| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 07003107000132 | CYMI CONSTRUCOES E PARTICIPACOES S.A | 1900-01-01 | R$ 600,0 mil |
O projeto "Carnaval 2024 - Beija Flor" tem como principal objetivo produzir o desfile do Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Florno Carnaval Carioca 2024, quando a escola desfilará pelo Grupo Especial. O projeto auxiliará principalmente na produção de parte das fantasias, alegorias e adereços, permitindo que aescola distribua gratuitamente um número significativo de fantasias para sua comunidade.
Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila Quem será o Benedito? Nasceu em Maceió, no ano de 1905, um menino chamado Benedito, sobrenome dos Santos. Veio ao mundo numa rua que não existe mais, numa parte da cidade com cheiro de magia e maresia, entre as Igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e de São Benedito. Pouco se sabe sobre seu pai e sua mãe. Seus nomes e suas memórias viraram cinzas. A única certeza que se tem sobre eles é que sofreram na alma o horror da escravidão. Libertos e analfabetos, ganhavam o pão vendendo frutas nas ruas da velha cidade ou limpando os palacetes dos barões do açúcar. Ao pé do ouvido do moleque, sussurravam histórias encantadas de antepassados que eram reis e rainhas de terras africanas, entre elas a Etiópia, e que desfilavam sua realeza lá pelos altos da Serra da Barriga. A tradição que atravessou gerações levava Benedito de volta ao tempo de Palmares, o maior dos quilombos, imponente símbolo de resistência no tempo das capitanias, cujo sangue nobre ainda corre nas veias das Alagoas. Tempo de dor e luta, mas também de resistência e celebração, como Benedito ouvia dos pais: “Meu filho, dia de festa era dia de descansar as armas”. Abaixa teu escudo, guerreiro quilombola. Repousa tua flecha, bravo caeté de linhagem tupi; que hoje dançaremos com os espíritos dos nossos ancestrais em pajelanças caboclas, crenças do catolicismo popular e rituais da Mãe África! É dia de fazer nossos cantos e tambores ressoarem pela eternidade! Assim, sob a proteção de gameleiras e juremas, aqueles que resistiram ao açoite e não dobraram os joelhos deram origem a um povo que brinca sem perder a fé nas suas raízes. É ele que manda na folia de Maceió Antes mesmo de Benedito nascer, a Abissínia – nome antigo da Etiópia – já inspirava festas e cortejos no centro de Maceió, região que os jornais da época chamavam de Maceyobissínia. Era um pedaço de África na capital das Alagoas, onde os moleques passavam o tempo pelas ruas ensolaradas. Entre as brincadeiras favoritas estava o jogo de pião. Quando não rodavam direito o pião, e ele tombava no chão, diziam que era uma “gonga”. A falta de traquejo de Benedito com o brinquedo de madeira e o barbante de algodão deu a ele o apelido de Gonguila. Aprendeu o ofício de engraxate e sua lida era na ponta da flanela. Gastava prosa nas calçadas, a lustrar sapatos de políticos, artistas e intelectuais na porta dos cafés e tabacarias. Mas era entre bêbados, meretrizes e desocupados que mais gostava de estar, entre goles e cigarros, carteados e sinucas. Pois foi na boêmia e nas encruzilhadas, junto ao povo de rua, que Gonguila achou o seu caminho e lapidou seu maior talento: ser folião. Um devotado súdito de Momo, líder do Cavaleiro dos Montes, bloco que fez história nos carnavais da capital, com nome inspirado nas dunas de areia da Praia do Jaraguá. Naquele tempo, Maceió fervia entre o Sábado de Zé Pereira e as cinzas da Quarta-feira. Debaixo de um sol de brasa, a única nuvem era de confete e serpentina. Em seus conversíveis, almofadinhas e madames se divertiam nos corsos, enquanto a massa trançava as pernas no passo do frevo, importado do vizinho Pernambuco. Nas batalhas de orquestras que arrastavam multidões, vencia a que soprasse mais alto seus metais. E tome cerveja gelada para esfriar a goela e lapada de cachaça para incendiar o povo de novo! Gonguila descia do Farol ao cais do porto e seguia até a Ponta Grossa – onde até hoje moram seus descendentes. Alto e forte, tocava clarim pelo trajeto, sempre ao lado do estandarte do bloco, com a imagem de um ginete montado em um cavalo. Aqui e acolá, espetavam algum dinheiro com alfinete no pano do estandarte, ou botavam algum vintém entre as costuras, que era para pagar os músicos. Depois do desfile, virava porteiro da Fênix Alagoana, o clube dos ricos, que se embriagavam de lança-perfume nos luxuosos salões. Um dia, faltava pouco para o Carnaval, Gonguila ouviu a notícia: bem longe dali, Rás Tafari – "príncipe respeitado" em amárico, uma das línguas faladas na Etiópia – era coroado imperador. Fechou os olhos e puxou na gaveta da memória as histórias dos nobres etíopes de Palmares. Entre o real e a fantasia, assumiu o parentesco com o monarca, botou um Rás na frente do apelido de infância e virou Rás Gonguila. Em seu delírio, viu a coroação do imperador e profetizou: um dia, ainda haveria de ver o encontro das realezas de Maceió, da Etiópia e de uma corte azul e branca, maravilhosa e soberana. Selassie, o imperador brincante Em sua profecia, Rás Gonguila descobriu que sua herança africana começou há mais de 700 anos, quando um primo distante, descendente direto da Rainha de Sabá e do Rei Salomão, fundou o Império Etíope. Séculos depois, num truque do destino, a imperatriz do momento estava lá tranquila, governando a Etiópia, quando adoeceu e foi desta para uma melhor. Rás Tafari, filho de um conselheiro do palácio, não nasceu para reinar, mas viu o trono cair no seu colo. Festa de coroação igual nunca se viu. Aquele que seria o último imperador da Etiópia escolheu o nome de Haile Selassie – que significa “O Poder da Divina Trindade”. Etnias de várias partes do país vieram saudar Sua Majestade Imperial, com seus trajes e adornos festivos: flores na cabeça, barro nos cabelos, pintura no corpo, joias de madeira, miçangas e panos de estamparia. Vieram também os cristãos de Lalibela, cidade onde Jesus tem a pele preta como seus irmãos. Depois de sete dias e sete noites de música, dança e banquetes, estava coroado o novo Leão de Judá. Rás Gonguila viu com seus próprios olhos quando ele saiu do palácio, acompanhado da imperatriz Menen, em uma carruagem puxada por zebras e antílopes. À frente deles, um cortejo alucinante de brincantes etíopes. Gonguila achou até que parecia um grande bloco de rua, com destino a Maceió. É ela, a deusa nilopolitana Gonguila mergulhou ainda mais fundo nos seus devaneios e convidou para a festa o povo da Mirandela, que exalta a própria nobreza com samba no pé. Tem sido assim desde os tempos dos blocos Centenário e Irineu Perna de Pau, que pavimentaram o caminho vitorioso da Beija-Flor, razão do cantar feliz daquela gente. Em seu sonho, o Rás alagoano viu a corte nilopolitana chegar flutuando ao cais do porto de sua querida cidade. Batuqueiro estica o couro do tambor, velha guarda alinha o traje, passista diz no pé e baiana ajeita a saia antes de girar na imensidão do asfalto. Acerta o passo, nobre mestre-sala, e desfralda o pavilhão, guardiã do nosso maior tesouro. Olha a Beija-Flor aí, gente, mostrando que essa escola nasceu para vencer e, cá entre nós, sempre foi chegada a viajar na imaginação. Dos olhos dos nossos ancestrais caiu uma lágrima de saudade, lembrando o velho tempo que passou. Brincando com a imaginação, hoje seremos fantasia. Um lindo beija-flor anunciando uma delirante viagem carnavalesca rumo às Alagoas. Tirem do passado a nobreza, joguem fora a roupa do dia a dia e vistam-se de reis e rainhas, como Gonguila e Selassie, que é o que vocês são! Sobe todo mundo nesta carruagem de beija-flores encantados, pois os bons ventos vão nos guiar pelos ares rumo àquele pedacinho de Brasil. Abre a sede para a soberania popular Lá vem a corte da Etiópia e a nobreza de Nilópolis, singrando o mar e cortando o vento. No cais enfeitado de cor, Gonguila os espera acompanhado da nobreza da cultura popular de Maceió, ao som do frevo e balé de estandartes. E o povo nas ruas regendo o apito dos mestres, que brincam folguedos em todos os cantos de Alagoas e abrem a sede* desta grande festa da ancestralidade. Tem chegança de marujo e coco de roda da beira da praia. Bumba-meu-boi e samba de matuto dos canaviais. Caboclinho dos indígenas e pastoril dos autos natalinos. Tem folia de reis e tem guerreiro – com suas igrejas na cabeça, o mais querido dos folguedos, que sintetiza a alma dos alagoanos: povo de olhar e palavras doces como o mel da cana, abraço quente como o sol e gingado manso como o balançar da palha do coqueiro. Gente que celebra de noite e de dia, na proteção de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira de Maceió, e de todos os santos, encantados e orixás. Está cumprida a profecia do encontro de realezas, que coroam Benedito: o imperador do Carnaval de Maceió. É o triunfo da cultura popular, em um esfuziante banho à fantasia no azul piscina do mar de Pajuçara. Neste congraçamento, todo mundo tem sangue nobre. Basta se deixar levar por um delírio de Carnaval. Hoje tem escola de respeito batendo cabeça para Rás Gonguila. Benedito, enfim, é Rei! * Abrir a sede (lê-se “séde”) é como os alagoanos chamam o início das apresentações de seus folguedos, sempre com um canto puxado pelo mestre dos brincantes. É o mesmo que abrir a gira, começar os trabalhos.
Objetivo Geral: O projeto tem como principal objetivo produzir, em alto nível, a apresentação da Beija Flor no Carnaval Carioca, ou seja, a realizacao de um desfile da Escola de Samba na Marquês da Sapucai. O projeto viabilizará a confecção de parte das fantasias, carros alegóricos,alegorias, adereços e demais elementos cenográficos utilizados no desfile da Beija Flor. O projeto permitirá a distribuição defantasias gratuitas para a Comunidade de Nilopolis e adjacências. Realizar 1 desfile da GRES Beija Flor, podendo chegar a 2, caso a escola se classifique para o Desfile das Campeãs . Art. 2o Na execução do PRONAC, serão apoiados programas, projetos e ações culturais destinados às seguintes finalidades: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; XIII - apoiar e impulsionar festejos, eventos e expressões artístico-culturais tradicionais, além daquelas já tombadas como patrimônio cultural imaterial; I - Não há nada mais nacional do que a Cultura das Escolas de Samba. V - O projeto distribuirá fantasias de forma 100% gratuita para a população ampliando o seu acesso a este bem cultural. XIII - O projeto apoia um dos mais trandicionais festejos do nosso calendário cultural. Objetivos Específicos: O projeto tem como principal objetivo produzir, em alto nível, a apresentação da Beija Flor na Carnaval Carioca no Domingo dia 11 de fevereiro, a segunda escola a desfilar. Para que isso ocorra é necessario um alto investimento em fantasias, alegorias,carros alegóricos, e tudo mais que compõe o desfilede uma escola da samba do grupo especial. O projeto viabilizará a compra de madeira, ferro, espuma, tecidos diversos, material de forração, arame, materialde acabamento, material de decoração, material elétrico, de iluminação, de pintura, tintas, cola e demais materias que são utilizados na construção defantasias e alegorias (carros alegóricos, acoplamentos, tripés e alegorias de mão, cabeça e etc). São esses materiais que serão entregues nas mãos de profissionais contratados para a confecção do carnaval que transformarão esses materiais no maior espetáculo cultural do País. Carpinteiros, serralheiros,aderecistas, artesãos, eletricistas, iluminadores, costureiras, especialistas em estruturas móveis, engenheiros e diversos outros profissionais serão envolvidos direta ou indiretamente na construção deste espetáculo que terá como ator principal o morador da comunidade de Nilopolis e adjacências que desfilará gratuitamente no carnaval. Frequentando os ensaios na quadra ele terá acesso gratuito as fantasias das alas da comunidade. Entendemos ainda que adistribuição gratuita de fantasias para a comunidade é fundamental para democratizar o acesso da população de baixa renda nesse grande espetáculo, tornando-os mais que expectadores, e sim os artistas da festa.
O Carnaval do Rio de Janeiro é um dos eventos culturais mais conhecidos do Brasil e mais divulgados em todo mundo. Uma das provas da grandiosidade deste evento é a ocupação hoteleira do período, que enche a cidade com turistas do mundo inteiro. Com o passar dos anos a festa foi crescendo, as fantasias ganhando mais elementos e os carros alegóricos se transformando em obras primas da engenharia cultural com iluminação, animação e efeitos especiaisdiversos. Profissionais especializados trabalham durante meses para colocar na avenida um espetáculo que será exibido em diversos países do mundo. Uma dascaracterísticas do desfile das escolas de samba é que ele possuí juízes julgando a participação das escolas nos diversos quesitos existentes neste concursocultural que é o desfile das escolas de samba. Para melhorar a qualidade técnica dos desfiles as escolas ensaiam durante o segundo semestre e início do ano.Para garantir a qualidade técnica dos desfiles é necessária uma ampla participação da comunidade nos desfiles que se dá através da doação de fantasias para a comunidade. Assim, os recursos da Lei 8.313/91 são essenciais para garantir que o espetáculo manterá o alto nível de produção de anos anteriores e garantirtambém a distribuição gratuita das fantasias para a comunidade. O carnaval carioca é uma das principais expressões da cultura popular brasileira. Transcendendo as fronteiras nacionais, esse espetáculo atrai os olhares domundo, o que pode ser comprovado pela enorme quantidade de turistas que o Brasil recebe nesse período, e também pela grande cobertura jornalística etransmissões dos desfiles realizadas por emissoras de vários países. A dimensão atual do espetáculo traz grandes benefícios para o fortalecimento da cultura epara a indústria do turismo nacional. Tais benefícios também se refletem no desenvolvimento sócioeconômico do estado do Rio de Janeiro, e contribuem para aprofissionalização e crescimento do carnaval carioca. Em uma visão macro, entendemos que o crescimento do carnaval desencadeia reações positivas emdiversos setores da economia como fábricas de matéria prima para fantasias, adereços e carros alegóricos, além do estímulo à profissionalização da mão de obra que trabalha diretamente com a produção do carnaval. Todo ano novos artesoes surgem, costureiras aprendem o segredo do carnaval e a mao de obra vai se especializando e o carnaval cumprindo o seu papel de formador de mao de obra para a industria da cultura. A Beija Flor quer participar ativamente de todo este movimento, e acreditamos que com uma gestão profissional do carnaval, contando com o apoio público, nas esferas federal, estadual e municipal, a execução do projeto conforme proposto será totalmente viável. Acreditamos que é possível tornar o espetáculo mais grandioso, melhorar a percepção do público com relação à qualidade final apresentada e gerar maior visibilidade e credibilidade para o evento. Ressaltamos ainda que além dos benefícios econômicos, é preciso considerar os reflexos socialmente positivos da realização do projeto e do crescimento do carnaval. É importantíssmo lembrar que a maioria das escolas de samba, entre elas a Beija Flor, estão enraizadas em comunidades periféricas da cidade do Rio de Janeiro, como o município de Nilopolis, e que o carnaval significa para muitos membros dessas comunidades o momento mais esperado do ano,muitos vivem o dia-a-dia da escola por todo ano, como funcionários, voluntários ou simplesmente apaixonados. Atendendo ao Artigo 1o da Lei 8.313/91 pretendemos através deste projeto : I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; O projeto é televisionado e envolve toda a comunidade em ensaios e na participacao do desfile. II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; O projeto tem ampla utilizacao de mao de obra local que trabalha na confeccao de fantasias e alegorias. III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; O Carnaval do Rio é umas das mais importantesmanifestacoes culturais do nosso país, e esse projeto ajuda na sua valorizacao e difusao. IX - priorizar o produto cultural originário do País. afinal o carnaval é um dos nossos principais produtos culturais. O projeto atende ainda aos objetivos do artigo 3o ao: c) / e) realizar um espetáculo de artes cenicas; d) Proteger uma das mais importantes tradições populares nacionais que é o Carnaval do Rio de Janeiro.
Em anos anterioes a planilha continha os itens carros alegoricos e fantasias. NAo sabemos se por uma instabilidade no sistema, ao longo da incricao o mesmo apresentou erro diversas vezes, esses itens nao estavam disponiveis. Como o carro alegorico é um elemento de cenografia e a fantasia um figurino, usamos essas nomenclaturas na planilha.
nao aplicavel
DESFILE DE CARNAVALAcessibilidade física:No caso da participação de cadeirante no desfile, a sua fantasia será 100% adaptada a sua necessidade e será garantido o acesso de um acompanhante para senecessário auxiliar o cadeirante durante o percurso que é localizado em um espaço plano e 100% acessivel. Acessibilidade para deficientes visuais:No caso da participação de deficientes visuais no desfile, será disponibilziado equipamento de audiodescrição que permitirá ao participante receber umadescrição da experiência que estará vivendo na avenida. Acessibilidade para deficientes auditivos:No caso de participação de deficientes auditivos nao haverá nenhum impedimento porque toda a letra do samba é disponibilizada por escrito para todos osparticipantes. Como foi feito em anos anteriores, para garantir que os portadores de necessidades especiais tenham ciência das condições de acessibilidade serão colocadoscartazes na quadra, onde são realizados os ensaios, e no barracão, onde são confeccionadas as alegorias e fantasias, convidando as pessoas com deficiência aparticiparem do desfile e orientando-os a procurarem os membros da escola para serem auxiliados. Nos anos anteriores houve somente a participação de umcadeirante no desfile, sem interesse de mais pessoas. Caso haja interesse este ano, serão contratados os serviços necessários para prover a acessibilidade aodesfilante. Os custos com acessibilidade, caso necessário, serão custeados com recursos próprios do Proponente.
A escola distribui fantasias gratuitamente para a comunidade de Nilopolis. A participação da comunidade no desfile da escola éimportantíssima para garantir a qualidade técnica do desfile. São os integrantes da comunidade que ensaiam, aprendem o samba e levam a escola nas costas durante o desfile. A fantasia daqueles que se inscrevem na ala das comunidades e participam dos ensaios é garantida de forma gratuita. Aqueles que não comparecem aos ensaios são substituídos por outros membros da Comunidade. Assim, todas as fantasias que são produzidas com recursos do projeto sao distribuídas de forma gratuita. O número de fantasias produzidas pode ser proporcional ao valor captado no projeto. Medidas presentes no Art. 28 da IN que serão adotas pelo projeto: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, dasatividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal;V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redespúblicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; O desfile da escola é transmitido em TV aberta, umas das mídias gratuitas de maior alcance no país e é disponibilizado na internet tambem sendo possivel ve-lo posteriormente em diversas paginas no youtube..
O proponente será responsavel por toda a coordenacao geral do projeto e toda a gestao administrativa/financeira do projeto, nao sendo remunerado na planilha pela coordenacao geral do projeto. Podendo ser remunerado pela Direção administrativa do projeto no valor de até 100 mil reais e podendo contratar um coordenador administrativa-financeiro para apoio. Carnavalesco: João Vitor Araújo nem tinha completado 14 anos quando viu um desfile de escola de samba ao vivo pela primeira vez. Em sua estreia na Marquês de Sapucaí, no Carnaval de 1999, foi arrebatado por uma certa agremiação azul e branca de Nilópolis, que trouxe para a avenida o aclamado desfile sobre a cidade mineira de Araxá, com um samba antológico. Encantado com o luxo e o rodopio frenético da ala das Baianinhas, aquele garoto mal sabia que, 25 anos mais tarde, seria ele o artista responsável pelo desfile da Beija-Flor. Carnavalesco e figurinista, João Vitor nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de março de 1985. Apaixonou-se pelo Carnaval ainda na infância, quando morava com a família na Ilha do Governador. Na adolescência, começou a frequentar a quadra da escola tricolor insulana, a União da Ilha do Governador, onde foi componente e ajudante de ateliê de fantasias. Formou-se em design gráfico pelo Senac e também estudou design de moda no Senai/Cetiqt (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil). No final do ano 2000, começou a trabalhar como aderecista na Portela, nos preparativos para o Carnaval de 2001, sob o comando de Alexandre Louzada. Depois, João Vitor passou cinco anos na Estação Primeira de Mangueira como aderecista e depois chefe de adereços com Max Lopes (1949-2023). Em 2006, trabalhou na Unidos do Viradouro com Paulo Barros. Também trabalhou como figurinista e assistente dos carnavalescos Fábio Ricardo, Luis Carlos Bruno e Edson Pereira. Em 2014, no seu primeiro trabalho solo como carnavalesco, foi campeão da Série A, levando a Unidos do Viradouro de volta ao Grupo Especial. Em 2015, permaneceu na vermelho e branca de Niterói e estreou na principal divisão do Carnaval do Rio. Foi também neste ano que teve sua primeira (e única) experiência fora do carnaval carioca, na escola Novo Império, de Vitória/Espírito Santo. Em 2017, assinou os desfiles de duas escolas: a Acadêmicos da Rocinha e a Unidos do Cabuçu, com enredos em homenagem ao carnavalesco Viriato Ferreira (1930-1992), que integrou a equipe de Joãosinho Trinta (1933-2011) na Beija-Flor, e ao cantor e instrumentista Dominguinhos (1941-2013), respectivamente. Nos dois anos seguintes, foi carnavalesco da Unidos de Padre Miguel, com trabalhos sobre a encantaria da ilha amazonense de Parintins, em 2018, e o escritor Dias Gomes (1922-1999), em 2019. Único carnavalesco negro a assinar um desfile no Grupo Especial em 2020, João Vitor desenvolveu no Paraíso do Tuiuti um enredo sobre dois Sebastiões, o santo e o rei de Portugal. Após a pandemia, assinou em 2022 o carnaval da Acadêmicos do Cubango, com uma homenagem à atriz Chica Xavier (1932-2020). De volta ao Grupo Especial, João Vitor dividiu o barracão em 2023 com a multicampeã Rosa Magalhães, que assinou seu primeiro carnaval em 1974, na Beija-Flor. Após um desfile aclamado pela crítica, que conquistou vários prêmios, incluindo quatro Estandartes de Ouro, considerado o principal do Carnaval carioca, João Vitor Araújo assinou com a Beija-Flor de Nilópolis para o Carnaval de 2024. Intérprete: Neguinho da Beija-Flor Luiz Antônio Feliciano Marcondes acrescentou ao seu nome de batismo o nome artístico que o consagrou: Neguinho da Beija-Flor. O cantor e compositor é um grande expoente desta agremiação, que teve no seu talento um dos pilares de sua consolidação. Neguinho é patrimônio da Beija-Flor de Nilópolis e do carnaval carioca. Sua voz inconfundível é uma marca indelével que ajudou a construir a história gloriosa da azul e branco. Filho de músico, a arte se fez presente desde a infância. Sua estreia como puxador de samba se deu no então bloco Leão de Iguaçu. Foi o compositor Cabana, a pedido do patrono Anísio Abraão David, quem fez o convite para que ele assumisse o posto no qual faria história na cultura brasileira, tanto pelo sucesso quanto pela longevidade. Hoje, quase cinquenta anos depois, o cantor é a voz mais conhecida e um dos principais artistas – senão o principal – do maior espetáculo da terra. Vencedor de cinco Estandartes de Ouro do jornal O Globo, também foi agraciado com um Prêmio SRZD e duas Estrelas do Carnaval, concedidas pelo site Carnavalesco. Além disso, é um dos maiores vencedores do prêmio Tamborim de Ouro, do jornal O Dia, tendo conquistado por seis vezes a distinção de A Voz da Avenida, uma vez como Personalidade e a justa deferência como Intérprete da Década, recebida em 2007. Para além do carnaval, construiu uma sólida e bem-sucedida carreira como cantor, com 36 discos gravados ao longo de uma trajetória que coleciona sucessos e o fez excursionar o mundo para exibir sua arte, arregimentando uma legião de fãs. No ano de 1991, conquistou o Prêmio Sharp de melhor cantor de samba, reconhecido pelo público e pela crítica. A Beija-Flor se orgulha de ter um dos maiores nomes do samba e da música popular brasileira como seu intérprete. Neguinho é a nossa voz, nossa imagem e a nossa história viva, honra e glória desta agremiação. Mestre Sala e Porta Bandeira: Claudinho Souza e Selminha Sorriso Com mais de 30 anos de uma parceria vitoriosa e premiada, Claudinho Souza e Selminha Sorriso colecionam, como primeiro casal, nada menos que dez títulos no carnaval carioca. O primeiro, em 1992, foi justamente na estreia como dupla, no Estácio de Sá. Na Beija-Flor de Nilópolis desde 1996, participaram ativamente do ciclo vitorioso que acumulou nove conquistas entre 1998 e 2018. Defendendo a arte de Mestre-Sala e Porta-Bandeira como uma dança popular, destacam-se pela garra, o vigor e a beleza de cada uma das suas apresentações. Formam um par respeitado, esperado e reconhecido pela excelência que gerou. Claudinho iniciou sua trajetória carnavalesca na ala das crianças do Unidos de São Carlos, através dos pais que eram integrantes da escola. Aos dezesseis anos de idade, venceu um concurso para terceiro Mestre-Sala da escola que havia trocado de nome para Estácio de Sá. Teve sua primeira oportunidade como primeiro Mestre-Sala em 1990, dançando com Adriane. Mas seria justamente a partir do par com Selminha que se consolidaria como um dos maiores da história do ofício, vencedor por seis vezes do prêmio Estandarte de Ouro. Além da dança, Claudinho é músico, compositor e professor de Educação Física. Selminha começou como passista no Império Serrano, fazendo sua estreia como Porta-Bandeira no ano de 1991. Pé quente, foi campeã do carnaval ao debutar no Estácio de Sá, no ato inaugural da parceria histórica com Claudinho. Além dos muitos predicados de sua dança, notabiliza-se pelo carisma que cativa o olhar de quem, admirado, observa sua exibição. Seis vezes premiada com o prêmio Estandarte de Ouro, é amplamente reconhecida como uma das maiores da história. Formada em Direito, Selminha é militar do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Desde o fim de 2022, é apresentadora do programa “Samba Coração” na TV Bandeirantes, dedicado ao samba e ao carnaval carioca. Além disso, conduz o Departamento Cultural da escola e desenvolve um importante trabalho social, aos sábados, na quadra da agremiação, oportunizando jovens através da cultura do samba. os profissioanis acima nao serao remunerados pelo projeto sendo parte integrante do corpo fixo da escola.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.