o contato do público com a tradição oral, a cultura quilombola e as manifestações populares afro-brasileiras, valorizando memórias do território, patrimônios vivos da cultura popular e a presença de uma mestra quilombola em cena. A obra busca ampliar repertórios culturais e promover reflexões sobre ancestralidade, pertencimento e transmissão de saberes.Oficinas artístico-pedagógicas “Andanças do matulão, tecendo memórias e cantando histórias”Estrutura: Oficina organizada em acolhimento e roda de chegada, brincadeiras tradicionais, introdução lúdica à poesia, criação poética oral e escrita, musicalização e partilha final. As atividades serão realizadas preferencialmente em articulação com escolas públicas e contarão com participação da Mestra Dinha.Duração: Cada oficina terá duração de 1 hora, totalizando 5 oficinas, sendo 1 em cada município contemplado.Material: Espaço adequado para atividades coletivas com crianças; recursos sonoros; instrumentos musicais de apoio; materiais de escrita e criação; 7 metros de tecido cru; kit de canetas coloridas para tecido, já disponível com a equipe; elementos lúdicos e pedagógicos necessários à condução da atividade.Projeto pedagógico: As oficinas serão realizadas com base na educação popular, na escuta ativa, nas culturas da infância e em princípios da Pedagogia Griô. O conteúdo compreenderá brincadeiras tradicionais, introdução lúdica à poesia, criação poética oral e escrita e musicalização em ritmos da cultura popular, como coco, ciranda e boi. A atividade busca estimular imaginação, expressão, convivência e aproximação entre crianças de escolas públicas e saberes da cultura popular e quilombola. Todas as oficinas contarão com tradução integral em Libras e atenção à acessibilidade arquitetônica.

Ficha técnica

Atividade da dirigente/proponente no projetoJuliana Alves, mulher, LGBTQIAPN+Proponente do projeto, atuará diretamente na coordenação e na execução da proposta, desempenhando as funções de produção executiva, atriz e oficineira. Será responsável pelo acompanhamento geral do cronograma, articulação com equipe, parceiros e espaços de realização, organização logística das atividades, acompanhamento da comunicação e da mobilização de público, além de participar da criação e da realização das oficinas e apresentações. Sua atuação reúne experiência em produção cultural, memória, território, educação e cultura popular, contribuindo para a condução técnica e artística do projeto.Juliana Alves, mulher, LGBTQIAPN+ – Proponente, produção executiva, atriz e oficineiraPoeta, educadora ambiental, comunicadora social e produtora cultural, nascida no sertão paraibano e residente na Chapada Diamantina. Formada em Comunicação Social com ênfase em Educomunicação e especialista em Ecologia e Educação Ambiental, atua desde a juventude em projetos ligados à memória, território, audiovisual, cultura popular e educação. É fundadora do Coletivo Embrião Cultural, ponto de cultura no município de Assunção (PB), e desenvolve iniciativas que aproximam arte, identidade e ancestralidade em diferentes territórios do Nordeste. Realizou documentários voltados às narrativas do sertão, idealizou o Festival de Cultura Popular Raízes Nordestinas e integrou a produção do Festival Encantaria da Mata, no distrito de Caeté-Açu, em Palmeiras-BA. Sua trajetória também abrange fotografia, poesia e ações em escolas, utilizando a arte como ferramenta de sensibilização e formação. No projeto, atuará na produção executiva, na cena e na condução das oficinas.Vanilda Novais Damacena de Araújo (Mestra Dinha), mulher, negra e quilombola – Mestra convidada, participante do espetáculo e oficineiraVanilda Novais Damacena de Araújo, conhecida popularmente como Mestra Dinha, tem 46 anos e pertence ao Quilombo do Corcovado. É reconhecida com o título de Mestra dos Saberes e Fazeres da Cultura Tradicional Popular. Atua com o artesanato em palha da palmeira licuri, ofício aprendido com sua mãe e exercido desde os 8 anos de idade, mantendo vivo um saber tradicional transmitido entre gerações. Sua trajetória está vinculada à preservação de práticas culturais do território quilombola, reunindo memória, ancestralidade e conhecimento comunitário. No projeto, atuará como mestra convidada, participante do espetáculo e oficineira, contribuindo com seus saberes, sua presença em cena e o protagonismo de sua própria história no processo de criação, formação e circulação da obra.Ana Paula Santos Barreiros, mulher, LGBTQIAPN+ – Atriz, oficineira, bonequeira e roteiristaMultiartista, arte-educadora Griô, bonequeira, cantautora, repentista, palhaça e contadora de histórias. Nascida em Salvador, vive no Vale do Capão desde 2009, onde desenvolve pesquisa e prática artística ligadas à cultura oral, às tradições populares e à retomada de suas raízes Tupinambá. É criadora do espetáculo interativo e decolonial O Matulão de Memórias, com circulação em escolas, feiras e eventos culturais na Bahia e em outros estados. Em 2025, integrou a residência artística Cordel de Mamulengos, em parceria com a Família Carroça de Mamulengos, além de atuar como transmissora da cultura popular na Escola Viveira e como agente cultural no mapeamento de pontos de cultura da Bahia. Sua atuação une arte, ancestralidade e educação em experiências voltadas à valorização das memórias e dos saberes tradicionais. No projeto, atuará como atriz, bonequeira, oficineira e roteirista.Tiago Gusmão – Ator, músico e oficineiroMúsico, compositor, arte-educador e pesquisador sonoro, com 30 anos de trajetória musical e duas décadas de dedicação ao forró e às tradições de povos nômades do mundo. Nascido em Salvador e residente há 17 anos no Vale do Capão, desenvolveu uma prática musical que aproxima repertórios brasileiros, populares e tradicionais de referências sonoras de outras culturas. Atua como instrumentista em diferentes formações e desenvolve trabalho de escuta ativa, educação musical e pesquisa de timbres, instrumentos e tradições. É criador do projeto Violão de Sete Cores, integra grupos e espetáculos na Chapada Diamantina e possui experiência em circulação artística por cidades da região e também no exterior. No campo teatral, já atuou como técnico de som e músico-ator em diferentes montagens. No projeto, atuará como ator, músico e oficineiro.Isadora Fornasier, mulher, LGBTQIAPN+ – Preparadora corporal, atriz e oficineiraMultiartista, educadora social e pesquisadora do movimento somático, formada em Comunicação das Artes do Corpo. Sua trajetória reúne dança, teatro, performance, educação e práticas de inclusão, com experiências em companhias, coletivos e projetos voltados a mulheres, crianças, jovens, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais. Integrou a Cia Contemporânea de Dança Percussiva, participou do Núcleo de Dramaturgia Feminista, realizou ações com o coletivo Onça Pintada e atuou em projetos educativos e inclusivos em diferentes territórios. Também integra ações de apoio ao povo Guarani Mbya no Jaraguá e atualmente reside na Casa de Cultura Aruanã, no Vale do Capão, onde investiga a dança somática em processos de cura e transformação. No projeto, atuará na preparação corporal do elenco, na cena e na condução das oficinas.João Mendes Rio – Ator, músico, oficineiro e assistente de roteiroPoeta, músico, compositor, ator, diretor, palhaço, arte-educador e músico terapeuta, com trajetória marcada por formação autodidata e encontros com importantes mestres e referências da música e da cultura brasileira, como Dércio Marques, Fernando Guimarães, Ivan Vilela e Stênio Mendes. Iniciou sua atuação em arte-educação no início dos anos 1990, desenvolvendo trabalhos com música, teatro, clown, corpo e criação junto a crianças, jovens, idosos e públicos diversos. Fundou, em 1999, o grupo Libertadores do Riso, que há mais de 25 anos realiza ações de música e palhaçaria em hospitais. Como compositor e cantor, criou a banda Retrilhos e o grupo infantil Cantavento, além de desenvolver carreira autoral com álbuns independentes como Terra das Águas, Caminho de Rio, Encontro das Águas e Nascentes. Atuou também como professor convidado da UNESP e da Unicamp, ministrando cursos ligados à arte-educação, corpo, poesia, música e movimento. Residente na Chapada Diamantina, integra diferentes formações musicais e, desde 2025, também compõe o grupo O Matulão de Memórias. É criador da técnica Renascença Musical e fundador da Casa de Cultura Aruana, em Caeté-Açu, Palmeiras-BA. No projeto, atuará como ator, músico, oficineiro e assistente de roteiro.Composição da equipeDos 6 principais participantes do projeto, 4 são mulheres (67% da equipe) e 3 são mulheres LGBTQIAPN+ (51% da equipe total). A composição da equipe evidencia o compromisso da proposta com diversidade, representatividade e participação ativa de grupos historicamente sub-representados no campo cultural.

Acessibilidade

O projeto adotará medidas de acessibilidade física, comunicacional e de conteúdo, buscando favorecer a participação de pessoas com deficiência, pessoas idosas e pessoas com mobilidade reduzida em todas as suas etapas abertas ao público. As medidas previstas consideram tanto os espaços de realização das atividades quanto os materiais de divulgação e mediação do projeto.Acessibilidade físicaOs locais escolhidos para a realização das apresentações e oficinas serão selecionados intencionalmente a partir da verificação prévia de condições de acessibilidade arquitetônica, priorizando espaços públicos que disponham de rampas de acesso, corrimãos, banheiros adaptados e circulação adequada para pessoas com mobilidade reduzida. Também serão observadas condições de acolhimento e permanência do público, com atenção à existência de assentos e estrutura compatível com a participação de pessoas idosas, pessoas obesas e pessoas com dificuldade de locomoção. Antes da definição final de cada espaço, a equipe verificará as condições mínimas de acesso e uso, buscando assegurar que as atividades ocorram em ambientes acessíveis e seguros.Acessibilidade de conteúdo e comunicaçãoTodas as apresentações do espetáculo e todas as oficinas contarão com tradução integral em Libras, garantindo melhores condições de compreensão e participação para pessoas surdas e ensurdecidas. Essa medida será adotada em todas as ações presenciais do projeto, tanto nas atividades artísticas quanto nas formativas.Os materiais de divulgação do projeto, incluindo artes com informações sobre local, data, horário e demais orientações ao público, contarão com descrição textual de imagem e linguagem objetiva, favorecendo o acesso de pessoas com deficiência visual, baixa visão e pessoas que utilizam leitores de tela. Os conteúdos audiovisuais de divulgação, como reels e demais vídeos curtos, serão disponibilizados com legendas acessíveis, com atenção à clareza das informações e à legibilidade.As informações sobre os recursos de acessibilidade de cada ação serão comunicadas previamente nos materiais de divulgação, permitindo que o público conheça com antecedência as condições de acesso oferecidas pelo projeto. A comunicação buscará empregar linguagem simples, organizada e compreensível, favorecendo o acesso de diferentes perfis de público.Acessibilidade atitudinalA equipe do projeto será orientada para realizar acolhimento atento, comunicação clara e apoio ao público em suas diferentes necessidades de acesso, contribuindo para uma experiência de participação mais inclusiva, respeitosa e cuidadosa.

Democratização

A democratização do acesso ao projeto Andanças do matulão, tecendo memórias e cantando histórias será assegurada por meio de ações presenciais, gratuitas, acessíveis, territorialmente distribuídas e complementadas por estratégias de difusão digital e mobilização comunitária. A circulação do espetáculo e das oficinas ocorrerá sem cobrança de ingressos, garantindo acesso público às atividades e reduzindo barreiras econômicas de participação. As apresentações serão realizadas em espaços públicos ou de uso público nos municípios de Palmeiras, Ibicoara, Lençóis, Rio de Contas e Vila de Igatu/Andaraí, fortalecendo a presença de ações culturais em cidades do interior da Chapada Diamantina.No campo formativo, o projeto oferecerá gratuitamente 5 oficinas voltadas a crianças de escolas públicas, com foco na primeira e na segunda infância, por meio de experiências com brincadeiras tradicionais, poesia e musicalização em diálogo com saberes da tradição oral e da cultura quilombola. Dessa forma, o acesso ultrapassa a fruição do espetáculo e alcança também processos de escuta, criação e formação cultural. Sempre que possível, será priorizada a participação de crianças da rede pública, de crianças quilombolas e de crianças inseridas em contextos comunitários com menor oferta de atividades artístico-culturais.No campo territorial, a mobilização de público será realizada em parceria com escolas públicas, lideranças comunitárias, equipamentos culturais, redes locais e agentes dos municípios contemplados, favorecendo a presença de crianças, famílias, educadores e moradores das localidades de circulação. A proposta se orienta especialmente para públicos que, em muitos contextos, encontram acesso reduzido à programação cultural continuada, sobretudo em municípios afastados dos grandes centros. Antes de cada oficina e apresentação, a equipe promoverá divulgação prévia junto às escolas e comunidades, com compartilhamento de informações sobre datas, horários, locais, faixa etária, gratuidade e recursos de acessibilidade, buscando fortalecer a presença de público local e favorecer o cumprimento das metas de participação previstas no projeto.A ampliação do acesso também será trabalhada por meio de estratégias de comunicação direta com os públicos de cada município. Além da divulgação digital, a equipe buscará acionar canais de comunicação comunitária e institucional disponíveis em cada território, para que as informações sobre a programação circulem de maneira clara, antecipada e adequada aos contextos locais. Essa frente incluirá contato com escolas, diálogo com lideranças e agentes comunitários, compartilhamento de materiais informativos acessíveis e mobilização de redes locais, criando condições concretas para que crianças, famílias, educadores e moradores saibam das ações, desejem participar e consigam chegar aos locais de realização.No campo da acessibilidade, todas as apresentações e oficinas contarão com tradução integral em Libras. Os materiais de comunicação e divulgação incluirão recursos acessíveis, como legendas em conteúdos audiovisuais e descrição textual de imagens nas peças gráficas, favorecendo o acesso à informação. Os espaços de realização serão escolhidos com base em critérios de acessibilidade arquitetônica, de modo a favorecer a participação de pessoas com deficiência, pessoas idosas e pessoas com mobilidade reduzida.No campo digital, o projeto contará com conteúdos de divulgação em vídeo, como reels legendados, além de publicações com informações acessíveis sobre datas, horários, locais e recursos de acessibilidade. Essa frente fortalece a difusão das ações, amplia o alcance da proposta e contribui para que mais pessoas tenham conhecimento prévio sobre a programação e as condições de participação.A democratização do acesso também se manifesta no plano simbólico e da representatividade, na medida em que a mestra Dinha integrará o espetáculo como presença viva do território e de suas memórias, afirmando o protagonismo de uma mulher negra e quilombola no centro da cena. Sua participação não se dará em lugar secundário, mas como expressão de sua própria história, de seus saberes e de sua voz, contribuindo para que o projeto reconheça, valorize e projete no palco sujeitos historicamente silenciados ou reduzidos a posições periféricas nos processos de criação e circulação cultural.A democratização do acesso também se fará presente no plano da representatividade, considerando que mais de 50% da equipe do projeto será composta por mulheres e mulheres LGBTQIAPN+, o que contribui para fortalecer a presença desses grupos nos processos de criação, tomada de decisão e execução cultural, reafirmando o compromisso da proposta com diversidade, inclusão e participação.A proposta também considera a sustentabilidade como dimensão do acesso cultural, ao prever a ocupação cuidadosa de espaços públicos e a adoção de práticas de execução que respeitem o meio ambiente e a cultura local. Sempre que possível, serão priorizados fornecedores e serviços dos próprios municípios contemplados, bem como o reaproveitamento de materiais cênicos e a redução do uso de impressos, fortalecendo uma circulação artística comprometida com o território e com formas mais responsáveis de realização cultural.Com esse conjunto de medidas, o projeto propõe uma democratização de acesso efetiva, sustentada pela gratuidade, pela interiorização, pela mobilização comunitária, pela formação de público infantil, pela valorização de comunidades e saberes historicamente sub-representados e pela criação de condições concretas para que diferentes públicos saibam das ações, cheguem aos espaços de realização e participem das atividades culturais propostas.