Início: 01/02/2027Término: 15/08/2027Aceite: 30/04/2026
O projeto consiste na realização do Festival de Jazz de Igatu 2027, um evento de dois dias dedicado à música instrumental que funde a linguagem do jazz com a ancestralidade e a resistência cultural brasileira. O produto principal é a realização de três grandes encontros musicais com artistas de renome nacional e local, focados em jazz clássico, samba-jazz e urban jazz. A proposta diferencia-se pelo seu caráter comunitário e sustentável: como produto secundário, serão realizadas oficinas pré-festival de formação de produtores audiovisuais e de cenografia participativa para jovens da localidade. Nestas etapas, a própria comunidade projetará e montará a estrutura física e o palco do evento utilizando materiais e saberes locais de arquitetura popular, garantindo que o festival nasça da identidade do território. O projeto prevê ainda a exibição de filmes como ferramenta pedagógica e a democratização do acesso à cultura em município de pequeno porte.
1. Produtos: APRESENTAÇÃO MUSICAL (Música Instrumental)"O Rio que Canta o Mar": Encontro geracional entre Rosa Passos, referência da bossa nova e samba-jazz, e Vanessa Morena, expoente da cena contemporânea baiana. O repertório percorre a síncope e a improvisação, utilizando o silêncio e as texturas das pedras de Igatu como parte da composição musical."O Tambor que Abraça a Estrela": Performance da Orkestra Rumpilezz com participação da cantora Céu. O show funde o jazz moderno com o universo rítmico afro-baiano dos atabaques (rum, rumpi e lé), em uma homenagem ao legado de Letieres Leite."Urban Jazz: O Futuro da Noite": Apresentação de Jonathan Ferr, criador do urban jazz. A obra funde piano clássico, batidas de hip hop e afrofuturismo, explorando a espiritualidade e a tecnologia através de sintetizadores e vocoderClassificação Indicativa: Livre para todos os públicos. 2. Produto: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (Audiovisual)Formação de Produtores Audiovisuais: Ciclo formativo que aborda a linguagem das imagens, sons e narrativas aplicadas a eventos culturais. A sinopse inclui o debate de obras cinematográficas como ferramenta de inspiração e o ensino de noções de roteiro e direção para documentar festivais de música. 3. Produto: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (Cenografia)Construção do Espaço com Material Local: Workshop prático de arquitetura popular e cenografia sustentável. A obra consiste na leitura do lugar e na montagem de uma estrutura física que dialoga com as ruínas históricas da Vila de Igatu, utilizando técnicas de empilhamento de pedras e manejo de materiais naturais da região.
O objetivo central deste projeto é realizar o Festival de Jazz de Igatu 2027, consolidando-o como um vetor de desenvolvimento sociocultural e econômico para o distrito de Andaraí, na Chapada Diamantina. A proposta busca democratizar o acesso à música instrumental de alta qualidade, promovendo um encontro entre a linguagem universal do Jazz — historicamente vinculada à resistência e à liberdade — e a identidade ancestral da comunidade de Igatu. Pretende-se, através da cultura, fortalecer a memória coletiva local, estimular o protagonismo juvenil por meio da formação técnica e fomentar o turismo sustentável, reafirmando o território não apenas como cenário paisagístico, mas como protagonista da sua própria produção cultural. A. Produto: APRESENTAÇÃO MUSICAL (Música Instrumental)Realizar 03 (três) grandes encontros musicais (shows principais) durante dois dias de festival na Vila de Igatu Garantir a performance de, no mínimo, 05 atrações artísticas, incluindo solistas, bandas e orquestras de renome nacional e representatividade regional.Promover 02 (duas) apresentações de abertura focadas em artistas locais ou revelações da música instrumental baiana, visando a valorização de talentos do estado.Oferecer programação musical com duração mínima de 10 horas de música ao vivo acumuladas ao longo do evento. B. Produto: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (Formação Audiovisual)Realizar 01 (uma) Oficina de Formação de Produtores Audiovisuais voltada para jovens da comunidade de Igatu.Cumprir carga horária total de 16 horas de formação, divididas em 04 encontros de 4 horas cada.Capacitar, no mínimo, 15 jovens locais nos fundamentos de imagem, som, narrativa e organização de festivais.Utilizar a exibição de filmes como ferramenta pedagógica em 02 sessões de debate durante a oficina. C. Produto: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (Cenografia e Construção)Realizar 01 (uma) Oficina de Construção do Espaço com Material Local, focada em arquitetura popular e design sustentável. Cumprir carga horária total de 12 horas de formação técnica, divididas em 03 encontros de 4 horas cada.Engajar a comunidade na montagem coletiva de 01 (um) Palco Comunitário, utilizando pedras, madeira e técnicas tradicionais de construção da vila. Implementar 01 projeto cenográfico completo que integre a iluminação e o som à paisagem natural das ruínas de Igatu, preservando a essência do patrimônio local. D. Democratização e AcessibilidadeGarantir 100% de gratuidade em todas as atividades do festival (shows e oficinas) para a população local e visitantes.Assegurar medidas de acessibilidade física no local do evento, incluindo rampas de acesso ao palco comunitário e áreas reservadas para pessoas com mbilidade reduzida.Promover a participação ativa da comunidade preta de Igatu, garantindo que pelo menos 50% da equipe de apoio e produção local seja composta por moradores tradicionais. E. Impacto Territorial e AmbientalRealizar o evento exclusivamente em município de pequeno porte (Andaraí/BA), conforme as diretrizes de nacionalização do fomento cultural. Adotar o conceito de "Lixo Zero", com a instalação de pontos de coleta seletiva e gestão de resíduos produzidos durante os dois dias de shows. Estimular a economia circular através da contratação de, no mínimo, 10 fornecedores locais para serviços de alimentação, hospedagem, transporte e logística.
A viabilização do Festival de Jazz de Igatu 2027 depende intrinsecamente do uso do Mecanismo de Incentivo Fiscal previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, uma vez que o aporte via renúncia fiscal é o que garante a execução de um evento de alta complexidade técnica e artística em uma localidade de pequeno porte e logística desafiadora como o distrito de Igatu, em Andaraí, na Chapada Diamantina. O incentivo financeiro da Lei Rouanet no Interior é fundamental para assegurar a gratuidade total das atividades, permitindo que a população local, historicamente afastada dos grandes centros de investimento cultural, tenha acesso democrático a bens e serviços de excelência nacional. Sem este fomento, os custos operacionais de infraestrutura, o deslocamento de artistas de renome como Rosa Passos e Orkestra Rumpilezz e a realização de oficinas técnicas formativas seriam economicamente inviáveis tanto para a comunidade quanto para a proponente. Portanto, o uso da lei atua como uma ferramenta estratégica de correção de desigualdades regionais, promovendo a economia criativa, a saúde mental, a memória coletiva e o turismo sustentável em um território de resistência preta e ancestralidade.
1. PRÉ-PRODUÇÃO (Duração estimada: 135 dias)Período: 01/02/2027 a 15/06/2027Gestão e Planejamento: Contratação da equipe base (coordenação geral, executiva e administrativa), definição de cronogramas técnicos e assinatura de contratos com artistas e fornecedores.Logística e Infraestrutura: Visitas técnicas à Vila de Igatu para mapeamento geográfico e demográfico das ruínas e espaços de construção do palco. Mobilização Comunitária: Divulgação e abertura de inscrições gratuitas para as oficinas formativas destinadas aos jovens locais.Comunicação: Desenvolvimento da identidade visual, criação de site e perfis em redes sociais, e início da campanha de assessoria de imprensa focada na regionalização.Licenciamento: Solicitação de alvarás de funcionamento, autorizações junto à prefeitura de Andaraí e órgãos ambientais/patrimoniais para o uso do espaço público. 2. EXECUÇÃO (Duração estimada: 32 dias)Período: 16/06/2027 a 17/07/2027Ciclo de Oficinas (4 semanas antes): Realização da Oficina 1 (Formação de Produtores Audiovisuais) com 16h de carga horária para capacitação da juventude local Oficina de Construção (1 semana antes): Montagem coletiva do "Palco que Nasce da Pedra" utilizando materiais locais e saberes de arquitetura popular da vila Montagem Técnica: Instalação de equipamentos de sonorização, iluminação cênica integrada à paisagem, banheiros acessíveis e sinalização em Braille. Produção Artística: Recepção de artistas em Salvador/Andaraí, transporte para Igatu e passagens de som. FESTIVAL (16 e 17 de julho de 2027): Execução dos três encontros musicais principais e shows de abertura, com monitoria especializada para acessibilidade e gestão de resíduos lixo zero. Audiovisual: Registro fotográfico e videográfico integral do evento para posterior disponibilização na internet como medida de democratização de acesso. 3. PÓS-PRODUÇÃO (Duração estimada: 29 dias)Período: 18/07/2027 a 15/08/2027Desmontagem: Retirada cautelosa da estrutura técnica e limpeza rigorosa dos espaços públicos utilizados, garantindo a preservação ambiental do local.Finalização Audiovisual: Edição dos registros coletados para publicação online e envio aos parceiros.Pagamentos e Recolhimentos: Finalização dos pagamentos de cachês, fornecedores locais e recolhimento de encargos fiscais. Relatório de Resultados: Compilação dos dados de público, alcance das oficinas, clipagem de imprensa e indicadores de impacto econômico em Andaraí.PRESTAÇÃO DE CONTAS (Finalizada em 15/08/2027): Inserção da documentação financeira, notas fiscais, comprovantes de execução e registros audiovisuais no sistema SALIC para homologação final. Nota Técnica: O cronograma respeita o prazo máximo de 60 dias para pós-produção exigido pela Instrução Normativa e assegura que as oficinas sejam concluídas antes do início das apresentações musicais, mantendo a coerência pedagógica da proposta.
1. Produto: APRESENTAÇÃO MUSICAL (Música Instrumental)Shows Principais: Serão realizados 03 encontros musicais de grande porte. Duração:Show "O Rio que Canta o Mar": aproximadamente 1h50 de duração Show "O Tambor que Abraça a Estrela": aproximadamente 1h55 de duração. Show "Urban Jazz": aproximadamente 1h25 de duração. Formação Instrumental e Material:Utilização de piano, sintetizadores, vocoder, bateria, contrabaixo, violão, instrumentos de sopro e percussão baiana (atabaques Rum, Rumpi e Lê).Estrutura de sonorização e iluminação cênica profissional integrada à paisagem natural.Caráter Instrumental: A proposta é 100% instrumental, focada em jazz, samba-jazz e urban jazz.2. Produto: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (Formação Audiovisual)Duração Total: 16 horas, distribuídas em 4 encontros de 4 horas cada. Público-alvo: Jovens da comunidade de Igatu.Projeto Pedagógico:Objetivo: Capacitar jovens nos fundamentos da produção audiovisual para eventos culturais.Metodologia: "Aprender fazendo", unindo teoria de linguagem audiovisual com prática de organização de festivais.Conteúdo Programático: Linguagem audiovisual (imagem, som e narrativa); exibição e debate de filmes; noções de produção, direção e roteiro; viabilização de festivais de música. 3. Produto: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO (Construção e Cenografia)Duração Total: 12 horas, distribuídas em 3 encontros de 4 horas cada.Material: Uso de materiais locais da Vila de Igatu, como pedras e recursos naturais da região. Projeto Pedagógico:Objetivo: Projetar e montar coletivamente a estrutura física do festival valorizando os saberes locais.Metodologia: Construção coletiva baseada na leitura do lugar e arquitetura popular. Conteúdo Programático: Planejamento e desenho do espaço; cenografia com recursos locais e identidade visual; montagem da estrutura de exibição (tela, som e iluminação). 4. Produto: ESTRUTURA (Palco Comunitário)Especificação: O palco será erguido com técnicas de construção em pedra, integrando-se à estética das casas de pedra e vegetação de Igatu. Material: Pedras locais, madeira, iluminação cênica de baixo impacto e sinalização acessível.
FICHA TÉCNICAJeane Cordeiro de Oliveira - Direção GeralMini currículo: Empresária com mais de 30 anos de experiência no setor de tecnologia e produtora artística e cultural há 15 anos, fundou a Mafuá Produções no início de 2019, passando por uma reconstrução em 2022, quando a empresa ganhou uma nova roupagem. Ao longo de sua carreira, destacou-se como diretora e produtora, desempenhando um papel fundamental na execução de projetos culturais. Sua atuação vai além da mera coordenação; ela é responsável por gerenciar todas as etapas da produção, desde a concepção inicial até a finalização do projeto, garantindo que cada detalhe seja cuidadosamente planejado e executado.▪️ Produções Culturais e Eventos:* Coordenação e Produção do Carnaval do Pelourinho (2024).* Coordenação e Produção da Micareta Jorge de Angélica - Feira de Santana.* Idealizadora e Produtora do Projeto Colorindo Salvador.* Produtora da Torre Eletrônica - Réveillon da Virada.* Coordenadora e Produtora Executiva do Palco Coreto Colorindo Salvador - Carnaval 2024.* Encontrão do PPE - Projeto Primeiro Emprego, Governo da Bahia.* Coordenação do aniversário de 170 anos do Instituto Benjamin Constant - Rio de Janeiro.* Feira Literária Inclusiva - Instituto Benjamin Constant - Rio de Janeiro.⸻Elivam Nascimento Silva - Direção ArtísticaDançarino, coreógrafo e diretor de movimento, com atuação consolidada na cena cultural de Salvador. É Embaixador de Diversidade e Inclusão pela Tamo Juntes, desenvolvendo ações voltadas à equidade, representatividade e inclusão nas artes. Atua como Produtor Executivo na Mafuá Produções e é sócio-produtor da festa Colorindo Salvador, uma das principais iniciativas culturais voltadas à diversidade e à ocupação artística na cidade.Possui ampla experiência em produção artística e executiva de projetos culturais, com destaque para eventos de grande porte e relevância institucional, como a Abertura do Carnaval de Salvador (2025 e 2026) e o Festival Literário de Cajazeiras (2024), onde contribuiu na concepção, articulação e execução de programações artísticas.Experiência em Produção Executiva:* Circuito Afrobapho de Artes Integradas — FGM (2022)* Circuito Afrobapho: Bicentenário da Independência — FUNCEB/BA (2023)* Festival Afrobapho Itinerante — FGM (2023)* Ocupação In Rodas (2023)* Café Urbano — FGM (2024)Atuação em Produção Artística:* Abertura do Carnaval de Salvador (2025 e 2026)* Festival Literário de Cajazeiras (2024)* Festa de Bom Jesus dos Pobres (2025/2026)Sua trajetória é marcada pela articulação entre arte, território e diversidade, com forte atuação no fortalecimento da cultura negra, LGBTQIA+ e periférica, promovendo experiências artísticas que dialogam com o público contemporâneo e valorizam identidades plurais.⸻Alan Costa Bispo - Coordenação de ProjetoFundador do Coletivo Afrobapho (2015), é produtor cultural, diretor artístico, curador de eventos e festivais, além de palestrante com atuação voltada à cultura negra, LGBTQIAP+ e às expressões artísticas periféricas.Com trajetória consolidada na cena cultural baiana e nacional, desenvolve projetos que articulam arte, diversidade, formação e ocupação de espaços públicos, sendo reconhecido pela criação de experiências culturais inovadoras e de forte impacto social.Atua como Produtor Executivo, Diretor Artístico e Curador em projetos de relevância, com destaque para iniciativas que fortalecem a economia criativa e promovem a valorização de identidades plurais.Produção Executiva (principais projetos):* Residência Artística Afrobapho — SESC 24 de Maio (SP, 2019)* AfrobaphoLab: Bahia is Burning — Natura Musical / Faz Cultura (2020)* Circuito ARTI — Natura Musical (2021)* Festival Afrobapho — CCPI / SECULT-BA (2021)* Circuito Afrobapho de Artes Integradas — FGM (2022)* Circuito Afrobapho: Bicentenário da Independência — FUNCEB/BA (2023)* Festival Afrobapho Itinerante — FGM (2023)* Prêmio Diversidade Cultural LGBTQIAP+ Sérgio Mamberti — MinC (2023)Curadoria e Direção Artística:* Curador da programação do Festival Literário de Cajazeiras (2024)* Curador do Festival Encantos de Amargosa* Diretor Geral do AfrobaphoLab (2025)* Diretor Geral do espetáculo Corpormas em Movimento (2025)Sua atuação é marcada pelo compromisso com a inclusão, a formação de novos agentes culturais e a criação de plataformas que ampliam a visibilidade de artistas negros, LGBTQIAP+ e periféricos, consolidando-se como uma liderança criativa na cena contemporânea.___Arandy Vieira dos Santos - Produção ExecutivaProdutora cultural responsável pela gestão e acompanhamento integral da execução do projeto, garantindo o cumprimento das metas, cronograma e objeto aprovado. Atua na supervisão das equipes técnicas, artísticas e operacionais, no acompanhamento da execução financeira e administrativa, na articulação com parceiros, patrocinadores e instituições públicas, além de monitorar ações de comunicação, acessibilidade e democratização de acesso.Também é responsável pela organização documental, controle orçamentário, acompanhamento de contratos e pagamentos, registro das atividades realizadas e elaboração da prestação de contas.Experiência Profissional:* Curadora e Produtora do projeto FLIGATU — Feira Literária de Igatu (2026)
1. Acessibilidade Física (Arquitetônica)No aspecto arquitetônico, o projeto prevê recursos para permitir o acesso aos locais das atividades culturais e espaços acessórios. Adaptação de Espaços: Disponibilização de infraestrutura temporária, como rampas modulares removíveis, passagens niveladas e barras laterais nos acessos ao palco comunitário, visando priorizar a locomoção de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.Circulação e Áreas Reservadas: Reserva de assentos em locais de fácil acesso e visualização para pessoas usuárias de cadeiras de rodas, idosos e acompanhantes, facilitando a entrada e saída do evento.Sanitários Acessíveis: Instalação de banheiros químicos adaptados conforme as normas de acessibilidade, devidamente sinalizados e localizados em áreas de circulação desobstruída.Apoio à Locomoção: Disponibilização de equipe treinada para auxiliar e orientar o público com deficiência ou dificuldade de locomoção durante toda a programação do festival. 2. Acessibilidade de Conteúdo e ComunicaçãoO projeto contempla recursos para que pessoas com deficiência intelectual, física, auditiva, visual, psicossocial ou autistas compreendam e fruam os produtos culturais. A. Para pessoas com deficiência visual e baixa visão:Audiodescrição: Realização de audiodescrição ao vivo durante as apresentações musicais (shows), incluindo a descrição do ambiente, trocas de figurinos e movimentação dos músicos. Visita ao Cenário e Palco: Promoção de visitas guiadas ao "Palco que Nasce da Pedra" e às instalações cenográficas antes do início dos shows, permitindo que pessoas cegas toquem os materiais (pedra, madeira) e compreendam a estrutura física através do tato. Materiais em Formatos Acessíveis: Disponibilização de programas do festival e sinalização em tipos ampliados e em Braille. B. Para pessoas com deficiência auditiva e surdas:Intérpretes de Libras: Presença de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais durante as falas de abertura, homenagens, oficinas pré-festival e momentos de interação dos artistas com o público.Sinais Viso-Motores: Utilização de sinalização visual clara e intuitiva para orientação sobre a programação e serviços do evento.C. Para pessoas autistas e com deficiência intelectual:Monitoria Especializada: Presença de monitores treinados para suporte inclusivo, utilizando "Linguagem Simples" para facilitar a comunicação.Gestão de Estímulos: Disponibilização de áreas com iluminação amena e, quando possível, protetores auriculares para diminuição de ruído, visando o conforto de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).Prioridade de Acesso: Implementação de sistema de acesso rápido (fast pass) em filas de serviços para pessoas com TEA e seus acompanhantes. 3. Comunicação e Divulgação AcessívelMídia Digital: Todo o material de divulgação nas redes sociais e site oficial contará com audiodescrição das imagens (texto alternativo) e vídeos com legendagem e janelas de Libras.Informação sobre Medidas: As peças publicitárias (digitais e físicas) informarão explicitamente as medidas de acessibilidade disponíveis no evento, permitindo que o público planeje sua participação com segurança.
o festival adotará as seguintes medidas complementares:Atividades Paralelas Gratuitas: Realização de oficinas de capacitação técnica em audiovisual e cenografia sustentável nas quatro semanas que antecedem o evento, promovendo a formação de agentes culturais locais.Ação para Juventude: O ciclo formativo é desenhado especificamente para crianças e jovens da Vila de Igatu e arredores, estimulando o protagonismo juvenil através da "aprendizagem na prática". Disponibilização de Registros na Internet: O projeto prevê a captação audiovisual das atividades e sua posterior disponibilização gratuita em plataformas digitais, permitindo que pessoas que não puderam estar presentes fisicamente na Chapada Diamantina usufruam do conteúdo. Parceria com Instituições Públicas: Articulação com a rede de ensino do município de Andaraí para mobilizar estudantes e educadores para as oficinas e debates.