Início: 01/07/2027Término: 31/12/2027Aceite: 30/04/2026
O projeto "Mãos na Terra" promove o acesso de crianças e adolescentes da rede pública dos municípios de Registro, Pariquera-Açu, Iguape, Ilha Comprida e Cananéia aos saberes tradicionais do Vale do Ribeira, por meio da cerâmica, compreendida como prática de saber-fazer vinculada ao patrimônio cultural imaterial do território. A iniciativa prevê a realização de 10 vivências artístico-pedagógicas, atendendo até 300 estudantes, conduzidas por mestras artesãs do Alto Ribeira em articulação com arte-educadores. As atividades integram prática, memória e cultura popular, com metodologias sensoriais e narrativas orais, promovendo educação patrimonial, criatividade e pertencimento, além de contribuir para a salvaguarda e valorização do patrimônio cultural vivo e ampliar o acesso gratuito à cultura e ao fazer artístico.
Não se aplica.
Objetivo Geral:Promover o acesso gratuito de crianças e adolescentes da rede pública de ensino dos municípios de Registro, Pariquera-Açu, Iguape, Ilha Comprida e Cananéia aos saberes tradicionais do Vale do Ribeira, por meio da arte da cerâmica, contribuindo para a valorização, preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial local, além de estimular a criatividade, o pertencimento e a aprendizagem de forma lúdica.Objetivos Específicos:• Realizar 10 vivências artísticas em cerâmica, distribuídas entre os cinco municípios atendidos — sendo duas por município —, cada uma com duração de 2 horas e 30 minutos, totalizando 25 horas de atividades.• Disponibilizar 30 vagas por vivência, totalizando o atendimento de 300 crianças e adolescentes da rede pública de ensino.• Promover o acesso democrático e gratuito à cultura e aos saberes tradicionais, ampliando oportunidades de aprendizagem artística no território.• Desenvolver atividades baseadas em metodologias sensoriais e narrativas orais, integrando prática, memória e cultura popular.• Proporcionar experiências práticas com técnicas tradicionais de produção cerâmica, fortalecendo a relação dos participantes com o fazer artístico.• Valorizar e difundir o trabalho de mestras artesãs do Alto Ribeira, reconhecendo seus saberes como patrimônio cultural vivo.• Estimular a criatividade, o bem-estar e a integração social dos participantes por meio das vivências artísticas.
O projeto "Mãos na Terra: Tradição e Arte da Cerâmica para as Infâncias com as Mestras do Alto Ribeira" justifica a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei nº 8.313/1991 (Lei Rouanet), por se tratar de uma iniciativa pública e gratuita, voltada à democratização do acesso à cultura, à valorização de saberes tradicionais e à preservação do patrimônio cultural imaterial, sem viabilidade de sustentabilidade por recursos próprios.Em consonância com o Art. 1º da referida lei, o projeto contribui para ampliar o acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais (inciso I), promover a regionalização da produção cultural brasileira com valorização de conteúdos e agentes locais (inciso II) e apoiar, valorizar e difundir as manifestações culturais e seus criadores (inciso III), por meio da atuação de mestras artesãs detentoras de saberes tradicionais. Também se alinha à proteção das expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira (inciso IV), à salvaguarda dos modos de criar, fazer e viver (inciso V) e à preservação dos bens imateriais do patrimônio cultural brasileiro (inciso VI), ao incentivar a transmissão intergeracional desses conhecimentos.No que se refere ao Art. 3º da Lei nº 8.313/1991, o projeto atende ao objetivo de incentivo à formação artística e cultural (inciso I), ao promover vivências em cerâmica tradicional, e ao estímulo à participação de artistas locais em ações educativas (inciso I, alínea "d"), integrando mestras artesãs à rede pública de ensino. Também contribui para a preservação e difusão do patrimônio cultural (inciso III), ao valorizar práticas tradicionais como o artesanato e os saberes populares, e para o estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais (inciso IV), ao proporcionar experiências educativas que aproximam o público infantojuvenil das tradições do território.O projeto se insere no contexto do Vale do Ribeira, território de reconhecida relevância cultural e socioambiental, que abriga comunidades caiçaras, ribeirinhas, quilombolas e indígenas, cujas manifestações constituem a base da identidade local. Nesse cenário, destaca-se a cerâmica tradicional, prática ancestral preservada por mestras artesãs do Alto Ribeira, cuja continuidade ainda enfrenta desafios relacionados à baixa difusão e à limitada inserção nos contextos educacionais.Diante disso, o projeto propõe a realização de vivências artísticas com crianças e adolescentes da rede pública de ensino dos municípios de Registro, Pariquera-Açu, Iguape, Ilha Comprida e Cananéia, promovendo o contato com saberes tradicionais por meio de práticas lúdicas e sensoriais, contribuindo para o fortalecimento do pertencimento e da identidade cultural desde a infância.Além disso, a proposta dialoga com a Agenda 2030 da ONU, especialmente com os Objetivos 3 (Saúde e Bem-Estar), 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e 12 (Consumo e Produção Responsáveis), ao valorizar práticas sustentáveis, reconhecer o trabalho das mestras artesãs e contribuir para a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial. Também está em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/1996), ao promover o desenvolvimento integral dos estudantes e a valorização da diversidade cultural no ambiente escolar.Dessa forma, o projeto "Mãos na Terra" configura-se como uma ação relevante de formação, difusão e salvaguarda do patrimônio cultural imaterial e da cultura popular do Vale do Ribeira, ampliando o acesso à cultura e contribuindo para o desenvolvimento cultural e social de crianças e adolescentes.
Pré-produção (2 meses) • Reuniões de alinhamento com a equipe de produção e execução das atividades • Definição e fechamento do cronograma geral do projeto • Articulação e alinhamento de datas com instituições de ensino dos municípios atendidos • Contratação de designer gráfico responsável pela identidade visual • Definição de diretrizes de comunicação • Organização administrativa e planejamento logístico inicial • Realização de visitas técnicas aos espaços • Levantamento de necessidades técnicas de cada local • Elaboração de checklist de materiais e estruturas • Reuniões com mestras artesãs e arte-educadores para definição dos materiais pedagógicos • Desenvolvimento e alinhamento do plano pedagógico • Contratação da equipe de foto e vídeo • Desenvolvimento, ajustes e aprovação das peças gráficas junto ao Ministério da Cultura • Início da produção de materiais gráficos e institucionaisProdução e Execução (2 meses) • Impressão e finalização dos materiais gráficos • Confecção de camisetas e materiais de identificação • Divulgação nas redes sociais e canais digitais • Envio de releases para veículos de comunicação locais • Mobilização do público participante • Aquisição de materiais pedagógicos • Contratação de transporte e organização logística das viagens • Realização das vivências artísticas nos municípios atendidos • Acompanhamento técnico e produção local das atividades • Execução da logística de transporte e hospedagem da equipe • Cobertura fotográfica e audiovisual • Registro institucional e documental do projeto Pós-produção (2 mês)• Organização dos registros fotográficos e audiovisuais• Edição e finalização dos materiais de foto e vídeo• Sistematização das informações e resultados• Elaboração do relatório final• Prestação de contas junto aos órgãos responsáveis
Projeto PedagógicoVivências Artísticas:O projeto “Mãos na Terra” terá duração de quatro meses, contemplando desde o planejamento e contratação da equipe até a realização das atividades propostas. As vivências artísticas serão realizadas em instituições públicas de ensino dos municípios de Registro, Pariquera-Açu, Iguape, Ilha Comprida e Cananéia, com metodologia baseada em práticas lúdicas, inclusivas e sensoriais, que estimulam o aprendizado por meio do fazer artístico.O projeto contará com a atuação de 02 (duas) arte-educadoras, responsáveis pela mediação das atividades, e com a presença de 02 (duas) mestras artesãs do Alto Ribeira, fundamentais para a transmissão dos saberes tradicionais por meio da oralidade e da prática.As vivências artísticas serão desenvolvidas em três etapas:1ª – “Introdução aos saberes”: Compartilhamento das experiências das mestras artesãs, abordando os processos da cerâmica, desde a coleta e preparo do barro até a produção e circulação das peças, além do contexto histórico e cultural da tradição no Vale do Ribeira.2ª – “Mãos na Terra”: Atividades práticas com argila, realizadas em pequenos grupos, estimulando a criatividade, a experimentação e o trabalho coletivo.3ª – “Troca de ideias”: Roda de conversa final, promovendo um espaço de escuta e partilha sobre as percepções, sentimentos e aprendizados das crianças durante a vivência. durante a vivência.Número de vagas: Serão realizadas 10 vivências artísticas, distribuídas entre os cinco municípios atendidos — sendo duas por município —, com 30 vagas cada, totalizando o atendimento de 300 crianças e adolescentes da rede pública de ensino.Duração das atividades: Cada vivência terá duração de 2 horas.
Gil Azevedo - Funções: ProdutorArtista visual e produtor cultural, nascido e criado em Registro (SP), com ampla experiência na área desde 2016, quando iniciou sua trajetória no Sarau Literacura, evento de rua na cidade. Membro do Instituto Diversa de Cultura e Direitos Humanos desde sua fundação, participou e atuou na produção de iniciativas como a Batalha do Beira Rio, o Festival Mais Diversidade, ações no Sesc Registro, POIESIS e Oficinas Culturais, além de ser criador do Farol – Feira Cultural. Sua atuação abrange a organização de feiras, lançamentos de livros e diversas apresentações culturais.Rafael Rizzieri - Funções: Coordenador de produção e arte-educadorÉ multiartivista, produtor e arte-educador com especialização em Arte, Educação e Terapia pelo Instituto Paranaense de Ensino — IPE (2018). Graduado e habilitado em Artes Cênicas com Licenciatura Plena em Teatro pela Universidade Estadual de Maringá — UEM (2015). Cursou Gestão e Planejamento Cultural no Senac Registro (2023) e é estudante de Pedagogia no Instituto Federal, campus Registro/SP. Possui artigo publicado na ILINX, revista científica do LUME — Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP intitulado “Artaud, Grotowski, o ritual e o transe — um teatro de memórias em ação transformadora do corpo” (2016). É cofundador do Pulso Coletivo de teatro e da Diversa Cultural — Produtora de arte e cultura (2020). Colaborou como ator, diretor e dramaturgo no projeto audiovisual "Sobre Viver Enquanto se Morre" (2020) e na obra teatral homônima com estreia no Sesc Registro (2022). Roteirista e codiretor dos documentários “Registro Sobre o Agora” e “1ª Travessia — Memórias de Bia Oéde”. Produtor na 10ª e 11ª edição do FLI — Festival Literário do Vale do Ribeira (2022-2023). Organizador e coordenador de produção na 1ª e 2ª edição do Festival +Diversidade de Registro (2023-2024). Colaborou como ator em “Barba Ensopada de Sangue” dirigido por Aly Muritiba pela RT Features para a Globo Play, adaptação cinematográfica do livro homônimo de Daniel Galera (2024). Atualmente continua desenvolvendo projetos de Arte e Cultura nos grupos de teatro e produtora cultural que integra.José Victor Magalhães - Funções: Coordenador de produção É ator-pesquisador, diretor artístico e produtor cultural de Registro/SP. Formado em atuação pela SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco (2014) e em Gestão de Planejamento Cultural pelo Senac Registro (2023). Em 2020, fundou o Pulso Coletivo de Teatro e a Diversa Cultural – Produtora de Arte e Cultura. Desde então, atua como ator e produtor independente na cidade de Registro e na região do Vale do Ribeira. É idealizador e coordenador de produção do Festival Mais Diversidade, o primeiro evento multicultural dedicado à comunidade LGBTQIAPN+ do Vale do Ribeira (2023 - 2025). É ator e produtor do projeto “Sobre Viver Enquanto se Morre”, aprovado pelo Proac nº 35/2020; produtor e diretor do documentário “Registro Sobre o Agora”, contemplado pelo Proac nº 32/2021; e produtor e diretor do curta documental “Travessia”, aprovado no Proac nº 41/2022. Foi produtor da 10ª edição do FLI – Festival Literário no Vale do Ribeira (2022) e ator na 9ª edição do mesmo festival com o projeto teatral “Horizontes” (2021), dirigido por Janaina Leite. Em 2017, orientou o curso “Corpos em Evidência – Oficina de Iniciação Teatral” em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Registro/SP. Durante cinco anos, fez parte do Grupo Caixa Preta de Teatro e participou como ator em alguns trabalhos produzidos pelo grupo, incluindo os espetáculos “Os Dois Cavalheiros de Verona”, de William Shakespeare (2010), “O Despertar da Primavera”, de Frank Wedekind (2012), e “Pterodátilos”, de Nicky Silver (2013).Lourdes Aparecida de Camargo Lima - Função: Mestra Artesã - Instrutora Lourdes Aparecida de Camargo Lima é artesã e proprietária do ateliê “Recanto da Cerâmica” residente na zona rural da cidade de Apiaí. Foi agricultora e encontrou no artesanato uma forma de se reinventar, além de ajudar no resgate da cultura local, trouxe um complemento de renda para a família. Aprendeu a arte em argila com as mestras da região do Alto Vale do Ribeira, com a prática e ao longo dos anos foi se aperfeiçoando sua técnica até conquistar o título de mestra artesã no ano de 2020. Já participou de diversos eventos culturais com a exposição e venda de seus produtos artesanais, tais como o Resgatando o Vale, Revelando São Paulo e Mercado Paulista. Ministrou oficinas artísticas de cerâmica no Sesc Santos. Faz parte da Rede nacional do artesanato cultural brasileiro - Artesol. A mestra artesã tem o seu ateliê em casa e seus produtos também estão à venda na loja do artesanato e na casa do artesão na cidade de Apiaí.Marli Mendes Silva - Função: Mestra Artesã - InstrutoraMarli Mendes Silva, 52 anos, é artesã e proprietária do “Ateliê Oleiras Mendes” residente na cidade de Itaóca-SP. Produz o artesanato com o barro desde a sua extração, criação das peças e a entrega do produto final para os clientes. Sua história com a cerâmica começa quando se depara com a necessidade de uma renda e serviço que lhe permitisse trabalhar em casa para cuidar dos seus pais. Começou fazendo peças para casa e uso próprio e com o passar do tempo, seus amigos, familiares e conhecidos começaram a comprar suas peças, desde então seu negócio foi tomando forma até a criação do ateliê. A artesã representa a cidade de Itaóca e região do Vale do Ribeira em diversos eventos de artesanato e cultura tradicional pelo estado de São Paulo. Participou do Revelando São Paulo (2019 e 2022), Feira do Empreendedor do Sebrae (2022) e ministrou oficinas de cerâmica para alunos das escolas de Itaóca (2022).Thaís Pinheiro - Função: Assistente de produção Produtora cultural, artista visual e arte-educadora, com experiência na gestão e operacionalização de exposições em instituições culturais como o Sesc. Sua atuação abrange diferentes etapas de projetos culturais, incluindo pré-produção, logística, montagem, coordenação de equipes e prestação de contas. Entre seus trabalhos, destacam-se as exposições Ofício Barro: Sallisa Rosa – Eixo Terra (Sesc Pompeia) e Abdias Nascimento – O Quilombismo (Sesc Franca), nas quais atuou na produção e acompanhamento técnico. Em 2025, prestou serviços pontuais de produção na 36ª Bienal de São Paulo, acompanhando a montagem e desmontagem de ativações de patrocinadores e contribuindo para a organização operacional e cumprimento de cronogramas em contexto de grande escala. Como proponente, realizou a exposição Curvas Livres, contemplada pela Lei Paulo Gustavo. Sua prática articula produção cultural e processos educativos, com interesse em temas relacionados a corpo, identidade e diversidade.
Acessibilidade:Como medida de acessibilidade comunicacional, contaremos com 01 (um) intérprete de Libras para tradução simultânea em todas as vivências artísticas, bem como nos vídeos de divulgação e materiais audiovisuais institucionais do projeto. Além disso, haverá a escolha de espaços adaptados e acessíveis, garantindo a circulação de pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida.
Democratização do Acesso:• Gratuidade: Todas as atividades do projeto Mãos na Terra serão oferecidas de forma gratuita, garantindo o acesso amplo e democrático de crianças e adolescentes da rede pública de ensino à arte, à cultura e aos saberes tradicionais, contribuindo para a redução de desigualdades e para a efetivação do direito à cultura.• Itinerância e Descentralização: O projeto será realizado de forma itinerante nos municípios de Registro, Pariquera-Açu, Iguape, Ilha Comprida e Cananéia, ampliando o alcance territorial das ações e promovendo a descentralização do acesso à cultura no Vale do Ribeira, possibilitando que diferentes comunidades tenham contato com a arte da cerâmica e os saberes tradicionais.• Ação Formativa: Serão realizadas 10 vivências artísticas gratuitas, com 30 vagas cada, totalizando o atendimento de 300 crianças e adolescentes. As atividades promovem experiências educativas, sensoriais e participativas, ampliando o acesso à formação artística e cultural.• Valorização dos Saberes Tradicionais: As vivências serão conduzidas por mestras artesãs do Alto Ribeira, reconhecendo e fortalecendo seus saberes como patrimônio cultural imaterial, além de ampliar o acesso da população a essas referências culturais do território e contribuir para sua salvaguarda e continuidade.