| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 06981180000116 | CEMIG DISTRIBUICAO S.A | 1900-01-01 | R$ 80,0 mil |
| 24286083000195 | CEMIG GERACAO SALTO GRANDE S.A. | 1900-01-01 | R$ 75,7 mil |
| 24263197000110 | CEMIG GERACAO TRES MARIAS S.A. | 1900-01-01 | R$ 34,5 mil |
| ***947936** | ANDREA DE MAGALHAES MATOS | andreamagmatos@gmail.com |
| 42914408000119 | ARTES GRAFICAS FORMATO LTDA | claudia@graficaformato.com.br |
| 02247228000106 | BELO HORIZONTE PAPELARIA LTDA | somarcontabilidade@uaivip.com.br |
| 07006647000170 | BRASTON HOTELS HOTELARIA E EVENTOS LTDA | |
| ***441836** | ELZA MATRIZ PINTO | |
| 09604048000183 | ESTUDIO 43 - ARTES & PROJETOS LTDA | sisconta@gmail.com |
| 29487645000182 | FABIO BARBOSA ARTE E CULTURA ME | |
| ***718566** | FLAVIO VIGNOLI CORDEIRO | |
| ***322446** | Fábio Júnior Barbosa | |
| ***130856** | JEFFERSON THIAGO BARBOSA | |
| 24231650000106 | JUBIEL CONTABILIDADE LTDA | vanildajulia@hotmail.com |
| ***307128** | MARIA AUXILIADORA GUIMARAES FRANCO | |
| 19511766000169 | MARIA AUXILIADORA GUIMARAES FRANCO 00530712806 | |
| 13451280000104 | MARIA ELISA PEREIRA DE ALMEIDA 45662878668 | |
| ***731906** | MARIO AMARO DA SILVEIRA | |
| ***628786** | Maria Elisa Pereira de Almeida | almeidaelisp@gmail.com |
| 25308719000115 | PANIFICADORA VISTA ALEGRE LTDA | |
| 04099931000140 | PLOTACAD IMPRESSAO DIGITAL LTDA | deleg@svcontabilidade.com.br |
| 19300780000113 | RENATO LUCIANO DIAS 01270541625 | |
| ***279246** | Ronaldo Alves de Oliveira | ronaldo.alves@cultura.mg.gov.br |
| 27985312000158 | TIAGO GOULART DA COSTA | |
| ***192006** | VANILDA JULIA PINTO | vanildajulia@hotmail.com |
| 40008184000150 | VIA PROJETOS CULTURAIS LTDA. | andreamagmatos@gmail.com |
| 81611931002929 | (não ingerido) | |
| 71365449000100 | (não ingerido) | |
| ***951326** | (não ingerido) |
O projeto trata da continuidade da formação dos integrantes do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, por meio de curso de narração de estórias ministrado pelas especialistas e diretoras do grupo, Dôra Guimarães e Elisa Almeida. As ações são desenvolvidas em Cordisburgo, cidade natal de João Guimarães Rosa e também dos participantes, e têm como base a obra do grande autor mineiro. Os Miguilins atuam diariamente na mediação das visitas orientadas do Museu Casa Guimarães Rosa, que apresenta a seu público este grande diferencial de atendimento. O fato de saberem narrar de cor trechos dos livros de Rosa emociona os visitantes e divulga de forma viva a obra do eminente escritor. O projeto também propõe a circulação do grupo em eventos fora de Cordisburgo, apresentações na Semana Rosiana, nesta cidade mineira, e a confecção de uma publicação com a história do Grupo.
Oficinas de narração de estórias As aulas acontecem nas manhãs e tardes dos sábados e domingos, com cada uma das 4 turmas (2 de iniciantes e 2 de veteranos) ocupando 2 períodos cada, com 3 horas de duração, totalizando 6 horas semanais para cada turma. Com isso, são 96 horas totais de oficinas, com 48 horas para cada especialista em narração. A publicação Com a História do grupo MIGUILIM terá tiragem de 1.000 exemplares, Terá distribuição gratuita ao público interessado pela sua performance e trajetória. Contrapartida Social Será realizada uma palestra ministrada pelas diretoras e pela produtora executiva sobre como desenvolver projetos de narração de estórias para museus literários, para curso de literatura em escolas do ensino fundamental e médio e cursos de teatro. Essa atividade será realizada durante a programação da XXXIV Semana Roseana, em Cordisburgo, no auditório do Centro de Atendimento ao Turista, com oferecimento de 200 vagas. O público alvo dessa atividade será profissionais de museus, professores, artistas, literatos e apreciadores da literatura em geral. Apresentações:Apresentação do grupo MIGUILIM na XXXIV Semana Roseana que acontecerá em junho de 2022 em Cordisburgo - MGParticipação do Grupo Miguilim em cinco eventos a serem agendados durante o ano em cidades do interior mineiro como Ouro Preto, Mariana, Três Marias, Barbacena e na capital mineira.Pretende-se, também, promover uma apresentação em São Paulo, no Instituto de Estudos Brasileiros da USP, onde está guardada grande parte de originais das obras de JGR.Em cada evento se apresentam cinco jovens, que são acompanhados por um dos membros da equipe do projeto
Objetivo Geral A missão do Museu Casa Guimarães Rosa (MCGR) é desenvolver e mediar espaços de encontro com a literatura rosiana, por meio da preservação, da pesquisa, da difusão e da interação com a vida e a obra de do grande escritor mineiro. Para facilitar esta interação e a aproximação do público com o museu, foi criado, em 1997, o Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, composto por jovens moradores de Cordisburgo - MG, local onde a instituição está estabelecida. O projeto Manutenção do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim - Ano 23 trata exatamente da continuidade da formação dos jovens integrantes, sendo 30 efetivos e 20 em formação, por meio de oficinas de narração de estórias ministradas pelas especialistas e diretoras do grupo: Dôra Guimarães (Maria Auxiliadora Guimarães Franco) e Elisa Almeida (Maria Elisa Pereira de Almeida). Os Miguilins atuam na mediação das visitas orientadas do Museu Casa Guimarães Rosa, conferindo à instituição uma especial singularidade. O fato de saberem narrar de cor trechos da obra de Rosa emociona os visitantes e divulga de forma viva a obra do grande conterrâneo. Para os membros do Miguilim a atuação como narradores num Museu muito visitado traduz-se em desafios constantes, desenvolvendo a disciplina, o sentimento de responsabilidade, a sensibilização pela cultura. Eles ainda fazem apresentações em eventos literários em várias cidades brasileiras e se apresentam com destaque na Semana Roseana, promovida anualmente em Cordisburgo pelo próprio Museu Casa Guimarães Rosa e pela Academia Cordisburguense de Letras, com apoio da prefeitura municipal. O evento, que terá sua trigésima segunda edição em 2020, é um dos mais importantes para a comunidade e para os participantes. É um momento muito aguardado, pois além do grande número de turistas e amantes de Rosa, vindos de várias partes do país, seus familiares e amigos também virão ouvi-los e aplaudi-los. Objetivos especificos Curso Quanto às oficinas de narração de estórias, a primeira atividade realizada é a de seleção dos participantes. Houve uma sensível mudança no processo de inscrição para os novos atuais candidatos, pois, para as primeiras turmas, havia principalmente a indicação das escolas. Quando o Grupo Miguilim se consolidou, muitos pais passaram a procurar as Diretoras para inscrever os filhos, antes mesmo da indicação pelos professores, pois "ser Miguilim", passou a ter reconhecimento na comunidade. Depois de inscritos, os jovens são avaliados para verificação do envolvimento e habilidades para as oficinas de formação. Com a narração de textos de João Guimarães Rosa é bem complexa, nem todos conseguem atingir a excelência do programa e por isso há uma quebra entre inscritos e aqueles que efetivamente se tornam Miguilins. Isso é comum em qualquer projeto em que a boa performance artística é almejada. A primeira oficina de habilitação dos jovens candidatos encerra-se com uma apresentação no Museu de narração dos contos preparados (ainda não são de Guimarães Rosa) para pais e convidados. Após o encerramento da oficina de inicialização, os meninos e meninas começam seu contato com textos recortados, selecionados e indicados pelas Diretoras, do conto "Campo Geral", do livro Manuelzão e Miguilim. Só mais tarde, o jovem poderá fazer suas próprias escolhas. Os recursos para a preparação dos participantes são brincadeiras que visam integrar e desinibir, exercícios lúdicos de aquecimento vocal incluindo canções e trava línguas, exercícios de leitura oral com textos mais simples, audição de estórias narradas pelas Diretoras e também por Miguilins já atuantes. É executada introdução às técnicas de narração, começando por textos de menor complexidade. As aulas acontecem nas manhãs e tardes dos sábados e domingos, com cada uma das 4 turmas (2 de iniciantes e 2 de veteranos) ocupando 2 períodos cada, com 3 horas de duração, totalizando 6 horas semanais para cada turma. Com isso, são 96 horas totais de oficinas, com 48 horas para cada especialista em narração. Segundo Elisa Almeida: "A obra de Rosa presta-se bem para ser falada em voz alta, pois traz em si muita oralidade. Sabemos também, através de sua correspondência com seus tradutores, que Rosa se preocupava com isso. Ao buscar as palavras para seus textos, pensava sempre na sua sonoridade, ao mesmo tempo em que procurava reproduzir na fala de seus personagens a cadência do falar do homem do sertão. A técnica de narração desenvolvida pelo Grupo que criamos para atuarmos profissionalmente, intitulado Tudo Era Uma Vez, é baseada na economia de gestos e, principalmente, na fidelidade ao texto literário, que é totalmente memorizado. O narrador funciona como um porta-voz do autor. A postura do narrador faz com que a atenção do espectador se volte principalmente para o sentido das palavras e das sonoridades, que são a matéria prima da obra rosiana." Além das diretoras, Dôra Guimarães e Elisa Almeida fazem parte do projeto:· A proponente e produtora executiva _ Andréa de Magalhães Matos,· a pedagoga Lúcia C. G. de Castro, que atua na seleção de candidatos,· o assistente de direção Fábio J. Barbosa, ex-integrante do Grupo Miguilim e atual coordenador do dentro do Museu (ele acompanha o dia-a-dia dos participantes) · o design Flávio Vignoli que irá elaborar o projeto gráfico da publicação proposta como peça de divulgação do projeto. Pretende-se, portanto, com a realização do projeto dar continuidade às atividades do Grupo Miguilim, promovendo o sentimento de equipe, desenvolvendo o gosto pela literatura e pela arte, proporcionando aos jovens a oportunidade de atravessarem a adolescência de maneira saudável e feliz. Conforme as Diretoras: "Entre outras coisas, educa-se a sensibilidade, desenvolve-se o senso de responsabilidade, o gosto pela leitura e a habilidade de falar em público. De maneira mais ampla, promove-se a autoestima." Em 2022, será realizada a XXXVI Semana Roseana, em julho, e nesta ocasião, como sempre, serão executadas apresentações especiais do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim. Além desta, está prevista no projeto a participação do Grupo Miguilim em cinco eventos a serem agendados durante o ano em cidades do interior mineiro como Ouro Preto, Mariana, Três Marias, Barbacena e na capital mineira. Pretende-se, também, promover uma apresentação em São Paulo, no Instituto de Estudos Brasileiros da USP, onde está guardada grande parte de originais das obras de JGR. Em cada evento se apresentam cinco jovens, que são acompanhados por um dos membros da equipe do projeto. Com isto, será previsto no orçamento, despesas que garantam a execução destas 6 viagens, cujo custo envolve 6 participantes. Os deslocamentos em Minas Gerais serão feitos em van e para São Paulo em avião, partindo de Belo Horizonte. No orçamento serão previstas despesas com lanches durante as oficinas e uniformes para os membros, além de diárias para as diretoras para deslocamento (BH-Cordisburgo de carro), alimentação e hospedagem em Cordisburgo. Contrapartida Social Como ação formativa cultural, em atendimento ao artigo 22 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania 1º será realizada uma palestra ministrada pelas diretoras e pela produtora executiva sobre como desenvolver projetos de narração de estórias para museus literários, para curso de literatura em escolas do ensino fundamental e médio e cursos de teatro. Essa atividade será realizada durante a programação da XXXIV Semana Roseana, em Cordisburgo, no auditório do Centro de Atendimento ao Turista, com oferecimento de 200 vagas. O público alvo dessa atividade será profissionais de museus, professores, artistas, literatos e apreciadores da literatura em geral. 2º Apresentações: Apresentação do grupo MIGUILIM na XXXIV Semana Roseana que acontecerá em junho de 2020 em Cordisburgo - MGParticipação do Grupo Miguilim em cinco eventos a serem agendados durante o ano em cidades do interior mineiro como Ouro Preto, Mariana, Três Marias, Barbacena e na capital mineira.Pretende-se, também, promover uma apresentação em São Paulo, no Instituto de Estudos Brasileiros da USP, onde está guardada grande parte de originais das obras de JGR.Em cada evento se apresentam cinco jovens, que são acompanhados por um dos membros da equipe do projeto catálogo Como peças de divulgação do projeto serão produzidos um banner, que acompanhará todas as apresentações do Grupo e uma publicação com a história dos Miguilins, iniciada em 1997. A obra, cujo conteúdo está especificado a seguir, terá tiragem de 1.000 exemplares, 64 páginas e formato fechado de 21x27 cm. O catálogo terá distribuição gratuita ao público interessado pela sua performance e trajetória.
"Veja você, Lorenz, nós os homens do sertão, somos fabulistas por natureza. Está no nosso sangue narrar estórias; já no berço recebemos esse dom para toda a vida. Desde pequenos, estamos constantemente escutando as narrativas multicoloridas dos velhos, os contos e lendas, e também nos criamos em um mundo que às vezes pode se assemelhar a uma lenda cruel. Deste modo a gente se habitua, e narrar estórias corre por nossas veias e penetra em nosso corpo, em nossa alma, porque o sertão é a alma de seus homens" (João Guimarães Rosa _ diálogo com Günter Lorenz) O Grupo de Contadores de Estórias Miguilim é constituído por jovens entre 12 e 18 anos moradores de Cordisburgo, cidade natal de João Guimarães Rosa. Acidade, localizada a 130 km da capital mineira, abriga, desde 1974, o Museu Casa Guimarães Rosa (MCGR), unidade vinculada à Superintendência de Museus e Artes Visuais (SUMAV) da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. O MCGR é o mais visitado de todos os sete museus geridos pela SUMAV, apresentando média de mais de 30 mil pessoas ano, quase 4 vezes a população de Cordisburgo, estimada em 8 mil moradores. Os jovens atuam neste local como mediadores das visitas, sejam elas espontâneas ou em grupos. O nome do Grupo faz alusão ao personagem da novela "Campo Geral", uma das duas narrativas do livro "Manuelzão e Miguilim", da obra "Corpo de Baile", lançada em 1956. Alguns críticos afirmam que a personalidade e a trajetória de Miguilim têm muitos aspectos autobiográficos da infância do autor. Como Rosa, o menino vive com sua família num remoto lugarejo do sertão, é muito sensível e emotivo, tem miopia e acaba partindo para a cidade grande para completar seus estudos. Em Campo Geral, pode-se verificar toda a habilidade do escritor para recriar o lirismo do mundo sob a perspectiva de uma criança, proporcionando ao leitor um dos momentos mais comoventes de sua obra. Ocorrida em 1997, a criação do Grupo Miguilim foi uma iniciativa da médica Calina Guimarães, prima do escritor, que convidou as narradoras Elisa Almeida e Dôra Guimarães para ministrarem as primeiras oficinas que dariam origem às suas atividades. Na mesma ocasião, os integrantes começaram a realizar atendimento ao público visitante do MCGR, vínculo mantido até hoje. Durante 8 anos, a médica foi responsável pelo acompanhamento e formação das primeiras turmas, que recebiam treinamento específico para difundirem a literatura rosiana no âmbito do Museu. No ano 2000, Calina convidou Dôra Guimarães para ajudá-la na direção das atividades. Posteriormente, em 2004, com o afastamento da médica por problemas de saúde, Elisa Almeida passou a dividir com Dôra a direção e formação dos membros, função que ocupam até hoje. Também passaram a atuar neste processo a pedagoga Lúcia C. G. de Castro, na pré-seleção de candidatos, e Fábio J. Barbosa, ex-integrante e atual coordenador do Grupo Miguilim dentro do Museu. Segundo Dôra Guimarães: "Calina percebeu que seria melhor formar narradores mais jovens, que pudessem passar mais tempo atuando no Museu, antes de deixarem Cordisburgo para darem continuidade a seus estudos. Assim, ministramos uma segunda oficina, com alunos mais novos, dando origem ao Grupo. Depois vieram outras com novos integrantes. Bem humorada, ela costumava dizer que levar os jovens a narrar Guimarães Rosa era apenas um pretexto. Através disso, Calina acreditava encontrar um motivo concreto para promover o sentimento de grupo, desenvolver o gosto pela literatura e pela arte, proporcionando aos jovens a oportunidade de atravessarem a adolescência de maneira saudável e feliz." A atuação dos participantes dá vida à obra de Guimarães Rosa, tornando as visitas muito mais atraentes, além de incentivar a leitura e a divulgação da obra do ilustre escritor para um público bem diverso. E como preconizava o próprio Rosa, em pouco tempo esse atendimento, com base na narração de estórias, tornou-se a principal ação educativa do Museu Casa Guimarães Rosa. As apresentações no âmbito do Museu têm sido fonte de inspiração para outros projetos que, a exemplo do Miguilim, procuram integrar arte, literatura, desenvolvimento pessoal e comunitário, concorrendo decisivamente para a ampliação tanto de leitores quanto do público. Enquanto muitos museus veem nas mídias contemporâneas a forma de atrair jovens, o MCGR busca na tradição oral a estratégia de aproximação com esse segmento. Por meio dos contadores de estórias, a comunidade participa ativamente das atividades propostas, identifica-se com a missão institucional do Museu e compartilha a responsabilidade pela valorização e preservação do patrimônio cultural brasileiro. Além de atuarem nas visitas orientadas, os membros do Miguilim participam de eventos culturais diversos, tendo seu trabalho reconhecido em todos os locais em que se apresentam. Pelos relatos espontâneos dos visitantes, podemos dizer que suas apresentações emocionam e comovem aqueles que têm contato com sua narrativa, da mesma forma como o personagem Miguilim faz com os leitores de "Campo Geral". Em 2011, a Prefeitura de Cordisburgo reconheceu o trabalho dos Contadores de Estórias Miguilim como patrimônio imaterial da cidade. O Grupo foi agraciado ainda com os prêmios Darci Ribeiro (2009) e IBRAM (2014). Em 2019, comemora-se 22 anos de atuação do Grupo, que até o momento teve a participação de 136 jovens, até sua 9ª geração. As diretoras, Dôra e Elisa, atualmente preparam a 10ª geração de Miguilins, que começará sua atuação até o final desse ano. Por estar abrigado na casa natal de João Guimarães Rosa, local onde o escritor nasceu, viveu seus primeiros nove anos de vida e, após sua mudança para Belo Horizonte, passou suas férias escolares, o Museu Casa Guimarães Rosa está particularmente apto a cumprir com sua missão institucional, ou seja, a preservação e divulgação de sua biografia e sua obra. É importante, também, destacar que foi nesse local que o menino Joãozito foi alfabetizado, se iniciou nos estudos de línguas estrangeiras, gosto que durou toda a sua vida, e adquiriu sua peculiar visão de mundo, a mesma que, de tão original e significativa, o transformou no mais importante escritor brasileiro do século XX. Sua obra hoje é parte inconteste do patrimônio simbólico não só mineiro e brasileiro, mas mundial. Por isso, pelo reconhecimento da importância dessa obra e pela sua identificação com ela, com o mundo e os personagens rosianos, pessoas dos mais diversos recantos do Brasil e de outros países vêm a Cordisburgo para conhecer a cidade e a casa onde João Guimarães Rosa nasceu e viveu parte de sua vida, que o marcaram para sempre. Para melhor suprir as expectativas dos visitantes, o museu tem oferecido uma programação de qualidade com suas já conhecidas e bem sucedidas semanas rosianas, as caminhadas pelas veredas do sertão, as apresentações dos Miguilins etc., atividades que constituem uma ação cultural da mais alta qualidade, bem adequada ao espírito e missão institucional do Museu Casa Guimarães Rosa. Com relação aos Contadores de Estórias Miguilim, tanto por meio de suas singelas apresentações na área externa do MCGR, quanto através das mais sofisticadas ocorridas nas semanas rosianas ou em bons teatros brasileiros, o grupo cria exatamente o ambiente que dá caráter universal à obra de João Guimarães Rosa. Segundo suas diretoras: "O destaque é sem dúvida o fato de saberem narrar de cor trechos da obra de Rosa, emocionando os visitantes, divulgando de forma viva a obra do grande conterrâneo. Para os membros do Miguilim a atuação como narradores num Museu muito visitado traduz-se em desafios constantes, desenvolvendo a disciplina, o sentimento de responsabilidade e promovendo a autoestima. Por outro lado, para o visitante, não é preciso conhecer a obra de Rosa para apreciar a ida ao MCGR e a narração de suas estórias. Pela experiência com o Grupo Miguilim, sabemos que muita gente se inicia nesse autor ouvindo a narração de trechos da sua obra. Se uma das grandes genialidades de Guimarães Rosa é trazer para dentro da sua literatura a cadência do falar do homem do sertão mineiro, podemos dizer que o "sotaque" de seus personagens é naturalmente familiar para os jovens narradores de Cordisburgo. Isso contribui para que absorvam mais naturalmente o tom de cada estória: um jeito de falar que é próprio da região onde vivem. Além disso, alguns aspectos de sua obra são apreendidos de forma mais completa somente no momento em que ela é dita em voz alta." Dôra e Elisa continuam sua narrativa: "Consideramos um privilégio fazer parte de um projeto educativo que promove a cidadania através do fazer artístico, que almeja a formação e promoção de jovens por meio da singular atividade da narração oral do texto de Rosa. Divulgar a obra do grande conterrâneo de forma viva e perceber como isso é valorizado por tanta gente, promove ganhos valiosos em sua autoestima e contribui para que eles atravessem a delicada fase da adolescência de maneira saudável, feliz, construindo valores e educando sua sensibilidade. Nosso contato constante com esses jovens que se formam no Grupo Miguilim, acompanhando o amadurecimento de cada um, estar ao lado deles nas dificuldades que enfrentam e também nas boas conquistas do seu dia-a-dia, sem dúvida nos alimenta, fortalecendo a nossa crença no alcance do projeto." Na mesma direção, Yara Oliveira e Stênyo Felix, ex-Miguilins, quando se despediram do grupo deram o seguinte depoimento: "Na estória do Miguilim, no livro, o momento mais importante é a hora em que o doutor José Lourenço chega, põe os óculos em Miguilim e, a partir daí o menino passar a enxergar o mundo de outra forma e muda sua vida. Podemos dizer que foi o que aconteceu com a gente quando vestimos essa camisa do Grupo, pois com esse leque de oportunidades que se abriu, nos sentimos mais capazes de buscar novos horizontes. Estamos saindo, mas a vida é sempre assim: novos desafios sempre batem à porta, mas uma coisa a gente sempre vai levar com muito orgulho por onde formos: Eu já fui um Miguilim!" Pode-se concluir, portanto, a pertinência do projeto ora apresentado, cujo conjunto de ações contribuirá para tanto para a compreensão do papel do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim e do Museu Casa Guimarães Rosa como agentes na formação da cidadania, da educação e da cultura por meio da difusão da obra de João Guimarães Rosa. Com a realização do presente projeto pode-se ter em vista que a literatura rosiana, um dos elementos consolidadores de nossa identidade nacional e cultural, permanecerá viva a apontar as veredas da eternidade que nos aguarda e do sertão que nos acolhe. Mesmo contando com grande reconhecimento e prestígio, o Grupo de Contadores de Estórias Miguilim não conta com recurso fixo e constante para sua manutenção. Em alguns períodos, as atividades foram viabilizadas por patrocínio da Brazil Foundation, da Cemig e da Petrobrás. Uma das maiores preocupações das diretoras, dos participantes e da própria equipe da Superintendência de Museus e Artes Visuais e do Museu Casa Guimarães Rosa é buscar caminhos que garantam a sustentabilidade das atividades e, portanto, a habilitação deste projeto, que trata da continuidade da formação dos jovens participantes, é de suma importância. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
não se aplica
A publicação terá tiragem de 1.000 exemplares, com a seguinte especificação: - Capa aberta de 42x27 cm e fechada de 21x27cm, 4x1 cores, em Cartão Supremo 250g.; - Miolo com 64 páginas, 21x27 cm, 4 cores, em papel Couche Fosco Importado de 150g.
Para cada produto cadastrado no plano de distribuição(inclusive para o produto contrapartidas sociais) acrescentar as medidas que serão adotadas para promover o acesso ao conteúdo do produto às pessoas com deficiência FÍSICA, VISUAL E AUDITIVA. PRODUTO: Curso O curso é ministrado para jovens entre 12 e 18 anos, em uma pequena cidade do interior mineiro, com população que não chega a 10 mil pessoas. Achamos importantíssima a inclusão de jovens com qualquer grau de deficiência em atividades culturais e artísticas. O processo seletivo dos participantes pressupõe a habilitação do candidato por sua família. Embora, o curso seja todo baseado na oralidade, pois o resultado é que o aprendiz possa narrar de cor trechos da obra de João Guimarães Rosa, caso alguma família queira habilitar seu filho portador de deficiência, iremos processar as adaptações necessárias para sua inclusão. ACESSIBILIDADE FÍSICA: Há acessibilidade para cadeira de roda nos locais onde o curso é ministrado. DEFICIENTES AUDITIVOS: Não há impedimento de participação de jovens com qualquer deficiência, bastando que a família o inscreva no processo seletivo. DEFICIENTES VISUAIS: Não há impedimento de participação de jovens com qualquer deficiência, bastando que a família o inscreva no processo seletivo. PRODUTO: Catálogo ACESSIBILIDADE FÍSICA: Desde que saiba ler, o catálogo é acessível a qualquer portador desta deficiência DEFICIENTES AUDITIVOS: Desde que saiba ler, o catálogo é acessível a qualquer portador desta deficiência DEFICIENTES VISUAIS: Será produzida duas versões em braile do catálogo, a serem disponibilizados ao Museu Casa Guimarães Rosa em Cordisburgo e na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa em Belo Horizonte. PRODUTO: Contrapartida social – Palestra sobre contação de estórias ACESSIBILIDADE FÍSICA: o auditório do Centro de Atendimento ao Turista em Cordisburgo tem acessibilidade para cadeira de rodas DEFICIENTES AUDITIVOS: Iremos disponibilizar o conteúdo da palestra por escrito para que deficientes auditivos possam ter acesso a seu conteúdo DEFICIENTES VISUAIS: Não há impedimento da participação de cegos, já que eles podem perfeitamente acompanhar a palestra. A acessibilidade não gerará custo para o projeto. Como o projeto trata de narração oral de estórias dos livros de João Guimarães Rosa a acessibilidade já está garantida para um vasto público, inclusive os de baixa ou falta de visão, os com problemas de locomoção (pois o MCGR tem acessibilidade para cadeira de roda), os idosos, entre outros. O projeto é acessível a pessoas de qualquer idade, gênero ou classe social. O projeto também apresenta alto grau de sustentabilidade, que está associado a um conjunto de ideias, estratégias e atitudes que envolve ações ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas. Nesta perspectiva o projeto vai ao encontro da sustentabilidade social, uma vez que a atuação dos participantes dá vida à obra de Guimarães Rosa, tornando as visitas muito mais atraentes, além de incentivar a leitura e a divulgação da obra do ilustre escritor para um público bem diverso. Em pouco tempo esse atendimento tornou-se a principal ação educativa do Museu Casa Guimarães Rosa. As apresentações no âmbito do Museu têm sido fonte de inspiração para outros projetos que, a exemplo do Miguilim, procuram integrar arte, literatura, desenvolvimento pessoal e comunitário, concorrendo decisivamente para a ampliação tanto de leitores quanto do público. Enquanto muitos museus veem nas mídias contemporâneas a forma de atrair jovens, o MCGR busca na tradição oral a estratégia de aproximação com esse segmento. Por meio dos contadores de estórias, a comunidade participa ativamente das atividades propostas, identifica-se com a missão institucional do Museu e compartilha a responsabilidade pela valorização e preservação do patrimônio cultural brasileiro.
Curso Em cumprimento ao Artigo 21 da Instrução Normativa nº 2/2019 do Ministério da Cidadania, será adotado: O Curso VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; O Catálogo I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; As apresentações do Grupo Miguilim, compostas de narração de trechos das obras de João Guimarães Rosa, tanto no Museu Casa Guimarães Rosa, quanto em eventos públicos, têm acesso gratuito, proporcionando que todo tipo de público possa comparecer nessas ocasiões. Da mesma forma, a publicação que será produzida no âmbito do projeto, com a memória do Grupo, terá distribuição gratuita ao público interessado pela sua performance e trajetória. No Museu, onde os Miguilins atuam como mediadores, as apresentações são oferecidas aos visitantes ao final da visita guiada. Os jovens oferecem algumas opções ao público ou narram estórias que mais se identificam. No jardim da instituição, há dois lugares para essa ação, sendo um ao ar livre, com cerca de 50 lugares, e outro coberto, com cerca de 30 assentos. Na Semana Roseana, evento anual ocorrido em junho em Cordisburgo, os jovens se apresentam no palco do Centro de Atendimento ao Visitante, que têm 200 lugares, ou em praças da cidade, onde a presença de público pode atingir até a 500 pessoas. Nas demais apresentações, em cidades brasileiras, a presença de público sempre é bastante concorrida, mas condicionada obviamente ao local.
Proponente do projeto - Andréa de Magalhães Matos, será responsável pela gestão administrativa, financeira e Produção Executiva Formada em Ciências Econômicas pela PUC/MG, fez o ciclo básico da Escola de Belas Artes da UFMG e tem pós-graduação em Administração pela COPPEAD/UFRJ. De 1985 a 1993, trabalhou em obras da Construtora Mendes Júnior no Brasil e no Iraque e em planejamento urbano na Urbis Consultores Associados. Em 1994, começou a atuar na área cultural e, em 1999, criou a VIA SOCIAL - projetos culturais e sociais, na qual atuou como diretora até o início de 2015. Na empresa, foi responsável pela gestão de projetos, viabilizados com recursos de leis de incentivo à cultura, prêmios, concursos ou convênios públicos, desenvolvidos no: Museu Histórico Abílio Barreto –1995 a 2005; Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa–1999 a 2006; Museu Mineiro - 2002 a 2004; Arquivo Público Mineiro–2000 a 2014; Cine Theatro Brasil–2006 a 2014; Museu Casa de Juscelino (MCJ) - Diamantina/MG–2002; Museu Casa Guignard -Ouro Preto/MG–2005; Centro Cultural da Fundação Dom Cabral -Nova Lima/MG– 2002; Centro Cultural USIMINAS-Ipatinga/MG–1998 a 2003; Museu Náutico da Bahia-Salvador/BA, Centro Cultural do Forte São Francisco Xavier da Barra-Vila Velha/ES, Biblioteca Pública Municipal-Vitória/ES, Casa Porto das Artes Plásticas-Vitória/ES–1999 a 2003; Museu Casa Guimarães Rosa-Cordisburgo/MG–2006 a 2012; Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Sabará–2007 a 2013. Editou 38 livros e publicações literárias, históricas ou artísticas; fez a produção executiva de 23 exposições de longa ou média duração e de mais de 40 eventos de pequeno e médio porte; participou de projetos sociais e produziu CDs e shows de artistas mineiros. Entre mar 2015 a mar 2019, foi Superintendente de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, responsável pela gestão de 7 museus, em Belo Horizonte - Museu Mineiro, Centro de Arte Popular e Museu dos Militares Mineiros, em Ouro Preto - Museu Casa Guignard, em Cordisburgo - Museu Casa Guimarães Rosa, em Juiz de Fora - Museu do Crédito Real e em Mariana - Museu Casa Alphonsus de Guimaraens. Na sua gestão, os museus receberam 293.449 visitantes, sob sua direção foram produzidas 3 novas exposições de longa duração, realizadas 104 exposições temporárias, promovidos 376 eventos e 146 assessorias a museus do Sistema Estadual de Museus. No período editou 15 publicações (catálogos, livros, manuais, mapas). Diretoras e responsáveis pelas oficinas de narração de estórias Elisa Almeida · Formada em Psicologia - UFMG, 1984 · Especialização em Filosofia Contemporânea - UFMG, 1990 · Oficina Conta-Contos com Celso Cisto do Grupo Morandubetá, RJ, 1993 · Oficina de Preparação vocal com Babaya, de 1992 a 1995 · Oficina "Apurando a Arte de Contar Histórias", com Inno Sourcy, no XXIX Festival de Inverno, UFMG, Ouro Preto, 1997 · Narradora de estórias co-fundadora do Grupo Tudo Era Uma Vez, de 1993 a 2012, em parceria com Dôra Guimarães quando desenvolveram método de narrar contos literários · Oficina 'Treinamento físico e vocal para o autor' , com Elisa Toledo, 2013 · Espanhol – leitura e fala / Inglês – leitura e fala / Francês – leitura · Doutoranda pela PPG-ARTES - UFMG (2016-2020) com pesquisa em andamento na linha ‘Artes da Cena’, com o tema: “O acontecimento da narração oral do texto poético que nasce escrito”; orientação: Prof Dra. Mariana Muniz. EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL · Co-coordenadora da Escola Live da Comuna SA de 1992 a 2001 · Vencedora do 1º lugar no III Concurso de Contadores de Histórias da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, em 1993 · Narradora de histórias do Grupo Tudo Era uma Vez desde 1993 com participação em várias montagens de espetáculos de narração de contos literários de vários autores, entre eles, João Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade · Diretora e formadora do Grupo Miguilim de Cordisburgo, MG desde 2004 · Diretora e formadora do grupo de Contadores de Estórias do Morro da Garça, MG, de 2008 a 2016 · Professora de Oficinas Conta-Contos em várias cidades do país desde 1994 · Participação como narradora profissional nas montagens do Grupo Tudo Era Uma Vez: Contos de Amor (1995); Riobaldiadorim, encontros no sertão (1998); Mula -Marmela, estórias de mulheres em Guimarães Rosa (2000), Rola-Mundo, contando Drummond (2002); Diadorim, no sirgo fio dessas recordações (2004); Deus ou o Diabo para o jagunço Riobaldo (2007); Dão-Lalalão, os sinos do amor (2008) · Produção executiva do projeto "Deus e o Diabo no Grande Sertão"( 2010, 2011, 2012) · Participou como membro do Grupo Tudo Era Uma Vez apresentando Riobaldiadorim do 25º FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, Porto, Portugal, 2002 · Participou em setembro de 2008 como Narradora oral Internacional representante do Brasil do Segundo Encuentro de Narración Oral em Paraguay, Assunción · VII Festival Internacional de Cuenteria Fabricantes de Histórias, Chia, Colômbia, setembro de 2012 · Integrante da mesa redonda “Casa de Autores”, representando a Casa Guimarães Rosa, na Conferência Internacional Portugal Literário, Universidade de Letras de Lisboa, Lisboa, Portugal, jun de 2016 · Narração artística de trechos da obra de Rosa e workshop de narração de Rosa, Portuguiesish-Brasilianisches Institut (PBI) Universidade de Colônia, Colônia, Alemanha, jun de 2016. Dôra Guimarães – Maria Auxiliadora Guimarães Franco Formada em Letras e Psicologia, Dôra Guimarães é narradora de contos literários. Desde o início de sua experiência como narradora, em 1990, optou pelo conto literário, encontrando na obra de Guimarães Rosa, seu grande celeiro de histórias, muitas já preparadas e apresentadas em espetáculos de narração. Participou dos espetáculos: · “Riobaldiadorim, encontros no sertão”, · “Mula Marmela: histórias de mulheres em Guimarães Rosa“, · “ Diadorim , no sirgo fio dessas recordações”, · “ Deus ou o Diabo para o jagunço Riobaldo” e · “ Dão- lalalão , os sinos do amor” . No momento, junto com Tiago Goulart, ex- integrante do Grupo Miguilim, de Cordisburgo, tem narrado os contos “ A hora e vez de Augusto Matraga”, “ A Estória de Lelio e Lina” e “Corpo Fechado”. Apresentou-se como narradora de textos literários, no Centro de Estudos Brasileiros das Embaixadas do Brasil em Caracas (1990) e em Roma (2010). É responsável, junto com Elisa Almeida, pela formação e direção do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, adolescentes especializados na narração de textos de Guimarães Rosa no Museu do autor em Cordisburgo. Assistente de direção - Fábio J. Barbosa · Formado em Serviço Social - Centro Universitário Monsenhor Messias, em 2015. · Curso de Narração de Histórias, Período: 1996/1997, Ministrante: Dôra Guimarães, Cordisburgo/ MG. · Oficina de Aperfeiçoamento na Arte de Narrar Histórias, Período: 1998, Ministrante: Regina Machado, Cordisburgo/MG. · Curso de gestão de projetos, Período: agosto de 2006, Ministrante: BrazilFoundation, Rio de Janeiro/RJ. · Oficina de improvisação Teatral, Período: 2007, Ministrante: Grupo Redimuinho, Cordisburgo/MG · Curso de guia em trilhas, Período: 2008, Ministrante: Senar, Cordisburgo/MG · Membro do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, Período: de 1996 a 2005, Cordisburgo/MG · Bibliotecário e arquivista na Biblioteca Pública “Riobaldo e Diadorim”, Período: Janeiro de 1998 a 2000, Cordisburgo/MG. · Membro do Grupo Caminhos do Sertão, Período: a partir de 1998, Cordisburgo/MG. · Órgão Municipal de Educação e Cultura, Período: 01/01/2001 à 31/12/2003, Cargo: Auxiliar de serviços, Cordisburgo – MG. · Museu Casa Guimarães Rosa, Período: a partir de 2005, Cargo: Coordenador local do Grupo Miguilim, Cordisburgo-MG. · Membro do Grupo de Teatro “O Banquete”, Período: a partir de 2015, Cordisburgo- MG. · Coordenador do Projeto "Estórias fazendo Histórias" 2005, patrocinado pela BRAZILFOUNDATION. · Coordenador do Projeto "Estórias transformando Histórias" 2007 patrocinado pela BRAZILFOUNDATION. · Assistente de Produção no Projeto Contadores de Estórias nos Caminhos do Sertão 2 – N.º PRONAC: 03 6008 – 2008. · Assistente de Direção no Projeto "PROJETO LIVRE: MIGUILIM PARA TODOS. 2013. · Produtor do Grupo Miguilim no Projeto Manutenção da Associação dos Amigos do Museu Casa Guimarães Rosa - CA 0214/001/2014. · Ministrante e mediador na mesa redonda sobre a trajetória do 20 anos do Grupo Miguilim durante Semana Roseana - 2017. · Curadoria da Exposição "Narrar é resistir" 20 anos do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim – 2017. · Preparação e coordenação do Grupo de Contadores de Estórias do Morro da Garça - a partir de 2018. PRÊMIOS · Segundo lugar no concurso de Contadores de Histórias de Belo Horizonte, Período: 1998, Belo Horizonte/MG. · Medalha João Guimarães Rosa – atuação no meio cultural, Período: 2008, Cordisburgo/MG. Design da publicação sobre o Grupo Miguilim - Flávio Vignoli · Graduação em Desenho Industrial com habilitação em Design Gráfico – Escola de Design/UEMG · Pós Graduação Lato Sensu em “Artes Plásticas e Contemporaneidade” – Escola Guignard/UEMG · Mestrando na Escola de Belas Artes da UFMG · Designer Gráfico e Designer de Exposição · Diretor Artístico, Cenógrafo e Iluminador – RPMT: 3232 · Professor de Design Gráfico e Design de Interiores – FEA/FUMEC de 2004 a 2016 · Professor orientador de TCC – Trabalho de Conclusão de Curso (Design Gráfico) · Professor do NDE – Núcleo Docente Estruturante do Design de Interiores – FEA/FUMEC · Professor representante na Congregação FEA/FUMEC nos anos de 2012 a 2015 · Presidente do Centro de Artesanato Mineiro (Ceart) – 2013 / 2017 · Proprietário da empresa Estúdio 43 – Artes e Projetos · Proprietário da Tipografia do Zé · Participação no grupo teatral da Casa de Cultura Oswaldo França Júnior dirigido por Jota Dangelo e Mamélia Dornelles entre 1990 a 2000. · Chefe do Departamento de Artes Plásticas da Fundação Clóvis Salgado nos anos de 2003 e 2004. Áreas de pesquisa: design de exposição; design de livro; editoras artesanais brasileiras; tipografia; arte popular; artesanato tradicional. Projetos de Curadoria / Design de Exposição / Design Gráfico: · “Memorial do Legislativo Mineiro" (2018), · “Pareidolia: colagens de Roberto Marques” (2015), · “A imaginação da matéria de Minas” (2014), · “Mitos: metamorfose na biblioteca” (2011), “ · O cartaz no teatro” (2011), · “Centro de Artesanato – 40 anos” (2009), · “20 anos do BDMG Cultural” (2008), · “O Livro de Angela” (2008), · “Grupo Galpão” (2006), · “Noemisa e Ulisses – poesia em barro” (2004), · “15 anos do BDMG Cultural” (2003). Projetos de Design de Exposição / Design Gráfico: · “Museu Casa Alphonsus de Guimaraens / Mariana (2018), · “Museu Casa Guignard/Ouro Preto” (2017), · “Advânio Lessa” (2015), · “Museu Tipografia Pão de Santo Antônio/Diamantina” (2015), · “Olhares múltiplos sobre cinco cidades” (2014) · “Assis Horta” (2013/2015) · “Mitos: metamorfose na biblioteca” (2012) · “Museu Casa Guimarães Rosa/Cordisburgo” (2010), · “Guerra dos Emboabas – 300 anos depois” (2009), · “10 Escritores de Diamantina” (2008), · “Sertão Encarnado” (2008), · “Restauração da Igreja Matriz de Sabará/Sabará” (2008), · “Rosa dos Tempos, Rosa dos Ventos” (2006), · “O Amanuense Cyro dos Anjos” (2006), · “50 anos do Grande Sertão: Veredas” (2006), · “Coleção Rita Adelaide” (2006), · “Arte Mineira: raízes e modernidade” (2005), · “400 Anos do Quixote” (2005), · “45 Anos de Teatro – em três atos de paixão” (2001). Projetos de Design de Livro: · “Memória arquitetônica da cidade de São João del Rei: 300 anos”(2014) · “Beirais das Gerais” (2013) · “Sentinelas sonoras” (2013) · “A música de Milton Nascimento” (2013) · “FOTOcontínuo” (2013) · “Acácio Videira – a história de um acervo” (2013) · “Os anos heróicos do teatro em Minas” (2010) · “O Velho Chico em três tempos” (2010) · “Um sonho concreto” (2009) · “O homem do abismo” (2009) · “Expedição Mucuri” (2009) · “Memórias de ruas” (2008) · “O Aleijadinho – arquiteto e outros ensaios sobre o tema” (2008) · “Poesia a destempo” (2008) · “Os tabaréus na cidade grande” (2007), · “Origens históricas de São João del-Rei” (2006) · “Sylvio de Vasconcellos – arquitetura, arte e cidade” (2004) · “História do carnaval de SJDR” (2003). Editor / tipógrafo / impressor das Coleções “Elixir”, “Gráfica Utópica” e “Livros que não tenho” da Tipografia do Zé: · “Tabacaria” (2008) e “O livro do desassossego – improvisações gráficas” (2009) de Fernando Pessoa · “Navio Negreiro” de Castro Alves (2008) · “Céu inteiro” de Ricardo Aleixo (2008) · “O elixir do pajé” e “Hino à preguiça” de Bernardo Guimarães (2008) · “Ismália” e “Sonetos” de Alphonsus de Guimarães (2008) · “Mundo Torto” de Gláucia Machado (2009) · “Melo d/g ramas” de Guilherme Mansur (2009) · “Arquivo impresso” de Paulo Bruscky (2009) · “As janelas” de Rainer Maria Rilke (2012) · “Onde anda você” de Manoel Ricardo de Lima (2013) · “Pareidolia tipográfica” de Roberto Marques e Flávio Vignoli (2015) · “Esquecimento” de Flávio Vignoli” (2016) · “PaLarva Paulo Bruscky” de Flávio Vignoli” (2016) · “Improvisação gráfica Aloisio Magalhães” de Flávio Vignoli” (2016) · “Eu, eu mesmo...” de Fernando Pessoa · “Em viagem – uns estudos”.
DILIGÊNCIA NA ANÁLISE PREDITIVA RESPONDIDA PELO PROPONENTE.
Histórico inicial = baseline (situação atual no momento da primeira ingest). Próximas mudanças de status serão capturadas automaticamente a cada nova sincronização SALIC.