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Memória de Pedra - Paisagens e Saberes de Igatu (Etapa 1)

Início: 15/09/2027Término: 15/09/2029Aceite: 30/04/2026

Resumo

O projeto realiza pesquisa de história oral e inventário cultural na Vila de Igatu (Andaraí-BA), envolvendo pesquisadores e estudantes locais. Busca compreender a resiliência dos moradores que permaneceram na vila no ocaso do garimpo como determinante do perfil atual da vila, que tem cerca de 450 habitantes. Promove imersão de 10 dias de 10 fotógrafos (5 renomados e 5 jovens do Território de Identidade da Chapada Diamantina) em ensaio sobre as paisagens e os saberes de Igatu. Oferece 02 oficinas gratuitas de fotografia e 01 capacitação em acessibilidade. Realiza em Igatu exposição de 50 fotografias resultantes da imersão, com itinerância em Andaraí (sede), Lençóis, Mucugê, Palmeiras (Capão) e Iraquara. Um catálogo gratuito com as fotografias e textos resultantes da pesquisa, com tiragem de 500 exemplares e versão digital com audiodescrição, documenta todo o processo.

Sinopse

Sinopses dos Produtos do Projeto "Memória de Pedra – Paisagens e Saberes de Igatu (Etapa 1)"1. Sinopse da Pesquisa Etnográfica e Inventário Participativo (produto intangível, base para os demais)A pesquisa tem como objeto central compreender as razões da permanência de um grupo de moradores na Vila de Igatu após o intenso êxodo populacional ocorrido em meados do século XX, quando a maioria dos habitantes emigrou em decorrência do declínio da exploração diamantífera e por disputas políticas. Diferentemente da história contada pelo viés da decadência e do abandono, o projeto busca investigar a memória daqueles que decidiram ficar e como esses sujeitos reinventaram seus modos de vida, suas sociabilidades e suas práticas culturais em um território de paisagem posteriormente tombada e de forte apelo simbólico. A pergunta subtexto de toda a pesquisa é: Por que ficamos?A pesquisa será conduzida por meio de metodologia de história oral, com entrevistas semiestruturadas gravadas e transcritas, seguindo os pressupostos teóricos de Paul Thompson e Ecléa Bosi. Serão entrevistados antigos garimpeiros, comerciantes, artesãos, benzedeiras, cozinheiras, parteiras, guias, lideranças comunitárias e jovens que herdaram ofícios tradicionais. Paralelamente, será realizado um inventário participativo do patrimônio imaterial local, mapeando celebrações e rituais (como os ternos das almas, a festa de São Sebastião, os presépios), iniciativas culturais e artísticas (como o Boi de Igatu), saberes associados à culinária típica e às ervas medicinais (como o picadinho de palma e o godó), costumes, superstições e expressões peculiares (como o avistamento das luzes e ovnis) e as formas de habitar as "locas" e "tocas" – as casas nas rochas ou as construídas de pedras, que constituem a arquitetura vernacular da vila.A pesquisa envolve ativamente a comunidade escolar: dois professores e quatro estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Edgar Silva atuam como bolsistas de extensão, participando da coleta de depoimentos, transcrições e registro audiovisual. Ao final, todo o acervo – áudios, transcrições, fotografias históricas e contemporâneas – será sistematizado em um banco de dados aberto, servindo como fonte para o catálogo do projeto e para a futura etapa do documentário.2. Sinopse da Exposição de Fotografias "Memória de Pedra"A exposição de fotografias é o produto central da Etapa 1 do projeto. Intitulada "Memória de Pedra – Paisagens e Saberes de Igatu", ela reúne 50 imagens produzidas durante uma imersão de 10 dias na Vila de Igatu, realizada por um grupo de 10 fotógrafos – 5 nomes consagrados da fotografia baiana e 5 jovens fotógrafos residentes na Chapada Diamantina. De cada fotógrafo serão 10 imagens, resultando em um conjunto plural e polifônico, que reflete tanto o olhar experiente e poético de artistas de trajetória consolidada quanto o ponto de vista de quem vive ou convive intensamente com o território.3. Sinopse das Oficinas de FotografiaComo parte das ações formativas e de democratização do acesso, o projeto oferece duas oficinas gratuitas de fotografia, com carga horária de 12 horas cada (total de 24 horas), destinadas à população local de Igatu e Andaraí. Cada oficina atende até 15 participantes, totalizando 30 vagas.As oficinas são ministradas por um fotógrafo profissional com experiência em educação. O conteúdo inclui: noções básicas de composição (enquadramento, luz, sombra, perspectiva), uso criativo de câmeras de smartphone (ferramenta universalmente disponível), introdução à edição de imagens em aplicativos gratuitos, e exercícios de narrativa visual aplicados ao cotidiano do aluno.Parte prática: cada participante é convidado a registrar seu próprio universo – sua casa, sua rua, sua família, seu trabalho, seus vizinhos – e a compartilhar suas imagens em uma roda de leitura coletiva ao final da oficina. As melhores imagens produzidas pelos alunos serão exibidas em uma "parede colaborativa" dentro da exposição principal em Igatu, garantindo que a comunidade não seja apenas tema, mas também autora de parte do que se expõe.Objetivos formativos: além da aquisição de uma habilidade artística e comunicacional, as oficinas visam fortalecer a autoestima e a capacidade de auto-representação da comunidade, exercendo, na prática, o direito à cultura e à imagem.4. Sinopse do Catálogo da ExposiçãoO catálogo do projeto é uma publicação em capa dura, 80 páginas, com tiragem de 500 exemplares, distribuída gratuitamente durante a itinerância da exposição, com envio planejado para escolas públicas, bibliotecas municipais e associações comunitárias das cinco cidades contempladas e Salvador.Conteúdo editorial: o catálogo reúne a totalidade das 50 fotografias expostas, em reprodução de alta qualidade (quatro cores, papel couchê ou similar). A cada imagem acompanha um pequeno texto com título, técnica e fotógrafo.Além das imagens, o catálogo contém:Um ensaio introdutório escrito pelo coordenador do projeto e a coordenadora da pesquisa, contextualizando a história de Igatu, o processo de êxodo e a importância do patrimônio material e imaterial da vila, na perspectiva da resiliência, com referências ao artigo "Lugar de memória... memórias de um lugar" (Cyntia Andrade) e a autores como Nego Bispo, Ailton Krenak, Byung-Chul Han, Pierre Nora e Yi-Fu Tuan.Seção especial "Memórias da pesquisa", com excertos de depoimentos dos antigos moradores entrevistados, transcritos a partir das falas originais, mantendo a oralidade e a autenticidade dos narradores. Essa seção funciona como uma pequena amostra de história oral impresso.Seção "A imersão", com texto sobre o processo de trabalho (realizados pela equipe de produção), os fotógrafos em campo, os encontros entre os profissionais consagrados e os jovens da Chapada, e o cotidiano da equipe de pesquisa com os bolsistas estudantes.Seção "Oficinas e comunidade", com imagens das oficinas e fotos da "parede colaborativa" produzida pelos alunos, valorizando o protagonismo local.Créditos completos e fichas técnicas de todos os envolvidos.Formato acessível: além da versão impressa, o catálogo será disponibilizado em versão digital no site do projeto, com imagens em alta resolução e audiodescrição incorporada, garantindo o acesso a pessoas com deficiência visual e a qualquer interessado no Brasil e no exterior.

Objetivos

Objetivo Geral: Valorizar e difundir o patrimônio material e imaterial da Vila de Igatu e incrementar o sentimento de identificação e pertencimento da população do Território de Identidade, por meio de pesquisa sobre a resiliência e as tradições dos moradores da vila, e da criação artística em fotografia sobre suas paisagens e seus saberes, com subsequente exposição itinerante na Chapada Diamantina.Objetivos Específicos: Pesquisa e inventário - Realizar levantamento etnográfico e de história oral sobre as motivações para a permanência das atuais famílias moradoras de Igatu após o êxodo da maioria da população, envolvendo 2 professores e 4 estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Edgar Silva como bolsistas de extensão na equipe de pesquisa;Criação fotográfica - Promover imersão de 10 dias para 10 fotógrafos (5 renomados da Bahia e 5 jovens da Chapada Diamantina) orientados pela pesquisa, resultando em 50 imagens (10 por fotógrafo) sobre as paisagens e os modos de vida da Vila de Igatu;Formação - Oferecer iniciação em pesquisa etnográfica para 4 estudantes do Ensino Médio de Andaraí/Igatu, 2 oficinas gratuitas de fotografia (12 horas cada) para a população local, totalizando 30 vagas, e realizar capacitação de toda a equipe em acessibilidade;Difusão - Realizar exposição fotográfica com 50 ampliações 60x60 resultantes da imersão, com itinerância em 5 cidades: Andaraí _ incluindo Igatu, Lençóis, Mucugê, Palmeiras (Vale do Capão) e Iraquara, com visitação guiada para estudantes e acessibilidade;Documentação _ Publicar catálogo da exposição (tiragem de 500 exemplares gratuitos e versão digital com audiodescrição) com textos sobre o processo da pesquisa, depoimentos e as 50 imagens.

Justificativa

O projeto atende aos incisos do Art. 1º da Lei Rouanet:I - facilita o acesso às fontes da cultura, ao levar exposição e oficinas a municípios de pequeno porte da Chapada Diamantina;III - apoia e valoriza manifestações culturais locais e seus criadores (moradores, fotógrafos regionais);V - salvaguarda os modos de criar, fazer e viver da comunidade de Igatu, cujo patrimônio imaterial corre riscos de perda e esquecimento;VI - preserva bens materiais (conjunto tombado pelo IPHAN) e imateriais (saberes tradicionais).Também cumpre os objetivos do Art. 3º:II, "c" - realização de exposição de artes visuais;III, "d" - proteção de tradições populares (cultura garimpeira, festas, ofícios);IV, "a - distribuição gratuita de ingressos (exposição gratuita);IV, "b" - levantamentos e pesquisas na área da cultura (inventário participativo)._______________________________________________________________________________________________________Justificativa Contextual:A Vila de Xique-Xique de Igatu, tombada pelo IPHAN, viveu um esvaziamento populacional em meados do século XX por motivações econômicas e questões políticas. Hoje, os poucos remanescentes (aproximadamente 450 habitantes) guardam uma memória única sobre resistência, resiliência e adaptação. Entender por que alguns ficaram e como reinventaram seus modos de vida é essencial para compreender as características atuais da região, tão atrativa ao turismo no coração do Parque Nacional da Chapada Diamantina, e para a salvaguarda do patrimônio imaterial.A Chapada Diamantina é uma das principais Zonas Turísticas do Brasil, combinando aspectos culturais e socioambientais únicos. Com seu relevo peculiar, seu patrimônio espeleológico e rupestre, rica hidrografia (360 cachoeiras catalogadas) e exuberantes flora e fauna, com dezenas de espécies endêmicas, atrai turistas de todo o mundo.A população do território (383.853 habitantes _ Censo 2022) guarda tradições e saberes presentes nos seus diversos quilombos, populações indígenas, assentamentos de agricultura familiar, cidades históricas, enquanto convive com a expansão do turismo, do agronegócio, da mineração e de empreendimentos de geração de energia. Tal tensionamento, expresso exemplarmente no crescente risco de escassez hídrica, precisa ser tratado numa perspectiva de fato sustentável, com garantias para o patrimônio natural e o cultural.A memória da convivência com outros ciclos econômicos é instrutiva para o esforço de combinar o bem viver tradicional com o desenvolvimento econômico e a inclusão social. Estes aspectos são centrais na garantia da qualidade de vida e na preservação dos ativos da diversidade ambiental e cultural. Neste sentido, a Vila de Igatu como um enclave histórico rodeado pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina é um microcosmo representativo para compreensão dos processos de empoderamento e pertencimento garantidores da identidade e integridade do território.A pesquisa investiga a resiliência dos formadores da atual Vila de Igatu, ao tempo em que faz inventário de suas expressões artísticas, tradições culturais e aspectos socioambientais. Servirá de base para a criação artística dos fotógrafos e para futura realização de um documentário (etapa 2 do projeto Memória de Pedra).A exposição itinerante na Chapada Diamantina, com as 50 ampliações, o catálogo e a versão digital com audiodescrição, além de valorizar a expressão artística no trabalho fotográfico, promove a difusão das questões centrais para a valorização e preservação dos patrimônios materiais e imateriais no território, de forma inclusiva.Todo o projeto ancora-se na topofilia, na memória como lugar (conforme artigo de Cyntia Andrade sobre Igatu), no incremento do sentimento de identificação e pertencimento e no empoderamento da população do Território de Identidade da Chapada Diamantina e na necessidade de democratizar o acesso à arte e à cultura no interior da Bahia.

Etapas

Produto Principal: EXPOSIÇÃO CULTURAL/DE ARTES (Fotografia)PRÉ-PRODUÇÃO (Preparação) / 60 dias- Contratação da equipe, início da pesquisa de campo (entrevistas, inventário).- Continuação da pesquisa, seleção dos fotógrafos, preparação da imersão.- Imersão de 10 dias em Igatu (fotógrafos + equipe).EXECUÇÃO (Produção) / 90 dias- Oficinas de fotografia.- Edição das imagens, curadoria da exposição, produção do catálogo.- Impressão das fotos, montagem da exposição em Andaraí (sede + Vila de Igatu).- Exposição em Andaraí (abertura com presença da comunidade).- Exposição em Lençóis.- Exposição em Mucugê.- Exposição Palmeiras (Distrito do Vale do Capão).- Exposição em Iraquara.PÓS-PRODUÇÃO/ 60 dias- Montagem e desmontagem das exposições fotográficas.

Especificação técnica

As fotografias se organizam em quatro fluxos temáticos:Fluxo 1 – Paisagens de pedra e tempo: imagens que exploram a geografia singular de Igatu – os lajedos, as ruínas do bairro Luís dos Santos, as grutas transformadas em moradias, os caminhos de pedra que testemunharam o vaivém dos garimpeiros, as janelas que emolduram o horizonte da serra. Este fluxo imagético dialoga diretamente com o tombamento das ruínas pelo IPHAN e com a noção de que a paisagem, em Igatu, é também memória encorpada.Fluxo 2 – Saberes e modos de fazer: retratos dos moradores antigos – em seus fazeres cotidianos. Imagens que capturam gestos herdados, olhares sábios, mãos experientes: Este fluxo perscruta o patrimônio imaterial vivo, aquilo que não está nos livros nem nas placas de tombamento.Fluxo 3 – A Vila e seus afetos: fotografias do cotidiano nas ruas de paralelepípedo, nas portas das casas, nas rodas de conversa na praça, nos bares que animam a noite. É o fluxo que busca traduzir em imagens o sentimento de pertencimento – a topofilia de que fala Yi-Fu Tuan – que ancora os moradores àquele chão.Fluxo 4 – A natureza exuberante, águas, flora e fauna, que emolduram a vida da vila. Este fluxo se inspira na relação com o ambiente que abraça esta vila cujo nome significa “Água Boa”, preservado pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina.A exposição será montada inicialmente em Igatu e seguirá em itinerância gratuita por Andaraí (sede), Lençóis, Mucugê, Palmeiras (Vale do Capão) e Iraquara. Em cada cidade, a mostra permanecerá no mínimo 10 dias, com visitas mediadas para escolas públicas e grupos comunitários.Medidas de acessibilidade: todas as fotografias possuirão audiodescrição acessível via QR code, e intérpretes de Libras estarão presentes nas aberturas e em visitas agendadas.

Ficha técnica

Nome: Kátia Regina Conceição BorgesFunção no Projeto: Proponente responsável pela Coordenação Administrativo-FinanceiraExperiência profissional: Psicóloga de formação e alfabetizadora, por quase 20 anos, na Escola de Educação Infantil, CREAR, Salvador/Ba. Em 2016, mudou-se para a Chapada Diamantina/Vila de Igatu-Andaraí, e, até 2022, esteve coordenadora pedagógica da Escola Municipal Eurico Antunes Costa, atuando nos segmentos da Ed. Infantil e Fundamental I (1º ao 5 ano). Em 2017, criou a Biblioteca Andarilha Pipoca Moderna - um carrinho de pipoca , concebido para abrigar livros, fomentar a leitura e a literatura, participando de feiras e festas literárias (Cachoeira, Mucugê, Andaraí e Capão), sob a monitoria, em sua maioria das vezes, de alunos da Escola da Vila de Igatu, onde o carrinho também atua no contexto da própria Escola, comunidade local e público em geral.Nome: Eduardo Mattedi Furquim WerneckFunção no Projeto: Coordenação GeralExperiência profissional: Educador, gestor e agitador cultural com graduação em Ciências Sociais pela UFBA e especializações em Filosofia Contemporânea e em Dramaturgia. Professor da rede pública da Bahia, com vasta experiência em gestão pública nacional nas áreas de cultura e meio ambiente, tendo atuado como Chefe de Gabinete do Ministro da Cultura e Diretor do Sistema Nacional de Cultura. Mantém programa de rádio e organiza festival de cinema socioambiental na Chapada Diamantina. Atuou no teatro, na TV, na produção editorial e na docência em pós-graduação. Cofundador de escola comunitária de base waldorf. Traz olhar interdisciplinar que articula memória, arte, cultura, educação e a dimensão socioambiental.Nome: Jayme Newton Vasconcelos de LemosFunção: CuradoriaExperiência profissional: Professor, Fotógrafo e Advogado Graduado em Direito pela UFBA e com pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior. Implantou e coordenou o curso de Bacharelado em Turismo com ênfase em Cultura e Meio Ambiente na Fundação Visconde de Cairu. Por 10 anos chefiou o gabinete da Fundação Cultural do Estado da Bahia, desenvolvendo projetos, incluindo a requalificação e inserção do Ballet do TCA e da OSBA no circuito internacional. Também foi Chefe de Gabinete do INEMA – Instituto do Meio Ambiente do Estado da Bahia, oportunidade em que se dedicou ao desenvolvimento de publicações sobre os biomas baianos. De forma independente, atua como produtor executivo de exposições e espetáculos de música, dança e teatro, além da fotografia.Nome: Julia Azevedo MaiaFunção no Projeto: Coordenação de PesquisaExperiência profissional: Letróloga, Mestra em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Transita pelas múltiplas áreas do conhecimento linguagem, literatura e artes cênicas articulando pesquisa, criação e prática pedagógica como campos interdependentes. Atuou como pesquisadora de Iniciação Científica (IC) ao longo de toda a graduação, desenvolvendo pesquisas sobre política e performance na obra de Tom Zé; sobre Boris Schnaiderman no espaço das entrevistas e das fotografias; culminando no plano de trabalho intitulado O Sertão e a Rússia: aproximações poéticas e afetivas. No mestrado, aprofundou os estudos em teorias e representações literárias e culturais, consolidando uma pesquisa voltada às aproximações poéticas entre narrativas populares russas e a literatura de cordel brasileira, com ênfase na oralidade, na memória e na epistemologia sensível. Atualmente exerce a docência na rede pública estadual da Bahia, articulando ensino, pesquisa e práticas pedagógicas críticas no contexto da escola pública.Nome: Cecilia Maria Ribeiro da SilvaFunção no Projeto: Coordenação de Ativiudades FormativasExperiência Profissional: Professora Regente - Secretaria de Educação do Município de Andaraí (2012- 2019). Professora Regente - Secretaria de Educação do Estado da Bahia / Situação atual: Aposentada (1993-2018). Diretora do Colégio Estadual Edgar Silva / Andaraí-Ba (2012-2016). Pesquisadora no Levantamento Socioeconômico das Comunidades em torno do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães / MT (2008). Integrante do Conselho do Parque Nacional da Chapada Diamantina, como representante da Viver Cultura de Meio Ambiente (2019/ 2024). Apoiou na Organização e Elaboração da 1ª, 2ª, 3ª e 4º Edições da FLIAN - Feira Literária de Andaraí (2017/2021/2023/ 2025) e participou como Coordenadora Acadêmica da Flian 2021/ 2023/2025. Fez a pesquisa e elaboração do texto sobre a História de Andaraí/ Levantamentos históricos da Comunidade Quilombola da Fazenda Velha/2005 - 2010. Atuou como consultora no Projeto Sementes da Chapada/ CESOL – 2023. Integrante dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente e Cultura de Andaraí - 2006-2017).Exerceu por 02 mandatos consecutivos a Diretoria Geral da Viver Cultura e Meio Ambiente e membro do Núcleo Diretivo do CODETER Chapada Diamantina. / Comitê das Mulheres.Formação: Licenciatura em História, pela Universidade Católica do Salvador - UCSAL (1988). Pós Graduação (Lato Sensu) Especialização em Gestão Educacional pela Faculdade São Salvador (2016)Nome: Emílio Carlos ribeiro TapiocaFunção no Projeto: Produção ExecutivaExperiência Profissional: Educador e pesquisador da Cultura Popular e dos povos tradicionais. Foi Secretário de Meio Ambiente, Turismo e Cultura do Município de Andaraí por diversas gestões – 2009/ 2024. Ex-presidente do Fórum de Dirigentes Municipais de Cultura (2015-2019) e do Conselho Estadual de Cultura (2017-2019). Atuou como Representante Territorial de Cultura / Território da Chapada Diamantina (2022-2024) e Coordenador da Câmara Técnica de Cultura do CODETER Chapada Diamantina por diversos exercícios 2015/2026. Como escritor e poeta, publicou “Versos Alvissareiros”, em 2015 e “Breviários de um poeta de ofício e devoção”, em 2022 pela Editora Kalango e participou da 1ª FLICH - Feira Literária da Chapada Diamantina/UNEB (2014) e da FLIGÊ - Feira Literária de Mucugê (2022, 2023 e 2024), entre outras. Idealizador e Coordenador geral da FLIAN - Feira Literária de Andaraí da 1ª, 2ª , 3ª e 4ª Edições (2017/21/23 e 2025). Participa efetivamente da Rede Colaborativa das Feiras e Festas Literárias/SEC/SECULT/FPC. Atualmente é Consultor nas áreas de Cultura e Meio Ambiente e Coordenador do Ponto de Cultura Abassá de Oxalá. Coordenador Geral do Projeto 3ª Edição do Forte Cultura Emergência Cultural e foi eleito Delegado / representante do Território Chapada Diamantina na TEIA Estadual do Cultura Viva.Formação: Graduação em Licenciatura / História – FTC 2010

Acessibilidade

O planejamento das medidas de acessibilidade no projeto Memória de Pedra conta com a parceria da Dê Um Sinal - Assessoria em Acessibilidade, Inclusão e Diversidade, organização referência da área na Bahia. Haverá atividade formativa para toda a equipe focada no desenvolvimento de práticas mais inclusivas, acolhedoras e acessíveis. A capacitação básica inclui temas como capacitismo, atendimento qualificado a pessoas surdas, cegas ou com baixa visão, deficiência intelectual e neurodivergência.O objetivo é qualificar o projeto Memória de Pedra sobre o atendimento a diferentes públicos em espaços culturais, fortalecendo práticas de comunicação e acolhimento que ampliem a participação cultural de pessoas com deficiência e outras formas de diversidade.Medidas de acessibilidade (arquitetônica, comunicacional e de conteúdo)Exposição:- Audiodescrição de todas as fotografias (disponível via QR code).- Intérprete de Libras nas aberturas e visitas agendadas.Oficinas de fotografia:- Atendimentos específicos para PCDs inscritos.- Flexibilidade de acesso para participantes com mobilidade reduzida.Capacitação em acessibilidade:- Toda a equipe do projeto Catálogo:- Versão digital acessível (com audiodescrição das imagens).

Democratização

Democratização do Acesso: um projeto que se faz com a comunidade, para a comunidade e a partir da comunidade.O projeto "Memória de Pedra - Paisagens e Saberes de Igatu" entende a democratização do acesso à cultura não como uma ação pontual ou meramente assistencial, mas como um princípio estruturante que atravessa todas as suas fases: desde a concepção da pesquisa, passando pela formação de jovens aprendizes, pela relação horizontal entre fotógrafos consagrados e emergentes, até a fruição gratuita e acessível dos bens culturais produzidos. Trata-se, portanto, de um projeto participativo, formativo e territorialmente enraizado, que coloca os moradores de Igatu e da Chapada Diamantina como sujeitos ativos – e não apenas como espectadores.A seguir, detalhamos as cinco principais frentes de democratização do acesso previstas no projeto. 1. Bolsas de extensão escolar: jovens e professores como co-pesquisadores.- A pesquisa etnográfica e de história oral sobre os moradores que permaneceram em Igatu após o êxodo da década de 1950 não será conduzida exclusivamente por especialistas externos. O projeto prevê a concessão de bolsas de extensão escolar para:* 2 professores do Colégio Estadual de Tempo Integral Edgar Silva (única escola de ensino médio em Andaraí); * 4 estudantes do mesmo colégio e moradores de Igatu.- Esses bolsistas atuarão como agentes de memória, participando ativamente de todas as etapas da pesquisa: identificação dos antigos moradores, transcrição de entrevistas, registro de práticas culturais e sistematização do inventário de patrimônio imaterial. Essa medida democratiza o acesso ao próprio processo de produção do conhecimento, rompendo com a lógica tradicional na qual a pesquisa acadêmica ou cultural é feita sobre a comunidade, e não com a comunidade. Além disso, os estudantes adquirem metodologias de história oral e registro etnográfico – competências que permanecem na escola e podem ser replicadas em futuros projetos. Os professores, por sua vez, integram o projeto ao currículo escolar, fortalecendo a educação patrimonial no território. _________________________________________________________________________________________2. Imersão fotográfica: encontro geracional e troca de saberes- A imersão de 10 dias em Igatu reúne 10 fotógrafos divididos em dois grupos complementares: * 5 fotógrafos consagrados, convidados por sua relevância artística e sensibilidade para paisagens e saberes; * 5 jovens fotógrafos da Chapada Diamantina (incluindo pelo menos um de Igatu/Andaraí).Durante a imersão, não haverá hierarquia de tutela ou aulas frontais. A proposta é de ambiente colaborativo: os fotógrafos mais experientes compartilham sua visão poética e técnica, enquanto os jovens fotógrafos locais oferecem conhecimento íntimo do território, das pessoas e das histórias não escritas. Essa troca de mão dupla democratiza o acesso ao campo artístico profissional, que historicamente privilegia quem tem redes de contato em grandes centros. Os jovens fotógrafos da Chapada passam a integrar uma rede nacional, têm seus trabalhos expostos ao lado de nomes consagrados e são incluídos no catálogo e nos créditos da exposição. Simultaneamente, os fotógrafos convidados têm a oportunidade de aprender com o olhar e a sensibilidade de quem vive o território diariamente. Resultado esperado: as 50 fotografias expostas (10 por fotógrafo) são fruto dessa polifonia – olhares que se cruzam, se complementam e se tensionam, gerando um retrato muito mais rico e complexo de Igatu do que qualquer visão unilateral seria capaz de produzir.Resultado esperado: as 50 fotografias expostas (10 por fotógrafo) são fruto dessa polifonia – olhares que se cruzam, se complementam e se tensionam, gerando um retrato muito mais rico e complexo de Igatu do que qualquer visão unilateral seria capaz de produzir._________________________________________________________________________________________3. Oficinas gratuitas de fotografia para a comunidade local- A formação não se restringe aos bolsistas ou aos fotógrafos selecionados. Serão oferecidas 2 oficinas gratuitas de fotografia (12 horas cada, total de 30 vagas), abertas a toda a população de Igatu/Andaraí. As oficinas abordam desde noções básicas de composição, enquadramento e luz até o uso de câmeras de smartphone (ferramenta acessível a quase todos) e técnicas de narrativa visual. Dessa forma, a democratização do acesso não se limita a "ensinar fotografia", mas sim a devolver à comunidade a ferramenta do olhar - a capacidade de se autorrepresentar e de contar sua própria história com imagens._________________________________________________________________________________________4. Exposição 100% gratuita e itinerante por cinco cidadesO produto central do projeto – a exposição "Memória de Pedra" com 50 fotografias – será integralmente gratuito em todas as suas edições. Se espera alcançar um público estimado de 500 pessoas, nos 10 dias visitação em cada cidade, totalizando 2.500 pessoas.- Igatu (distrito de Andaraí): abertura na própria vila, garantindo que os moradores retratados e os participantes das oficinas sejam os primeiros a ver o resultado.- Andaraí (sede): No Colégio Estadual, privilegiando o público estudantil, mas com abertura de acesso ao público da cidade- Lençóis, Vale do Capão e Mucugê: principais polos turísticos da Chapada Diamantina, onde a exposição atinge visitantes locais, nacionais e estrangeiros, ampliando a visibilidade da cultura e das paisagens do território.- Iraquara: No Parque da Dolina, onde acontecem eventos culturais como, por exemplo, um festival internacional de Cinema Socioambiental.Em cada cidade, a exposição permanece no mínimo 10 dias e conta com visitas mediadas gratuitas para escolas públicas e grupos comunitários.Além disso, a exposição adota rigorosas medidas de acessibilidade comunicacional (audiodescrição via QR Code, intérprete de Libras nas aberturas), garantindo que pessoas com deficiência também possam fruir plenamente o trabalho artístico._________________________________________________________________________________________5. Catálogo gratuitoTodo o conteúdo da exposição com textos da pesquisa etnográfica, dos depoimentos dos moradores e das memórias do processo de imersão, será reunido em um catálogo de capa dura, 80 páginas, tiragem de 500 exemplares. O catálogo será distribuído gratuitamente nas cinco cidades da itinerância, com foco em:- Escolas públicas;- Bibliotecas municipais (garantindo acesso perene);- Associações comunitárias e pontos de cultura;- Participantes das oficinas e entrevistados (como devolutiva do projeto).Uma versão digital acessível (com audiodescrição das imagens) ficará disponível gratuitamente no site do projeto, ampliando o alcance para pessoas com deficiência visual e para qualquer interessado no Brasil e no exterior.Em síntese, para que a democratização do acesso não seja apenas um princípio abstrato, mas uma prática concreta e verificável, o projeto "Memória de Pedra" estrutura sua atuação em três camadas complementares, que vão desde o processo de produção até a fruição final dos bens culturais.Dessa forma, o projeto "Memória de Pedra" não democratiza o acesso em uma única frente, mas em um gradiente que vai da formação de agentes culturais locais (processo), passa pela capacitação de um público mais amplo (formação) e culmina na oferta gratuita e acessível de bens culturais de qualidade para toda a sociedade (fruição). É um modelo integrado que democratiza o acesso em todas as suas dimensões – garantindo que a cultura seja não apenas consumida, mas também pensada, sentida, produzida e compartilhada coletivamente.